A CINCIA DO BOM VIVER,
ndice
I. O Verdadeiro Mdico-Missionrio
 1 Nosso Exemplo / 17
 2 Dias de Ministrio / 29
 3 Com a Natureza e com Deus / 51
 4 O Toque da F / 59
 5 A Cura da Alma / 73
 6 Salvo Para Servir / 95

II. A Obra do Mdico
 7 A Cooperao do Divino com o Humano / 111
 8 O Mdico  um Educador / 125

III. Mdicos-Missionrios e sua Obra
 9 Ensinando e Curando / 139
10 Auxlio aos Tentados / 161
11 A Obra em Favor dos Intemperantes / 171
12 Auxlio aos Desempregados e aos Destitudos de Lar / 183
13 Os Pobres Desamparados / 201
14 O Ministrio em Favor dos Ricos / 209

IV. O Cuidado dos Doentes
15 No Quarto do Doente / 219
16 Orao Pelos Doentes / 225
17 O Emprego de Remdios / 234
18 A Cura Mental / 241
19 Em Contato com a Natureza / 261

V. Princpios de Sade
20 Higiene Geral / 271
21 Higiene Entre os Israelitas / 277
22 Vesturio / 287
23 O Regime Alimentar e a Sade / 295
24 A Carne Como Alimento / 311
25 Extremos no Regime / 318
26 Estimulantes e Narcticos / 325
27 O Comrcio de Bebidas e a Proibio / 337

VI. O Lar
28 O Ministrio do Lar / 349
29 Os Fundadores do Lar / 356
30 Escolha e Preparo do Lar / 363
31 A Me / 371
32 A Criana / 379
33 Influncias do Lar / 388
34 A Verdadeira Educao  um Ensino / 395

VII. O Conhecimento por Excelncia
35 O Verdadeiro Conhecimento de Deus / 409
36 O Perigo do Conhecimento Especulativo / 427
37 O Falso e o Verdadeiro na Educao / 439
38 A Importncia de Buscar o Verdadeiro Conhecimento / 451
39 O Conhecimento Recebido Mediante a Palavra de Deus / 458

VIII. As Necessidades do Obreiro
40 Auxlio na Vida Diria / 469
41 Em Contato com os Outros / 483
42 Desenvolvimento e Servio / 497
43 Uma Experincia Mais Alta / 503

"O Esprito do Senhor Jeov est sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas 
aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de corao, a proclamar liberdade aos cativos e a 
abertura de priso aos presos; a apregoar o ano aceitvel do Senhor e o dia da vingana do nosso 
Deus; a consolar todos os tristes." Isa. 61:1 e 2.
I. O Verdadeiro Mdico-Missionrio
1
Nosso Exemplo
Pg. 15
Pg. 17
Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigvel servo das necessidades do 
homem. "Tomou sobre Si as nossas enfermidades e levou as nossas doenas" (Mat. 8:17), a fim 
de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o fardo de doenas, 
misrias e pecado. Era Sua misso restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes sade, paz 
e perfeio de carter.
Vrias eram as circunstncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxlio, e nenhum dos 
que a Ele se chegavam saa desatendido. DEle emanava uma corrente de poder restaurador, 
ficando os homens fsica, mental e moralmente sos.
A obra do Salvador no era restrita a qualquer tempo ou lugar. Sua compaixo desconhecia 
limites. Em to larga escala realizava Ele Sua obra de curar e ensinar, que no havia na Palestina 
edifcio grande o bastante para comportar as multides que se aglomeravam ao Seu redor. Nas 
verdes encostas da Galilia, nas estradas,  beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os 
doentes Lhe podiam ser levados, a se
Pg. 18
encontrava Seu hospital. Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mos sobre os 
doentes e os curava. Onde quer que houvesse coraes prontos a receber-lhe a mensagem, Ele 
os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava aos que a Ele iam;  
tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da famlia.
Jesus carregava o grande peso de responsabilidade da salvao dos homens. Ele sabia que, a 
menos que houvesse da parte da raa humana decidida mudana nos princpios e desgnios, tudo 
estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ningum podia avaliar o peso que sobre Ele 
repousava. Atravs da infncia, juventude e varonilidade, andou sozinho. Todavia era um cu 
estar-se em Sua presena. Dia a dia enfrentava provas e tentaes; dia a dia era posto em contato 
com
Pg. 19
o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abenoar e salvar. No 
obstante, no vacilava nem ficava desanimado.
Em todas as coisas, punha Seus desejos em estrita obedincia  Sua misso. Glorificava Sua vida 
por torn-la em tudo submissa  vontade do Seu Pai. Na Sua juventude, Sua me O encontrou na 
escola dos rabis e disse: "Filho, por que fizeste assim para conosco?" Luc. 2:48. Ele respondeu (e 
Sua resposta  a nota tnica de Sua obra vitalcia): "Por que  que Me procurveis? No sabeis 
que Me convm tratar dos negcios de Meu Pai?" Luc. 2:49.
Sua vida foi de constante abnegao. No possua lar neste mundo, a no ser o que a bondade 
dos amigos Lhe preparava como peregrino. Ele veio viver em nosso favor a vida do mais pobre, e 
andar e trabalhar entre os necessitados e sofredores. Entrava e saa, no reconhecido nem 
honrado, diante do povo por quem tanto fizera.
Era sempre paciente e bem-disposto, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e 
paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianas e jovens, e a todos dirigia o convite: 
"Vinde a Mim." Mat. 11:28.
Durante Seu ministrio, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar. Seus 
milagres testificavam da veracidade de Suas palavras, de que no veio a destruir, mas a salvar. 
Aonde quer que fosse, as novas de Sua misericrdia O precediam. Por onde havia passado, os 
que haviam sido alvo de Sua compaixo se regozijavam na sade, e experimentavam as foras 
recm-adquiridas. Multides ajuntavam-se em torno deles para ouvir de seus lbios as obras que o 
Senhor realizara. Sua voz havia sido o primeiro som ouvido por muitos, Seu nome o primeiro 
proferido, Seu rosto o primeiro que contemplaram. Por que no haveriam de amar a Jesus, e 
proclamar-Lhe o louvor? Ao passar
Pg. 20
por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria.
"A terra de Zebulom e a terra de Naftali,
Junto ao caminho do mar, alm do Jordo,
A Galilia das naes,
O povo que estava assentado em trevas
Viu uma grande luz;
E aos que estavam assentados na regio e sombra da morte
A luz raiou." Mat. 4:15 e 16.
O Salvador tornava cada ato de cura uma ocasio para implantar princpios divinos na mente e na 
alma. Esse era o desgnio de Sua obra. Comunicava bnos terrestres, para que pudesse inclinar 
o corao dos homens ao recebimento do evangelho de Sua graa.
Cristo poderia ter ocupado o mais elevado lugar entre os mestres da nao judaica, mas preferiu 
levar o evangelho aos pobres. Ia de lugar a lugar, para que os que se achavam nos caminhos e 
atalhos pudessem ouvir as palavras da verdade. Na praia, nas encostas das montanhas, nas ruas 
da cidade,

"Eu, o Senhor, te chamei em justia, e te tomarei pela mo, e te guardarei, e te darei por concerto 
do povo e para luz dos gentios; para abrir os olhos dos cegos, para tirar da priso os presos e do 
crcere, os que jazem em trevas. E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, f-
los-ei caminhar por veredas que no conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles e as 
coisas tortas farei direitas." Isa. 42:6, 7 e 16.
Pg. 21
nas sinagogas, Sua voz se fazia ouvir explicando as Escrituras. Muitas vezes ensinava no ptio do 
templo, a fim de os gentios Lhe poderem ouvir as palavras.
Os ensinos de Cristo eram to diferentes das explicaes bblicas feitas pelos escribas e fariseus 
que prendiam a ateno do povo. Os rabis apegavam-se  tradio, s teorias e especulaes 
humanas. Muitas vezes, o que os homens haviam ensinado e escrito acerca das Escrituras era 
posto em lugar delas prprias. O tema dos ensinos de Cristo era a Palavra de Deus. Ele respondia 
aos inquiridores com um positivo "Est escrito" (Mat. 4:4), "Que diz a Escritura?" (Rom. 4:3), 
"Como ls?". Luc. 10:26. Em todas as oportunidades, despertando-se em um amigo ou adversrio 
qualquer interesse, Ele apresentava a Palavra. Proclamava a mensagem evanglica de maneira 
clara e poderosa. Suas palavras derramavam abundante luz sobre os ensinos dos patriarcas e 
profetas, e as Escrituras chegavam aos homens como uma nova revelao. Nunca antes haviam 
Seus
Pg. 22
ouvintes percebido na Palavra de Deus tal profundeza de sentido.
Jamais houve um evangelista como Cristo. Ele era a majestade do Cu, mas humilhou-Se para 
tomar nossa natureza, a fim de chegar at ao homem na condio em que se achava. A todos, 
ricos e pobres, livres e servos, Cristo, o Mensageiro do concerto, trouxe as boas novas de 
salvao. Sua fama como o grande Operador de curas espalhou-se por toda a Palestina. Os 
enfermos iam para os lugares por onde Ele devia passar, a fim de poderem encontrar auxlio. Iam 
tambm muitas criaturas ansiosas de Lhe ouvir as palavras e receber o toque de Sua mo. Assim 
ia de cidade em cidade, de vila em vila, pregando o evangelho e curando os enfermos - o Rei da 
glria na humilde veste humana.
Assistia s grandes festas anuais da nao, e falava das coisas celestes s multides absortas nas 
cerimnias exteriores,
Pg. 23
trazendo a eternidade ao alcance de sua viso. Dos celeiros da sabedoria tirava tesouros para 
todos. Falava-lhes em linguagem to simples que no podiam deixar de entender. Por mtodos 
inteiramente Seus, ajudava a todos quantos se achavam em aflio e dor. Com graa  e cortesia, 
ajudava a alma enferma de pecado, levando-lhe sade e vigor.
Prncipe dos mestres, buscava acesso ao povo por meio de suas mais familiares relaes. 
Apresentava a verdade de maneira que da em diante ela estaria sempre entretecida no esprito de 
Seus ouvintes com suas mais sagradas recordaes e afetos.
Pg. 24
Ensinava-os de maneira que os fazia sentir quo perfeita era Sua identificao com os interesses e 
a felicidade deles. Suas instrues eram to diretas, to adequadas Suas ilustraes, Suas 
palavras to cheias de simpatia e animao, que os ouvintes ficavam encantados. A simplicidade e 
sinceridade com que Se dirigia aos necessitados santificavam cada palavra.
Que vida atarefada levou Ele! Dia a dia podia ser visto entrando nas humildes habitaes da 
misria e da dor, dirigindo palavras de esperana aos abatidos, e de paz aos aflitos. Cheio de 
graa, sensvel e clemente, andava erguendo os desfalecidos e confortando os tristes. Aonde quer 
que fosse, levava bnos.
Enquanto ajudava os pobres, Jesus estudava tambm os meios de atingir os ricos. Procurava 
travar relaes com o rico e culto fariseu, o nobre judeu e a autoridade romana. Aceitava-lhes os 
convites, assistia a suas festas, tornava-Se familiar com os interesses e ocupaes deles,

"O Esprito do Senhor Jeov est sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas 
aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de corao, a proclamar liberdade aos cativos e a 
abertura de priso aos presos; a apregoar o ano aceitvel do Senhor e o dia da vingana do nosso 
Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sio que se lhes d ornamento 
por cinza, leo de gozo por tristeza, veste de louvor por esprito angustiado, a fim de que se 
chamem rvores de justia, plantao do Senhor, para que Ele seja glorificado." Isa. 61:1-3.
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a fim de obter acesso ao seu corao, e revelar-lhes as imperecveis riquezas.
Cristo veio a este mundo para mostrar que, mediante o recebimento de poder do alto, o homem 
pode levar vida imaculada. Com incansvel pacincia e assistncia compassiva, ia ao encontro 
dos homens nas suas necessidades. Pelo suave contato da graa, bania da alma o desassossego 
e a dvida, transformando a inimizade em amor e a incredulidade em confiana.
Podia dizer a quem Lhe aprouvesse: "Segue-Me", e aquele a quem Se dirigia levantava-se e O 
seguia. Quebrava-se o encanto da fascinao do mundo. Ao som de Sua voz, fugia do corao o 
esprito de avidez e ambio, e os homens levantavam-se, libertos, para seguir o Salvador.
Amor Fraternal
Cristo no conhecia distino de nacionalidade, posio ou credo. Os escribas e fariseus 
desejavam fazer dos dons celestes um privilgio local e nacional, e excluir o resto da famlia de 
Deus no mundo. Mas Cristo veio derrubar todo muro de separao. Veio mostrar que Seu dom de 
misericrdia e amor  to ilimitado como o ar, a luz ou a chuva que refrigera a terra.
A vida de Cristo estabeleceu uma religio em que no h diferenas, a religio em que judeus e 
gentios, livres e servos so ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma 
questo poltica Lhe influenciava a maneira de agir. No fazia diferena alguma entre vizinhos e 
estranhos, amigos e inimigos. O que tocava Seu corao era uma alma sedenta pelas guas da 
vida.
No passava nenhum ser humano por alto como indigno, mas procurava aplicar a toda pessoa o 
remdio capaz de sarar. Em qualquer companhia em que Se encontrasse, apresentava uma lio 
adequada ao tempo e s circunstncias. Cada
Pg. 26
negligncia ou insulto da parte de algum para com seu semelhante servia apenas para faz-Lo 
mais consciente da necessidade que tinham de Sua simpatia divino-humana. Procurava inspirar 
esperana aos mais rudes e menos promissores, prometendo-lhes a certeza de que haveriam de 
tornar-se irrepreensveis e inocentes, alcanando um carter que manifestaria serem filhos de 
Deus.
Muitas vezes Jesus encontrava pessoas que haviam cado no poder de Satans e que no tinham 
foras para romper os laos. A essas criaturas, desanimadas, doentes, tentadas, cadas, 
costumava dirigir palavras da mais terna piedade, palavras adequadas e que podiam ser 
compreendidas. Quando encontrava pessoas empenhadas numa luta renhida com o adversrio 
das almas, Ele as animava a perseverar, assegurando-lhes que haviam de triunfar, pois anjos de 
Deus se achavam a seu lado e lhes dariam a vitria.
 mesa dos publicanos Ele Se sentava como hspede de honra, mostrando por Sua simpatia e 
benevolncia social que reconhecia a dignidade humana; e os homens anelavam tornar-se dignos 
de Sua confiana. Sobre seu corao sedento, as palavras dEle caam com bendito poder 
vivificante. Novos impulsos eram despertados, e abria-se para esses excludos da sociedade a 
possibilidade de vida nova.
Conquanto fosse judeu, Jesus Se associava sem reserva com os samaritanos, deitando assim por 
terra os costumes farisaicos de Sua nao. Apesar de seus preconceitos, Ele aceitou a 
hospitalidade desse povo desprezado. Dormia com eles sob seu teto, comia  mesa deles - 
compartilhando da comida preparada e servida por suas mos - ensinava em suas ruas e tratava-
os com a maior bondade e cortesia. Enquanto lhes atraa o corao pelos laos de humana 
simpatia, Sua divina graa levava-lhes a salvao que os judeus rejeitavam.
Pg. 27
Servio Pessoal
Cristo no negligenciava oportunidade alguma de proclamar o evangelho da salvao. Escutai 
Suas maravilhosas palavras quela nica mulher, de Samaria. Achava-Se sentado junto ao poo 
de Jac, quando ela foi tirar gua. Para surpresa dela, pediu-lhe um favor. "D-Me de beber", disse 
Ele. Joo 4:7. Queria uma bebida refrigerante, e desejava tambm abrir o caminho pelo qual lhe 
pudesse dar a gua da vida. "Como", disse a mulher, "sendo Tu judeu, me pedes de beber a mim, 
que sou mulher
Pg. 28
samaritana? (porque os judeus no se comunicam com os samaritanos). Jesus respondeu e disse-
lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem  O que te diz: D-Me de beber, tu Lhe pedirias, e 
Ele te daria gua viva. ... Qualquer que beber desta gua tornar a ter sede, mas aquele que beber 
da gua que Eu lhe der nunca ter sede, porque a gua que Eu lhe der se far nele uma fonte de 
gua a jorrar para a vida eterna." Joo 4:9, 10, 13 e 14.
Quanto interesse manifestou Cristo nessa nica mulher! Quo fervorosas e eloqentes foram Suas 
palavras! Ao ouvi-las, a mulher deixou seu cntaro e foi  cidade, dizendo aos amigos: "Vinde e 
vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, no  este o Cristo?" Joo 
4:29. Lemos que "muitos dos samaritanos daquela cidade creram nEle". Joo 4:39. E quem pode 
avaliar a influncia que essas palavras exerceram para a salvao de pessoas nos anos que se 
passaram desde ento?
Onde quer que os coraes se abram para receber a verdade, Cristo est pronto a instru-los. 
Revela-lhes o Pai, e o servio aceitvel quele que l o corao. Para esses no usa Ele de 
parbolas. Diz-lhes como  mulher junto  fonte: "Eu o sou, Eu que falo contigo." Joo 4:26.
2
Dias de Ministrio
Pg. 29
No lar do pescador, em Cafarnaum, a me da esposa de Pedro "estava enferma com muita febre; 
e rogaram-Lhe por ela". Luc. 4:38.  Jesus "tocou-lhe na mo, e a febre a deixou; e levantou-se e 
serviu-os" [ao Salvador e a Seus discpulos]. Mat. 8:15.
A notcia se espalhou rapidamente. O milagre fora operado no sbado e, por medo dos rabis, o 
povo no ousava ir para ser curado antes do pr-do-sol. Ento, das casas, lojas e mercados, os 
habitantes da cidade dirigiram-se para a humilde habitao que abrigava Jesus. Os enfermos eram 
levados em padiolas, iam apoiados em bordes ou, amparados por amigos, cambaleavam 
debilmente at  presena do Salvador.
Hora aps hora, entravam e saam; pois ningum sabia se no dia seguinte ainda Se encontraria 
entre eles o Mdico divino. Nunca antes testemunhara Cafarnaum um dia semelhante a esse. O ar 
estava cheio de vozes de triunfo e de exclamaes de livramento.
Enquanto o ltimo sofredor no foi socorrido, Jesus no cessou Seu trabalho. Era tarde da noite 
quando a multido
Pg. 30
partiu e se fez silncio em casa de Simo. Findara o longo dia cheio de agitao, e Jesus buscou 
repouso. Mas, enquanto a cidade se achava imersa no sono, o Salvador "levantando-Se de manh 
muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava". Mar. 1:35.
De manh cedo, Pedro e seus companheiros foram ao encontro de Jesus, dizendo que o povo de 
Cafarnaum j O estava procurando.
Pg. 31
Com surpresa, ouviram as palavras de Cristo: "Tambm  necessrio que Eu anuncie a outras 
cidades o evangelho do reino de Deus, porque para isso fui enviado." Luc. 4:43.
Na agitao de que Cafarnaum se achava ento possuda, havia perigo que se perdesse de vista o 
objetivo de Sua misso.
Jesus no Se satisfazia em atrair a ateno para Si mesmo unicamente como um operador de 
maravilhas, ou algum que curasse as doenas do corpo. Queria atrair as pessoas a Si como seu 
Salvador. O povo estava ansioso de crer que Ele viera como rei para estabelecer um reino 
terrestre, mas Ele lhes desejava desviar a mente do terreno para o espiritual. Um xito meramente 
mundano Lhe estorvaria a obra.
E a admirao da descuidosa massa era chocante ao Seu esprito. Nenhum egosmo tinha parte 
em Sua vida. A homenagem prestada pelo mundo  posio,  riqueza ou ao talento era coisa 
estranha ao Filho do homem. Jesus no Se servia de nenhum dos meios que os homens 
empregam para conseguir a lealdade ou atrair homenagem. Sculos antes de Seu nascimento, 
fora profetizado a Seu respeito: "No clamar, no Se exaltar, nem far ouvir a Sua voz

"E, como Moiss levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja 
levantado, para que todo aquele que nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna." Joo 3:14 e 
15. "E Eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a Mim." Joo 12:32. "Ningum pode vir a
Mim, se o Pai, que Me enviou, o no trouxer; e Eu o ressuscitarei no ltimo dia." Joo 6:44.
Pg. 32
na praa. A cana trilhada no quebrar, nem apagar o pavio que fumega; em verdade, produzir
o juzo." Isa. 42:2 e 3.
Os fariseus procuravam distino por meio de seu escrupuloso cerimonialismo, e pela ostentao
de seu culto e suas caridades. Provavam o zelo que tinham pela religio tornando-a objeto de 
discusses. As disputas entre as seitas oponentes eram ruidosas e longas, e no raro se ouvia nas 
ruas o som de irritadas questes entre doutores da lei.
Em notvel contraste com tudo isso estava a vida de Jesus. Nessa vida no se via nunca ruidosa 
disputa, nem ostentoso culto, nem atos que visassem a aplausos. Cristo estava escondido em 
Deus, e Deus era revelado no carter de Seu Filho. Era a essa revelao que Jesus desejava 
dirigir a mente do povo.
O Sol da Justia no irrompia sobre o mundo em esplendor, para deslumbrar os sentidos com Sua 
glria. Est escrito de Cristo: "Como a alva, ser a Sua sada." Os. 6:3. Calma e suavemente 
rompe a luz matinal sobre a terra, dissipando as trevas e despertando o mundo para a vida. Assim 
surgiu o Sol da Justia, trazendo salvao "debaixo das Suas asas". Mal. 4:2.

"Ainda que eu fale as lnguas dos homens e dos anjos, se no tiver amor, serei como o bronze que 
soa ou como o cmbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conhea todos os 
mistrios e toda a cincia; ainda que eu tenha tamanha f, a ponto de transportar montes, se no 
tiver amor, nada serei. O amor... no procura os seus interesses, no se exaspera, no se ressente 
do mal; no se alegra com a injustia, mas regozija-se com a verdade." I Cor. 13:1, 2, 4-6.
Pg. 33
"Eis aqui o Meu Servo, a quem sustenho,
O Meu Eleito, em quem Se compraz a Minha alma." Isa. 42:1.

"Foste a fortaleza do pobre
E a fortaleza do necessitado na sua angstia;
Refgio contra a tempestade e sombra contra o calor." Isa. 25:4.

"Assim diz Deus, o Senhor,
Que criou os cus, e os estendeu,
E formou a Terra e a tudo quanto produz,
Que d a respirao ao povo que nela est
E o esprito, aos que andam nela.
Eu, o Senhor, Te chamei em justia,
E Te tomarei pela mo,
E Te guardarei, e Te darei por concerto do povo
E para luz dos gentios;
Para abrir os olhos dos cegos,
Para tirar da priso os presos
E do crcere, os que jazem em trevas." Isa. 42:5-7.

"E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram,
F-los-ei caminhar por veredas que no conheceram;
Tornarei as trevas em luz perante eles
E as coisas tortas farei direitas.
Essas coisas lhes farei e nunca os desampararei." Isa. 42:16.

"Cantai ao Senhor um cntico novo
E o Seu louvor, desde o fim da Terra,
Vs que navegais pelo mar e tudo quanto h nele;
Vs, ilhas e seus habitantes.
Alcem a voz o deserto e as suas cidades,
Com as aldeias que Quedar habita;
Exultem os que habitam nas rochas
E clamem do cume dos montes.
Dem glria ao Senhor
E anunciem o Seu louvor nas ilhas." Isa. 42:10-12.

"Cantai alegres, vs,  cus, porque o Senhor fez isso;
Exultai vs, as partes mais baixas da Terra;
Vs, montes, retumbai com jbilo;
Tambm vs, bosques e todas as rvores em vs;
Porque o Senhor remiu a Jac
E glorificou-Se em Israel." Isa. 44:23.
Pg. 34
Da priso de Herodes, onde em decepo e perplexidade quanto  obra do Salvador, vigiava e 
esperava, Joo Batista enviou dois de seus discpulos a Jesus, com a mensagem: "s Tu aquele 
que havia de vir ou esperamos outro?" Mat. 11:3.
O Salvador no respondeu imediatamente  pergunta dos discpulos. Enquanto ali ficavam, 
maravilhados de Seu silncio, os doentes iam chegando aos Seus ps. A voz do poderoso 
operador de curas penetrava nos ouvidos surdos. Uma palavra, um toque de Sua mo, abria os 
olhos cegos para a contemplao da luz do dia, das cenas da natureza, do rosto dos amigos e de 
seu Libertador. Sua voz chegava aos ouvidos do moribundo, e eles se erguiam com sade e vigor. 
Paralisados possessos Lhe obedeciam  palavra, abandonava-os a loucura e Lhe rendiam culto. 
Os pobres camponeses e os trabalhadores, evitados pelos rabis como imundos, reuniam-se ao seu 
redor,
Pg. 35
e Ele lhes falava as palavras da vida eterna.
Assim se passou o dia, os discpulos de Joo vendo e ouvindo tudo. Afinal, Jesus os chamou a Si, 
e pediu-lhes que fossem e dissessem a Joo o que tinham visto e ouvido, acrescentando: "Bem-
aventurado  aquele que se no escandalizar em Mim." Mat. 11:6. Os discpulos levaram a 
mensagem, e foi suficiente.
Joo relembrou a profecia relativa ao Messias: "O Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos 
mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de corao, a proclamar liberdade aos cativos e a 
abertura de priso aos presos; a apregoar o ano aceitvel do Senhor... a consolar todos os tristes." 
Isa. 61:1 e 2. Jesus de Nazar era o prometido. A prova de Sua divindade se revelava em Seu 
ministrio s necessidades da sofredora humanidade. Sua glria se manifestava em Sua 
condescendncia para com nosso estado decado.

"Bem-aventurado o varo que no anda segundo o conselho dos mpios, nem se detm no 
caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na 
lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite. Pois ser como a rvore plantada junto a 
ribeiros de guas, a qual d o seu fruto na estao prpria, e cujas folhas no caem, e tudo quanto 
fizer prosperar." Sal. 1:1-3.
Pg. 36
As obras de Cristo no somente atestavam ser Ele o Messias, como indicavam a maneira por que 
se havia de estabelecer Seu reino. Foi revelada a Joo a mesma verdade que se demonstrou a 
Elias no deserto, quando houve "um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as 
penhas diante da face do Senhor; porm o Senhor no estava no vento; e, depois do vento, um 
terremoto; tambm o Senhor no estava no terremoto; e, depois do terremoto, um fogo; porm 
tambm o Senhor no estava no fogo; e, depois do fogo", Deus falou ao profeta numa "voz mansa 
e delicada". I Reis 19:11 e 12. Assim Jesus devia fazer Sua obra, no por meio da queda de tronos 
e reinos, no com pompa e exibio exterior, mas falando ao corao dos homens mediante uma 
vida de misericrdia e abnegao.
O reino de Deus no vem com aparncia exterior. Vem mediante a suavidade da inspirao de 
Sua Palavra, pela operao interior de Seu Esprito, a comunho da alma com Ele que  sua vida. 
A maior manifestao de Seu poder se observa na natureza humana levada  perfeio do carter 
de Cristo.
Os seguidores de Cristo devem ser a luz do mundo; mas Deus no lhes manda fazer um esforo 
para brilhar. Ele no aprova nenhum esforo de satisfao prpria para exibir uma bondade 
superior. Deseja que sua alma esteja imbuda dos princpios do Cu; ento, ao se porem em 
contato com o mundo, revelaro a luz que neles est. Sua firme fidelidade, em todos os atos da 
vida, ser um meio de iluminao.
Riqueza ou elevada posio, caros equipamentos, arquitetura ou mobilirios, no so essenciais 
ao progresso da causa de Deus; tampouco o so as realizaes que atraem o aplauso das 
pessoas e fomentam a vaidade. As exibies mundanas, conquanto imponentes, so de nenhum 
valor aos
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olhos de Deus. Acima do que  visvel e temporal, aprecia Ele o invisvel e eterno. O primeiro s 
tem valor na medida em que exprime o segundo. As mais belas produes de arte no possuem 
beleza que se possa comparar  beleza de carter, que  o fruto da operao do Esprito Santo na 
alma.
Quando Deus deu Seu Filho ao nosso mundo, dotou os seres humanos com riquezas imperecveis 
- riquezas diante das quais as entesouradas fortunas dos homens desde o princpio do mundo 
nada so. Cristo veio  Terra e esteve perante os filhos dos homens com o acumulado amor da 
eternidade, e esse  o tesouro que, mediante nossa ligao com Ele, devemos receber, revelar e 
comunicar.
O esforo humano na obra de Deus ter eficincia proporcional  consagrada devoo do obreiro - 
revelando o poder da graa de Cristo para transformar a vida. Devemos distinguir-nos do mundo 
porque Deus ps Seu selo em ns, porque em ns manifesta Seu carter de amor. Nosso 
Redentor nos cobre com Sua justia.
Ao escolher homens e mulheres para Seu servio, Deus no indaga se eles possuem riquezas 
mundanas, saber ou eloqncia. Pergunta: "Andam eles em tanta humildade que lhes possa 
ensinar o Meu caminho? Posso pr em seus lbios as Minhas palavras? Representar-Me-o?"
Deus pode usar cada pessoa exatamente na proporo em que pode introduzir-lhe Seu Esprito no 
templo da alma. O trabalho que Ele aceita  aquele que Lhe reflete a imagem. Seus seguidores 
devem levar, como credenciais perante o mundo, as indelveis caractersticas de Seus princpios 
imortais.
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Ateno s Crianas
Enquanto Jesus ministrava nas ruas das cidades, as mes, levando nos braos os filhinhos, 
comprimiam-se atravs da multido, tentando chegar onde Ele as pudesse ver.
Imaginai essas mes, plidas, cansadas, quase em desespero, mas decididas e perseverantes. 
Carregando seu fardo de sofrimentos, buscam o Salvador. Como so repelidas para trs pela 
multido revolta, Cristo abre passo a passo caminho para elas, at que lhes fica ao lado. Brota-
lhes no corao a esperana. Caem-lhes lgrimas de alegria ao Lhe atrarem a ateno, e fitarem 
os olhos que tanta piedade e amor exprimem.
Destacando uma do grupo, o Salvador lhe estimula a confiana, dizendo: "Que posso fazer por ti?" 
Ela solua sua grande necessidade: "Mestre, cura meu filho." Cristo toma o pequenino nos braos, 
e a doena foge ao Seu contato. Desaparece a palidez da morte; a corrente comunicadora de vida
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flui atravs das veias; os msculos so revigorados. Jesus dirige  me palavras de conforto e paz; 
e logo se apresenta outro caso, de urgncia igual. Novamente, Cristo exerce Seu poder vivificante, 
e todos do louvor e honra quele que opera maravilhas.
Detemo-nos muito na grandeza da vida de Cristo. Falamos das coisas maravilhosas por Ele 
realizadas, dos milagres que
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Ele operava. Mas Sua ateno s coisas consideradas pequeninas  uma prova ainda maior de 
Sua grandeza.
Entre os judeus era costume levar as crianas a algum rabi para que lhes impusesse as mos 
numa bno; mas os discpulos julgavam o trabalho do Salvador muito importante para ser 
interrompido daquela maneira. Quando as mes chegaram, desejando que Ele lhes abenoasse os 
pequeninos, os discpulos as olharam com desagrado. Pensavam que essas crianas eram muito 
pequenas para receber benefcio da visita a Jesus, e concluram que Ele no apreciaria
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sua presena. Mas o Salvador compreendeu o cuidado e a preocupao das mes que estavam 
procurando educar seus filhos em harmonia com a Palavra de Deus. Ouvira-lhes as oraes. Ele 
prprio as atrara a Sua presena.
Uma me deixara a casa com o filhinho para ir em busca de Jesus. No caminho, ela disse a uma 
vizinha o que ia fazer, e esta teve desejo de que Jesus abenoasse seus filhos tambm. Assim, 
vrias mes ali chegaram juntas, levando seus pequenos. Alguns deles j haviam passado da 
primeira infncia,  meninice e adolescncia. Quando as mes explicaram seu desejo, Jesus ouviu 
com simpatia a tmida e lacrimosa petio. Mas esperou para ver como os discpulos as tratariam. 
Quando os ouviu reprovar as mes e mand-las embora, julgando fazer-Lhe um favor, Ele lhes 
mostrou seu erro, dizendo: "Deixai vir os pequeninos a Mim e no os impeais, porque dos tais  o 
reino de Deus." Mar. 10:14. Tomou nos braos as crianas. Ps-lhes as mos em cima, e deu-lhes 
as bnos que tinham ido buscar.
As mes ficaram confortadas. Voltaram para casa fortalecidas e felizes pelas palavras de Cristo. 
Foram animadas a retomar suas cargas com redobrado nimo, e a trabalhar esperanosas em 
favor de seus filhos.
Se nos fosse revelada a vida posterior daquele pequenino grupo, veramos as mes recordando 
aos filhos a cena daquele dia, e repetindo-lhes as amorveis palavras do Salvador. Veramos 
tambm quantas vezes, nos anos que se sucederam, a lembrana daquelas palavras guardou os 
filhos de se desviarem do caminho traado para os remidos do Senhor.
Cristo  hoje o mesmo compassivo Salvador que era quando andava entre os homens.  agora, 
to certamente como quando tomava nos braos os pequeninos da Judia, o
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ajudador das mes. Os filhos de nossa casa, da mesma maneira que as crianas dos tempos 
antigos, so o preo de Seu sangue.
Jesus conhece o fardo do corao de cada me. Aquele que tinha uma me que lutava com a 
pobreza e a privao, simpatiza com cada me em seus labores. Aquele que fez uma longa 
jornada a fim de aliviar o ansioso corao da mulher canania far o mesmo pelas mes de nossos 
dias. O que restituiu  viva de Naim seu filho nico, e em Sua agonia na cruz lembrou-Se de Sua 
prpria me,  hoje tocado pelas dores maternas. Em todo desgosto, em toda necessidade, Ele 
confortar e socorrer.
Vo as mes ter com Jesus em suas perplexidades. Acharo graa suficiente para as ajudar no 
cuidado de seus filhos. As portas acham-se abertas para toda me que queira depor seus fardos 
aos ps do Salvador. Aquele que disse "Deixai vir os pequeninos a Mim e no os impeais, porque 
dos tais  o reino de Deus" (Mar. 10:14) convida ainda as mes a levar-Lhe os pequeninos para 
que os abenoe.
Nas crianas que foram postas em contato com Ele, Jesus viu os homens e as mulheres que 
deviam ser herdeiros de Sua graa, e sditos de Seu reino, e alguns dos quais se tornariam 
mrtires por amor dEle. Sabia que essas crianas haviam de Lhe dar ouvidos e aceit-Lo como 
seu Redentor muito mais prontamente do que o fariam os adultos, alguns dos quais eram os 
sbios segundo o mundo e endurecidos de corao. Ensinando, Ele descia ao seu nvel. Ele, a 
Majestade do Cu, respondia-lhes s perguntas, e simplificava Suas importantes lies para 
alcanar-lhes o infantil entendimento. Plantava-lhes no esprito a semente da verdade que, nos 
anos por vir, brotaria e daria frutos para a vida eterna.
Quando Jesus disse aos discpulos que no impedissem as
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crianas de ir a Ele, estava falando a Seus seguidores de todos os sculos - aos oficiais da igreja, 
aos pastores, auxiliares, e a todos os cristos. Jesus est atraindo as crianas, e nos manda: 
"Deixai-as vir".  como se quisesse dizer: "Elas viro, caso as no impeais."
No deixeis que vosso carter no cristo represente mal a Jesus. No conserveis os pequeninos 
afastados dEle pela vossa frieza e aspereza. Nunca lhes deis motivo de pensar que o Cu no 
seria um lugar aprazvel para eles, se l estivessem.
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 No faleis de religio como de uma coisa que as crianas no possam compreender, nem 
procedais como se no se esperasse delas que aceitassem a Cristo em sua infncia. No lhes deis 
a falsa impresso de que a religio de Cristo seja uma religio sombria, e que, indo ao Salvador, 
elas devem renunciar a tudo quanto faz a vida agradvel.
Ao tocar o Esprito Santo o corao das crianas, cooperai com Sua obra. Ensinai-lhes que o 
Salvador as est chamando, que coisa alguma Lhe poder causar maior alegria do que se 
entregarem a Ele na florescncia e vigor de seus anos.
Responsabilidade dos Pais
O Salvador considera com infinita ternura as almas que Ele comprou com Seu sangue. So a 
reivindicao de Seu amor. Ele as olha com inexprimvel anelo. Seu corao se dilata, no 
somente para as mais bem-educadas e mais atrativas crianas, mas para as que, por herana ou 
negligncia, tm objetveis traos de carter. Muitos pais no compreendem quo responsveis 
so por esses traos em seus filhos. No possuem a ternura e a sabedoria necessrias para lidar 
com os faltosos a quem eles prprios fizeram o que so. Mas Jesus olha a essas crianas com 
piedade. Parte da causa para o efeito.
O obreiro cristo pode ser o instrumento de Cristo em atrair ao Salvador esses faltosos e errantes. 
Com sabedoria e tato, -lhe possvel prend-los ao prprio corao, infundir-lhes nimo e 
esperana, e mediante a graa de Cristo pode v-los transformados em carter, de modo que a 
seu respeito se possa dizer: "Dos tais  o reino de Deus." Luc. 18:16.
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Cinco Pezinhos Alimentam a Multido
O dia inteiro o povo se havia aglomerado em volta de Cristo e dos discpulos, enquanto Ele 
ensinava  beira-mar. Haviam escutado Suas graciosas palavras, to simples e to claras, que 
eram como o blsamo de Gileade para sua alma. A cura, de Sua divina mo, trouxera sade ao 
enfermo e vida ao moribundo. O dia se lhes afigurara como o Cu na Terra, e haviam ficado 
inconscientes do tempo que estavam sem comer.
O Sol imergia no ocidente, e o povo ainda permanecia ali. Por fim, os discpulos foram falar com 
Cristo, insistindo que, por amor dela mesma, a multido devia ser despedida. Muitos tinham vindo 
de longe, e nada haviam comido desde cedo. Nas cidades e aldeias vizinhas, poderiam encontrar 
algum alimento. Mas Jesus lhes disse: "Dai-lhes vs de comer." Mat. 14:16. Depois, voltando-Se 
para Filipe, perguntou: "Onde compraremos po, para estes comerem?" Joo 6:5.
Filipe olhou para o mar de cabeas e pensou como seria impossvel prover comida para to grande 
ajuntamento. Respondeu que no bastariam duzentas moedas de prata para que cada um tivesse 
um pouco de po.
Jesus indagou a quantidade de comida que se poderia encontrar entre a multido. "Est aqui um 
rapaz que tem cinco pes de cevada e dois peixinhos", disse Andr; "mas que  isso para tantos?" 
Joo 6:9. Jesus ordenou que os mesmos Lhe fossem levados. Depois pediu que os discpulos 
fizessem o povo sentar na relva. Feito isso, tomou a comida, "e erguendo
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os olhos ao cu, os abenoou, e, partindo os pes, deu-os aos discpulos, e os discpulos,  
multido. E comeram todos e
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saciaram-se, e levantaram dos pedaos que sobejaram doze cestos cheios." Mat. 14:19 e 20.
Foi por um milagre do divino poder que Cristo alimentou a multido; todavia, quo humilde foi o 
mantimento provido - unicamente os peixes e os pes de cevada que eram o sustento dirio dos 
pescadores da Galilia.
Cristo poderia haver proporcionado ao povo uma rica refeio, mas comida preparada meramente 
para satisfao do apetite no lhes teria transmitido nenhuma lio para seu benefcio. Por meio 
desse milagre, Cristo desejava ensinar uma lio de simplicidade. Se os homens de hoje fossem 
de hbitos simples, vivendo em harmonia com as leis da natureza, como viviam Ado e Eva, no 
princpio, haveria abundante proviso para as necessidades da famlia humana. Mas o egosmo e 
a condescendncia com o apetite trouxeram pecado e misria, por excesso de um lado, e do outro 
por escassez.
Jesus no procurava atrair o povo a Si pela satisfao do desejo de luxos. Para aquela grande 
multido, fatigada e faminta depois do longo e agitado dia, a simples refeio era garantia de Seu 
poder, ao mesmo tempo que de Seu terno cuidado por eles nas necessidades comuns da vida. O 
Salvador no prometeu aos Seus seguidores os luxos do mundo; a sorte deles poder ser limitada 
 pobreza; mas Sua palavra est

"No andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos 
vestiremos? ... Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas 
buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justia, e todas essas coisas vos sero acrescentadas." 
Mat. 6:31-33.
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empenhada quanto  satisfao de suas necessidades, e Ele prometeu o que  melhor que bens 
terrenos - o permanente conforto de Sua presena.
Depois de a multido haver sido alimentada, restou ainda abundncia de comida. Jesus ordenou 
aos discpulos: "Recolhei os pedaos que sobejaram, para que nada se perca." Joo 6:12. Essas 
palavras queriam dizer mais que pr o alimento em cestos. Era uma lio dupla. Coisa alguma se 
deve desperdiar. No devemos deixar-se perder nenhuma vantagem temporal. Nada deveramos 
negligenciar capaz de beneficiar uma criatura humana. Junte-se tudo quanto possa aliviar as 
necessidades dos famintos da Terra. Com o mesmo cuidado nos cumpre entesourar o po do Cu 
para satisfazer as necessidades da alma. Por toda palavra de Deus havemos de viver. No se 
deve perder coisa alguma do que Deus tem falado. Nem uma palavra referente a nossa salvao 
eterna devemos negligenciar. Nem uma palavra deve cair inutilmente em terra.
O milagre dos pes ensina confiana em Deus. Quando Cristo alimentou os cinco mil, a comida 
no estava  mo. Aparentemente Ele no tinha meios ao Seu dispor. Ali estava, com cinco mil 
homens, alm de mulheres e crianas, num lugar deserto. No convidara a multido a segui-Lo ali. 
Ansiosos de estar em Sua presena, tinham ido sem ordem ou convite; mas Ele sabia que, depois 
de escutar o dia todo Suas instrues, estavam com fome e desfalecidos. Achavam-se longe de 
casa, e a noite estava prestes a chegar. Muitos deles estavam sem recursos para comprar comida. 
Aquele que por amor deles jejuara quarenta dias no deserto no permitiria que voltassem em jejum 
para casa.
A providncia de Deus colocara Jesus na situao em que Se encontrava; e Ele confiou em Seu 
Pai celeste quanto aos
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meios para auxiliar os necessitados. Quando somos levados a situaes crticas, devemos confiar 
em Deus. Em toda emergncia devemos buscar auxlio dAquele que tem  Sua disposio 
ilimitados recursos.
Nesse milagre, Cristo recebeu do Pai; transmitiu aos discpulos, estes ao povo, e o povo uns aos 
outros. Assim todos quantos se acham unidos com Cristo recebero dEle o po da vida e o 
transmitiro a outros. Seus discpulos so o instrumento designado para comunicao entre Cristo 
e o povo.
Quando os discpulos ouviram a ordem do Salvador: "Dai-lhes vs de comer", todas as dificuldades 
lhes surgiram na mente. Perguntaram: "Iremos ns e compraremos?" Mas que disse Cristo? "Dai-
lhes vs de comer." Mar. 6:37. Os discpulos levaram a Jesus tudo quanto tinham; mas Ele no os 
convidou a comer. Pediu-lhes que servissem o povo. A comida se multiplicou em Suas mos, e as 
mos dos discpulos, estendendo-se para Cristo, nunca ficavam vazias. A pequenina proviso foi 
suficiente para todos. Quando a multido tinha sido alimentada, os discpulos comeram com Jesus 
da preciosa comida proporcionada pelo Cu.
Ao vermos as necessidades dos pobres, dos ignorantes, dos aflitos, quantas vezes nosso corao 
desfalece! Perguntamos: "Que vale a nossa fraca fora, quanto valem nossos escassos recursos, 
para suprir essa grande necessidade? No esperaremos por uma pessoa de mais capacidade para 
dirigir a obra, ou por alguma organizao para empreend-la?" Cristo diz: "Dai-lhes vs de comer." 
Empregai os meios, o tempo, as aptides que possus. Levai a Jesus vossos pes de cevada.
Conquanto vossos recursos talvez no sejam suficientes para alimentar milhares, podero bastar 
para dar de comer a um. Nas mos de Cristo podero alimentar a muitos. Como os discpulos, dai 
o que tendes. Cristo multiplicar a ddiva.
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Recompensar a sincera e simples confiana nEle. Aquilo que parece apenas uma escassa 
proviso se demonstrar um abundante banquete.
"O que semeia pouco, pouco tambm ceifar; e o que semeia em abundncia, em abundncia 
tambm ceifar. ... Deus  poderoso para tornar abundante em vs toda graa, a fim de que, tendo 
sempre, em tudo, toda suficincia, superabundeis em toda boa obra, conforme est escrito: 
"Espalhou, deu aos pobres, a Sua justia permanece para sempre. Ora, Aquele que d a semente 
ao que semeia e po para comer tambm multiplicar a vossa sementeira e aumentar os frutos 
da vossa justia; para que em tudo enriqueais para toda a beneficncia." II Cor. 9:6, 8-11.
3
Com a Natureza e com Deus
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A vida do Salvador na Terra foi de comunho com a natureza e com Deus. Nessa comunho, Ele 
revelou-nos o segredo de uma vida de poder.
Jesus era trabalhador fervoroso e constante. Jamais existiu entre os homens algum to carregado 
de responsabilidades. Jamais outro conduziu to pesado fardo das dores e pecados do mundo. 
Jamais outro labutou com um zelo to consumidor de si prprio, pelo bem dos homens. Todavia, 
teve uma vida saudvel. Fsica bem como espiritualmente, Ele era representado pelo cordeiro 
sacrifical, "imaculado e incontaminado". I Ped. 1:19. No corpo e na alma, era um exemplo do que 
Deus designava que fosse toda a humanidade por meio da obedincia a Suas leis.
Quando se olhava para Jesus, via-se um rosto em que a divina compaixo se misturava com um 
poder consciente. Ele parecia circundado de uma atmosfera de vida espiritual. Suas maneiras 
eram suaves e despretensiosas, mas Ele impressionava as pessoas com um senso de poder que, 
embora oculto, no podia ser inteiramente dissimulado.
Durante Seu ministrio, Ele foi continuamente perseguido por homens astutos e hipcritas, que 
Lhe buscavam a vida.
Pg. 52
Espias andavam nos Seus passos, espreitando-Lhe as palavras, para encontrar ocasio contra 
Ele. Os mais argutos e cultos espritos da nao buscavam derrot-Lo em debate. Nunca, porm, 
puderam conseguir qualquer vantagem. Tinham de retirar-se do campo, confundidos e 
envergonhados pelo humilde Mestre da Galilia. O ensino de Cristo possua uma novidade e um 
poder que os homens nunca tinham conhecido antes. Seus prprios inimigos eram forados a 
confessar: "Nunca homem algum falou assim como este homem." Joo 7:46.
A infncia de Jesus, passada na pobreza, no fora contaminada pelos hbitos artificiais de uma 
era corrupta. Trabalhando ao banco de carpinteiro, desempenhando as responsabilidades da vida 
domstica, aprendendo as lies da obedincia e da labuta, encontrava recreao entre as cenas 
da natureza, colhendo conhecimento enquanto buscava compreender os mistrios dessa natureza. 
Estudava a Palavra de Deus, e as horas de maior felicidade para Ele eram aquelas em que Se 
podia afastar do cenrio de Seus labores e ir para o campo a meditar nos quietos vales, a entreter 
comunho com Deus na encosta da montanha, ou entre as rvores da floresta. O alvorecer 
encontrava-O muitas vezes em algum lugar retirado, meditando, examinando as Escrituras, ou em 
orao. Com cnticos saudava a luz matinal. Com hinos de gratido alegrava Suas horas de labor, 
e levava a alegria celeste ao cansado e ao abatido.
Durante Seu ministrio, Jesus viveu em grande parte ao ar livre. Suas jornadas de um lugar para 
outro eram feitas a p, e muito de Seu ensino foi ministrado ao ar livre tambm. Ao preparar os 
discpulos, Ele Se retirava muitas vezes da confuso da cidade para um lugar tranqilo nos 
campos, mais em harmonia com as lies de simplicidade, f e abnegao que lhes desejava 
ministrar. Foi sob as agasalhantes rvores da encosta da montanha, mas a pouca distncia
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do Mar da Galilia, que os doze foram chamados ao apostolado, e proferido o Sermo do Monte.
Pg. 54
Cristo gostava de reunir o povo em torno de Si sob o azul dos cus, numa relvosa encosta, ou  
margem de um lago. Ali, rodeado pelas obras por Ele prprio criadas, era-Lhe possvel atrair-lhes a 
ateno das coisas artificiais para as naturais. No crescimento e desenvolvimento da natureza, 
eram revelados os princpios de Seu reino. Ao erguerem os homens o olhar para os montes de 
Deus, e contemplarem as maravilhosas obras de Sua mo, podiam aprender preciosas lies de 
verdade divina. Nos dias futuros, as lies do divino Mestre lhes seriam assim repetidas pelas 
coisas da natureza. O esprito seria elevado, e o corao encontraria descanso.
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Aos discpulos que estavam ligados com Ele em Sua obra, Jesus dava muitas vezes licena por 
algum tempo, a fim de irem visitar a famlia e descansar; mas em vo se esforavam eles por 
afast-Lo de Seus labores. O dia todo atendia s multides que iam ter com Ele e, ao anoitecer, ou 
bem cedo de manh, retirava-Se para o santurio das montanhas em busca de comunho com o 
Pai.
Muitas vezes o incessante trabalho e a luta com a inimizade e os falsos ensinos dos rabis O 
deixavam to fatigado que Sua me e irmos, e mesmo os discpulos, receavam que Sua vida 
fosse sacrificada. Mas, ao voltar das horas de orao
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que encerravam o atarefado dia, notavam-Lhe o aspecto sereno do rosto, o vigor, a vida e o poder 
de que todo o Seu ser parecia possudo. Das horas passadas a ss com Deus Ele saa, manh 
aps manh, para levar aos homens a luz do Cu.
Foi justamente depois de voltarem da primeira viagem missionria que Jesus disse aos discpulos: 
"Vinde...  parte, ... e repousai um pouco." Os discpulos haviam voltado cheios de alegria por seu 
xito como arautos do evangelho, quando os alcanaram as novas da morte de Joo Batista s 
mos de Herodes. Foi para eles amarga tristeza e decepo. Jesus sabia que, deixando o Batista 
a morrer na priso, provara severamente a f dos discpulos. Com piedosa ternura, contemplou-
lhes o semblante entristecido, manchado de lgrimas. Lgrimas umedeciam-Lhe tambm os olhos 
e a voz, ao dizer: "Vinde vs, aqui  parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco." Mar. 6:31.
Prximo de Betsaida, na extremidade norte do Mar da Galilia, havia uma solitria regio, 
embelezada com o luxuriante verde da primavera, a qual oferecia convidativo retiro a Jesus e Seus 
discpulos. Para ali partiram, atravessando o lago em seu bote. Ali podiam descansar, afastados do 
tumulto da multido. Ali podiam os discpulos escutar as palavras de Cristo, sem ser perturbados 
pelas rplicas e acusaes dos fariseus. Ali tambm esperavam fruir um breve perodo de 
associao uns com os outros e com seu Senhor.
Pouco tempo apenas esteve Jesus sozinho com Seus amados, mas quo preciosos foram para 
eles aqueles momentos! Falaram juntos acerca da obra do evangelho e da possibilidade de 
tornarem sua tarefa mais eficaz quanto a alcanar o povo. Ao Jesus expor-lhes os tesouros da 
verdade, foram como que vitalizados por divino poder, e inspirados de esperana e coragem.
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Mas dentro em pouco foi Ele novamente procurado pela multido. Supondo que houvesse ido a 
Seu lugar habitual de retiro, o povo ali O seguiu. Foi frustrada Sua esperana de conseguir sequer 
uma hora de repouso. Mas, nas profundezas de Seu puro e compassivo corao, o bom Pastor 
das ovelhas s teve amor e piedade para com aquelas desassossegadas e sedentas. O dia todo 
ministrou-lhes s necessidades, e ao anoitecer os despediu para que voltassem a casa a 
descansar.
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Numa vida inteiramente devotada ao bem dos outros, o Salvador achava necessrio desviar-Se da 
incessante atividade e do contato com as necessidades humanas, a fim de buscar o retiro e a 
inteira comunho com o Pai. Ao partirem as multides que O haviam seguido, Ele vai para as 
montanhas, e ali, a ss com Deus, derrama a alma em orao por essas criaturas sofredoras, 
pecadoras e necessitadas.
Quando Jesus disse aos discpulos que a seara era grande, e poucos os obreiros, no insistiu 
quanto  necessidade de incessante lida, mas disse-lhes: "Rogai, pois, ao Senhor da seara que 
mande ceifeiros para a Sua seara." Mat. 9:38. A Seus esgotados obreiros de hoje, da mesma 
maneira que aos primeiros discpulos, dirige Ele estas palavras de compaixo: "Vinde vs, aqui  
parte, ... e repousai um pouco." Mar. 6:31.
Todos quantos se acham sob as instrues de Deus precisam da hora tranqila para comunho 
com o prprio corao, com a natureza e com Deus. Neles se deve revelar uma vida no em 
harmonia com o mundo, seus costumes e prticas; -lhes necessrio experincia pessoal em obter 
o conhecimento da vontade de Deus. Devemos, individualmente, ouvi-Lo falar ao corao. Quando 
todas as outras vozes silenciam e, em sossego, esperamos diante dEle, o silncio da alma torna 
mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: "Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus." Sal. 46:10. 
Este  o preparo eficaz para todo trabalho feito para o Senhor. Entre o vaivm da multido e a 
tenso das intensas atividades da vida, aquele que  assim refrigerado ser circundado de uma 
atmosfera de luz e de paz. Receber nova dotao de resistncia fsica e mental. Sua vida exalar 
uma fragrncia e revelar um poder divino que tocaro o corao dos homens.
4
O Toque da F
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"Se eu to-somente tocar a Sua veste, ficarei s." Mat. 9:21. Foi uma pobre mulher que proferiu 
essas palavras - uma mulher que por doze anos sofrera de doena que lhe tornara a vida um 
fardo. Gastara todos os seus recursos com mdicos e remdios, apenas para ser desenganada. 
Ao ouvir, porm, falar no grande Mdico, reviveram-lhe as esperanas. Pensou: "Se to-somente 
eu me pudesse aproximar o bastante para falar-Lhe, havia de sarar."
Cristo estava a caminho para a casa de Jairo, o rabino judeu que Lhe rogara que fosse e curasse 
sua filha. Sua desolada splica - "Minha filha est moribunda; rogo-Te que venhas e lhe imponhas 
as mos para que sare e viva" (Mar. 5:23) - tocara o terno e compassivo corao de Cristo, e ps-
Se imediatamente a caminho com o prncipe para sua casa.
Avanavam lentamente, pois a multido apertava a Cristo de todos os lados. Ao abrir caminho por 
entre a turba, o Salvador aproximou-Se do lugar em que se achava a enferma. Repetidamente 
buscou chegar perto dEle. Eis agora sua oportunidade. Ela no via um jeito de Lhe falar. No 
buscaria
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entravar-Lhe a vagarosa marcha. Mas ouvira dizer que sobrevinha cura a um toque de Suas 
vestes; e, temendo perder o nico ensejo de cura, forou passagem para diante, dizendo consigo 
mesma: "Se eu to-somente tocar a Sua veste, ficarei s." Mat. 9:21.
Cristo sabia todos os seus pensamentos, e dirigia os passos em direo a ela. Compreendia-lhe a 
grande necessidade, e estava-a ajudando a exercer f.
Ao Ele passar, a mulher se adiantou e conseguiu tocar-lhe de leve na orla do vestido. No mesmo 
momento, percebeu que estava curada. Naquele nico toque concentrara a f de sua vida, e 
instantaneamente desapareceram-lhe a dor e a fraqueza. Sentiu no mesmo instante a comoo 
como de uma corrente eltrica que lhe perpassasse pelas fibras do ser. Sobreveio-lhe uma 
sensao de perfeita sade. "Sentiu no seu corpo estar j curada daquele mal." Mar. 5:29.
A agradecida mulher desejava exprimir sua gratido ao poderoso Mdico, que mais fizera por ela 
num nico toque do que os doutores tinham feito em doze longos anos; mas no ousava. Com o 
corao cheio de reconhecimento, procurava subtrair-se  multido. De repente, Jesus parou e, 
olhando em volta de Si, perguntou: "Quem  que Me tocou?" Luc. 8:45.
Olhando-O surpreendido, Pedro respondeu: "Mestre, a multido Te aperta e Te oprime, e dizes: 
Quem  que Me tocou?" Luc. 8:45.
"Algum Me tocou", disse Jesus, "porque bem conheci que de Mim saiu virtude." Luc. 8:46. Ele 
podia distinguir o toque da f do contato casual da multido descuidosa. Algum O tocara com um 
desgnio profundo, e recebera resposta.
Cristo no fez a pergunta por causa de Si mesmo. Tinha uma lio para o povo, para os discpulos 
e a mulher. Desejava
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inspirar esperana aos aflitos e mostrar que fora a f que trouxera o poder restaurador. A confiana 
da mulher no devia ser passada por alto, sem comentrio. Deus devia ser glorificado por sua 
grata confisso. Cristo desejava que ela compreendesse que Ele aprovava seu ato de f. No 
queria que se afastasse apenas com metade da bno. Ela no devia ficar sem saber que Ele 
conhecia seu sofrimento, nem seu compassivo amor, e Sua aprovao  f que depositara em Seu 
poder de salvar perfeitamente a todo que a Ele se dirige.
Olhando para a mulher, Cristo insistiu em saber quem O havia tocado. Vendo que era intil ocultar-
se, ela se adiantou tremendo, e prostrou-se a Seus ps. Com lgrimas de gratido contou-Lhe, 
perante todo o povo, porque Lhe tocara nas vestes, e como havia sido imediatamente curada. 
Temia que seu ato em tocar-Lhe a vestimenta fosse uma presuno; mas nenhuma palavra de 
censura saiu dos lbios de Cristo. S proferiu palavras de aprovao. Estas provinham de um 
corao de amor, cheio de simpatia pelo infortnio. "Tem bom nimo, filha", disse suavemente; "a 
tua f te salvou; vai em paz." Luc. 8:48.
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Quo animadoras foram essas palavras para ela! Agora nenhum temor de haver ofendido lhe 
amargurou a alegria.
Aos curiosos da turba que se comprimia em volta de Jesus, no havia sido comunicado nenhum 
poder vital. Mas a sofredora mulher que Lhe tocara com f recebera cura. Assim nas coisas 
espirituais difere o contato casual do toque da f. Crer em Cristo meramente como o Salvador do 
mundo jamais trar cura  alma. A f que  para salvao no  um simples assentimento  
verdade do evangelho. F verdadeira  a que recebe a Cristo como Salvador pessoal. Deus deu 
Seu Filho unignito, para que eu, crendo nEle, "no perea, mas tenha a vida eterna". Joo 3:16. 
Quando me aproximo de Cristo, segundo a Sua palavra, cumpre-me acreditar que recebo Sua 
graa salvadora. A vida que agora vivo, devo viver "na f do Filho de Deus, o qual me amou e Se 
entregou a Si mesmo por mim". Gl. 2:20.
Muitos tm a f como uma opinio. A f salvadora  um acordo pelo qual os que recebem a Cristo 
se unem em concerto com Deus. Uma f viva quer dizer aumento de vigor, segura confiana, pela 
qual, mediante a graa de Cristo, a alma se torna um poder vitorioso.
A f  um conquistador mais poderoso do que a morte. Se o doente puder ser levado a fixar com f 
os olhos no poderoso Mdico, veremos maravilhosos resultados. Ela trar vida ao corpo e  alma.
Ao trabalhar em favor das vtimas de maus hbitos, em lugar de lhes apontar o desespero e a 
runa para os quais se precipitam, fazei-os volver os olhos a Jesus. Fazei-os fix-los nas glrias do 
celestial. Isso far mais pela salvao do corpo
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e da alma do que faro todos os terrores da sepultura quando postos diante dos destitudos de 
fora e, aparentemente, de esperanas.
"Sua Misericrdia nos Salvou"
O servo de um centurio estava enfermo de paralisia. Entre os romanos, os servos eram escravos, 
comprados e vendidos nos mercados, e muitas vezes tratados rude e cruelmente; mas o centurio 
era ternamente afeioado a seu servo, e desejava grandemente seu restabelecimento. Acreditava 
que Jesus podia cur-lo. No tinha visto o Salvador, mas as notcias que ouvira lhe haviam 
inspirado f. Apesar do formalismo dos judeus, esse romano estava convencido de que a religio 
judaica era superior  dele. J rompera as barreiras do preconceito e dio nacionais que 
separavam o vencedor do povo vencido. Manifestara respeito pelo culto a  Deus, e mostrara 
bondade para com os judeus como Seus adoradores. Nos ensinos de Cristo, segundo lhe haviam 
sido transmitidos, ele encontrara aquilo que satisfazia a necessidade da alma. Tudo quanto nele 
havia de espiritual correspondia s palavras do Salvador. Mas julgava-se indigno de se aproximar 
de Jesus, e apelou para os ancios dos judeus para que apresentassem a petio em favor da 
cura de seu servo.
Os ancios apresentaram o caso a Jesus, insistindo nas palavras: " digno de que lhe concedas 
isso. Porque ama a nossa nao e ele mesmo nos edificou a sinagoga." Luc. 7:4 e 5.
Mas, a caminho para a casa do centurio, Jesus recebe uma mensagem do prprio oficial aflito: 
"Senhor, no Te incomodes, porque no sou digno de que entres debaixo do meu telhado." Luc. 
7:6.
Todavia, o Salvador prossegue em Seu caminho, e o centurio
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vai em pessoa para completar a mensagem, dizendo: "Nem ainda me julguei digno de ir ter 
contigo; dize, porm, uma palavra, e o meu criado sarar. Porque tambm eu sou homem sujeito  
autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai; e ele vai; e a outro: Vem; e ele 
vem; e ao meu servo: Faze isto; e ele o faz." Luc. 7:7 e 8.
"Eu represento o poder de Roma, e meus soldados reconhecem minha autoridade como suprema. 
Assim representas Tu o poder do infinito Deus, e todas as coisas criadas obedecem  Tua palavra. 
Podes ordenar  doena que se v, e ela Te obedecer. Fala somente uma palavra, e meu servo 
estar curado."
"Vai", disse Cristo, "e como creste te seja feito. E, naquela mesma hora, o seu criado sarou." Mat. 
8:13.
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Os ancios judaicos haviam recomendado o centurio a Cristo por causa do favor mostrado a 
"nossa nao". " digno...", disseram eles, "porque... ele mesmo nos edificou a sinagoga". Luc. 7:4 
e 5. Mas o centurio disse de si mesmo: "No sou digno." Luc. 7:6. No entanto, ele no temeu 
pedir auxlio a Jesus. No confiou ele em sua bondade, mas na misericrdia do Salvador. Seu 
nico argumento era sua grande necessidade.
Da mesma maneira se pode aproximar de Cristo toda criatura humana. "No pelas obras de justia 
que houvssemos feito, mas segundo a Sua misericrdia, nos salvou." Tito 3:5. Sentis que, por 
serdes pecador, no podeis esperar receber bnos de Deus? Lembrai-vos de que Cristo veio ao 
mundo para salvar pecadores. Nada temos que nos recomende a Deus; a alegao em que 
podemos insistir agora e sempre  nossa condio de inteiro desamparo, que torna uma 
necessidade Seu poder redentor. Renunciando a toda confiana em ns mesmos, podemos olhar 
a cruz do Calvrio, e dizer:
"O preo do resgate eu no o tenho;
Mas  Tua cruz prostrado me sustenho."
"Se tu podes crer; tudo  possvel ao que cr." Mar. 9:23.  a f que nos liga ao Cu, e traz-nos 
foras para resistir aos poderes das trevas. Em Cristo, Deus proveu meios para subjugar todo mau 
trao,

"Pois Tu, Senhor, s bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que 
Te invocam. No dia da minha angstia, clamarei a Ti, porquanto me respondes." Sal. 86:5 e 7.
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"Se tu, Senhor, observares as iniqidades, Senhor, quem subsistirs? Mas contigo est o perdo, 
para que sejas temido. Espere Israel no Senhor, porque no Senhor h misericrdia, e nEle h 
abundante redeno." Sal. 130:3, 4 e 7.

e resistir a toda tentao, por mais forte que seja. Mas muitos sentem que lhes falta f, e assim 
permanecem afastados de Cristo. Que essas almas, em sua impotente indignidade, se lancem 
sobre a misericrdia de seu compassivo Salvador. No olheis a vs mesmos, mas a Cristo. Aquele 
que curara os enfermos e expulsara demnios quando andava entre os homens,  ainda o mesmo 
poderoso Redentor. Agarrai, pois, Suas promessas como folhas da rvore da vida: "O que vem a 
Mim de maneira nenhuma o lanarei fora." Joo 6:37. Ao irdes a Ele, crede que vos aceitar, 
porque vos tem prometido. Nunca podereis perecer enquanto assim fizerdes - nunca.
"Deus prova o Seu amor para conosco em que Cristo morreu por ns, sendo ns ainda 
pecadores." Rom. 5:8.
E "se Deus  por ns, quem ser contra ns? Aquele que nem mesmo a Seu prprio Filho poupou, 
antes, O entregou por todos ns, como nos no dar tambm com Ele todas as coisas?" Rom. 
8:31 e 32.
"Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as 
potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra 
criatura nos poder separar do amor de Deus, que est em Cristo Jesus, nosso Senhor!" Rom. 
8:38 e 39.
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"Podes Tornar-me Limpo"
De todas as doenas conhecidas no Oriente, a lepra era a mais temida. Seu carter incurvel e 
contagioso, e seu terrvel efeito sobre as vtimas, enchiam de temor aos mais corajosos. Entre os 
judeus era considerada um juzo pelo pecado, e da ser chamada "o aoite", "o dedo de Deus". 
Profundamente arraigada, inextirpvel, mortal, olhavam-na como smbolo do pecado.
Pela lei ritual, o leproso era considerado impuro. Tudo quanto ele tocasse estava imundo. O ar era 
corrompido por seu hlito. Como uma criatura j morta, excluam-no das habitaes dos homens. 
Uma pessoa suspeita de estar com essa doena devia apresentar-se aos sacerdotes, os quais a 
examinavam e decidiam o caso. Se declarado leproso, era isolado da famlia, separado da 
congregao de Israel e condenado a se associar unicamente com outros leprosos. No havia 
exceo nem mesmo para reis e prncipes. Um governante atacado dessa terrvel doena devia 
renunciar ao trono e fugir da sociedade.
Longe dos parentes e amigos, o leproso devia suportar a maldio de sua enfermidade. Era 
obrigado a publicar a prpria desgraa, rasgar os vestidos e fazer soar o alarme, advertindo a 
todos para que fugissem de sua contaminadora presena. O grito "Imundo! imundo!" (Lev. 13:45), 
vindo em lamentosos tons do solitrio desterrado, era um sinal ouvido com temor e repulso.

"Quem do imundo tirar o puro? Ningum!" J 14:4. "Cria em mim,  Deus, um corao puro e 
renova em mim um esprito reto." Sal. 51:10.
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Na regio do ministrio de Cristo achavam-se muitos desses sofredores. Quando um deles ouviu a 
notcia de Sua obra, a f comeou a despontar em seu corao. Se ele pudesse ir a Jesus, seria 
curado. Mas como encontrar Jesus? Condenado como se achava a um completo isolamento, como 
se apresentaria ao Mdico? E Cristo iria cur-lo? No poderia, como os fariseus e mesmo os 
mdicos, proferir sobre ele uma maldio e adverti-lo a fugir da cidade?
Pensou em tudo quanto lhe fora dito de Jesus. Ningum que buscou Seu auxlio foi mandado 
embora. O desgraado homem decidiu procurar o Salvador. Apesar de excludo das cidades, quem 
sabe se no lhe seria possvel cruzar-Lhe o caminho em qualquer atalho da montanha, ou 
encontr-Lo enquanto ensinava fora das aldeias? As dificuldades eram grandes, mas  sua nica 
esperana.
Ficando de longe, o leproso entendeu algumas palavras dos lbios do Salvador. Ele O viu pondo 
as mos sobre os enfermos. Viu o coxo, o cego, o paraltico e os que estavam a morrer de vrias 
doenas erguerem-se com sade, louvando a Deus pela libertao. Sua f se robusteceu. 
Aproximou-se mais e mais da multido que O escutava. As restries impostas, a segurana do 
povo, o temor com que todos os homens
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o olhavam foram juntamente esquecidos. Pensou unicamente na bendita esperana da cura.
Ele apresentou um repugnante espetculo. A doena fizera tremendas marcas e seu corpo, em 
decadncia, era horrvel de ver-se. Ao avist-lo, o povo recuou. Em seu terror, atropelavam-se uns 
aos outros para escapar do contato com ele. Alguns tentavam impedi-lo de se aproximar de Jesus, 
mas em vo. Ele nem os viu nem os ouviu. Suas expresses de repugnncia no o atingiram. Viu 
to-somente o Filho de Deus, ouviu unicamente a voz que comunica vida.
Avanando para Jesus, atirou-se aos Seus ps com o grito: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me 
limpo." Mat. 8:2.
Jesus respondeu: "Quero; s limpo", e ps-lhe as mos em cima. Mat. 8:3.
Imediatamente se operou uma mudana no leproso. Seu sangue tornou-se sadio, os nervos 
sensveis, firmes os msculos. A pele de um branco fora do natural, escamosa, peculiar  lepra, 
desapareceu e sua carne ficou semelhante  de uma criancinha.
Se os sacerdotes soubessem os fatos referentes  cura do leproso, seu dio para com Cristo os 
levaria a dar uma sentena desonesta. Jesus desejava assegurar uma deciso imparcial. Pediu, 
portanto, ao homem que a ningum contasse a cura, mas se apresentasse sem demora no templo 
com uma oferta, antes que qualquer rumor acerca do milagre se espalhasse.
Antes que os sacerdotes pudessem aceitar tal oferta, exigia-se deles que examinassem o ofertante 
e se certificassem de sua completa cura.
Esse exame foi feito. Os sacerdotes que haviam condenado o leproso ao exlio testificaram da 
cura. O homem restabelecido foi restitudo  famlia e  sociedade. Sentiu que a ddiva da sade 
era muito preciosa. Regozijava-se no vigor da varonilidade, e em se ver entre os seus. No 
obstante
Pg. 70
a advertncia de Jesus, ele no podia por mais tempo ocultar sua cura, e foi alegremente 
proclamando por todos os lugares o poder dAquele que o tinha curado.
Quando esse homem chegou a Jesus, estava "cheio de lepra". Luc. 5:12. Seu mortal veneno 
enchia-lhe o corpo todo. Os discpulos tentaram impedir que Seu Mestre o tocasse; pois aquele 
que tocasse num leproso ficava tambm imundo. Mas, ao colocar a mo sobre o leproso, Jesus 
no recebeu nenhuma contaminao. A lepra estava purificada. Assim se d com a lepra do 
pecado - profundamente arraigada, mortfera, impossvel de ser purificada por poder humano. 
"Toda a cabea est enferma, e todo o corao, fraco. Desde a planta do p at  cabea no h 
nele coisa s, seno feridas, e inchaos, e chagas podres." Isa. 1:5 e 6. Mas Jesus, vindo habitar 
na humanidade, no recebe nenhuma poluio. Sua presena era restauradora virtude para o 
pecador. Quem quer que Lhe cair aos ps, dizendo com f: "Senhor, se quiseres, podes tornar-me 
limpo", ouvir a resposta: "Quero; s limpo." Mat. 8:2 e 3.
Em alguns casos de cura, Jesus no concedia imediatamente a bno solicitada. Mas, no caso 
da lepra, mal o apelo era feito, era ela concedida. Quando oramos por bnos terrestres, a 
resposta a nossa petio pode ser retardada ou Deus talvez nos d uma coisa diversa daquela que 
pedimos; no assim, porm, quando oramos por libertao do pecado.  Sua vontade purificar-nos 
do pecado, tornar-nos Seus filhos, e habilitar-nos a viver uma vida santa. Cristo "Se deu a Si 
mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente sculo mau, segundo a vontade de Deus, 
nosso Pai." Gl. 1:4. "E esta  a confiana que temos nEle: que, se pedirmos alguma coisa, 
segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, 
sabemos que alcanamos as peties que Lhe fizemos." I Joo 5:14 e 15.
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Jesus olhava aos aflitos e desalentados, aqueles cujas esperanas se haviam desvanecido, e que 
procuravam, com alegrias terrenas, acalentar os anseios da alma, e convidava todos a nEle 
buscarem descanso.
Descanso
Com ternura pedia ao fatigado povo: "Tomai sobre vs o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou 
manso e humilde de corao, e encontrareis descanso para a vossa alma." Mat. 11:29.
Por essas palavras, Cristo Se dirigia a todos os seres humanos. Saibam-no eles ou no, todos se 
acham cansados e oprimidos. Todos esto vergados sob fardos que unicamente Cristo pode 
remover. O mais pesado fardo que levamos  o do pecado. Se fssemos deixados a suportar-lhe o 
peso, ele nos esmagaria. Mas Aquele que era sem pecado tomou-nos o lugar. "O Senhor fez cair 
sobre Ele a iniqidade de ns todos." Isa. 53:6.
Ele carregou o fardo de nossa culpa. Ele tomar o peso de nossos cansados ombros. Ele nos dar 
descanso. O fardo de cuidado e aflio, Ele o conduzir tambm. Convida-nos a lanar sobre Ele 
toda a nossa solicitude; pois traz-nos sobre o corao.
O Irmo mais velho de nossa raa est ao p do trono eterno. Atenta para toda pessoa que volve o 
rosto para Ele como o Salvador. Conhece por experincia o que so as fraquezas da humanidade, 
quais as nossas necessidades, e onde est a fora de nossas tentaes; pois "como ns, em tudo 
foi tentado, mas sem pecado". Heb. 4:15. Est vigiando por ti, tremente filho de Deus. Ests 
tentado? Ele te livrar. Sentes-te fraco? Fortalecer-te-. s ignorante? Esclarecer-te-. Ests 
ferido? H de te sarar. O Senhor "conta o nmero das estrelas"; e todavia "sara os quebrantados 
de corao e liga-lhes as feridas". Sal. 147:4 e 3.
Pg. 72
Sejam quais forem vossas ansiedades e provaes, exponde vosso caso perante o Senhor. Vosso 
esprito ser fortalecido para a resistncia. O caminho se abrir para vos libertardes de todo 
embarao e dificuldade. Quanto mais fraco e impotente vos reconhecerdes, tanto mais forte vos 
tornareis em Sua fora. Quanto mais pesados vossos fardos, tanto mais abenoado o descanso 
em os lanar sobre vosso Ajudador.
As circunstncias podem separar amigos; as ondas desassossegadas do vasto mar podem rolar 
entre ns e eles. Mas nenhuma circunstncia, distncia alguma nos pode separar do Salvador. 
Estejamos onde estivermos, Ele Se acha  nossa mo direita para sustentar, manter, proteger e 
animar. Maior que o amor de uma me por seu filho,  o de Cristo por seus remidos.  nosso 
privilgio descansar em Seu amor; dizer: "Nele confiarei; pois deu a Sua vida por mim."
O amor humano pode mudar; mas o amor de Cristo no conhece variao. Quando a Ele 
clamamos por socorro, Sua mo est estendida para salvar.
"As montanhas se desviaro
E os outeiros tremero;
Mas a Minha benignidade no se desviar de ti,
E o concerto da Minha paz no mudar,
Diz o Senhor, que Se compadece de ti." Isa. 54:10.
5
A Cura da Alma
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Muitos dos que iam ter com Cristo em busca de auxlio, haviam trazido sobre si a enfermidade; 
todavia, Ele no Se recusava a cur-los. E quando a virtude que dEle provinha penetrava nessas 
pessoas, elas experimentavam a convico do pecado, e muitos eram curados de sua enfermidade 
espiritual, bem como da doena fsica.
Entre esses estava o paraltico de Cafarnaum. Como o leproso, esse paraltico perdera toda 
esperana de restabelecimento. Sua doena era o resultado de uma vida pecaminosa, e seus 
sofrimentos eram amargurados pelo remorso. Em vo apelara para os fariseus e os doutores em 
busca de alvio; pronunciaram incurvel o seu mal, declararam que havia de morrer sob a ira de 
Deus.
O paraltico imergira no desespero. Ouviu ento contar as obras de Jesus. Outros, to pecadores e 
desamparados como ele, haviam sido curados, e foi animado a crer que tambm ele o poderia ser, 
se fosse levado ao Salvador. Sua esperana quase se desvaneceu ao lembrar-se da causa de seu 
mal, todavia no podia rejeitar a possibilidade da cura.
Pg. 74
Seu grande desejo era o alvio do grande fardo do pecado. Ansiava ver a Jesus, e receber a 
certeza do perdo e a paz com o Cu. Ento estaria contente de viver ou morrer, segundo a 
vontade de Deus.
No havia tempo a perder; sua carne consumida j apresentava indcios de morte. Suplicou aos 
amigos que o conduzissem em seu leito a Jesus, o que empreenderam satisfeitos. To compacta 
era, porm, a multido que se aglomerara dentro e em volta da casa em que estava o Salvador, 
que era
Pg. 75
impossvel ao doente e seus amigos chegarem at Ele, ou mesmo pr-se-Lhe ao alcance da voz. 
Jesus estava ensinando na casa de Pedro. Segundo seu costume, os discpulos sentaram-se ao 
Seu redor, "e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as 
aldeias da Galilia, e da Judia, e de Jerusalm". Luc. 5:17. Muitos deles tinham ido como espies, 
buscando acusao contra Jesus. Alm destes apinhava-se a promscua multido, os fervorosos, 
os reverentes, os curiosos e os incrdulos. Achavam-se representadas diferentes nacionalidades e 
todos os graus sociais. "E a virtude do Senhor estava com Ele para curar." Luc. 5:17.  O Esprito de 
vida pairava sobre a assemblia, mas os fariseus e os doutores no Lhe discerniam a presena. 
No experimentavam nenhum sentimento de necessidade, e a cura no era para eles. "Encheu de 
bens os famintos, despediu vazios os ricos." Luc. 1:53.
Repetidamente procuraram os condutores do paraltico forar caminho por entre a multido, mas 
nulos eram seus esforos. O doente olhava em redor com inexprimvel angstia. Como poderia ele 
abandonar a esperana quando to perto estava o anelado auxlio? Por sugesto sua, os amigos o 
suspenderam para o telhado da casa e, abrindo o teto, baixaram-no aos ps de Jesus.
O discurso foi interrompido. O Salvador contemplou a dolorosa fisionomia, e viu os olhos splices 
nEle cravados. Bem conhecia Ele o anelo daquela alma oprimida. Fora Cristo quem lhe infundira 
convico  conscincia quando ele ainda se achava na prpria casa. Quando se arrependera de 
seus pecados, e crera no poder de Jesus para restaur-lo, a misericrdia do Salvador lhe 
abenoara o corao. Jesus observava o desenvolver-se no primeiro tnue raio de f a convico 
de que Ele era o nico auxlio do pecador, e a vira se fortalecer a cada esforo por chegar  Sua 
presena. Fora Cristo que atrara
Pg. 76
o sofredor a Si. Agora, em palavras que soavam qual msica aos ouvidos atentos do enfermo, o 
Salvador disse: "Filho, tem bom nimo; perdoados te so os teus pecados." Mat. 9:2.
O peso da culpa cai da alma do doente. No pode duvidar. As palavras de Cristo revelam Seu 
poder de ler o corao. Quem pode negar Seu poder de perdoar pecados? A esperana toma o 
lugar do desespero, e a alegria o do opressivo acabrunhamento. Desaparece o sofrimento fsico do 
homem, e todo o seu ser se acha transformado. Sem mais nada pedir, repousa em tranqilo 
silncio, demasiado feliz para falar.
Com a respirao suspensa de interessados que estavam, muitos observavam cada gesto nesse 
estranho acontecimento. Muitos sentiam que as palavras de Cristo eram um convite para eles 
mesmos. No eram eles enfermos da alma por causa do pecado? No estavam ansiosos de ser 
libertados desse fardo?
Mas os fariseus, receosos de perder a influncia para com o povo, diziam em seu corao: "Por 
que diz este assim blasfmias? Quem pode perdoar pecados, seno Deus?" Mar. 2:7.
Fixando neles o olhar, sob o qual se intimidaram e retrocederam, Jesus disse: "Por que pensais 
mal em vosso corao? Pois o que  mais fcil? Dizer ao paraltico: Perdoados te so os teus 
pecados, ou: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que
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o Filho do Homem tem na Terra autoridade para perdoar pecados", disse Ele voltando-Se para o 
paraltico: "Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa." Mat. 9:4-6.
Ento aquele que havia sido levado num leito a Jesus ps-se de p com a elasticidade e a fora de 
um jovem. E "tomando logo o leito, saiu em presena de todos, de sorte que todos se admiraram e 
glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos." Mar. 2:12.
Nada menos que poder criador exigia o restituir  sade aquele decadente corpo. A mesma voz 
que comunicou vida ao homem criado do p da terra infundira vida ao paraltico moribundo. E o 
mesmo poder que dera vida ao corpo renovara o corao. Aquele que, na criao, "falou, e tudo se 
fez", que "mandou, e logo tudo apareceu" (Sal. 33:9), comunicara vida  alma morta em ofensas e 
pecados. A cura do corpo era uma evidncia do poder que renovara o corao. Cristo mandou que 
o paraltico se erguesse e andasse, "para que saibais", disse Ele, "que o Filho do Homem tem na 
Terra autoridade para perdoar pecados". Mat. 9:6.
O paraltico encontrou em Cristo tanto a cura da alma como a do corpo. Ele necessitava sade da 
alma antes de poder apreciar a do corpo. Antes de poder ser curada a enfermidade fsica, Cristo 
precisava dar alvio  mente, e purificar a alma do pecado. Essa lio no deve ser passada por 
alto. Existem hoje milhares de pessoas a sofrer de doenas fsicas, as quais, como o paraltico, 
esto ansiando a mensagem: "Perdoados te so os teus pecados." Mat. 9:2. O fardo do pecado, 
com seu desassossego e desejos no satisfeitos,  o fundamento de sua doena. No podem 
encontrar alvio enquanto no forem ter com o Mdico da alma. A paz que to-somente Ele pode 
comunicar restituiria vigor  mente e sade do corpo.
Pg. 78
O efeito produzido no povo pela cura do paraltico foi como se o cu se houvesse aberto e 
revelado as glrias do mundo melhor. Ao passar por entre a multido o homem que tinha sido 
curado, bendizendo a Deus a cada passo, e levando sua carga como se fossem penas, o povo 
recuava para lhe dar passagem e fitava-o com fisionomia cheia de respeito,
Pg. 79
murmurando suavemente entre si: "Hoje, vimos prodgios". Luc. 5:26.
Grande regozijo houve na casa do paraltico quando ele voltou para a famlia, levando com 
facilidade o leito em que fora penosamente conduzido dentre eles, pouco antes. Reuniram-se ao 
seu redor com lgrimas de alegria, mal ousando crer no que seus olhos viam. Ele ali estava no 
pleno vigor da varonilidade. Aqueles braos que antes estavam sem vida, achavam-se agora 
prontos a obedecer-lhe  vontade. A carne antes encolhida e arroxeada era agora fresca e rosada. 
Ele caminhava com passo firme e desembaraado. Alegria e esperana achavam-se impressos em 
cada trao de seu rosto; e uma expresso de pureza e paz havia tomado o lugar dos vestgios do 
pecado e do sofrimento. Alegres aes de graas subiram daquele lar, e Deus foi glorificado por 
meio de Seu Filho, que restitura a esperana ao destitudo dela, e fora ao abatido. Esse homem 
e sua famlia estavam prontos a dar a vida por Jesus. Nenhuma dvida ofuscava sua f; nenhuma 
descrena lhes prejudicava a fidelidade para com Aquele que lhes trouxera luz ao ensombrado lar.
"Bendize,  minha alma, ao Senhor,
E tudo o que h em mim bendiga o Seu santo nome.
Bendize,  minha alma, ao Senhor,
E no te esqueas de nenhum de Seus benefcios.
 Ele que perdoa todas as tuas iniqidades
E sara todas as tuas enfermidades;
Quem redime a tua vida da perdio; ...
De sorte que a tua mocidade se renova como a guia.
O Senhor faz justia
E juzo a todos os oprimidos.
No nos tratou segundo os nossos pecados,
Nem nos retribuiu segundo as nossas iniqidades.
Como um pai se compadece de seus filhos,
Assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem.
Pois Ele conhece a nossa estrutura;
Lembra-Se de que somos p." Sal. 103:1-6, 10, 13 e 14.
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"Queres Ficar So?"
"Ora, em Jerusalm h, prximo  Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o 
qual tem cinco alpendres. Nestes jazia grande multido de enfermos: cegos, coxos e paralticos, 
esperando o movimento das guas." Joo 5:2 e 3.
A certos perodos as guas desse poo eram agitadas, e acreditava-se geralmente que era o 
resultado de um poder sobrenatural, e que aquele que primeiro descesse  gua depois do 
movimento dela seria curado de qualquer doena que tivesse. Centenas de sofredores visitavam 
esse lugar; mas to grande era a multido quando as guas eram agitadas, que se precipitavam 
para diante, atropelando homens, mulheres e crianas mais fracos que eles. Muitos no podiam se 
aproximar do poo. Muitos tambm que tinham conseguido chegar  beira dele, ali morriam. 
Haviam sido construdos abrigos em volta do lugar, a fim de proteger os doentes do calor do dia e 
do frio da noite. Alguns passavam a noite nesses alpendres, arrastando-se para a margem do 
tanque dia aps dia, na v esperana de cura.
Jesus achava-Se em Jerusalm. Caminhando sozinho, em aparente meditao e orao, chegou 
ao poo. Viu os mseros aflitos vigilantes por aquilo que julgavam sua nica oportunidade de cura. 
Ele almejava exercer Seu poder restaurador, curando cada um daqueles sofredores. Mas era 
sbado. Multides estavam se dirigindo ao templo para o culto, e Ele sabia que tal ato de cura 
despertaria o preconceito dos judeus, os quais cerceariam Sua obra.
Mas o Salvador viu um caso de supremo infortnio. Era o de um homem que estava invlido h 
trinta e oito anos. Sua doena era, em grande parte, resultado de seus
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hbitos maus, e era considerada como um juzo de Deus. Sozinho e sem amigos, sentindo-se 
excludo da misericrdia de Deus, o enfermo havia passado longos anos de misria. Na hora em 
que se esperava o movimento das guas, os que se compadeciam de seu desamparo o levavam 
para os alpendres. Mas, no momento exato, ningum o ajudava a entrar. Ele vira a agitao das 
guas, mas jamais conseguira chegar alm da margem do tanque. Outros mais fortes que ele 
imergiam primeiro. O pobre e impotente enfermo no podia competir com a multido mais gil e 
egosta. Os persistentes esforos na
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perseguio daquele nico objetivo, e a ansiedade e contnua decepo, estavam minando 
rapidamente as foras que lhe restavam.
Jazia o enfermo em sua esteira, erguendo s vezes a cabea para olhar o tanque, quando o terno 
e compassivo rosto se curvou para ele, e lhe prenderam a ateno as palavras: "Queres ficar so?" 
Joo 5:6. Nasceu-lhe no corao a esperana. Sentiu que, de alguma maneira, lhe viria auxlio. 
Mas logo se dissipou o claro dessa esperana. Lembrou-se de quantas vezes tentara chegar ao 
poo, e tinha agora pouca probabilidade de viver at que ele fosse novamente agitado. Voltou-se 
fatigado, dizendo: "Senhor, no tenho homem algum que, quando a gua  agitada, me coloque no 
tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim." Joo 5:7.
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Jesus ordena-lhe: "Levanta-te, toma a tua cama e anda." Joo 5:8. Renovada a esperana, o 
enfermo olha para Jesus. A expresso de Seu semblante e o tom da voz so diferentes de tudo o 
mais que vira antes. Sua prpria presena parece irradiar amor e poder. A f do paraltico apega-
se  palavra de Cristo. Sem replicar, dirige sua vontade no sentido da obedincia e, assim fazendo, 
todo o seu corpo corresponde.
Cada nervo, cada msculo, vibra com uma nova vida, e sadia ao vem aos membros paralisados. 
Num salto, ei-lo de p e pe-se a caminho com passo firme e desenvolto, louvando a Deus, e 
regozijando-se no vigor que acabava de receber.
Jesus no dera ao invlido qualquer certeza de auxlio divino. O homem poderia ter dito: "Senhor, 
se me puseres so, obedecerei  Tua palavra." Poderia haver-se detido para duvidar, tendo assim 
perdido seu nico ensejo de cura. Mas no, ele creu na palavra de Cristo, creu que estava so; fez 
imediatamente o esforo, e Deus lhe deu o poder; determinou andar, e andou. Agindo segundo a 
palavra de Cristo, foi curado.
Pelo pecado, fomos separados da vida de Deus. Nossa alma acha-se paraltica. No somos, por 
ns mesmos, mais capazes de viver uma vida santa do que o impotente homem era capaz de 
andar. Muitos compreendem sua impotncia; anelam aquela vida espiritual que lhes trar harmonia 
com Deus, e esto-se esforando por obt-la. Mas em vo. Em desespero, clamam: "Miservel 
homem que eu sou! Quem me livrar do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Que essas almas 
abatidas, em luta, olhem para o alto. O Salvador inclina-Se sobre a aquisio de Seu sangue, 
dizendo com inexprimvel ternura
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e piedade: "Queres ficar so?" Joo 5:6. Manda-vos levantar em sade e paz. No espereis sentir 
que estais so. Crede na palavra do Salvador. Ponde vossa vontade do lado de Cristo. Determinai 
servi-Lo, e agindo em obedincia a Sua palavra, recebereis foras. Seja qual for a m prtica, a 
paixo dominante que, devido a longa condescendncia, prende tanto a alma como o corpo, Cristo 
 capaz de libertar, e anseia faz-lo. Ele comunicar vida aos seres "mortos em ofensas". Efs. 
2:1. Por em liberdade o cativo, preso por fraqueza e infortnio e pelas cadeias do pecado.
O senso do pecado tem envenenado as fontes da vida. Mas Cristo diz: "Eu tirarei vossos pecados; 
dar-vos-ei paz. Comprei-vos com Meu sangue. Sois Meus. Minha graa fortalecer vossa vontade 
enfraquecida; o remorso do pecado, Eu hei de remover." Quando vos assaltam tentaes, quando 
vos rodeiam cuidado e perplexidade, quando, deprimidos e desanimados, vos achais prestes a 
ceder ao desespero, olhai a Jesus, e as trevas que vos envolvem dissipar-se-o ao brilho de Sua 
presena. Quando o pecado luta pelo predomnio em vossa alma, e sobrecarrega a conscincia, 
olhai ao Salvador. Sua graa  suficiente para subjugar o pecado. Que vosso grato corao, 
trmulo de incerteza, se volva para Ele. Apoderai-vos da esperana posta diante de vs. Cristo 
espera adotar-vos em Sua famlia. Sua fora ajudar vossa fraqueza; conduzir-vos- passo a 
passo. Colocai nas Suas a vossa mo, e deixai que Ele vos guie.
Nunca julgueis que Cristo est distante. Ele est sempre perto. Sua amorvel presena vos rodeia. 
Procurai-O como a Algum que deseja ser achado por vs. Deseja que no somente Lhe toqueis 
as vestes, mas caminheis com Ele em constante comunho.
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"No Peques Mais"
Acabara a Festa dos Tabernculos. Os sacerdotes e rabis em Jerusalm haviam sido logrados em 
suas tramas contra Jesus, e ao cair da noite "cada um foi para sua casa. Porm Jesus foi para o 
Monte das Oliveiras". Joo 7:53-8:1.
Fugindo  agitao e confuso da cidade, s turbas ansiosas e aos traioeiros rabis, Jesus 
desviou-Se para o sossego dos bosques das oliveiras, onde podia estar a ss com Deus. De 
manh cedo, porm, voltou ao templo; e, ajuntando-se
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o povo em torno dEle, sentou-Se e ps-Se a ensinar.
Foi logo interrompido. Um grupo de fariseus e escribas aproximou-se dEle, arrastando consigo 
uma mulher possuda de terror, a quem, com veemncia e dureza, acusavam de haver violado o 
stimo mandamento. Empurrando-a para a presena de Jesus, disseram, com hipcrita 
manifestao de respeito: "Mestre, esta mulher foi apanhada, no prprio ato, adulterando, e, na lei, 
nos mandou Moiss que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?" Joo 8:4 e 5.
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Sua fingida reverncia encobria uma trama astutamente urdida para Sua runa. Se Jesus 
absolvesse a mulher, seria acusado de desprezar a lei de Moiss. Se a declarasse digna de morte, 
poderia ser acusado aos romanos como algum que pretendia autoridade que unicamente a eles 
pertencia.
Jesus contemplou a cena - a trmula vtima em sua vergonha, a fisionomia dura dos dignitrios, 
destitudos de simples piedade humana. Seu esprito de imaculada pureza como que recuou do 
espetculo. Sem dar nenhum sinal de haver ouvido a pergunta, curvou-Se e, fixando os olhos no 
cho, ps-Se a escrever na areia.
Impacientes com Sua demora e aparente indiferena, os acusadores aproximaram-se mais, 
insistindo em Lhe chamar a ateno para o assunto. Mas, quando seus olhos, seguindo os de 
Jesus, caram no cho a Seus ps, suas vozes emudeceram. Ali, traados diante deles, achavam-
se os criminosos segredos da vida de cada um.
Erguendo-Se, e fixando os olhos nos astuciosos ancios, Jesus disse: "Aquele que dentre vs est 
sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela." Joo 8:7. E, inclinando-Se, continuou a 
escrever.
Ele no pusera de lado a lei mosaica, nem desrespeitara a autoridade romana. Os acusadores 
foram derrotados. Agora, havendo-lhes sido arrancadas as vestes de pretendida santidade, ali 
estavam, culpados e condenados, em presena da infinita pureza. Tremendo, no fosse a oculta 
iniqidade de sua vida exposta perante a multido, cabisbaixos, retiraram-se furtivamente, 
deixando sua vtima com o compassivo Salvador.
Jesus ergueu-Se e, olhando para a mulher, disse: "Onde esto aqueles teus acusadores? Ningum 
te condenou? E ela disse: Ningum, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem Eu tambm te condeno; vai-
te e no peques mais." Joo 8:10 e 11.
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A mulher estivera diante de Jesus toda encolhida de temor. Suas palavras: "Aquele que dentre vs 
est sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela" (Joo 8:7), soaram-lhe aos ouvidos 
como uma sentena de morte. Ela no ousava erguer os olhos para o rosto do Salvador, mas 
esperava em silncio sua condenao. Com espanto viu os acusadores retirarem-se mudos e 
confundidos; ento, chegaram-lhe ao ouvido aquelas palavras de esperana: "Nem Eu tambm te 
condeno; vai-te e no peques mais." Joo 8:11. Enterneceu-se o corao, e atirando-se aos ps de 
Jesus, soluou seu reconhecido amor, e com amargo pranto confessou seus pecados.
Isso foi para ela o comeo de uma nova vida, uma vida de pureza e paz, devotada a Deus. No 
reerguimento dessa alma cada, Jesus realizou um milagre maior do que na cura da mais terrvel 
doena; curou a doena espiritual que produz morte eterna. Esta arrependida mulher tornou-se um 
de Seus mais firmes seguidores. Com abnegado amor e devoo, mostrou seu reconhecimento 
pela perdoadora misericrdia de Jesus. Para essa desviada mulher no tinha o mundo seno 
desprezo e zombaria; mas Aquele que  sem pecado compadeceu-Se de sua fraqueza, e 
estendeu-lhe ajudadora mo. Enquanto os fariseus hipcritas acusavam, Jesus mandou-lhe: "Vai-
te e no peques mais."
Jesus conhece as circunstncias de toda pessoa. Quanto maior a culpa do pecador, tanto mais 
necessita ele do Salvador.

"Vinde, ento, e arg-Me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, 
eles se tornaro brancos como a neve: ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornaro 
como a branca l." Isa. 1:18.
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Seu corao de divino amor e simpatia  atrado acima de tudo para aquele que se acha mais 
desesperadoramente enredado nos laos do inimigo. Com o prprio sangue assinou Ele a carta de 
emancipao da raa humana.
Jesus no deseja que fiquem desprotegidos ante s tentaes de Satans os que por tal preo 
foram adquiridos. No deseja que sejamos vencidos e venhamos a perecer. Aquele que fechou a 
boca aos lees na cova, e andou com Seus fiis por entre as chamas da fornalha, est igualmente 
disposto a trabalhar em nosso favor, a subjugar todo mal em nossa natureza. Hoje, est Ele ao 
altar da misericrdia, apresentando perante Deus as splicas dos que Lhe desejam o auxlio. No 
repele nenhuma criatura chorosa e arrependida. Perdoa abundantemente a todos quantos vo ter 
com Ele em busca de perdo e restaurao. Ele no conta a ningum tudo quanto poderia revelar, 
mas manda a toda alma tremente que tenha nimo. Quem quiser pode apoderar-se da fora de 
Deus, e fazer paz com Ele, e Ele far paz.
Aqueles que se volvem para Ele em busca de refgio, Jesus ergue acima das acusaes e da 
contenda das lnguas. Nem homem nem anjo mau algum podem compromet-los. Cristo os liga a 
Sua prpria natureza divino-humana. Eles se acham ao lado do grande Salvador, na luz que 
procede do trono de Deus.
O sangue de Jesus "purifica de todo pecado". I Joo 1:7.
"Quem intentar acusao contra os escolhidos de Deus?  Deus quem os justifica. Quem os 
condenar? Pois  Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual est 
 direita de Deus, e tambm intercede por ns." Rom. 8:33 e 34.
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Sobre os ventos e as ondas, e sobre homens possessos de demnios, mostrou Cristo que tinha 
absoluto poder. Aquele que fez emudecer a tempestade e acalmou o revoltoso mar comunicou paz 
a espritos enlouquecidos e subjugados por Satans.
Na sinagoga de Cafarnaum, estava Jesus falando sobre Sua misso de libertar os escravos do 
pecado. Foi interrompido por um urro de terror. Um louco precipitou-se para a frente, por entre o 
povo, gritando: "Ah! que temos ns contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem 
s: o Santo de Deus." Mar. 1:24.
Jesus repreendeu o demnio, dizendo: "Cala-te e sai dele. E o demnio, lanando-o por terra no 
meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal." Luc. 4:35.
A causa da aflio desse homem se achava tambm em sua prpria vida. Fora fascinado pelos 
prazeres do pecado, e pensara tornar a vida um grande carnaval. A intemperana e a frivolidade 
perverteram os nobres atributos de sua natureza, e Satans tomou inteira posse dele. O remorso 
veio muito tarde. Quando ele teria sacrificado riqueza e prazer para reconquistar sua perdida 
varonilidade, tinha-se tornado impotente nas garras do maligno.
Na presena do Salvador foi despertado para ansiar a liberdade; mas o demnio resistia ao poder 
de Cristo. Quando o homem tentava apelar para Jesus em busca de socorro, o mau esprito ps-
lhe nos lbios as palavras, e ele gritou em angstia de temor. O endemoninhado compreendeu em 
parte achar-se em presena dAquele que o podia pr em liberdade; mas quando tentou colocar-se 
ao alcance daquela poderosa mo, outra vontade o segurou; as palavras de outro foram por ele 
proferidas.
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Foi terrvel o combate entre o poder de Satans e seu desejo de libertao. Parecia que o 
torturado homem devesse perder a vida na luta com o inimigo que fora a runa de sua varonilidade. 
Mas o Salvador falou com autoridade e ps livre o cativo. O homem que estivera possesso achava-
se perante o povo maravilhado, na liberdade da posse de si mesmo.
Com voz de jbilo deu louvores a Deus pelo livramento. Os olhos que, ainda h pouco, fulguravam 
com o brilho da loucura, cintilavam agora de inteligncia, e nadavam em lgrimas de 
reconhecimento. O povo emudecera de pasmo. Assim que recuperaram a palavra, exclamavam 
uns para os outros: "Que  isto? Que nova doutrina  esta? Pois com autoridade ordena aos 
espritos imundos, e eles Lhe obedecem!" Mar. 1:27.
Hoje existem multides to verdadeiramente sob o poder dos maus espritos como estava o 
endemoninhado de Cafarnaum. Todos aqueles que voluntariamente se apartam dos mandamentos 
de Deus esto-se colocando sob o domnio de
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Satans. Muito homem brinca com o mal, julgando que o pode deixar quando lhe aprouver; mas  
engodado mais e mais, at que se encontra dominado por uma vontade mais forte que a sua 
prpria. No pode escapar ao seu misterioso poder. Pecado secreto ou paixo dominante o pode 
reter cativo, to impotente como se achava o endemoninhado de Cafarnaum.
Todavia, sua condio no  desesperadora. Deus no domina nossa mente sem nosso 
consentimento; mas toda pessoa  livre para escolher o poder que deseja domine sobre ela. 
Ningum caiu to baixo, ningum h to vil, que no possa encontrar libertao em Cristo. O 
endemoninhado, em lugar de orao, no podia proferir seno as palavras de Satans; porm, o 
silencioso apelo do seu corao foi ouvido. Nenhum grito de uma alma em necessidade, mesmo 
sem ser enunciado em palavras, ser desatendido. Os que concordam em entrar em concerto com 
Deus no so deixados entregues ao poder de Satans ou  enfermidade de sua prpria natureza.
"Tirar-se-ia a presa ao valente? Ou os presos justamente escapariam? ... Assim diz o Senhor: Por 
certo que os presos se tiraro ao valente, e a presa do tirano escapar; porque Eu contenderei 
com os que contendem contigo e os teus filhos Eu remirei." Isa. 49:24 e 25.
Maravilhosa ser a transformao operada naquele que, pela f, abre a porta do corao ao 
Salvador.

"Dize-lhes: Vivo Eu, diz o Senhor Jeov, que no tenho prazer na morte do mpio, mas em que o 
mpio se converta do seu caminho e viva." Ezeq. 33:11. "Porm, se vos parece mal aos vossos 
olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: ... porm eu e a minha casa serviremos ao 
Senhor." Jos. 24:15.
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"Eis que vos Dou Poder"
Como os doze apstolos, os setenta discpulos a quem Cristo enviou mais tarde receberam dons 
sobrenaturais como selo de sua misso. Quando sua obra estava concluda, voltaram com alegria, 
dizendo: "Senhor, pelo Teu nome, at os demnios se nos sujeitam." Luc. 10:17. Jesus respondeu: 
"Eu via Satans, como raio, cair do Cu." Luc. 10:18.
Dali em diante, os seguidores de Cristo deviam olhar Satans como um inimigo vencido. Na cruz 
devia Jesus ganhar a vitria para eles; essa vitria, Ele desejava que aceitassem como sua 
prpria. "Eis", disse Ele, "que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpies, e toda a fora do 
inimigo, e nada vos far dano algum." Luc. 10:19.
O onipotente poder do Esprito Santo  a defesa de toda alma contrita. Cristo no permitir que 
ningum que, em arrependimento e f, haja clamado por Sua proteo passe para sob o poder do 
inimigo.  verdade que Satans  um poderoso ser; mas, graas a Deus, temos um Todo-
poderoso Salvador, que expulsou do Cu o maligno. Satans se agrada quando magnificamos seu 
poder. Por que no falar de Jesus? Por que no engrandecer Seu poder e amor?
O arco-ris da promessa, circundando o trono de Deus no alto,  um perptuo testemunho de que 
"Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unignito, para que todo aquele que nEle 
cr no perea, mas tenha a vida eterna". Joo 3:16. Ele testifica diante do Universo que Deus 
nunca abandonar Seus filhos na luta com o mal.  para ns uma garantia de fora e proteo 
enquanto durar o prprio trono.
6
Salvo Para Servir
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Manh, no Mar da Galilia. Jesus e Seus discpulos chegaram  praia depois de uma noite 
tempestuosa sobre as guas, e a luz do sol nascente banha a terra e o mar como a bno da 
paz. Ao saltarem na praia, porm, so recebidos por um espetculo mais terrvel que o mar agitado 
pela tempestade. De lugares ocultos por entre os tmulos, dois loucos precipitam-se sobre eles, 
como se os quisessem despedaar. Pendem-lhes em volta restos de correntes que quebraram 
para escapar da priso. Sua carne est dilacerada e sangrenta, os olhos brilham dentre o longo e 
emaranhado cabelo; o prprio aspecto humano parece haver-se neles apagado. Tm mais a 
aparncia de animais selvagens que de homens.
Os discpulos e seus companheiros fogem aterrorizados; mas logo percebem que Jesus no Se 
acha entre eles, e voltam-se  Sua procura. Ele est no mesmo lugar em que O deixaram. Aquele 
que fizera silenciar a tempestade, que havia anteriormente enfrentado e vencido a Satans, no 
foge diante desses demnios. Quando os homens, rangendo os dentes e espumando, se 
aproximam dEle, Jesus ergue aquela mo que,
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num gesto, impusera calma aos vagalhes, e eles no se podem aproximar mais. Estacam perante 
Ele, furiosos, mas impotentes.
Com autoridade ordena aos espritos imundos que saiam deles. Os infelizes homens 
compreendem estar ali perto Algum que os pode salvar dos atormentadores demnios. Caem aos 
ps do Salvador para suplicar misericrdia; mas, quando os lbios se abrem, os demnios falam 
por eles, bradando: "Que temos ns contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos 
antes de tempo?" Mat. 8:29.
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Os maus espritos so forados a libertar suas vtimas, e aos possessos sobrevm uma 
transformao maravilhosa. A luz brilha em sua mente. Os olhos iluminam-se de inteligncia. A 
fisionomia por tanto tempo desfigurada  semelhana de Satans torna-se de repente branda, 
aquietam-se as mos ensangentadas, e os homens erguem a voz em louvores a Deus.
Entretanto os demnios, expulsos de sua humana habitao, entraram nos porcos, impelindo-os  
destruio. Seus guardadores correm para anunciar o acontecido, e toda a populao aflui ao 
encontro de Jesus. Os dois endemoninhados haviam sido o terror do lugar. Agora, esses homens 
esto vestidos e em seu perfeito juzo, sentados aos ps de Jesus escutando-Lhe as palavras, e 
glorificando o nome dAquele que os curara. Mas os que testemunham essa maravilhosa cena no 
se regozijam. O prejuzo dos porcos lhes parece de maior importncia que a libertao desses 
cativos de Satans. Em terror, aglomeram-se em volta de Jesus, rogando-Lhe que se aparte deles, 
no que os satisfaz, tomando imediatamente o barco para o outro lado.

"NEle, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas no 
a compreenderam. Mas a todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de 
Deus: aos que crem no Seu nome." Joo 1:4, 5 e 12. "Porque no me envergonho do evangelho 
de Cristo, pois  o poder de Deus para salvao de todo aquele que cr." Rom. 1:16.
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Muito diferente  o sentir dos restaurados possessos. Eles desejam a companhia de seu libertador. 
Em Sua presena sentem-se seguros contra os demnios que lhes atormentaram a vida e 
arruinaram a varonilidade. Quando Jesus estava para entrar no barco, mantiveram-se bem prximo 
dEle e, ajoelhando aos Seus ps, rogam para ficar ao Seu lado, onde podero ouvir Suas palavras. 
Mas Jesus lhes pede que vo para casa, e contem quo grandes coisas o Senhor fez por eles.
Ali estava uma obra para eles fazerem - ir a um lar gentio, e contar as bnos que haviam 
recebido de Jesus. Duro lhes  separarem-se do Salvador. Grandes dificuldades os rodearo na 
convivncia com seus conterrneos pagos. E o grande afastamento em que tinham vivido da 
sociedade parece incapacit-los para esse trabalho. Mas, assim que Ele lhes indica o dever, esto 
prontos a obedecer-Lhe.
No somente contaram em sua prpria casa e na vizinhana o que dizia respeito a Jesus, mas 
foram por toda a Decpolis, declarando em toda parte Seu poder de salvar e, descrevendo como 
Ele os libertara dos demnios.
Embora o povo de Gergesa no tivesse recebido a Jesus, Ele no os entregou s trevas que 
haviam preferido. Quando Lhe pediram que os deixasse, no tinham ouvido Suas palavras. 
Ignoravam aquilo que estavam rejeitando. Enviou-lhes portanto a luz, e por meio daqueles a quem 
no se recusariam a escutar.
Ocasionando a destruio dos porcos, era desgnio de Satans afastar o povo do Salvador, e 
impedir a pregao do evangelho naquela regio. Mas esta prpria ocorrncia despertou o povo 
dali como nenhuma outra coisa poderia ter feito, e atraiu a ateno para Cristo. Conquanto o 
prprio Salvador partisse, ficaram os homens a quem Ele tinha curado como testemunhas de Seu 
poder. Aqueles que haviam sido instrumentos do prncipe
Pg. 99
das trevas tornaram-se condutores de luz, mensageiros do Filho de Deus. Quando Jesus voltou a 
Decpolis, o povo se aglomerou ao Seu redor, e por trs dias milhares de pessoas de todos os 
arredores ouviram a mensagem de salvao.
Os dois endemoninhados restitudos  razo foram os primeiros missionrios que Cristo enviou a 
ensinar o evangelho na regio de Decpolis. Apenas pouco tempo haviam esses homens escutado 
Suas palavras. Nem um sermo de Seus lbios lhes havia cado nos ouvidos. No podiam instruir 
o povo como os discpulos, que tinham estado diariamente com Cristo, eram capazes de fazer. 
Mas podiam contar o que sabiam; o que eles prprios viram e ouviram e sentiram do poder do 
Salvador.  isto que pode fazer todo aquele cujo corao foi tocado pela graa de Deus.  esse o 
testemunho que nosso Senhor requer, e por cuja falta est o mundo a perecer.
O evangelho deve ser apresentado, no como uma teoria sem vida, mas como uma fora viva para 
transformar o carter. Deus quer que Seus servos dem testemunho de que, mediante Sua graa, 
os homens podem possuir semelhana de carter com Cristo e regozijar-se na certeza de Seu 
grande amor. Quer que demos testemunho de que Ele no pode ficar satisfeito enquanto todos 
quantos ho de aceitar a salvao no forem reivindicados e reintegrados em seus santos 
privilgios como Seus filhos e filhas.
Mesmo aqueles cujo procedimento Lhe tem sido mais ofensivo, Ele aceita plenamente. Quando se 
arrependem, comunica-lhes Seu divino Esprito, e envia-os ao campo dos desleais para proclamar 
Sua misericrdia. Almas que tm sido degradadas a instrumentos de Satans so ainda, pelo 
poder de Cristo, transformadas em mensageiros de justia, e mandadas a contar quo grandes 
coisas o Senhor fez por elas, e como teve compaixo delas.
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Louvor Para Sempre
Depois que a mulher de Cafarnaum fora curada pelo toque da f, Jesus desejou que ela 
reconhecesse a bno que recebera. Os dons que o evangelho oferece no so para uma 
pessoa deles se apoderar furtivamente, nem fru-los em segredo.
"Vs sois as Minhas testemunhas,
diz o Senhor; Eu sou Deus." Isa. 43:12.
Nossa confisso de Sua fidelidade  o meio escolhido pelo Cu para revelar Cristo ao mundo. 
Cumpre-nos reconhecer Sua graa segundo foi dada a conhecer por intermdio dos santos 
homens da antiguidade; mas o que ser mais eficaz  o testemunho de nossa prpria experincia. 
Somos testemunhas de Deus ao revelarmos em ns mesmos a operao de um poder divino. 
Cada indivduo tem uma vida diversa da de todos os outros, e uma experincia que difere muito da 
deles. Deus deseja que nosso louvor ascenda a Ele, levando o cunho de nossa prpria 
personalidade. Esses preciosos reconhecimentos para louvor da glria de Sua graa, quando 
fortalecidos por uma vida semelhante  de Cristo, possuem irresistvel poder, o qual opera para 
salvao de almas.
 benefcio para ns o conservarmos viva na memria cada ddiva de Deus. Por esse meio a f  
fortalecida para invocar e receber mais e mais. H maior nimo na mnima bno que ns 
mesmos recebemos de Deus do que em todas as narraes que possamos ler da f e experincia 
de outros. A alma que corresponde  graa de Deus ser como um jardim regado. Sua sade 
apressadamente brotar; sua luz brilhar nas trevas, e sobre ela se ver a glria do Senhor.
Pg. 101
"Que darei eu ao Senhor
Por todos os benefcios que me tem feito?
Tomarei o clice da salvao
E invocarei o nome do Senhor.
Pagarei os meus votos ao Senhor,
Agora, na presena de todo o Seu povo." Sal. 116:12-14.

"Cantarei ao Senhor enquanto eu viver;
Cantarei louvores ao meu Deus, enquanto existir.
A minha meditao a Seu respeito ser suave;
Eu me alegrarei no Senhor." Sal. 104:33 e 34.

"Quem pode referir as obras poderosas do Senhor?
Quem anunciar os Seus louvores?" Sal. 106:2.

"Invocai o Seu nome;
Fazei conhecidas as Suas obras entre os povos.
Cantai-Lhe, cantai-Lhe salmos;
Falai de todas as Suas maravilhas.
Gloriai-vos no Seu santo nome;
Alegre-se o corao daqueles que buscam ao Senhor." Sal. 105:1-3.

"Porque a Tua benignidade  melhor do que a vida;
Os meus lbios Te louvaro.
A minha alma se fartar, como de tutano e de gordura;
E a minha boca Te louvar com alegres lbios,
Quando me lembrar de Ti na minha cama
E meditar em Ti nas viglias da noite.
Porque Tu tens sido o meu auxlio;
Jubiloso cantarei refugiado  sombra das Tuas asas." Sal. 63:3, 5-7.

"Em Deus tenho posto a minha confiana;
No temerei o que me possa fazer o homem.
Os Teus votos esto sobre mim,  Deus;
Eu Te renderei aes de graas;
Pois tu livraste a minha alma da morte,
Como tambm os meus ps de tropearem,
Para que eu ande diante de Deus na luz dos viventes." Sal. 56:11-13.

" Santo de Israel.
Os meus lbios exultaro quando eu Te cantar,
Assim como a minha alma que Tu remiste.
A minha lngua falar da Tua justia todo o dia." Sal. 71:22-24.
Pg. 102
"Tu s a minha esperana, ... desde a minha mocidade. ...
O meu louvor ser para Ti constantemente." Sal. 71:5 e 6.
"Farei lembrado o Teu nome...;
Pelo que os povos Te louvaro eternamente." Sal. 45:17.
"De Graa Recebestes, de Graa Dai"
O convite evanglico no deve ser limitado, e apresentado apenas a alguns escolhidos que, 
supomos, nos faro honra se o aceitarem. A mensagem deve ser dada a todos. Quando Deus 
abenoa Seus filhos, no  apenas por amor deles mesmos, mas do mundo. Quando nos confere 
Seus dons,  para que os multipliquemos transmitindo-os a outros.
A samaritana que conversou com Jesus junto ao poo de Jac, mal achou o Salvador, levou outros 
a Ele. Mostrou-se mais eficiente missionria que os prprios discpulos. Esses nada viram em 
Samaria que indicasse ser ela um campo animador. Tinham os pensamentos fixos numa grande 
obra a ser efetuada no futuro. No viram que mesmo junto deles estava uma colheita a fazer. Mas, 
por intermdio da mulher a quem desprezavam, toda uma cidade foi levada a ouvir Jesus. Ela 
levou imediatamente a luz a seus conterrneos. 

Essa mulher representa a operao de uma f prtica em Cristo. Todo verdadeiro discpulo nasce 
no reino de Deus como um missionrio. Assim que vem a conhecer o Salvador, deseja pr os 
outros em contato com Ele. A santificadora verdade no pode ficar encerrada em seu corao. 
Aquele que bebe da gua viva torna-se uma fonte de vida. O recipiente vem a ser um doador. A 
graa de Cristo na alma  como uma fonte no deserto, vertendo para refrigerar a todos, e fazendo 
com
Pg. 103
que os prestes a perecer tenham sede da gua da vida. Fazendo esta obra,  recebida uma maior 
bno do que se trabalhamos unicamente para nos beneficiar a ns mesmos.  trabalhando para 
disseminar as boas novas de salvao que somos levados perto do Salvador.
Dos que recebem Sua graa, diz o Senhor:
"E a elas e aos lugares ao redor do Meu outeiro, Eu porei por bno; e farei descer a chuva a seu 
tempo; chuvas de bno sero." Ezeq. 34:26.
"No ltimo dia, o grande dia da festa, Jesus ps-Se em p e clamou, dizendo: Se algum tem 
sede, venha a Mim e beba. Quem cr em Mim, como diz a Escritura, rios de gua viva correro do 
seu ventre." Joo 7:37 e 38.
Os que recebem devem comunicar a outros. De todas as direes vm pedidos de auxlio. Deus 
roga aos homens que ministrem alegremente a seus semelhantes. H coroas imortais a conquistar; 
temos a ganhar o reino do Cu; o mundo, a perecer na ignorncia, tem de ser iluminado.
"No dizeis vs que ainda h quatro meses at que venha a ceifa? Eis que Eu vos digo: levantai os 
vossos olhos e vede as terras, que j esto brancas para a ceifa. E o que ceifa recebe galardo e 
ajunta fruto para a vida eterna." Joo 4:35 e 36.

"Tu, anunciador de boas novas a Sio, sobe tu a um monte alto. Tu, anunciador de boas novas a 
Jerusalm, levanta a tua voz fortemente; levanta-a, no temas e dize s cidades de Jud: Eis aqui 
est vosso Deus." Isa. 40:9.
Pg. 104
Por trs anos, os discpulos tiveram diante deles o maravilhoso exemplo de Jesus. Dia a dia, 
andavam e falavam com Ele, ouvindo-Lhe as palavras de nimo ao cansado e oprimido, e 
assistindo s manifestaes de Seu poder em favor do doente e do aflito. Ao chegar o tempo em 
que devia deix-los, deu-lhes graa e poder para levar avante Sua obra em Seu nome. Deviam 
irradiar a luz de Seu evangelho de amor e cura. E o Salvador prometeu que Sua presena estaria 
sempre com eles. Por meio do Esprito Santo Jesus estaria mesmo mais perto deles do que 
quando andava visivelmente entre os homens.
A obra que os discpulos fizeram, tambm ns devemos fazer. Todo cristo deve ser missionrio. 
Cumpre-nos, em simpatia e compaixo, servir aos que necessitam de auxlio, buscando com 
abnegado zelo aliviar as misrias da humanidade sofredora.
Todos podem encontrar alguma coisa para fazer. Ningum deve achar que no h lugar em que 
possa trabalhar por Cristo. O Salvador Se identifica com todo filho da humanidade. Para que nos 
pudssemos tornar membros da famlia celeste, Ele Se fez membro da famlia da Terra.  o Filho 
do homem, e assim um irmo de todo filho e filha de Ado. Seus seguidores no devem se sentir 
separados do mundo que est a perecer em volta deles. Fazem parte da grande teia da 
humanidade, e o Cu os considera como irmos dos pecadores da mesma maneira que dos 
santos.
Milhes e milhes de seres humanos, em enfermidades, ignorncia e pecado, jamais ouviram 
sequer falar no amor de Cristo por eles. Fossem nossa posio e a sua invertidas, que 
desejaramos que eles fizessem por ns? Tudo isso, o quanto estiver ao nosso alcance, devemos 
ns fazer por eles. A regra de vida de Cristo, segundo a qual todos ns devemos subsistir
Pg. 105
ou perecer no juzo, : "Tudo o que vs quereis que os homens vos faam, fazei-lho tambm vs." 
Mat. 7:12.
Por tudo que nos confere vantagem sobre outros - seja educao, seja refinamento, nobreza de 
carter e instruo crist, seja experincia religiosa - achamo-nos em dvida para com os menos 
favorecidos; e, tanto quanto esteja em nosso poder, cumpre-nos servi-los. Se somos fortes, 
devemos apoiar as mos dos fracos.
Anjos da glria, que vem sempre a face do Pai do Cu, regozijam-se em servir aos Seus 
pequeninos. Os anjos esto sempre presentes onde so mais necessitados, junto queles que tm 
a combater as mais renhidas batalhas com o prprio eu, e cujo ambiente  o mais desanimador. 
Fracas e trementes almas que tm muitos objetveis traos de carter so seu especial encargo. 
Aquilo que coraes egostas considerariam como servio humilhante - servir queles que se 
acham na misria e so, em todos os aspectos, inferiores em carter - eis a obra dos puros e 
santos seres das cortes do alto.
Jesus no considerou o Cu um lugar desejvel enquanto ns nos achvamos perdidos. 
Abandonou as cortes celestes por uma vida de ignomnia e insulto, e uma morte vergonhosa. 
Aquele que era rico do inaprecivel tesouro do Cu, tornou-Se pobre, para que, por meio de Sua 
pobreza, ns nos pudssemos enriquecer. Cumpre-nos seguir na senda por Ele trilhada.
Aquele que se torna um filho de Deus deve, da em diante, considerar-se como um elo na cadeia 
descida para salvar o mundo, um com Cristo em Seu plano de misericrdia, indo com Ele a buscar 
e salvar o perdido.
Muitos acham que seria grande privilgio visitar o cenrio da vida de Cristo na Terra, andar pelos 
lugares por Ele trilhados, contemplar o lago  margem do qual gostava de ensinar, e os montes e 
vales em que tantas vezes pousaram Seus
Pg. 106
olhos. Mas no necessitamos ir a Nazar, a Cafarnaum, ou a Betnia, para podermos andar nas 
pegadas de Jesus. Acharemos os vestgios dos Seus passos ao lado do leito do enfermo, nas 
favelas, nas apinhadas avenidas das grandes cidades e em todo lugar em que h coraes 
humanos necessitados de consolao.
Temos de alimentar o faminto, vestir o nu, confortar o aflito e o sofredor. Devemos ajudar os que 
esto em desespero, e inspirar esperana aos destitudos dela.
O amor de Cristo, manifestado num ministrio abnegado, ser mais eficaz na reforma do malfeitor 
do que a espada ou o tribunal de justia. Esses precisam incutir terror ao transgressor da lei, mas o 
amorvel missionrio pode fazer mais do que isso. Muitas vezes o corao que se endurece sob a 
reprovao, abranda-se ante o amor de Cristo.
O missionrio no somente pode aliviar as doenas fsicas, como pode conduzir o pecador ao 
grande Mdico, o qual  capaz de curar a alma da lepra do pecado. Por intermdio de Seus servos 
designa Deus que os doentes, os desafortunados e os possessos de espritos maus ho de 
escutar Sua voz. Por meio dos instrumentos humanos Ele deseja ser um Consolador como o 
mundo desconhece.
O Salvador deu a prpria vida a fim de estabelecer uma igreja capaz de ajudar aos sofredores, aos 
aflitos, aos tentados. Um grupo de crentes pode ser pobre, destitudo de educao e 
desconhecido; todavia em Cristo podem fazer uma obra no lar, no lugar em que vivem, e mesmo 
em terras afastadas; obras cujos resultados sero de alcance to vasto como a eternidade.
No menos que aos seguidores de Cristo outrora, so dirigidas aos de hoje essas palavras: "-me 
dado todo o poder no Cu e na Terra. Portanto, ide, ensinai todas as naes." Mat. 28:18 e 19. "Ide 
por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." Mar. 16:15.
Pg. 107
Tambm para ns  a promessa de Sua presena: "Eis que Eu estou convosco todos os dias, at 
 consumao dos sculos." Mat. 28:20.
Hoje em dia, no afluem multides de curiosos aos desertos a fim de ver e ouvir a Jesus. Sua voz 
no se faz ouvir nas movimentadas ruas. No soa nos caminhos o grito:  Jesus de Nazar que 
passa. (Luc. 18:37.)
Todavia essa palavra  verdadeira em nossos dias. Cristo passa por nossas ruas sem ser visto. 
Vem a nossos lares com mensagens de misericrdia. Ele acompanha a todos quantos esto 
buscando ministrar em Seu nome, a fim de com eles cooperar. Acha-Se entre ns para curar e 
abenoar, se O recebemos.
"Assim diz o Senhor: No tempo favorvel, te ouvi e, no dia da salvao, te ajudei, e te guardarei, e 
te darei por concerto do povo, para restaurares a Terra e lhe dares em herana as herdades 
assoladas; para dizeres aos presos: Sa; e aos que esto em trevas: Aparecei." Isa. 49:8 e 9.

"Quo suaves so sobre os montes
Os ps do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz,
Que anuncia o bem, que faz ouvir a salvao,
Que diz a Sio: O teu Deus reina!" Isa. 52:7.

"Clamai cantando, exultai juntamente, desertos...!
Porque o Senhor consolou o Seu povo. ...
O Senhor desnudou o Seu santo brao
Perante os olhos de todas as naes;
E todos os confins da Terra
Vero a salvao do nosso Deus." Isa. 52:9 e 10.
II. A Obra do Mdico
"Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu
vos fiz, faais vs tambm." Joo 13:15.
7
A Cooperao do Divino
com o Humano
Pg. 109
Pg. 110
Pg. 111
No ministrio da cura, o mdico tem de ser um cooperador de Cristo. O Salvador assistia tanto  
alma como ao corpo. O evangelho por Ele pregado era uma mensagem de vida espiritual e de 
restaurao fsica. O libertamento do pecado e a cura da doena estavam ligados entre si. O 
mesmo ministrio  confiado ao mdico cristo. Ele deve se unir a Cristo no aliviar tanto as 
necessidades fsicas como as espirituais de seus semelhantes. Cumpre-lhe ser para o enfermo um 
mensageiro de misericrdia, levando-lhe um remdio ao corpo doente e  alma enferma de 
pecado.
Cristo  a verdadeira cabea da profisso mdica. O Mdico-chefe acha-Se ao lado de todo clnico 
que trabalha para aliviar os sofrimentos humanos. Ao mesmo tempo que emprega remdios 
naturais para a doena fsica, o mdico deve encaminhar seus doentes quele que pode aliviar 
tanto os males da alma como os do corpo. Aquilo que os mdicos s podem ajudar a fazer  
realizado por Cristo. Eles se esforam por auxiliar a operao da natureza na cura; quem cura  o 
prprio Cristo. O mdico busca conservar a vida; Jesus a comunica.
Pg. 112
A Fonte da Cura
Em Seus milagres, o Salvador revela o poder que est continuamente operando em favor do 
homem, para manter e curar. Por intermdio de agentes naturais, Deus est operando dia a dia, 
hora a hora, momento a momento, para nos conservar em vida, construir e restaurar-nos. Quando 
qualquer parte do corpo sofre um dano, principia imediatamente um processo de cura; os agentes 
da natureza pem-se em operao para restaurar a sade. Mas o poder que opera por intermdio
Pg. 113
seu  o poder de Deus. Todo poder comunicador de vida tem nEle sua origem. Quando algum se 
restabelece de uma enfermidade,  Deus que o restaura.
Doena, sofrimento e morte so obra de um poder antagnico. Satans  o destruidor; Deus, o 
restaurador.
As palavras dirigidas a Israel verificam-se hoje naqueles que recuperam a sade do corpo ou da 
alma. "Eu sou o Senhor, que te sara." xo. 15:26.
O desejo de Deus para com toda criatura humana, exprime-se nas palavras: "Amado, desejo que 
te v bem em todas as coisas e que tenhas sade, assim como bem vai a tua alma." III Joo 2.
" Ele que perdoa todas as tuas iniqidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua 
vida da perdio e te coroa de benignidade e de misericrdia." Sal. 103:3 e 4.
Quando Cristo curava a doena, advertia a muitos dos enfermos: "No peques mais, para que te 
no suceda alguma coisa pior." Joo 5:14. Assim Ele ensinava que haviam trazido sobre si 
mesmos a doena transgredindo as leis de Deus, e que a sade podia ser preservada unicamente 
pela obedincia.
O mdico deve ensinar a seus pacientes que devem cooperar com Deus na obra de restaurao. 
O mdico tem uma compreenso sempre crescente de que a enfermidade  o resultado do 
pecado. Sabe que as leis da natureza so to verdadeiramente divinas como os preceitos do 
declogo, e que unicamente obedecendo-lhes podemos conservar ou recuperar a sade. Ele v 
sofrendo muitos em resultado de prticas nocivas, os quais poderiam ser restitudos  sade caso 
fizessem o possvel em benefcio de sua prpria cura. Precisam que se lhes ensine que toda 
prtica destrutiva das energias fsicas, mentais ou espirituais  pecado, e que a sade tem de ser 
garantida por meio da obedincia s leis estabelecidas por Deus para o bem da humanidade.
Pg. 114
Quando um mdico v um doente sofrendo uma doena ocasionada por regime alimentar 
imprprio, ou outros hbitos errneos, e todavia deixa de dizer-lhe isso, est fazendo um mal a seu 
semelhante. Bbados, manacos, os que se entregam a licenciosidade, todos apelam ao mdico 
para que lhes declare positiva e claramente que o sofrimento  resultado do pecado. Os que 
compreendem os princpios da vida deviam ser zelosos em lutar para combater as causas das 
doenas. Vendo o contnuo conflito com a dor, trabalhando constantemente para aliviar o 
sofrimento, como pode o mdico manter-se em silncio?  ele benvolo e misericordioso se no 
ensina a estrita temperana como o remdio contra a doena?
Torne-se claro que o caminho dos mandamentos de Deus  a vereda da vida. Deus estabeleceu 
as leis da natureza, mas Suas leis no so arbitrrias exigncias. Todo "No fars", seja na lei 
fsica seja na moral, implica uma promessa. Se obedecemos, a bno nos seguir os passos. 
Deus nunca nos fora a fazer o que  direito, mas nos procura salvar do mal e levar-nos ao bem.
Chame-se a ateno s leis ensinadas a Israel. Deus lhes deu definidas instrues quanto a seus 
hbitos de vida. Deu-lhes a conhecer as leis relativas tanto ao bem-estar fsico como ao espiritual; 
e, sob a condio de obedincia, assegurou-lhes: "E o Senhor de ti desviar toda enfermidade." 
Deut. 7:15. "Aplicai o vosso corao a todas as palavras que hoje testifico entre vs." Deut. 32:46. 
"Porque so vida para os que as acham e sade para o seu corpo." Prov. 4:22.
Deus deseja que alcancemos a norma de perfeio que o dom de Cristo nos tornou possvel. Ele 
nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestes, 
adotarmos princpios que ho de restaurar em ns a
Pg. 115
imagem divina. Na palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princpios da vida. 
 nossa obra obter conhecimento desses princpios e, pela obedincia, cooperar com Ele na 
restaurao da sade do corpo bem como da alma.
Os homens precisam saber que as bnos da obedincia, em sua plenitude eles s podem fruir  
medida que receberem a graa de Cristo.  Sua graa que d ao homem poder para obedecer s 
leis de Deus.  isso que o habilita a quebrar as cadeias do mau hbito. Esse  o nico poder que 
pode coloc-lo e conserv-lo firme no caminho do direito.
Quando o evangelho  recebido em sua pureza e poder,  uma cura para as doenas originadas 
pelo pecado. O Sol da Justia ergue-Se "trazendo salvao nas Suas asas". Mal. 4:2. Todos os 
recursos do mundo no podem curar um corao quebrantado, nem comunicar paz de esprito, 
nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o engenho, o talento - so todos 
impotentes para alegrar um corao dolorido ou restaurar uma vida arruinada. A vida de Deus na 
alma, eis a nica esperana do homem.
O amor difundido por Cristo por todo o ser  um poder vitalizante. Todo rgo vital - o crebro, o 
corao, os nervos - esse amor toca, transmitindo cura. Por ele so despertadas para a atividade 
as mais altas energias do ser. Liberta a alma da culpa e da dor, da ansiedade e do cuidado que 
consomem as foras vitais. Vm com ele serenidade e compostura. Implanta na alma uma alegria 
que coisa alguma terrestre pode destruir - a alegria no Esprito Santo - alegria que comunica sade 
e vida.
As palavras de nosso Salvador "Vinde a Mim, ... e Eu vos aliviarei" (Mat. 11:28) so uma receita 
para a cura dos males fsicos, mentais e espirituais. Embora os homens hajam trazido sobre si o 
sofrimento por causa de suas ms aes, Ele os olha com piedade. NEle podem encontrar socorro. 
Grandes coisas far por aqueles que nEle confiam.
Pg. 116
Se bem que por sculos o pecado tenha estado a intensificar seu domnio sobre a raa humana, 
no obstante por meio de mentiras e artifcios Satans haver lanado a negra sombra de sua 
interpretao sobre a Palavra de Deus, e feito os homens duvidarem de Sua bondade, a 
misericrdia e amor do Pai no tm cessado de fluir em abundantes torrentes para a Terra. Se os 
seres humanos abrissem as janelas da alma em direo ao Cu, apreciando as divinas ddivas, 
por elas penetraria uma onda de restauradora virtude.
O mdico que deseja ser um aceitvel coobreiro de Cristo esforar-se- por se tornar eficiente em 
todos os ramos de seu trabalho. Estudar diligentemente, a fim de se habilitar para as 
responsabilidades de sua profisso e buscar com afinco atingir uma norma mais elevada, 
procurando crescente conhecimento, maior habilidade e mais profundo discernimento. Todo 
mdico devia compreender que aquele que faz um trabalho fraco, ineficiente, est causando 
prejuzo no s ao doente, como tambm a seus colegas de profisso. O mdico que se satisfaz 
com uma baixa norma de competncia e conhecimento no somente amesquinha a profisso 
mdica, mas desonra ao prprio Cristo, o Mdico-chefe.
Os que se sentem inaptos para a obra mdica devem escolher outra profisso. Os que so bem 
capazes de cuidar dos doentes, mas cuja educao e habilitaes mdicas so limitadas, fariam 
bem em empreender as partes mais humildes dessa obra, trabalhando fielmente como 
enfermeiros. Mediante paciente servio sob a direo de hbeis mdicos, podero aprender 
continuamente, e aproveitando toda oportunidade de adquirir conhecimento tornar-se, a seu 
tempo, plenamente habilitados para realizar obra mdica. Que os mdicos mais jovens 
"cooperando tambm com Ele [o Mdico-chefe]", ... no recebam "a graa de Deus em vo, ... no 
dando... escndalo em coisa alguma, para que o... ministrio no seja censurado. Antes, como 
ministros de Deus, tornando-nos recomendveis em tudo". II Cor. 6:1, 3-4.
Pg. 117
O desgnio de Deus a nosso respeito  que avancemos sempre em direo ascendente. O 
verdadeiro mdico-missionrio ser um profissional de habilidade sempre maior. Talentosos 
mdicos cristos, possuindo superior capacidade profissional, deviam ser procurados, e animados 
a entrar para o servio de Deus em lugares em que possam instruir e preparar outros para que se 
tornem mdicos-missionrios.
O mdico deve reunir em sua alma a luz da Palavra de Deus. Deve fazer contnuo progresso na 
graa. Para ele, a religio no deve ser meramente uma influncia entre outras. Tem de ser uma 
fora que domine todas as outras. Deve agir por elevados e santos motivos - motivos que so 
poderosos porque provm dAquele que deu Sua vida para nos proporcionar poder a fim de vencer 
o mal.
Se o mdico se esforar fiel e diligentemente para se tornar eficiente em sua profisso, se ele se 
consagrar ao servio de Cristo, e dedicar tempo para examinar o prprio corao, compreender a 
maneira de se apoderar dos mistrios de sua vocao sagrada. Poder disciplinar-se e educar-se 
de tal modo, que todos os que se encontram dentro da esfera de sua influncia vero a excelncia 
da educao e da sabedoria obtidas por meio dAquele que Se acha ligado com o Deus de 
sabedoria e poder.
Em parte alguma  mais necessria uma ntima comunho com Cristo do que na obra do mdico. 
Aquele que queira realizar devidamente os deveres mdicos deve viver, dia a dia, hora a hora, 
uma vida crist. A vida do enfermo est nas mos do mdico. Um diagnstico negligente, uma 
receita errada, num caso melindroso, ou um inbil movimento da mo, por um fio de cabelo sequer, 
numa operao, e uma vida pode ser sacrificada, uma alma lanada  eternidade. Que solene 
pensamento! Como  importante que o mdico esteja sempre sob a direo do Mdico divino!
O Salvador est disposto a ajudar a todos quantos O
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invoquem em busca de sabedoria e discernimento. E quem mais necessita de sabedoria e clareza 
de idias do que o mdico, de cujas decises tanto depende? Que aquele que est procurando 
prolongar a vida olhe com f em Cristo para que Ele lhe dirija cada movimento. O Salvador lhe dar 
tato e habilidade no lidar com os casos difceis.
Maravilhosas so as oportunidades oferecidas aos guardies dos enfermos. Em tudo quanto se faz 
para a restaurao dos doentes, faa-se com que eles compreendam estar o mdico procurando 
ajud-los a cooperar com Deus no combate  doena. Levai-os a sentir que, em cada passo dado 
em harmonia com as leis de Deus, eles podem esperar o auxlio do poder divino.
Se crem que o mdico ama e teme a Deus, os doentes e sofredores tero muito mais confiana 
nele. Descansam em sua palavra. Experimentam um sentimento de segurana na presena e na 
direo desse mdico.
Conhecendo o Senhor Jesus,  o privilgio do clnico cristo pedir em orao Sua presena no 
quarto do enfermo. Antes de efetuar uma operao melindrosa, pea o cirurgio o auxlio do 
grande Mdico. Assegure ao paciente que Deus pode faz-lo passar a salvo pelo problema, que 
em todos os tempos de aflio  Ele um seguro refgio para os que nEle confiam. O mdico que 
no pode fazer isso perde um caso aps o outro que, do contrrio, teriam sido salvos. Se ele 
pudesse proferir palavras que inspirassem f no compassivo Salvador que sente cada pulsao de 
angstia, e Lhe pudesse apresentar em orao as necessidades da alma, a crise passaria 
freqentemente com mais facilidade.
Unicamente Aquele que l o corao pode saber com que tremor e terror consentem muitos 
pacientes numa operao s mos de um mdico. Compreendem o perigo em que se acham. 
Conquanto tenham confiana na competncia do cirurgio,
Pg. 119
sabem que ele no  infalvel. Ao verem, porm, o mdico curvado em orao, pedindo o auxlio 
de Deus, so inspirados a confiar. Gratido e confiana abrem-lhe o corao ao poder restaurador 
de Deus, as energias de todo o ser so possudas de vigor, e as foras vitais triunfam.
Tambm ao mdico a presena do Salvador  um elemento de fora. Muitas vezes as 
responsabilidades e possibilidades de sua obra lhe trazem temor ao esprito. A febre da incerteza e 
do receio tornaria inbil sua mo. Mas a certeza de que o divino Conselheiro Se acha ao seu lado, 
a gui-lo e sust-lo, comunica serenidade e nimo. O toque de Cristo na mo do mdico traz-lhe 
vitalidade, calma, confiana e poder.
Tendo passado a salvo o momento da crise, e havendo perspectiva de xito, sejam alguns 
momentos dedicados a orar com o paciente. Exprimi vosso reconhecimento pela vida que foi 
poupada. Ao brotarem dos lbios do paciente palavras de gratido para com o mdico, faa este 
que essa gratido seja dirigida a Deus. Dizei-lhe que sua vida foi poupada porque ele se achava 
sob a proteo do Mdico celeste.
O mdico que segue essa orientao est conduzindo o doente para Aquele de quem depende a 
sua vida, Aquele que  capaz de salvar plenamente todos quantos a Ele se chegam.
Na obra do mdico-missionrio deve-se introduzir um profundo anseio por almas. Ao mdico, da 
mesma maneira que ao pastor,  confiado o mais precioso depsito que j se entregou ao homem. 
Compreenda-o ele ou no, a todo mdico  confiada a cura de almas.
Em sua obra de tratar com doena e morte, perdem os mdicos freqentemente de vista as 
solenes realidades da vida futura. Em seu ansioso esforo por afastar o perigo do corpo, 
esquecem o da alma. Aquele a quem esto ministrando
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pode estar-se desprendendo dos laos da vida. Esto-lhe fugindo as derradeiras oportunidades. 
Essa pessoa, o mdico h de encontrar de novo no tribunal de Cristo.
Perdemos muitas vezes as mais preciosas bnos por negligenciar proferir uma palavra a seu 
tempo. Se no vigiarmos a urea oportunidade, esta se perder. Ao p do enfermo, no se deve 
dizer nenhuma palavra relativa a credos ou pontos controvertidos. Que o sofredor seja 
encaminhado quele que est disposto a salvar a todos quantos a Ele vo ter com f. Esforai-vos 
zelosa e ternamente por ajudar a alma que paira entre a vida e a morte.
O mdico que sabe ser Cristo seu Salvador pessoal, porque ele prprio foi conduzido ao Refgio, 
sabe lidar com as almas trementes, culpadas, enfermas de pecado, que para ele se volvem em 
busca de auxlio. Sabe responder  pergunta: "Que  necessrio que eu faa para me salvar?" 
Atos 16:30. Pode contar a histria do amor do Redentor. Pode falar por experincia do poder do 
arrependimento

"O Senhor Jeov me deu uma lngua erudita, para que eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa 
palavra ao que est cansado. Ele desperta-me todas as manhs, desperta-me o ouvido para que 
oua como aqueles que aprendem." Isa. 50:4. "O homem se alegra na resposta da sua boca, e a 
palavra, a seu tempo, quo boa !" Prov. 15:23. "Como mas de ouro em salvas de prata, assim  
a palavra dita a seu tempo." Prov. 25:11. "Quo suaves so sobre os montes os ps do que 
anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvao, que diz 
a Sio: O teu Deus reina!" Isa. 52:7.
Pg. 121
e da f. Em palavras simples e fervorosas, sabe apresentar a Deus em orao as necessidades da 
alma, e animar o doente a pedir tambm e aceitar a misericrdia do compassivo Salvador. Ao 
ministrar ele assim ao p do leito do doente, esforando-se por proferir palavras que levem auxlio 
e conforto, o Senhor opera com ele e por intermdio dele. Ao ser o esprito do sofredor 
encaminhado a Cristo, Sua paz enche-lhe o corao, e a sade espiritual que lhe sobrevm  
empregada como a mo ajudadora de Deus na restaurao da sade do corpo.
Ao atender um doente, muitas vezes o mdico encontra oportunidade de confortar seus queridos. 
Enquanto eles permanecem  beira do leito do sofredor, sentindo-se impotentes para livr-lo da 
agonia, seu corao se abranda. Muitas vezes a mgoa de outros ocultada  exposta ao mdico.  
ento o ensejo de encaminhar esses aflitos quele que convidou cansados e oprimidos a irem a 
Ele. Pode-se fazer oraes com eles e por eles, apresentando suas necessidades ao Aliviador de 
todos os infortnios, o Suavizador de todas as dores.
As Promessas de Deus
O mdico tem preciosas oportunidades para dirigir a ateno de seus doentes para as promessas 
da Palavra de Deus. Cumpre-lhe tirar do tesouro coisas novas e velhas, falando aqui e ali as 
ansiadas palavras de conforto e instruo. Torne o mdico sua mente um tesouro de novos 
pensamentos. Estude diligentemente a Palavra de Deus, a fim de estar familiarizado com suas 
promessas. Aprenda a repetir as confortadoras palavras que Cristo proferiu durante Seu ministrio 
terrestre, quando dava Suas lies e curava os enfermos. Deve falar das obras de cura realizadas 
por Cristo, de Sua ternura e Seu amor. Nunca negligencie o encaminhar a mente dos doentes para 
Cristo, o Mdico por excelncia.
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O mesmo poder exercido por Cristo enquanto andava visivelmente entre os homens acha-se em 
Sua Palavra. Era por Sua palavra que Jesus curava a doena e expulsava os demnios; por Sua 
palavra, acalmava o mar, e ressuscitava os mortos; e o povo dava testemunho de que Sua palavra 
tinha autoridade. Ele falava a Palavra de Deus, a mesma que falara a todos os profetas e mestres 
do Antigo Testamento. Toda a Bblia  uma manifestao de Cristo.
As Escrituras devem ser recebidas como a Palavra de Deus a ns, no meramente escrita, mas 
falada tambm. Quando os aflitos iam ter com Cristo, Ele os via no somente a eles que pediam 
auxlio, mas a todos quantos, atravs dos sculos, haviam de busc-Lo com igual necessidade e 
idntica f. Quando disse ao paraltico: "Filho, tem bom nimo; perdoados te so os teus pecados" 
(Mat. 9:2); quando disse  mulher de Cafarnaum: "Tem bom nimo, filha, a tua f te salvou; vai em 
paz" (Luc. 8:48), dirigia-Se a outros sofredores, oprimidos do pecado, que haviam de ir ter com Ele 
em busca de auxlio.
O mesmo se d quanto a todas as promessas da Palavra de Deus. Por meio delas, Ele nos est 
falando a ns, individualmente; falando to diretamente, como se Lhe pudssemos ouvir a voz.  
por intermdio dessas promessas que Cristo nos comunica Sua graa e poder. Elas so folhas 
daquela rvore que  "para a sade das naes". Apoc. 22:2. Recebidas, assimiladas, elas sero a 
fortaleza do carter, a inspirao e o sustentculo da vida. Nenhuma outra coisa pode possuir tal 
poder restaurador. Nada alm delas pode comunicar o nimo, e a f que d energia vital a todo o 
ser.
A algum que se acha a tremer de temor  beira da sepultura,  alma cansada do fardo de 
sofrimento e pecado, repita o mdico, quando se lhe oferecer ensejo, as palavras do Salvador - 
pois todas as palavras das Santas Escrituras so Suas: "No temas, porque Eu te remi; chamei-te 
pelo teu
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Nome; tu s Meu. Quando passares pelas guas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles no te 
submergiro; quando passares pelo fogo, no te queimars, nem a chama arder em ti. Porque Eu 
sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador. ... Enquanto foste precioso aos Meus 
olhos, tambm foste glorificado, e Eu te amei." Isa. 43:1-4. "Eu, Eu mesmo, sou o que apago as 
tuas transgresses por amor de Mim e dos teus pecados Me no lembro." Isa. 43:25. "No temas, 
pois, porque estou contigo." Isa. 43:5.
"Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece daqueles que O 
temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-Se de que somos p." Sal. 103:13 e 14.
"Somente reconhece a tua iniqidade, que contra o Senhor, teu Deus, transgrediste." Jer. 3:13. "Se 
confessarmos os nossos pecados, Ele  fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de 
toda injustia." I Joo 1:9.
"Desfao as tuas transgresses como a nvoa, e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para 
Mim, porque Eu te remi." Isa. 44:22.
"Vinde, ento, e argi-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, 
eles se tornaro brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornaro 
como a branca l. Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra." Isa. 1:18 e 19.
"Com amor eterno te amei; tambm com amorvel benignidade te atra." Jer. 31:3. "Escondi a 
Minha face de ti por um momento; mas com benignidade eterna Me compadecerei de ti." Isa. 54:8.
"No se turbe o vosso corao." Joo 14:1. "Deixo-vos a paz, a Minha
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paz vos dou; no vo-la dou como o mundo a d. No se turbe o vosso corao, nem se atemorize." 
Joo 14:27.
"E ser aquele Varo como um esconderijo contra o vento, e como um refgio contra a 
tempestade, e como ribeiros de guas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha 
em terra sedenta." Isa. 32:2.
"Os aflitos e necessitados buscam guas, e no as h, e a sua lngua se seca de sede; mas Eu, o 
Senhor, os ouvirei, Eu, o Deus de Israel os no desampararei." Isa. 41:17.
"Assim diz o Senhor que te criou...: Derramarei gua sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; 
derramarei o Meu Esprito sobre a tua posteridade e a Minha bno, sobre os teus 
descendentes." Isa. 44:2 e 3.
"Olhai para Mim e sereis salvos, vs, todos os termos da Terra." Isa. 45:22.
"Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e levou as nossas doenas." Mat. 8:17. "Ele foi ferido 
pelas nossas transgresses e modo pelas nossas iniqidades; o castigo que nos traz a paz estava 
sobre Ele, e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados." Isa. 53:5.
8
O Mdico  um Educador
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O verdadeiro mdico  um educador. Ele reconhece sua responsabilidade, no somente para com 
o doente que se acha sob seu cuidado imediato, mas tambm para com a coletividade no meio da 
qual vive. Ocupa o lugar de um guardio tanto da sade fsica como da moral.  seu esforo, no 
somente conseguir mtodos corretos no tratamento dos enfermos, mas incentivar hbitos sos de 
vida, e disseminar o conhecimento dos retos princpios.
Educao nos Princpios de Sade
Nunca foram mais necessrios os conhecimentos dos princpios de sade do que o so na 
atualidade. Apesar dos maravilhosos progressos em tantos ramos relativos aos confortos e 
comodidades da vida, mesmo no que respeita a questes sanitrias e tratamento de doenas,  
alarmante o declnio do vigor fsico e do poder de resistncia. Isso exige a ateno de todos 
quantos levam a srio o bem-estar de seus semelhantes.
Nossa civilizao artificial est fomentando males que destroem os sos princpios. Os costumes e 
as modas se acham em guerra com a natureza. As prticas a que eles obrigam, e as 
condescendncias que fomentam, esto diminuindo rapidamente a resistncia fsica e mental, e 
trazendo sobre a
Pg. 126
raa insuportvel fardo. A intemperana e o crime, a doena e a misria encontram-se por toda 
parte.
Muitos transgridem as leis de sade devido  ignorncia, e necessitam instrues. A maioria, 
porm, sabe melhor do que aquilo que pratica. Esses precisam ser impressionados quanto  
importncia de tornar o conhecimento que tm um guia de vida. O mdico tem muitas 
oportunidades tanto de comunicar o conhecimento dos princpios de sade como de mostrar a 
importncia de p-los em prtica. Mediante as devidas instrues, muito pode fazer para corrigir 
males que esto produzindo indizvel dano.
Um costume que est deitando bases a vasta soma de doenas e males mais srios ainda  o livre 
uso de drogas venenosas. Quando atacados pela enfermidade, muitos no se daro ao trabalho 
de descobrir a causa do mal. Sua principal ansiedade  verem-se livres da dor e dos desconfortos. 
Recorrem portanto a panacias, cujas reais propriedades eles mal conhecem, ou recorrem a um 
mdico para neutralizar os efeitos de seu mau proceder, mas sem nenhuma idia de mudar seus 
nocivos hbitos. Caso no sintam benefcios imediatos, experimentam outro remdio, e depois 
outro. Assim continua o mal.
O povo precisa que se lhes ensine que as drogas no curam as doenas.  verdade que elas por 
vezes proporcionam temporrio alvio, e o paciente parece restabelecer-se em resultado de hav-
las usado; isso acontece porque a natureza possui bastante fora vital para expelir o veneno, e 
corrigir as condies ocasionadoras do mal. A sade  recuperada a despeito da droga. Mas na 
maioria dos casos ela apenas muda a forma e o local da doena. Muitas vezes o efeito do veneno 
parece ser vencido por algum tempo, mas os resultados permanecem no organismo, operando 
posteriormente grande dano.
Com o uso de drogas venenosas, muitos trazem sobre si doena para toda a vida, e perdem-se 
muitos que poderiam ser
Pg. 127
salvos com o emprego de mtodos naturais. Os venenos contidos em muitos dos chamados 
remdios formam hbitos e apetites que importam em runa tanto para o corpo como para a alma. 
Muitos dos populares remdios patenteados, e mesmo algumas drogas receitadas por mdicos, 
desempenham seu papel em deitar bases para o hbito da bebida, do pio, da morfina, os quais 
so uma to terrvel maldio para a sociedade.
A nica esperana de coisas melhores est na educao do povo nos verdadeiros princpios. 
Ensinem os mdicos ao povo que o poder restaurador no se encontra em drogas, porm na 
natureza. A doena  um esforo da natureza para libertar o organismo de condies resultantes 
da violao das leis da sade. Em caso de doena, convm verificar a causa. As condies 
insalubres devem ser mudadas, os maus hbitos corrigidos. Ento se auxilia a natureza em seu 
esforo para expelir as impurezas e restabelecer as condies normais no organismo.
Remdios Naturais
Ar puro, luz solar, abstinncia, repouso, exerccio, regime conveniente, uso de gua e confiana no 
poder divino - eis os verdadeiros remdios. Toda pessoa deve possuir conhecimentos dos meios 
teraputicos naturais, e da maneira de aplic-los.  essencial tanto compreender os princpios 
envolvidos no tratamento do doente como ter um preparo prtico que habilite a empregar 
devidamente esse conhecimento.
O uso dos remdios naturais requer certo cuidado e esforo que muitos no esto dispostos a 
exercer. O processo da natureza para curar e construir  gradual, e isso parece vagaroso ao 
impaciente. Demanda sacrifcio e abandono das nocivas condescendncias. Mas no fim se 
verificar que a natureza, no sendo estorvada, faz seu trabalho sabiamente e bem. Aqueles que 
perseveram na obedincia a suas leis ceifaro galardo em sade de corpo e de alma.
Pg. 128
Bem pouca  a ateno dada em geral  conservao da sade.  incomparavelmente melhor 
evitar a doena do que saber trat-la uma vez contrada.
 o dever de toda pessoa, por amor de si mesma, e por amor da humanidade, instruir-se quanto s 
leis da vida, e a elas prestar conscienciosa obedincia. Todos precisam familiarizar-se com esse 
organismo, o mais maravilhoso de todos, que  o corpo humano. Devem compreender as funes 
dos vrios rgos, e a dependncia de uns para com os outros quanto ao so funcionamento de 
todos. Cumpre-lhes estudar a influncia da mente sobre o corpo, e deste sobre aquela, e as leis 
pelas quais so eles regidos.
O Preparo Para a Luta da Vida
Nunca ser demais lembrar que a sade no depende do acaso.  resultado da obedincia da lei. 
Isso  reconhecido pelos competidores nos jogos atlticos e nas provas de resistncia. Esses 
homens preparam-se da maneira mais cuidadosa. Submetem-se a um treino perfeito, e uma estrita 
disciplina. Todo hbito fsico  cuidadosamente regulado. Sabem que a negligncia, o excesso ou 
a indiferena, que enfraquecem ou prejudicam qualquer rgo ou funo do corpo, resultariam na 
derrota certa.
Quo mais importante  tal cuidado para assegurar o xito na luta da vida! No so arremedos de 
batalhas, aquelas em que nos achamos empenhados. Estamos pelejando um combate do qual 
dependem resultados eternos. Temos inimigos invisveis a enfrentar. Anjos maus esto se 
esforando para obter o domnio sobre toda criatura humana. Tudo quanto prejudica a sade no 
somente diminui o vigor fsico como tende a enfraquecer as faculdades mentais e morais. A 
condescendncia com qualquer prtica nociva  sade torna mais difcil a uma pessoa o discernir 
entre o bem e o mal, e da mais difcil resistir ao mal. Aumenta o perigo de fracasso e derrota.
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"Os que correm no estdio, todos, na verdade, correm, mas um s leva o prmio." I Cor. 9:24. Na 
luta em que nos achamos empenhados podem ganhar todos quantos se disciplinam a si mesmos 
pela obedincia aos retos princpios. A prtica desses princpios nos detalhes da vida  demasiado 
freqente considerada como sem importncia - coisa muito trivial para exigir ateno. Mas em vista 
das conseqncias em jogo coisa alguma daquilo com que temos de tratar  insignificante. Toda 
ao lana seu peso na balana que determina a vitria ou a derrota da vida. O texto nos manda: 
"Correi de tal maneira que o alcanceis." I Cor. 9:24.
Quanto a nossos primeiros pais, o desejo imoderado trouxe em resultado a perda do den. A 
temperana em todas as coisas tem mais que ver com nossa restaurao no den, do que os 
homens o imaginam.
Indicando a renncia praticada pelos competidores nos antigos jogos gregos, escreve o apstolo 
Paulo: "Todo aquele que luta de tudo se abstm; eles o fazem para alcanar uma coroa corruptvel, 
ns, porm, uma incorruptvel. Pois eu assim corro, no como a coisa incerta; assim combato, no 
como batendo no ar. Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo  servido, para que, pregando aos 
outros, eu mesmo no venha dalguma maneira a ficar reprovado." Isa. 9:25-27.
O progresso da reforma depende de um claro reconhecimento da verdade fundamental. Ao passo 
que, de um lado, espreita o perigo em uma estreita filosofia e numa rgida e fria ortodoxia, h, por 
outro lado, maior perigo num descuidado liberalismo. O fundamento de toda reforma estvel  a 
Lei de Deus. Cumpre-nos apresentar em linhas distintas e claras a necessidade de obedecer a 
essa lei. Seus princpios devem ser mantidos perante o povo. Eles so to eternos e inexorveis 
como o prprio Deus.
Um dos mais deplorveis efeitos da apostasia original foi a perda do poder de domnio prprio por 
parte do homem. Unicamente  medida que esse poder  reconquistado pode haver real 
progresso.
Pg. 130
O corpo  o nico agente pelo qual a mente e a alma se desenvolvem para a edificao do carter. 
Da o adversrio dirigir suas tentaes para o enfraquecimento e degradao das faculdades 
fsicas. Seu xito nesse ponto importa na entrega de todo o corpo ao mal. As tendncias de nossa 
natureza fsica, a menos que estejam sob o domnio de um poder mais alto, ho de operar por 
certo runa e morte.
O corpo tem de ser posto em sujeio. As mais elevadas faculdades do ser devem dominar. As 
paixes devem ser regidas pela vontade, e essa deve, por sua vez, achar-se sob a direo de 
Deus. A rgia faculdade da razo, santificada pela graa divina, deve ter domnio em nossa vida.
Os reclamos de Deus devem impressionar a conscincia. Homens e mulheres precisam ser 
despertados para o dever do imprio de si mesmos, para a necessidade da pureza, a liberdade de 
todo aviltante apetite e todo hbito contaminador. Precisam ser impressionados com o fato de que 
todas as suas faculdades de mente e corpo so dons de Deus, e destinam-se a ser preservadas 
nas melhores condies possveis, para Seu servio.
Naquele antigo ritual que era o evangelho em smbolo, nenhuma oferta defeituosa podia ser levada 
ao altar de Deus. O sacrifcio que devia representar a Cristo tinha de ser sem mancha. A Palavra 
de Deus refere-se a isso como uma ilustrao do que devem ser Seus filhos - um "sacrifcio vivo, 
santo", "irrepreensvel", e "agradvel a Deus". Rom. 12:1; Efs. 5:27.
 parte do poder divino, nenhuma reforma genuna pode ser efetuada. As barreiras humanas 
erguidas contra as tendncias naturais e cultivadas no so mais que bancos de areia contra uma 
torrente. Enquanto a vida de Cristo no se torna um poder vitalizante em nossa vida, no nos  
possvel resistir s tentaes que nos assaltam interior e exteriormente.
Cristo veio a este mundo e viveu a Lei de Deus, a fim de que o homem pudesse ter perfeito 
domnio sobre as naturais inclinaes que corrompem a alma. Mdico da alma e do corpo,
Pg. 131
Ele d a vitria sobre as concupiscncias em luta no ntimo. Proveu toda facilidade para que o 
homem possa possuir inteireza de carter.
Quando uma pessoa se entrega a Cristo, seu esprito  posto sob o domnio da lei; mas  a lei real 
que proclama liberdade a todo cativo. Fazendo-se um com Cristo, o homem  tornado livre. A 
sujeio  vontade de Cristo significa restaurao  perfeita varonilidade.
Obedincia a Deus  liberdade do cativeiro do pecado, livramento das paixes e impulsos 
humanos. O homem pode ser vencedor de si mesmo, vencedor de suas inclinaes, vencedor dos 
principados e potestades, e dos "prncipes das trevas deste sculo", e das "hostes espirituais da 
maldade, nos lugares celestiais". Efs. 6:12.
Em lugar algum so tais instrues mais necessrias, e em nenhum lugar produzem elas maior 
benefcio que no lar. Os pais tm que ver com o prprio fundamento do hbito e do carter. O 
movimento reformador deve comear por apresentar-lhes os princpios da Lei de Deus como 
influindo tanto sobre a sade fsica como sobre a moral. Mostrai que a obedincia  Palavra de 
Deus  nossa nica salvaguarda contra os males que esto compelindo o mundo  destruio. 
Fazei clara a responsabilidade dos pais, no s quanto a si mesmos, mas quanto a seus filhos. 
Eles do a esses filhos um exemplo, seja de obedincia, seja de transgresso. Por seu exemplo e 
ensino,  decidido o destino de sua casa. Os filhos sero aquilo que os pais os fizerem.
Se os pais pudessem seguir o resultado de seu procedimento, e ver como, por seu exemplo e 
ensinos, perpetuam e aumentam o poder do pecado ou o da justia, certamente se operaria uma 
mudana. Muitos se desviariam da tradio e do costume, e aceitariam os divinos princpios da 
vida.
Pg. 132
O Poder do Exemplo
O mdico que ministra nos lares do povo, velando ao p do leito dos doentes, aliviando-lhes a 
aflio, tirando-os das portas da morte, dirigindo palavras de esperana ao moribundo, conquista-
lhes na confiana e nas afeies um lugar que a poucos outros  dado ocupar. Nem mesmo ao 
ministro do evangelho so concedidas to grandes possibilidades, ou uma influncia de to vasto 
alcance.
O exemplo do mdico, no menos que seu ensino, deve ser uma fora positiva para o lado do 
direito. A causa da reforma exige homens e mulheres cuja maneira de viver seja uma ilustrao do 
domnio de si mesmos.  nossa observncia dos princpios que recomendamos que lhes d peso. 
O mundo necessita de uma demonstrao prtica do que a graa de Deus pode fazer para 
restaurar aos homens sua perdida realeza, dando-lhes o governo de si mesmos. No h nada de 
que o mundo
Pg. 133
tanto precise como do conhecimento do poder salvador do evangelho revelado em vidas 
semelhantes  de Cristo.
O mdico  continuamente posto em contato com os que necessitam da fora e da nimo de um 
bom exemplo. Muitos so fracos em poder moral. Carecem de domnio prprio, e so facilmente 
presa da tentao. O mdico s pode auxiliar a essas pessoas na medida em que revela na 
prpria vida uma firmeza de princpios que o habilita a triunfar sobre todo hbito nocivo e toda 
contaminadora concupiscncia. Em sua vida, deve ser notada a operao de um poder de origem 
divina. Se ele falha nisso, por mais vigorosas e convincentes que sejam suas palavras, sua 
influncia se demonstrar nociva.
Muitos dos que procuram conselho e tratamento mdico tornaram-se runas morais mediante seus 
prprios maus hbitos. Esto alquebrados e fracos, e feridos, sentindo a prpria loucura e sua 
incapacidade para vencer. Esses nada deviam ter em seu ambiente que os incitasse a continuar 
nos pensamentos e sentimentos que os tornaram o que so. Necessitam respirar uma atmosfera 
de pureza, de nobres e elevados pensamentos. Quo terrvel  a responsabilidade quando aqueles 
que lhes deviam dar um bom exemplo, so, eles prprios, escravos de maus hbitos, 
acrescentando, por sua influncia, nova fora  tentao!
O Mdico e a Obra da Temperana
Buscam os cuidados do mdico muitos que se esto arruinando, alma e corpo, pelo uso do fumo 
ou de bebidas intoxicantes. O mdico fiel s suas responsabilidades, deve indicar a esses 
pacientes a causa de seus sofrimentos. Se ele prprio, porm,  fumante ou dado a txicos, que 
peso tero suas palavras? Com a conscincia de condescender ele mesmo com isso, no hesitar 
em apontar o lugar da infeco na vida do doente? Enquanto ele prprio usar essas coisas, como 
poder convencer o jovem de seus efeitos prejudiciais?
Pg. 134
Como pode um mdico ocupar na sociedade o lugar de um exemplo de pureza e de governo de si 
mesmo, como pode ser um eficiente obreiro da causa da temperana, enquanto ele prprio est 
condescendendo com um hbito vil? Como poder ministrar de maneira aceitvel junto ao enfermo 
e ao moribundo, quando seu prprio hlito  repugnante, impregnado do cheiro da bebida e do 
fumo?
Enquanto pe seus nervos em desordem e nubla o crebro com um uso de venenos narcticos, 
como pode uma pessoa ser fiel  confiana nele posta como um mdico competente? Como lhe  
impossvel discernir prontamente ou executar com preciso!
Se ele no observa as leis que regem seu prprio ser, se prefere a satisfao egosta  sanidade 
mental e fsica, no se declara por esta forma inapto para que se lhe confie a responsabilidade de 
vidas humanas?
Por mais hbil e fiel que seja um mdico, h em sua experincia muito de aparente desnimo e 
fracasso. Muitas vezes sua obra deixa de realizar aquilo que ele almeja ver efetuado. Se bem que 
seja restituda a sade a seus doentes, talvez ela no seja nenhum benefcio real a eles e ao 
mundo. Muitos recuperam a sade unicamente para repetir as condescendncias que convidaram 
a doena. Com o mesmo af de antes, atiram-se  roda das satisfaes pessoais e da loucura. O 
trabalho do mdico por eles parece esforo jogado fora.
Cristo teve a mesma experincia; todavia, no cessou de esforar-Se por uma alma sofredora. Dos 
dez leprosos que foram purificados, apenas um apreciou o dom recebido, e esse era estrangeiro e 
samaritano. Por amor daquele um, Cristo curou os dez. Se o mdico no encontra mais xito do 
que teve o Salvador, aprenda uma lio com o Principal dentre os mdicos. A respeito de Cristo 
acha-se escrito: "No faltar, nem ser quebrantado." Isa. 42:4. "O trabalho de Sua alma Ele ver 
e ficar satisfeito." Isa. 53:11. 

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Se no houvesse seno uma alma que aceitasse o evangelho de Sua graa, Cristo teria, para 
salvar aquela alma, preferido Sua vida de labuta e humilhao, e morte de ignomnia. Se, por meio 
de nossos esforos, uma criatura humana for levantada e enobrecida, habilitada a brilhar nas 
cortes do Senhor, no teremos ns razo de regozijo?
rduos e difceis so os deveres do mdico. A fim de os cumprir com mais xito, precisa ele 
possuir robusta constituio e vigorosa sade. Um homem fraco ou adoentado no pode resistir ao 
fatigante labor inerente  profisso mdica. Uma pessoa a quem falta o domnio de si mesma no 
pode ser apta para lidar com todas as espcies de doenas.
Freqentemente privado do sono, negligenciando mesmo o alimento, afastado, em grande parte, 
dos prazeres sociais e dos privilgios religiosos, a vida do mdico parece achar-se sob contnua 
sombra. A aflio que ele v, os dependentes mortais ansiando auxlio, seu contato com os 
depravados, magoam-lhe o corao e chegam quase a ponto de lhe destruir a confiana na 
humanidade.
Na luta com a doena e a morte, suas energias so provadas ao mximo da resistncia. A reao 
desse terrvel esforo prova em extremo o carter.  ento que a tentao tem maior poder. O 
mdico, mais que qualquer outro profissional, necessita de domnio de si mesmo, pureza de 
esprito, e daquela f que se apega ao Cu. Por amor dos outros e de si prprio, no se pode 
permitir o menosprezo  lei fsica. A negligncia nos hbitos materiais tende  negligncia nas 
coisas morais.
A nica segurana do mdico , em todas as circunstncias, agir por um princpio, fortalecido e 
enobrecido por um firme propsito baseado unicamente em Deus. Ele se deve manter na 
excelncia moral de Seu carter. Dia a dia, hora a hora, momento a momento, deve viver como 
diante do mundo
Pg. 136
invisvel. Como Moiss, deve resistir "como vendo o invisvel". Heb. 11:27.
A justia tem sua raiz na piedade. Homem algum pode manter firmemente diante de seus 
semelhantes uma vida pura, poderosa, a no ser que sua vida esteja escondida com Cristo em 
Deus. Quanto maior a atividade entre os homens, tanto mais ntima deve ser a comunho da alma 
com o Cu.
Quanto mais urgentes seus deveres e maiores suas responsabilidades, tanto maior necessidade 
tem o mdico de poder divino.  mister salvar, das coisas temporais, tempo para meditar nas 
eternas. Deve resistir a um mundo usurpador, capaz de exercer sobre ele tamanha presso que o 
separe da Fonte da resistncia. Ele, mais que todos os outros homens, deve, por meio de orao e 
estudo das Escrituras, colocar-se sob a proteo de Deus. Cumpre-lhe viver em incessante 
comunho com os princpios da verdade, da justia e da misericrdia que revelam os atributos de 
Deus na alma.
Justamente na medida em que a Palavra de Deus  recebida e observada, impressionar ela com 
sua potncia e tocar com sua vida toda fonte de ao, toda face do carter. Purificar todo 
pensamento, regular todo desejo. Aqueles que fazem da Palavra de Deus sua confiana, portar-
se-o como homens, e sero fortes. Erguer-se-o acima de tudo quanto  baixo, a uma atmosfera 
isenta de contaminao.
Quando o homem se acha em ligao com Deus, aquele inabalvel propsito que guardou Jos e 
Daniel entre a corrupo de cortes pags tornar-lhe- a vida de imaculada pureza. Suas vestes de 
carter sero sem manchas. A luz de Cristo no se enfraquecer em sua vida. A Resplandecente 
Estrela da Manh brilhar firmemente sobre ele em imutvel glria.
Tal vida ser um elemento de fora na coletividade. Ser uma barreira contra o mal, uma 
salvaguarda para o tentado, uma luz guiadora aos que, por entre dificuldades e desnimos, esto 
buscando o caminho verdadeiro.
III. Mdicos-Missionrios e sua Obra
Eles estaro "no meio de muitos povos,  como orvalho do Senhor". Miq. 5:7.
9
Ensinando e Curando
Pg. 137
Pg. 138
Pg. 139
Quando Cristo enviou os doze discpulos em sua primeira viagem missionria, ordenou-lhes: "Indo, 
pregai, dizendo:  chegado o reino dos Cus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os 
mortos, expulsai os demnios; de graa recebestes, de graa dai." Mat. 10:7 e 8.
Aos setenta enviados mais tarde, Ele disse: "Em qualquer cidade em que entrardes e vos 
receberem, ... curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes:  chegado a vs o reino de Deus." 
Luc. 10:8 e 9. A presena e o poder de Cristo estava com eles, "e voltaram os setenta com alegria, 
dizendo: Senhor, pelo Teu nome, at os demnios se nos sujeitam". Luc. 10:17.
Depois da ascenso de Cristo, foi continuada a mesma obra. As cenas de Seu prprio ministrio 
foram repetidas. "Das cidades circunvizinhas" vinha uma multido "a Jerusalm, conduzindo 
enfermos e atormentados de espritos imundos, os quais todos eram curados." Atos 5:16.
E os discpulos, "tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor". 
Mar. 16:20. "Descendo Filipe  cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo. E as multides 
unanimemente prestavam ateno ao que Filipe dizia, ... pois que os espritos imundos saam de 
muitos que os tinham, ... e
Pg. 140
muitos paralticos e coxos eram curados. E havia grande alegria naquela cidade." Atos 8:5-8.
A Obra dos Discpulos
Lucas, o autor do evangelho que tem seu nome, era mdico-missionrio. Ele , nas Escrituras, 
chamado "o mdico amado". Col. 4:14. O apstolo Paulo ouviu falar de sua habilidade como 
mdico, e procurou-o como a algum a quem o Senhor havia confiado uma obra especial. Obteve 
sua cooperao, e por algum tempo Lucas o acompanhou em suas viagens
Pg. 141
de um lugar para outro. Depois de certo tempo, Paulo deixou Lucas em Filipos, na Macednia. Ali 
continuou ele a trabalhar por vrios anos, tanto como mdico, como na qualidade de ensinador do 
evangelho. Em sua obra mdica, ministrava aos enfermos, e orava ento para que o poder 
restaurador de Deus repousasse sobre os aflitos. Assim era o caminho aberto para a mensagem 
evanglica. O xito de Lucas como mdico conseguiu-lhe muitas oportunidades para pregar a 
Cristo entre os gentios.  o plano divino que trabalhemos como os discpulos fizeram. A cura fsica 
est ligada  incumbncia evanglica. Na obra do evangelho, o ensino e a cura nunca se devem 
separar.
Era a tarefa dos discpulos disseminar o conhecimento do evangelho. Foi-lhes confiada a obra da 
proclamao, a todo o mundo, das boas novas que Cristo trouxe aos homens. Essa obra, eles a 
realizaram pelo povo de seu tempo. A toda nao debaixo do cu foi levado o evangelho, numa 
nica gerao.
O dar o evangelho ao mundo  a obra que Deus confiou aos que professam Seu nome. Para o 
pecado e a misria do mundo,  o evangelho o nico antdoto. Tornar conhecida a toda a 
humanidade a mensagem da graa de Deus, eis a primeira obra dos que lhe conhecem o poder 
restaurador.

"O Esprito do Senhor Jeov est sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas 
aos mansos: enviou-Me a restaurar os contritos de corao, a proclamar liberdade aos cativos e a 
abertura de priso aos presos." Isa. 61:1.
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Quando Cristo enviou os discpulos com a mensagem evanglica, a f em Deus e Sua Palavra 
havia quase desaparecido da Terra. Entre o povo judeu, que professava conhecer a Jeov, Sua 
Palavra havia sido posta  margem para dar lugar  tradio e s especulaes humanas. A 
ambio egosta, o amor da ostentao e a ganncia do lucro absorviam os pensamentos dos 
homens.  medida que desaparecia a reverncia para com Deus, fugia tambm a compaixo para 
com os homens. O egosmo era o princpio dominante, e Satans executava sua vontade na 
misria e na degradao da humanidade.
Instrumentos satnicos tomavam posse dos homens. O corpo humano, feito para habitao de 
Deus, tornou-se morada de demnios. Os sentidos, os nervos e rgos dos homens eram 
manejados por influncias sobrenaturais na condescendncia com as mais vis concupiscncias. O 
prprio cunho dos demnios se achava impresso na fisionomia dos homens. O semblante humano 
refletia a expresso das legies do mal de que os prprios homens estavam possudos.
Qual  a condio do mundo atualmente? No  a f na Bblia hoje destruda to eficazmente pela 
alta crtica e as especulaes, como o era pela tradio e o rabinismo dos dias de Jesus? No tm 
a ambio e a cobia e o amor do prazer to forte domnio no corao dos homens agora como 
possuam ento? No professo mundo cristo, mesmo nas professas igrejas de Cristo, quo poucos 
so regidos por princpios cristos! Nos crculos comerciais, sociais, domsticos, e mesmo nos 
religiosos, quo poucos fazem dos ensinos de Cristo a regra do viver dirio! No  verdade que "a 
justia se ps longe, ... a eqidade no pode entrar. ... E quem se desvia do mal arrisca-se a ser 
despojado"? Isa. 59:14 e 15.
Vivemos em meio de uma epidemia de crime, diante da qual ficam estupefatos os homens 
pensantes e tementes a Deus em toda parte. A corrupo que predomina est alm da descrio 
da pena humana. Cada dia traz novas revelaes de conflitos polticos, de subornos e fraudes. 
Cada dia traz seu doloroso registro de violncia e ilegalidade, de indiferena aos
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sofrimentos do prximo, de brutal e diablica destruio de vidas humanas. Cada dia testifica do 
aumento da loucura, do assassnio, do suicdio. Quem pode duvidar que instrumentos satnicos se 
achem em operao entre os homens, numa atividade crescente, para perturbar e corromper a 
mente, contaminar e destruir o corpo?
E enquanto o mundo se acha cheio desses males, o evangelho  tantas vezes apresentado de 
maneira to indiferente, que no produz seno uma fraca impresso na conscincia ou vida das 
pessoas. H por toda parte coraes clamando por qualquer coisa que no possuem. Anelam um 
poder que lhes d domnio sobre o pecado, um poder que os liberte da servido do mal, que lhes 
proporcione sade, vida e paz. Muitos dos que uma vez conheceram o poder da Palavra de Deus 
tm-se achado onde no h nenhum reconhecimento dEle, e anseiam pela divina presena.
O mundo necessita atualmente daquilo que tem sido necessrio j h mil e novecentos anos - a 
revelao de Cristo.  preciso uma grande obra de reforma, e  unicamente mediante a graa de 
Cristo que a obra de restaurao fsica, mental e espiritual se pode efetuar.
Unicamente os mtodos de Cristo traro verdadeiro xito no aproximar-se do povo. O Salvador 
misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia 
por eles, ministrava-lhes s necessidades e granjeava-lhes a confiana. Ordenava ento: "Segue-
Me." Joo 21:19.
 necessrio pr-se em ntimo contato com o povo mediante esforo pessoal. Se se empregasse 
menos tempo a pregar sermes, e mais fosse dedicado a servio pessoal, maiores seriam os 
resultados que se veriam. Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os 
que sofreram perdas confortados, instrudos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. 
Cumpre-nos chorar com os que choram, e alegrar-nos com os que se alegram. Aliado ao poder de 
persuaso, ao
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poder da orao e ao poder do amor de Deus, esta obra jamais ficar sem frutos.
Devemos lembrar sempre que o objetivo da obra mdico-missionria  encaminhar homens e 
mulheres enfermos de pecado ao Homem do Calvrio, que tira os pecados do mundo. 
Contemplando-O, sero eles transformados  Sua imagem. Temos de animar os doentes e 
sofredores a olharem a Jesus, e viver. Mantenham os obreiros a Cristo, o grande Mdico, 
constantemente diante daqueles a quem a doena fsica e espiritual levou ao desnimo. 
Encaminhai-os quele que  capaz de curar tanto a doena do corpo como a da alma. Falai-lhes 
dAquele que Se comove diante de suas enfermidades. Animai-os a se colocarem sob o cuidado do 
que deu Sua vida a fim de tornar possvel que eles tenham a vida eterna. Falai de Seu amor; falai 
de Seu poder para salvar.
Eis o elevado dever e o precioso privilgio do mdico-missionrio. E o ministrio pessoal prepara 
muitas vezes o caminho para isso. Deus utiliza nossos esforos  para alcanar os coraes e 
aliviar o sofrimento fsico.
A obra mdico-missionria  a pioneira do evangelho. No ministrio da Palavra e na obra mdico-
missionria, deve o evangelho ser pregado e praticado.
H, em quase todas as localidades, grande nmero de pessoas que no escutam a pregao da 
Palavra de Deus nem assistem aos cultos. Se elas tiverem de ser alcanadas pelo evangelho, este 
lhes h de ser levado em casa. Muitas vezes o socorro a suas necessidades fsicas  o nico 
caminho pelo qual essas pessoas podem ser abordadas. Enfermeiras-missionrias que tratam dos 
doentes e mitigam a aflio dos pobres encontraro muitas oportunidades de orar com eles, ler-
lhes a Palavra de Deus e falar do Salvador. Elas podem orar com os impotentes, destitudos de 
fora de vontade para reger os apetites que a paixo tem degradado. Podem levar
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um raio de esperana  vida dos vencidos e desanimados. Seu abnegado amor, manifestado em 
atos de desinteressada bondade, tornar mais fcil a esses sofredores crerem no amor de Cristo.
Muitos no tm nenhuma f em Deus, e perderam a confiana no homem. Mas apreciam os atos 
de simpatia e prestatividade. Ao verem uma pessoa, sem nenhum incentivo de louvor terrestre nem 
de compensao, ir a sua casa, ajudando ao doente, alimentando o faminto, vestindo o nu, 
confortando o triste e encaminhando-os ternamente a todos quele de cujo amor e piedade o 
obreiro humano no  seno um mensageiro - ao verem isso, seu corao  tocado. Brota a 
gratido. Ateia-se a f. Vem que Deus cuida deles, e ficam preparados para escutar ao ser-lhes 
aberta a Sua Palavra.
Seja nos campos de alm-mar, seja em nosso pas, todos os missionrios, tanto homens como 
mulheres, conquistaro
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muito mais rapidamente acesso ao povo, e sentiro que sua utilidade aumentar grandemente, se 
forem aptos a ajudar aos doentes. As mulheres que vo como missionrias s terras pags 
podero assim encontrar oportunidade de ensinar o evangelho s mulheres dessas terras, quando 
todas as outras portas de acesso se acharem fechadas. Todos os obreiros evanglicos devem 
saber fazer os simples tratamentos que tanto contribuem para aliviar a dor e remover a doena.
O Ensino dos Princpios de Sade
Os obreiros evanglicos tambm devem ser capazes de dar instrues sobre os princpios do viver 
saudvel. H doenas por toda parte, e a maioria delas poderia ser prevenida pela ateno 
dispensada s leis da sade. O povo precisa ver a influncia dos princpios de sade em seu bem-
estar, tanto no que respeita a esta vida como  futura. Necessitam ser despertados quanto a sua 
responsabilidade para com a habitao humana adaptada pelo Criador para Sua morada, e acerca 
da qual Ele deseja que sejam mordomos fiis. Precisam ser impressionados no que respeita  
verdade contida nas palavras da Santa Escritura:
"Vs sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu 
serei o seu Deus, e eles sero o Meu povo." II Cor. 6:16.
Milhares necessitam e de bom grado receberiam instrues a respeito dos simples mtodos de 
tratar os enfermos - mtodos que esto tomando o lugar das drogas venenosas. Grande  a 
necessidade existente de conhecimentos quanto  reforma diettica. Hbitos errneos de 
alimentao, e o uso de comidas nocivas, so em grande parte responsveis pela intemperana, o 
crime e a runa que infelicitam o mundo.
Ensinando os princpios de sade, mantende diante do povo o grande objetivo da reforma - que 
seu desgnio  assegurar o mais alto desenvolvimento do corpo, da mente e da alma. Mostrai que 
as leis da natureza, sendo as Leis de Deus, so designadas para nosso bem; que a obedincia s 
mesmas
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promove a felicidade nesta vida, e contribui no preparo para a vida por vir.
Levai o povo a estudar as manifestaes do amor e da sabedoria de Deus nas obras da natureza. 
Levai-os a estudar esse maravilhoso organismo que  o corpo humano, e as leis que o regem. Os 
que percebem as evidncias do amor de Deus, que compreendem alguma coisa da sabedoria e 
beneficncia de Suas leis, e os resultados da obedincia, viro a considerar seus deveres e 
obrigaes sob um ponto de vista inteiramente diverso. Em vez de olhar a observncia das leis da 
sade como um sacrifcio ou uma abnegao, consider-la-o, como em realidade , uma 
inestimvel bno.
Todo obreiro evanglico deve sentir que o instruir o povo quanto aos princpios do viver saudvel  
uma parte do trabalho que lhe  designado. Grande  a necessidade dessa obra, e o mundo est 
aberto para ela.
H, por toda parte, a tendncia de substituir pela obra de organizaes o esforo individual. A 
sabedoria humana tende  consolidao,  centralizao,  edificao de grandes igrejas e 
instituies. Muitos deixam s instituies e organizaes a obra da beneficncia; eximem-se do 
contato com o mundo, e seu corao torna-se frio. Ficam absorvidos consigo mesmos e 
insensveis  impresso. Extingue-se-lhes no corao o amor para com Deus e o homem.
Cristo confia a Seus seguidores uma obra individual - uma obra que no pode ser feita por 
procurao. O servio aos pobres e enfermos, o anunciar o evangelho aos perdidos, no deve ser 
deixado a comisses ou caridade organizada. Responsabilidade individual, individual esforo e 
sacrifcio pessoal so exigncias evanglicas.
"Sai pelos caminhos e atalhos, e fora-os a entrar",  a ordem de Cristo, "para que a Minha casa 
se encha." Luc. 14:23. Ele pe homens em contato com aqueles a quem eles buscam beneficiar. 
"Recolhas em casa os pobres desterrados", diz Ele. "Vendo o nu, o cubras." Isa. 58:7.
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"Imporo as mos sobre os enfermos e os curaro." Mar. 16:18. Por meio de contato direto, de 
ministrio pessoal, devem as bnos do evangelho ser comunicadas.
Ao comunicar luz a Seu povo antigamente, Deus no operava exclusivamente por meio de uma 
classe. Daniel era um prncipe de Jud. Tambm Isaas era de linhagem real. Davi era um jovem 
pastor, Ams um vaqueiro, Zacarias um cativo de Babilnia, Eliseu um lavrador. O Senhor 
suscitava como representantes Seus a profetas e prncipes, nobres e plebeus, e ensinava-lhes as 
verdades a serem dadas ao mundo.
A todos quantos se tornam participantes de Sua graa, o Senhor indica uma obra em benefcio de 
outros. Cumpre-nos estar, individualmente, em nosso posto, dizendo: "Eis-me aqui, envia-me a 
mim." Isa. 6:8. Sobre o ministro da Palavra, a enfermeira-missionria, o mdico cristo, o cristo 
individualmente, seja ele comerciante ou fazendeiro, profissional ou mecnico - sobre todos 
repousa a responsabilidade.  nossa obra revelar aos homens o evangelho de sua salvao. Toda 
empresa em que nos empenhemos deve ser um meio para esse fim.
Os que se entregam  obra que lhes  designada no somente sero uma bno a outros, como 
ho de ser eles prprios abenoados. A conscincia do dever bem cumprido exercer uma 
influncia reflexa sobre sua prpria alma. O acabrunhado esquecer seu acabrunhamento, o fraco 
se tornar forte, o ignorante inteligente, e todos encontraro um infalvel auxiliador nAquele que os 
chamou.
A igreja de Cristo est organizada para o servio. Sua senha  servir. Seus membros so soldados 
em preparo para o conflito sob as ordens do Prncipe de sua salvao. Pastores, mdicos e 
professores cristos tm uma obra mais vasta do que muitos
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tm reconhecido. No lhes cumpre somente servir ao povo, mas ensinar-lhes a servir. No devem 
apenas dar instrues nos retos princpios, mas educar seus ouvintes a comunicar os mesmos 
princpios. A verdade que no  vivida, que no  comunicada, perde seu poder vivificante, sua 
virtude restauradora. Sua bno s pode ser conservada  medida que  partilhada com outros.
Necessita ser quebrada a monotonia de nosso servio para Deus. Todo membro de igreja deve 
empenhar-se em algum ramo de atividade para o Mestre. Alguns no podem fazer tanto como 
outros, mas cada um deve efetuar o mximo para repelir a onda de doenas e aflies que est 
avassalando o mundo. Muitos teriam boa vontade de trabalhar, se lhes ensinassem a comear. 
Necessitam ser instrudos e animados.
Toda igreja deve ser uma escola missionria para obreiros cristos. Seus membros devem ser 
instrudos em dar estudos bblicos, em dirigir e ensinar classes da Escola Sabatina, na melhor 
maneira de auxiliar os pobres e cuidar dos doentes, de trabalhar pelos no-convertidos. Deve 
haver cursos de sade, de arte culinria, e classes em vrios ramos de servio no auxlio cristo. 
No somente deve haver ensino, mas trabalho real, sob a direo de instrutores experientes. Que 
os mestres vo  frente no trabalho entre o povo, e outros, unindo-se a eles, aprendero em seu 
exemplo. Um exemplo vale mais que muitos preceitos.
Cultivem todas as faculdades fsicas e mentais ao mximo de sua capacidade, a fim de poderem 
trabalhar para Deus onde Sua providncia os chamar. A mesma graa que veio de Cristo a Paulo e 
a Apolo, que os distinguiu por excelncias espirituais, ser hoje comunicada aos devotados 
missionrios cristos. Deus deseja que Seus filhos tenham inteligncia e conhecimento, para que 
com infalvel clareza e poder Sua glria seja revelada em nosso mundo.
Pg. 150
Obreiros educados, sendo consagrados a Deus, podem prestar mais variados servios e realizar 
uma obra mais vasta, do que os no educados. Sua disciplina mental d-lhes vantagens. Mas os 
que no so dotados de grandes talentos nem muita instruo podem trabalhar aceitavelmente por 
outros. Deus Se servir de homens que desejam ser usados. No so as pessoas mais brilhantes 
ou talentosas aquelas cujo trabalho produz maiores e mais duradouros resultados. Necessitam-se 
homens e mulheres que ouviram uma mensagem do Cu. Os obreiros mais eficientes so os que 
atendem ao convite: "Tomai sobre vs o Meu jugo, e aprendei de Mim." Mat. 11:29.
So missionrios de corao, os que so necessrios. Aquele cujo corao  tocado por Deus  
cheio de um grande anseio por aqueles que nunca Lhe conheceram o amor. Sua condio os 
impressiona com um senso de infortnio pessoal. Expondo a prpria vida, vai como mensageiro 
enviado pelo Cu e por ele inspirado para efetuar uma obra em que os anjos podem cooperar.
Se aqueles a quem Deus confiou grandes talentos intelectuais empregam esses dons para fins 
egostas, sero deixados, aps um perodo de prova, a seguir seu prprio caminho. Deus tomar 
homens que no parecem to prodigamente dotados, que no tm grande confiana em si 
mesmos, e tornar os fracos fortes, porque confiam que Ele far em seu favor o que eles prprios 
no podem realizar. Deus aceitar o servio prestado de todo o corao, e suprir por Sua parte as 
deficincias.
O Senhor tem muitas vezes escolhido para Seus colaboradores homens que no tiveram 
oportunidade de obter seno limitada educao escolar. Esses homens tm aplicado as faculdades 
da maneira mais diligente, e o Senhor os tem recompensado pela fidelidade a Sua obra, pela 
laboriosidade, a sede de conhecimento. Ele lhes tem sido testemunha das lgrimas, ouvido suas 
oraes. Como desceram Suas bnos sobre os cativos na corte de Babilnia, assim dar Ele 
sabedoria e conhecimento aos Seus obreiros de hoje.
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Homens deficientes em instruo, humildes quanto  condio social, tm, mediante a graa de 
Cristo, sido por vezes admiravelmente bem-sucedidos em ganhar almas para Ele. O segredo de 
seu xito consistia na confiana que depositavam em Deus. Aprendiam diariamente dAquele que  
maravilhoso em conselho e forte em poder.
Tais obreiros devem ser animados. O Senhor os pe em contato com os de mais assinalada 
capacidade, a preencher as brechas deixadas por outros. Sua prontido em ver o que  preciso 
fazer, em acudir aos que se acham em necessidade, suas bondosas palavras e aes, abrem 
portas de utilidade que de outro modo permaneceriam fechadas. Procuram de perto os que se 
acham em aflies, e a persuasiva influncia de suas palavras tem poder de atrair a Deus muitas 
almas trementes. Sua obra mostra o que milhares de outros poderiam fazer, se to-somente o 
quisessem.
Vida Mais Ampla
Coisa alguma despertar tanto um abnegado zelo e dar amplitude e resistncia ao carter como 
empenhar-se em trabalho para benefcio de outros. Muitos cristos professos, ao procurarem as 
relaes da igreja, no pensam seno em si mesmos. Desejam fruir a comunho da igreja e os 
cuidados pastorais. Fazem-se membros de grandes e prsperas igrejas, e ficam satisfeitos com 
pouco fazer pelos outros. Por esta maneira, esto-se roubando a si mesmos as mais preciosas 
bnos. Muitos seriam beneficiados em sacrificar suas aprazveis associaes, conducentes ao 
comodismo. Necessitam ir aonde suas energias sero requeridas em trabalho cristo, e 
aprendero a assumir as responsabilidades.

"Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo." Gl. 6:2.
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rvores plantadas muito prximas no crescem fortes e vigorosas. O jardineiro as transplanta, a 
fim de terem espao para se desenvolver. Idntico processo beneficiaria a muitos dos membros de 
grandes igrejas. Precisam ser colocados onde suas energias sero chamadas ao ativo esforo 
cristo. Eles esto perdendo a espiritualidade, tornando-se raquticos e ineficientes por falta de 
abnegado trabalho em favor de outros. Transplantados para algum campo missionrio, tornar-se-
iam fortes e vigorosos.
Mas ningum precisa esperar at que seja chamado para um campo distante, para comear a 
ajudar a outros. Portas de servio se acham abertas por toda parte. Acham-se por todo lado ao 
redor de ns os que necessitam de auxlio. A viva, o rfo, o doente e o moribundo, o magoado, o 
abatido, o ignorante e o desprezado acham-se por onde quer que formos.
Devemos sentir ser nosso especial dever trabalhar pelos que se encontram em nossa vizinhana. 
Pensai como podereis melhor ir em socorro dos que no tm nenhum interesse nas coisas 
religiosas. Ao visitardes vossos amigos e vizinhos, mostrai interesse em seu bem-estar espiritual, 
da mesma maneira no que respeita ao temporal. Falai-lhes de Cristo como um Salvador que 
perdoa o pecado. Convidai os vizinhos para vossa casa, e lede-lhes partes da preciosa Bblia, e de 
livros que lhes explicam as verdades. Convidai-os a se unirem convosco em cnticos e oraes. 
Nessas pequeninas reunies, o prprio Cristo estar presente, segundo prometeu, e os coraes 
sero tocados pela Sua graa.
Os membros da igreja se devem educar em fazer essa obra. Ela  exatamente to essencial como 
salvar as almas entenebrecidas dos pases estrangeiros. Enquanto alguns se preocupam com 
almas distantes, experimentam muitos dos que

"Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Luc. 19:10.
Pg. 153
se acham na prpria ptria responsabilidade pelos que se encontram ao redor, trabalhando com 
igual diligncia pela salvao deles.
Muitos lamentam estar vivendo uma vida montona. Eles prprios podem tornar sua vida mais 
ativa e influente, se quiserem. Os que amam a Cristo de corao, entendimento e alma, e a seu 
prximo como a si mesmos, tm um campo vasto em que empregar sua capacidade e influncia.
As Pequenas Oportunidades
Ningum passe por alto as pequenas oportunidades, esperando por uma obra maior. Talvez 
executsseis com xito o trabalho pequeno, mas falhsseis redondamente ao tentar fazer um outro 
maior, e casseis em desnimo.  fazendo segundo as vossas foras o que vos vem  mo que 
haveis de desenvolver capacidade para uma obra de mais vulto. Desprezando as oportunidades 
dirias, negligenciando as pequeninas coisas que se acham bem perto,  que muitos se tornam 
infrutferos e secos.
No dependais de ajuda humana. Olhai para alm das criaturas humanas, quele que foi 
designado por Deus para levar os nossos pesares, as nossas penas, e satisfazer as nossas 
necessidades. Pegando ao Senhor em Sua Palavra, dai comeo ao trabalho onde quer que o 
encontreis, e avanai com inabalvel f.  a f na presena de Cristo que d resistncia e firmeza. 
Trabalhai com abnegado interesse, rduos esforos e perseverante energia.
Nos campos em que as condies so to objetveis e desanimadoras que muitos para l no 
esto dispostos a ir, assinaladas mudanas se tm operado pelos esforos de obreiros prontos a 
se sacrificarem. Paciente e perseverantemente

"Se tu podes crer; tudo  possvel ao que cr." Mar. 9:23.
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eles trabalharam, no confiando no poder humano, mas em Deus, e Sua graa os susteve. Quanto 
de bem foi assim realizado, jamais ser conhecido neste mundo, mas benditos resultados se vero 
no grande porvir.
Missionrios de Manuteno Prpria
Em muitos lugares, podem trabalhar com xito missionrios de manuteno prpria. Foi como tal 
que o apstolo Paulo trabalhou na disseminao do conhecimento de Cristo por todo o mundo. 
Enquanto ensinava diariamente o evangelho em grandes cidades da sia e da Europa, trabalhava 
em um ofcio para se manter a si mesmo e a seus companheiros. Suas palavras de despedida aos 
ancios da igreja de feso, mostrando sua maneira de trabalhar, encerram preciosas lies para 
todo obreiro evanglico.
"Vs bem sabeis", disse ele, "como em todo esse tempo me portei no meio de vs, ... como nada, 
que til seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas. ... De ningum cobicei a 
prata, nem o ouro, nem a veste. Vs mesmos sabeis que, para o que me era necessrio, a mim e 
aos que esto comigo, estas mos me serviram. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando 
assim,  necessrio auxiliar os enfermos e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais 
bem-aventurada coisa  dar do que receber." Atos 20:18, 20, 33-35.
Muitos hoje em dia, caso se achassem imbudos do mesmo esprito de sacrifcio, poderiam realizar 
uma boa obra, por maneira idntica. Que dois ou mais comecem juntos obra evangelstica. Visitem 
o povo, orando, cantando, ensinando, explicando as Escrituras, ajudando aos enfermos. Alguns se 
podem manter como colportores, outros, como o apstolo, podem trabalhar em algum ofcio ou em 
outros ramos de trabalho.
Pg. 155
 medida que avanam em sua obra, compreendendo sua impotncia mas confiando 
humildemente em Deus, obtm uma bendita experincia. O Senhor Jesus vai adiante deles, e 
entre ricos e pobres encontram eles favor e auxlio.
Os que se preparam para obra mdico-missionria em campos distantes devem ser animados a 
partir sem demora ao lugar em que esperam trabalhar, e comear a obra entre o povo, aprendendo 
a lngua enquanto trabalham. Bem depressa estaro aptos a ensinar as simples verdades da 
Palavra de Deus.
Necessitam-se por todo o mundo mensageiros de misericrdia. H necessidade de famlias crists 
que vo para localidades que se acham em trevas e erro, vo a lugares longnquos, e a tomem 
conhecimento das necessidades de seus semelhantes, e trabalhem pela causa do Mestre. Se 
essas famlias se estabelecessem nos lugares escuros da Terra, lugares em que o povo se acha 
envolto em sombras espirituais,
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e deixassem a luz da vida de Cristo irradiar por meio delas, nobre seria a obra que se poderia 
realizar.
Essa obra requer sacrifcio. Enquanto muitos esto esperando que sejam removidos todos os 
obstculos, fica por fazer a obra que poderiam efetuar, e multides esto morrendo sem esperana 
e sem Deus. Alguns, por amor de vantagens comerciais, ou para adquirir conhecimentos 
cientficos, se arriscam a penetrar em regies desabitadas, e a resistir de bom grado a sacrifcios e 
privaes; mas quo poucos esto dispostos, por amor de seus semelhantes, a transportar sua 
famlia para regies carecidas do evangelho!
Alcanar o povo onde quer que esteja e seja qual for sua posio ou estado, e auxili-lo por todos 
os modos possveis - eis o verdadeiro ministrio. Mediante esses esforos, podeis conquistar 
coraes, e abrir uma porta para o acesso a almas que esto a perecer.
Lembrai-vos, em todo o vosso trabalho, que vos achais ligados a Cristo, sendo uma parte do 
grande plano de redeno. O amor de Cristo, numa corrente que cura e vivifica, deve fluir de vossa 
vida. Ao buscardes atrair outros para o crculo de Seu amor, que a pureza de vossa linguagem, o 
desinteresse de vosso servio e o contentamento de vossa conduta sejam um testemunho ao 
poder de Sua graa. Oferecei ao mundo uma to pura e justa representao dEle que os homens 
O contemplem em Sua beleza.
De pouca utilidade  procurar reformar outros atacando o que podemos considerar maus hbitos. 
Tais esforos do muitas vezes em resultado mais dano que bem. Em Sua conversa com a 
samaritana, em lugar de desmerecer o poo de Jac, Cristo apresentou alguma coisa melhor. "Se 
tu conheceras o dom de Deus", disse Ele, "e quem  o que te diz: D-Me de beber, tu Lhe pedirias, 
e Ele te daria gua viva." Joo 4:10. Desviou a conversa para o tesouro que tinha a dar, 
oferecendo
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 mulher alguma coisa melhor do que ela possua, a prpria gua viva, a alegria e a esperana do 
evangelho.
Isso  uma ilustrao do modo por que devemos trabalhar. Temos de oferecer aos homens alguma 
coisa melhor do que eles possuem, a prpria paz de Cristo, que excede todo o entendimento. 
Cumpre-nos falar-lhes da santa Lei de Deus, a transcrio de Seu carter, e uma expresso 
daquilo que Ele quer que se tornem. Mostrai-lhes quo infinitamente superior s fugazes alegrias e 
prazeres do mundo  a imperecvel glria celeste. Falai-lhes da liberdade e do repouso que se 
encontram no Salvador. "Aquele que beber da gua que Eu lhe der nunca ter sede", declarou Ele. 
Joo 4:14.
Exaltai a Jesus, clamando: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." Joo 1:29. 
Unicamente Ele pode satisfazer o anseio do corao, e dar paz  alma.
De todos os povos da Terra, deviam ser os reformadores os mais abnegados, os mais bondosos, 
os mais corteses. Dever-se-ia ver em seus atos a verdadeira bondade dos atos desinteressados. O 
obreiro que manifesta falta de cortesia, que mostra impacincia ante a ignorncia dos outros ou por 
se acharem extraviados, que fala bruscamente ou procede sem reflexo, pode cerrar a porta de 
coraes por tal maneira que nunca mais lhes seja dado conquist-los. Como o orvalho e a chuva 
branda caem nas ressequidas plantas, assim deixai cair suavemente as palavras quando procurais 
desviar os homens de seus erros. O plano de Deus  conquistar primeiro o corao. Devemos falar 
a verdade com amor, confiando nEle quanto ao poder para a reforma da vida. O Esprito Santo 
aplicar ao corao a palavra proferida com amor.
Somos naturalmente egocntricos e opiniosos. Mas, ao aprendermos as lies que Cristo nos 
deseja ensinar, tornamo-nos participantes de Sua natureza; da em diante, vivemos a Sua vida. O 
maravilhoso exemplo de Cristo, a incomparvel ternura com que compreendia os sentimentos dos 
outros, chorando com os que choravam e Se regozijando com os que se
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regozijavam, deve exercer profunda influncia sobre o carter de todos quantos O seguem em 
sinceridade. Mediante palavras e atos bondosos, procuraro facilitar o trilho aos ps cansados.
"O Senhor Jeov Me deu uma lngua erudita, para que Eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa 
palavra ao que est cansado." Isa. 50:4.
Todos quantos nos cercam so almas aflitas. Aqui e ali, por toda parte, podemos encontr-las. 
Procuremos esses sofredores e demos-lhes uma palavra a seu tempo para lhes confortar o 
corao. Sejamos sempre condutos por onde fluam as refrigerantes guas da compaixo.
Em todas as nossas relaes devemos lembrar que h, na vida dos outros, captulos fechados s 
vistas mortais. H, nas pginas da memria, tristes histrias que so cuidadosamente guardadas 
de olhares curiosos. A se encontram registradas longas, renhidas batalhas com circunstncias 
difceis, talvez perturbaes da vida domstica, que enfraquecem dia a dia o nimo, a confiana e 
a f. Os que esto pelejando o combate da vida em grande desvantagem de condies podem ser 
fortalecidos e animados por pequeninas atenes que no custam seno um amorvel esforo. 
Para esses, o caloroso e ajudador aperto de mo dado por verdadeiro amigo vale mais que prata 
ou ouro. As palavras de bondade so recebidas com tanto agrado como o sorriso dos anjos.
H multides lutando com a pobreza, obrigados a batalhar duramente por pequenos salrios, e mal 
podendo garantir as mais rudimentares exigncias da vida. A labuta e a privao, sem esperana 
de coisas melhores, tornam excessivamente pesada sua carga. E, quando a isso se ajuntam a dor 
e a doena, o fardo  quase insuportvel. Alquebrados e oprimidos, no sabem para onde se voltar 
em busca de auxlio. Compadecei-vos deles em suas provaes, suas mgoas e decepes. Isso 
vos abrir o caminho para os ajudar. Falai-lhes das promessas de Deus, orai com eles e por eles, 
inspirai-lhes a esperana.
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As palavras de nimo e coragem dirigidas quando a pessoa est doente e sem nimo so palavras 
consideradas pelo Salvador como ditas a Ele prprio. Ao serem os coraes reconfortados, os 
anjos celestes olham para o alto em satisfeito reconhecimento.
De sculo em sculo, o Senhor tem estado buscando despertar na alma dos homens um senso de 
sua divina fraternidade. Sede coobreiros Seus. Enquanto a desconfiana e a separao esto 
penetrando por todo o mundo, os discpulos de Cristo devem revelar o esprito que reina no Cu.
Falai como Ele falaria, agi como Ele haveria de agir. Revelai constantemente a doura de Seu 
carter. Manifestai aquela opulncia de amor que se acha na base de todos os Seus ensinos e de 
todo o Seu trato com os homens. Os mais humildes obreiros, em cooperao com Cristo, podem 
tocar cordas cujas vibraes ressoaro at aos extremos da Terra, e ecoaro harmoniosamente 
atravs dos sculos eternos.
Os espritos celestes esto esperando para cooperar com os instrumentos humanos, para revelar 
ao mundo o que se podem tornar os homens, mediante a unio com o Divino, e o que pode ser 
realizado em favor da salvao das almas prestes a perecer. No pode haver limite  utilidade de 
uma pessoa que, pondo de parte o eu, oferece margem  operao do Esprito Santo em seu 
corao, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus. Todos quantos consagram corpo, alma 
e esprito a Seu servio estaro constantemente recebendo nova proviso de poder fsico, mental 
e espiritual. Os inesgotveis abastecimentos celestes se acham a sua disposio. Cristo lhes d o 
alento de Seu prprio esprito, a vida de Sua vida. O Esprito Santo desenvolve suas mais altas 
energias para operar na mente e no corao. Mediante a graa a ns dada podemos conseguir 
vitrias que, devido a nossas opinies errneas e preconcebidas, nossos defeitos de carter, 
nossa pouca f, tm-se-nos afigurado impossveis.
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A todos quantos se oferecem ao Senhor para o servio, sem nada reter,  dado poder para 
alcanar resultados sem limites. Por esses far Deus grandes coisas. Ele operar no esprito dos 
homens de modo que, mesmo neste mundo, ver-se- em sua vida um cumprimento da promessa 
do futuro estado.
"O deserto e a terra se alegraro;
O ermo exultar e florescer como o narciso.
Florescer abundantemente, jubilar de alegria e exultar;
Deu-se-lhes a glria do Lbano,
O esplendor do Carmelo e de Sarom;
Eles vero a glria do Senhor,
O esplendor do nosso Deus.

Fortalecei as mos frouxas
E firmai os joelhos vacilantes.
Dizei aos desalentados de corao: Sede fortes, no temais.
Eis o vosso Deus. ...

Ento, se abriro os olhos dos cegos,
E se desimpediro os ouvidos dos;
Os coxos saltaro como cervos,
E a lngua dos mudos cantar;
Pois guas arrebentaro no deserto,
E ribeiros, no ermo.

A areia esbraseada se transformar em lagos,
E a terra sedenta, em mananciais de guas. ...
E ali haver bom caminho,
Caminho que se chamar o Caminho Santo;
O imundo no passar por ele,
Pois ser somente para o seu povo;
Quem quer que por ele caminhe no errar, nem mesmo o louco.

Ali no haver leo,
Animal feroz no passar por ele,
Nem se achar nele;
Mas os remidos andaro por ele.
Os resgatados do Senhor voltaro
E viro a Sio com cnticos de jbilo;
Alegria eterna coroar a sua cabea;
Gozo e alegria alcanaro,
E deles fugir a tristeza e o gemido." Isa. 35:1-10.
10
Auxlio aos Tentados
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No foi porque ns O amssemos primeiro que Cristo nos amou; mas, "sendo ns ainda 
pecadores" (Rom. 5:8), Ele morreu por ns. No nos trata segundo os nossos merecimentos. 
Embora nossos pecados meream condenao, Ele no nos condena. Ano aps ano, tem lidado 
com a nossa fraqueza e ignorncia, com nossa ingratido e extravios. Apesar desses desvios, 
nossa dureza de corao, nossa negligncia de Sua santa Palavra, Sua mo ainda se acha 
estendida para ns.
A graa  um atributo de Deus, exercido para com as indignas criaturas humanas. No a 
buscamos, porm ela foi enviada a procurar-nos. Deus Se regozija de conceder-nos Sua graa, 
no porque somos dignos, mas porque somos to completamente indignos. Nosso nico direito a 
Sua misericrdia  nossa grande necessidade.
O Senhor Deus, por intermdio de Jesus Cristo, estende o dia todo a mo num convite aos 
pecadores e cados. A todos receber. D as boas-vindas a todos.  Sua glria perdoar ao maior 
dos pecadores. Ele tomar a presa ao valente, libertar o cativo, tirar do fogo o tio. Baixar a 
urea cadeia de Sua misericrdia s mais baixas profundezas da runa humana, e erguer a 
degradada alma, contaminada pelo pecado.
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Toda criatura humana  objeto de amoroso interesse por parte dAquele que deu a vida a fim de 
reconduzir os homens a Deus. Almas culpadas e impotentes, sujeitas a ser destrudas pelos ardis 
e artes de Satans, so cuidadas como a ovelha do rebanho o  pelo pastor.
O exemplo do Salvador deve ser a norma de nosso servio pelo tentado e o errante. O mesmo 
interesse e ternura e longanimidade que Ele tem manifestado para conosco, nos cumpre mostrar 
para com os outros. "Como Eu vos amei a vs", diz Ele, "que tambm vs uns aos outros vos 
ameis". Joo 13:34. Se Cristo habita em ns, manifestaremos Seu abnegado amor para com todos 
com quem temos de tratar. Ao vermos homens e mulheres necessitados de simpatia e auxlio, no 
devemos indagar: "So eles dignos?", mas: "Como os poderei beneficiar?"
Ricos e pobres, elevados e humildes, livres e servos, todos so herana de Deus. Aquele que deu 
a vida para redimir os homens v em toda criatura humana um valor que excede ao clculo finito. 
Pelo mistrio e glria da cruz, devemos discernir
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Sua estimativa do preo de uma alma. Quando assim fizermos, sentiremos que a criatura humana, 
embora degradada, custou demasiado para ser tratada com frieza e desdm. Compreenderemos a 
importncia de trabalhar por nossos semelhantes, para que sejam exaltados ao trono de Deus.
A moeda perdida da parbola do Salvador, conquanto se achasse na sujeira e lixo, era ainda um 
pedao de prata. Sua possuidora buscou-a porque era de valor. Assim toda pessoa, ainda que 
desvalorizada pelo pecado,  aos olhos de Deus considerada preciosa. Como a moeda trazia a 
imagem e inscrio do poder dominante, assim apresentava o homem na sua criao a imagem e 
inscrio de Deus. Embora estejam ao presente manchadas e obscurecidas pela influncia do 
pecado, os traos dessa inscrio permanecem em cada pessoa. Deus deseja readquiri-la para 
reimprimir sobre ela Sua prpria imagem em justia e santidade.
Quo pouco nos ligamos com Cristo em simpatia naquilo que devia ser o mais forte lao de unio 
entre ns e Ele - a compaixo para com os depravados, culpados, sofredores, mortos em ofensas 
e pecados! A desumanidade do homem para com o homem, eis nosso maior pecado. Muitos 
pensam que esto representando a justia de Deus, ao passo que deixam inteiramente de Lhe 
representar a ternura e o grande amor. Muitas vezes aqueles a quem eles tratam com severidade e 
rispidez se acham sob o jugo da tentao. Satans est lutando com essas pessoas, e palavras 
speras, destitudas de simpatia, desanimam-nas, fazendo-as cair presa do poder do tentador.
Delicada coisa  o trato com a mente dos homens. Unicamente Aquele que conhece o corao 
sabe a maneira de levar o homem ao arrependimento. S a Sua sabedoria nos pode dar xito em 
alcanar os perdidos. Podeis erguer-vos inflexivelmente, pensando: "Sou mais santo do que tu", e 
no importa quo correto seja o vosso raciocnio ou quo verdadeiras as vossas palavras, elas 
jamais tocaro coraes. O amor de
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Cristo, manifestado em palavras e atos, encontrar caminho  alma, quando a reiterao do 
preceito ou do argumento nada conseguiria.
Necessitamos mais da simpatia natural de Cristo; no somente simpatia pelos que se nos 
apresentam irrepreensveis, mas pelas pobres almas sofredoras, em luta, que so muitas vezes 
achadas em falta, pecando e se arrependendo, sendo tentadas e vencidas de desnimo. Devemos 
dirigir-nos a nossos semelhantes tocados - como nosso misericordioso Sumo Sacerdote - pelo 
sentimento de suas enfermidades.
Eram os rejeitados, os publicanos e pecadores, os desprezados pelos povos, que Cristo chamava, 
e por Sua amorvel bondade os compelia a aproximar-se dEle. A classe que Ele nunca favorecia 
era a daqueles que ficavam  parte na prpria estima, e olhavam os outros de alto para baixo.
"Sai pelos caminhos e atalhos, e fora-os a entrar", ordena-nos Cristo, "para que a Minha casa se 
encha." Luc. 14:23. Em obedincia a esta palavra, devemos ir aos no-convertidos que se acham 
perto de ns, e aos que esto distantes. Os "publicanos e as meretrizes" (Mat. 21:31) devem ouvir 
o convite do Salvador. Por meio da bondade e da longanimidade de Seus mensageiros, o convite 
se torna um poder para erguer os que se acham imersos nas maiores profundezas do pecado.
Os motivos cristos exigem que trabalhemos com um firme desgnio, um infatigvel interesse e 
crescente insistncia, por essas almas a quem Satans est procurando destruir. Coisa alguma 
nos deve esfriar a fervorosa, anelante energia pela salvao dos perdidos.
Notai como atravs de toda a Palavra de Deus se manifesta o esprito de insistncia, de implorar a 
homens e mulheres que se cheguem a Cristo. Devemo-nos apoderar de toda oportunidade, tanto 
em particular como em pblico, apresentando todo argumento, insistindo com razes de peso 
infinito para atrair homens ao Salvador. Com todas as nossas foras nos cumpre insistir com eles 
para que olhem a Jesus, e aceitem
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Sua vida de abnegao e sacrifcio. Devemos mostrar que esperamos que eles dem alegria ao 
corao de Cristo, usando todos os Seus dons para honra de seu nome.
Salvos por Esperana
"Em esperana, somos salvos." Rom. 8:24. Os cados devem ser levados a sentir que no  
demasiado tarde para serem ntegros. Cristo honrou o homem com Sua confiana, deixando-o 
ento sob a vigilncia de sua prpria honra. Mesmo aqueles que haviam cado mais baixo, Ele 
tratava com respeito. Era para Cristo uma contnua dor o contato com a inimizade, a depravao e 
a impureza; nunca, porm, soltou Ele uma expresso que mostrasse estarem as Suas 
sensibilidades chocadas ou ofendidos os Seus apurados gostos. Fossem quais fossem os maus 
hbitos, os fortes preconceitos ou as dominantes paixes das criaturas humanas, Ele as encarava 
a todas com piedosa ternura. Ao partilharmos de Seu Esprito, olharemos todos os homens como 
irmos, com idnticas tentaes, caindo muitas vezes e lutando por se erguer novamente, 
combatendo contra o desnimo e as dificuldades, sedentos de simpatia e auxlio. Ento nos 
aproximaremos deles de modo a no desanim-los nem repeli-los, mas a suscitar a esperana em 
seu corao. Ao serem assim animados, podero dizer em

"De maneira que cada um de ns dar conta de si mesmo a Deus. Assim que no nos julguemos 
mais uns aos outros; antes, seja o vosso propsito no pr tropeo ou escndalo ao irmo." Rom. 
14:12 e 13.
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confiana: " inimiga minha, no te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha cado, levantar-
me-ei; se morar nas trevas, o Senhor ser a minha luz." Ele julgar "a minha causa" e executar "o 
meu direito". Ele trazer-me- " luz, e eu verei a Sua justia." Miq. 7:8 e 9.
Deus "da Sua morada contempla todos os moradores da Terra.
Ele  que forma o corao de todos eles". Sal. 33:14 e 15.
Ele nos manda, no trato com os tentados e errantes, olhar "por ti mesmo, para que no sejas 
tambm tentado". Gl. 6:1. Com um senso de nossas prprias enfermidades, teremos compaixo 
das enfermidades dos outros.
"Quem  que te faz sobressair? E que tens tu que no tenhas recebido?" I Cor. 4:7. "Um s  o 
vosso Mestre, ... e todos vs sois irmos." Mat. 23:8. "Por que julgas teu irmo? Ou tu, tambm, 
por que desprezas teu irmo? ... Assim que no nos julguemos mais uns aos outros; antes, seja o 
vosso propsito no pr tropeo ou escndalo ao irmo." Rom. 14:10 e 13.
 sempre humilhante ver seus prprios erros apontados. Ningum deveria tornar a prova mais 
amarga por desnecessrias censuras. Ningum j foi conquistado por meio de repreenso; mas 
muitos tm sido assim alienados, sendo levados a endurecer o corao contra as convices. Um 
esprito brando, uma maneira suave e cativante, pode salvar o desviado, e encobrir uma multido 
de pecados.
O apstolo Paulo achou necessrio reprovar o erro, mas quo cuidadosamente procurou ele 
mostrar que era um amigo para os extraviados! Quo ansiosamente lhes explicava o motivo de seu 
proceder! Fazia-os compreender que lhe doa o causar-lhes dor. Mostrava a simpatia e confiana 
que tinha para com os que estavam lutando por vencer.
"Em muita tribulao e angstia de corao, vos escrevi", disse ele, "com muitas lgrimas, no 
para que vos entristecsseis, mas para que conhecsseis o amor que abundantemente vos tenho." 
II Cor. 2:4. "Porquanto, ainda que vos tenha contristado
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com a minha carta, no me arrependo, embora j me tivesse arrependido; ... agora, folgo, no 
porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para o arrependimento. ... Porque, 
quanto cuidado no produziu isso mesmo em vs que, segundo Deus, fostes contristados! Que 
apologia, que indignao, que temor, que saudades, que zelo, que vingana! Em tudo mostrastes 
estar puros neste negcio. ... Por isso, fomos consolados." II Cor. 7:8, 9, 11 e 13.
"Regozijo-me de em tudo poder confiar em vs." II Cor. 7:16. "Dou graas ao meu Deus todas as 
vezes que me lembro de vs, fazendo, sempre com alegria, orao por vs em todas as minhas 
splicas, pela vossa cooperao no evangelho desde o primeiro dia at agora. Tendo por certo isto 
mesmo: que Aquele que em vs comeou a boa obra a aperfeioar at ao dia de Jesus Cristo. 
Como tenho por justo sentir isto de vs todos, porque vos retenho em meu corao." Filip. 1:3-7. 
"Portanto, meus amados e mui queridos irmos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no 
Senhor, amados." Filip. 4:1. "Porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor." I Tess. 3:8.
Paulo escrevia a esses irmos como a "santos em Cristo Jesus" (Filip. 4:21); mas no estava 
escrevendo a pessoas de carter perfeito. Escrevia-lhes como a homens e mulheres que estavam 
lutando contra a tentao, e se achavam em perigo de cair. Apontava-lhes "o Deus de paz" que 
"tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas". Assegurava-
lhes que, "pelo sangue do concerto eterno" Ele os aperfeioaria "em toda a boa obra, para 
fazerdes a Sua vontade, operando em vs o que perante Ele  agradvel por Cristo Jesus". Heb. 
13:20 e 21.
Quando uma pessoa em falta se torna consciente de seu erro, cuidai em no lhe destruir o respeito 
de si mesma. No a desanimeis pela indiferena ou a desconfiana. No digais:
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"Antes de lhe dar minha confiana, quero esperar para ver se ela persevera." Freqentemente 
essa mesma desconfiana faz com que o tentado tropece.
Devemos esforar-nos por compreender as fraquezas dos outros. Pouco sabemos ns das provas 
de corao daqueles que tm estado ligados em cadeias de trevas, a quem falta resoluo e poder 
moral. Por demais lastimvel  a condio daquele que sofre ao peso do remorso;  como uma 
pessoa aturdida, cambaleante, a afundar-se no p. No pode ver nada com clareza. A mente se 
acha obscurecida, no sabe que passo h de dar. Muita pobre alma  mal compreendida, mal 
apreciada, cheia de aflio e de angstia - uma ovelha desgarrada, perdida. No pode encontrar a 
Deus, e experimenta todavia intenso anseio de perdo e de paz.
Oh, no deixeis escapar nenhuma palavra que v causar dor mais profunda ainda!  alma cansada 
de uma vida de pecado, mas no sabendo onde encontrar alvio, apresentai o compassivo 
Salvador. Tomai-a pela mo, erguei-a, dirigi-lhe palavras de nimo e esperana. Ajudai-a a segurar 
a mo do Salvador.
Desanimamos muito facilmente com os que no correspondem imediatamente aos nossos 
esforos. Nunca devemos deixar de trabalhar por uma pessoa enquanto houver um raio de 
esperana. Os seres humanos custaram a nosso Redentor demasiado caro para serem 
levianamente abandonados ao poder do tentador.
Necessitamos colocar-nos a ns mesmos no lugar dos tentados. Considerai o poder da 
hereditariedade, a influncia das ms companhias e do ambiente, a fora dos maus hbitos. 
Podemos ns admirar-nos de que, sob tais influncias, muitos se degradem? Podemos admirar 
que sejam tardios em corresponder aos nossos esforos pelo seu reerguimento?
Muitas vezes, quando conquistados para o evangelho, aqueles que se afiguravam vulgares e no 
promissores, achar-se-o entre os mais leais de seus adeptos e defensores. No
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esto inteiramente corrompidos. Sob um desagradvel exterior, h impulsos bons que podem ser 
atrados. Sem a mo ajudadora, muitos h que nunca se haveriam de restabelecer, mas mediante 
esforo paciente e perseverante, podem ser levantados. Essas pessoas requerem ternas palavras, 
bondosa considerao, auxlio real. Necessitam aquela espcie de conselho que no extinguir o 
dbil raio de nimo na alma. Considerem isso os obreiros que se pem em contato com elas.
Sero encontrados alguns cuja mente foi por to longo tempo desacreditada que nunca na vida se 
tornaro aquilo que poderiam ter sido sob mais favorveis circunstncias. Mas os brilhantes raios 
do Sol da Justia podem resplandecer na alma.  seu privilgio possuir aquela vida que se 
estende paralela  vida de Deus. Implantai-lhes na mente pensamentos que elevem e enobream. 
Que vossa vida lhes patenteie a diferena entre o vcio e a pureza, as trevas e a luz. Leiam eles 
em vosso exemplo o que significa ser cristo. Cristo  capaz de levantar os maiores pecadores, 
colocando-os no estado em que sero reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo da 
herana imortal.
Pelo milagre da divina graa, muitos podem tornar-se aptos para uma vida de utilidade. 
Desprezados e abandonados, perderam por completo o nimo; talvez paream insensveis e 
indiferentes. Sob o ministrio do Esprito Santo, todavia, a estupidez que faz parecer impossvel 
seu reerguimento desaparecer. A mente pesada, obscurecida, despertar. O escravo do pecado 
ser posto em liberdade. O vcio desaparecer, ser vencida a ignorncia. Mediante a f que opera 
por amor, o corao ser purificado e a mente, iluminada.
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A Obra em Favor dos Intemperantes
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Toda verdadeira reforma tem seu lugar na obra do evangelho, e tende ao reerguimento da alma a 
uma vida nova e mais nobre. A obra da temperana, especialmente, requer o apoio dos obreiros 
cristos. Eles devem chamar a ateno para essa obra, tornando-a objeto de vivo interesse. Por 
toda parte devem apresentar ao povo os princpios da verdadeira temperana, e pedir assinaturas 
para o voto da mesma. Fervorosos esforos se devem fazer em favor dos que se acham 
escravizados aos maus hbitos.
H por toda parte uma obra a ser feita por aqueles que caram devido  intemperana. Entre as 
igrejas, as instituies religiosas, e lares supostamente cristos, muitos jovens esto seguindo o 
caminho da runa. Por hbitos de intemperana, trazem sobre si mesmos a enfermidade, e pela 
ganncia de obter dinheiro para pecaminosas transigncias, caem em prticas desonestas. 
Arrunam a sade e o carter. Alienados de Deus, rejeitados pela sociedade, essas pobres 
pessoas se sentem sem esperana tanto para esta vida como para outra, por vir. O corao dos 
pais fica quebrantado. As pessoas falam desses extraviados como casos sem esperana; assim 
no os considera Deus. Ele compreende todas as circunstncias que os tm
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tornado o que so, e os contempla com piedade. Essa  uma classe que demanda auxlio. Nunca 
lhes deis ocasio de dizer: "Ningum se importa comigo."
Acham-se entre as vtimas da intemperana indivduos de todas as classes e profisses. Pessoas 
de elevada posio, de notveis talentos, de grandes realizaes, tm cedido aos apetites a ponto 
de se tornarem incapazes de resistir  tentao. Alguns, que eram antes possuidores de fortuna, 
encontram-se sem lar, sem amigos, em sofrimento e misria, enfermidade e degradao. 
Perderam o domnio de si mesmos. A menos que uma mo ajudadora lhes seja estendida, ho de 
cair mais e mais baixo. Aliada a essa condescendncia consigo mesmo se acha, no somente um 
pecado moral, mas uma doena fsica.
Muitas vezes, ao ajudar os intemperantes, devemos, como Cristo fazia to freqentemente, 
atender primeiro a suas condies fsicas. Necessitam alimento e bebida saudveis, no 
estimulantes, roupas limpas, oportunidades de manter o asseio fsico. Necessitam ser rodeados de 
uma atmosfera de salutar e enobrecedora influncia crist. Deve-se prover em toda cidade um 
lugar em que os escravos dos maus hbitos possam receber auxlio para quebrar as cadeias que 
os prendem. A bebida forte  considerada por muitos o nico consolo na aflio; mas no ser 
preciso que seja assim, se, em lugar de desempenhar o papel do sacerdote e do levita, os 
professos cristos seguirem o exemplo do bom samaritano.
Ao lidar com as vtimas da intemperana, cumpre-nos lembrar que no estamos tratando com 
pessoas de so juzo, mas com aqueles que, de momento, se acham sob o poder de um demnio. 
Sede pacientes e mansos. No penseis na desagradvel, repulsiva aparncia, mas na preciosa 
vida para cuja redeno Cristo morreu. Ao despertar o bbado para o sentimento de sua 
degradao, fazei quanto estiver ao vosso alcance para lhe mostrar que sois seu amigo. No 
profirais uma palavra de censura ou de repugnncia.  muito provvel que a pobre pessoa se 
maldiga a si mesma. Ajudai-a a se erguer. Dirigi-lhe palavras que fortaleam a f. Procurai 
fortalecer todo bom
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trao em seu carter. Ensinai-lhe a maneira de alcanar um nvel mais elevado. Mostrai-lhe que  
possvel viver de modo a conquistar o respeito de seus semelhantes. Ajudai-a a ver o valor dos 
talentos que Deus lhe tem dado, mas que ela tem negligenciado desenvolver.
Embora se haja a vontade depravado e enfraquecido, existe para ela esperana em Cristo. Esse 
lhe despertar no corao mais elevados impulsos e desejos mais santos. Animai-a a apoderar-se 
da esperana que se lhe apresenta no evangelho. Abri a Bblia ao tentado e lutador, lendo-lhes 
repetidamente as promessas de Deus. Essas promessas sero para ele como as folhas da rvore 
da vida. Continuai pacientemente em vossos esforos, at que, com reconhecida alegria, a trmula 
mo se apegue  esperana da redeno em Cristo.
Deveis apegar-vos firmemente queles a quem buscais ajudar, do contrrio jamais obtereis a 
vitria. Eles sero continuamente tentados para o mal. Sero repetidamente quase vencidos pelo 
intenso desejo da bebida forte; aqui e ali podero cair; no cesseis, entretanto, por isso, os vossos 
esforos.
Eles decidiram fazer um esforo para viver para Cristo; sua fora de vontade, porm, acha-se 
enfraquecida, e devem ser cuidadosamente guardados pelos que cuidam das almas como quem 
por elas tm de dar contas. Eles perderam sua varonilidade, que devem reconquistar. Muitos tm 
de lutar contra fortes tendncias hereditrias para o mal. Fortes desejos no naturais, impulsos 
sensuais, eis a herana que por nascimento receberam. Contra os mesmos devem ser 
cuidadosamente guardados. Interior e exteriormente, esto o bem e o mal em luta pelo domnio. 
Os que nunca passaram por tais experincias no podem conhecer o quase avassalador poder do 
apetite, ou o feroz conflito entre os hbitos de condescendncia consigo mesmo e a deciso de ser 
temperante em todas as coisas. Essa batalha deve ser travada uma e muitas vezes.
Muitos dos que so atrados a Cristo no possuiro fora moral para continuar a luta contra o 
apetite e a paixo. O
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obreiro no deve, no entanto, se desanimar por isso. So apenas os que foram salvos das maiores 
profundidades os que apostatam?
Lembrai-vos de que no trabalhais sozinhos. Anjos ministradores se unem em servio a todo o 
sincero filho e filha de Deus. E Cristo  o restaurador. O grande Mdico mesmo Se acha ao lado 
dos fiis obreiros, dizendo  alma arrependida: "Filho, perdoados esto os teus pecados." Mar. 2:5.
Muitos sero os prias que se apoderaro da esperana que lhes  apresentada no evangelho, e 
entraro no reino do Cu, ao passo que outros que foram beneficiados com grandes oportunidades 
e grande luz, que no aproveitaram, sero deixados nas trevas exteriores.
As vtimas de maus hbitos devem ser despertadas para a necessidade de fazer esforos por si 
mesmos. Outros podem desenvolver os mais fervorosos empenhos para ergu-los, a graa de 
Deus pode-lhes ser abundantemente oferecida, Cristo pode rogar, Seus anjos ministrar; tudo, 
porm, ser em vo, a menos que eles prprios despertem para pelejar o combate em seu favor.
As derradeiras palavras de Davi a Salomo, ento um jovem, e que ia em breve receber a coroa 
de Israel, foram: "Esfora-te, ... e s homem." I Reis 2:2. A todo filho da humanidade, candidato a 
uma coroa imortal, dirigem-se estas palavras proferidas pela inspirao: "Esfora-te, ... e s 
homem."
Os habituados a satisfazer s tendncias naturais devem ser levados a ver e a sentir que  mister 
grande renovao moral, se se querem tornar homens. Deus os convida a despertar e, na fora de 
Cristo, reconquistar a varonilidade que Deus lhes dera, e que foi sacrificada em pecaminosas 
condescendncias.
Sentindo o terrvel poder da tentao, o arrastamento do desejo que leva  fraqueza, muito homem 
brada em desespero: "No posso resistir ao mal." Dizei-lhe que ele pode, que ele precisa resistir. 
Poder haver sido derrotado uma e outra vez, mas no  necessrio que seja sempre assim. Ele  
fraco
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em fora moral, dominado por hbitos de uma vida de pecado. Suas promessas e resolues so 
como cordas de areia. A conscincia das promessas no cumpridas e dos violados votos 
enfraquece-lhe a confiana na prpria sinceridade, fazendo com que ele sinta que Deus no o 
pode aceitar, nem cooperar com os seus esforos. No precisa, entretanto, desesperar.
Os que pem em Cristo a confiana no devem ficar escravizados por nenhuma tendncia ou 
hbito hereditrio, ou cultivado. Em lugar de ficar subjugados em servido  natureza inferior, 
devem reger todo apetite e paixo. Deus no nos
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deixou lutar com o mal em nossa prpria, limitada fora. Sejam quais forem nossas tendncias 
herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos est disposto 
a comunicar.
O Poder da Vontade
O tentado necessita compreender a verdadeira fora da vontade.  este o poder que governa na 
natureza do homem - o poder de deciso, de escolha. Tudo depende da devida ao da vontade. 
Os desejos em direo da bondade e da pureza so em si mesmos justos; mas, se a ficamos, 
nada aproveitam. Muitos descero  runa, enquanto esperam e desejam vencer suas ms 
propenses. Eles no entregam a vontade a Deus. No escolhem servi-Lo.
Deus nos deu o poder da escolha; a ns cumpre exercit-lo. No podemos mudar o corao, nem 
reger nossos pensamentos, impulsos e afeies. No nos podemos tornar puros, aptos para o 
servio de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-Lhe nossa vontade; ento, 
Ele operar em ns o querer e o efetuar, segundo a Sua aprovao. Assim, nossa natureza toda 
ser posta sob o domnio de Cristo.
Mediante o devido exerccio da vontade, uma completa mudana pode ser operada na vida. 
Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos com o divino poder. Recebemos fora do alto para nos 
manter firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscncia,  
possvel a todo aquele que quiser unir sua vontade humana, fraca e vacilante,  onipotente e 
inabalvel vontade de Deus.
Os que esto em luta com o poder do apetite devem ser instrudos nos princpios do viver 
saudvel. Deve-se-lhes mostrar que a violao das leis da sade, criando um estado enfermo e 
desejos no naturais, lana as bases para o hbito das bebidas alcolicas. Unicamente vivendo 
em obedincia aos
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princpios da sade, podem eles se libertar da sede de estimulantes contrrios  natureza. Ao 
passo que dependem da fora divina para quebrar as cadeias do apetite, devem cooperar com 
Deus pela obedincia a Suas leis, tanto as morais como as fsicas.
Os que se esto esforando para reformar-se devem ser ajudados a obter emprego. Ningum em 
condies de trabalhar deve ser ensinado a esperar alimento, roupa e casa de graa. Por amor 
deles prprios, bem como dos outros, devia ser planejado um meio pelo qual produzam o 
equivalente quilo que recebem. Animai todo esforo quanto  manuteno prpria. Isso 
fortalecer o respeito de si mesmo, e uma nobre independncia. E a ocupao da mente e do 
corpo num trabalho til  essencial como salvaguarda contra a tentao.
Decepes e Perigos
Os que trabalham pelos cados ficaro decepcionados com muitos que do esperana de reforma. 
Muitos no faro seno uma superficial mudana em seus hbitos e maneiras de proceder. So 
movidos por impulso, e por algum tempo podem parecer reformados; mas no h verdadeira 
mudana de corao. Acariciam o mesmo amor-prprio, tm a mesma sede de prazeres vos, o 
mesmo desejo de satisfao prpria. No tm conhecimento da obra da formao do carter, e 
no se pode confiar neles como homens de princpios. Rebaixaram suas faculdades mentais e 
espirituais pela satisfao do apetite e da paixo, o que os enfraquece. So inconstantes e 
mutveis. Seus impulsos tendem  sensualidade. Essas pessoas so muitas vezes uma fonte de 
perigo para outros. Sendo considerados como homens e mulheres reformados, confiam-se-lhes 
responsabilidades, e so colocados em posies em que sua influncia corrompe os inocentes.
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Mesmo os que esto buscando sinceramente reformar-se no se acham livres do perigo de cair. 
Precisam ser tratados com grande sabedoria e ternura. A tendncia de lisonjear e exaltar os que 
foram salvos das maiores profundidades provoca por vezes sua runa. O costume de convidar 
homens e mulheres para relatar em pblico os incidentes de sua vida de pecado  cheio de 
perigos, tanto para o que fala como para os que escutam. Demorar o pensamento em cenas de 
mal  corruptor para a mente e a alma. E o destaque em que se colocam os que so assim salvos 
-lhes prejudicial. Muitos so levados a pensar que sua vida pecaminosa lhes confere certa 
distino. So animados o amor da notoriedade e o esprito de confiana em si mesmo, os quais 
se demonstram fatais  alma. Unicamente desconfiando de si mesmos e confiando na misericrdia 
de Cristo podem eles subsistir.
Todos quantos do provas de verdadeira converso devem ser animados a trabalhar pelos outros. 
Que ningum repila uma alma que deixa o servio de Satans pelo de Cristo. Quando uma pessoa 
d demonstrao de que o Esprito de Deus est lutando com ela, dai-lhe todo nimo para entrar 
no servio do Senhor. "E tende piedade de uns, usando de discernimento." Jud. 22, Verso 
Trinitariana. Os que so sbios na sabedoria que vem de Deus vero almas necessitadas de 
auxlio, pessoas que se arrependeram sinceramente, mas que, sem animao, mal se atreveriam a 
firmar-se na esperana. O Senhor por no corao de Seus servos receber com agrado essas 
criaturas trementes, arrependidas, para sua amorvel convivncia. Sejam quais forem seus 
pecados habituais, no importa quo baixo hajam elas cado, quando, em contrio se achegam a 
Cristo, Ele as recebe. Dai-lhes ento alguma coisa a fazer para Ele. Se elas desejam trabalhar no 
reerguimento de outros do abismo da destruio de que elas prprias foram salvas, dai-lhes 
oportunidade. Ponde-as em contato com cristos
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experientes, a fim de obterem vigor espiritual. Enchei-lhes o corao e as mos de trabalho para o 
Mestre.
Quando a luz resplandece na alma, alguns dos que pareciam mais entregues ao pecado se 
tornaro obreiros de xito em favor de pecadores da mesma espcie que eles antes foram. 
Mediante a f em Cristo, alguns se erguero a elevadas posies de servio, e ser-lhes-o 
confiadas responsabilidades na obra de salvar almas. Eles vem onde reside sua fraqueza, 
compreendem a depravao de sua natureza. Conhecem a fora do pecado, e do mau hbito. 
Avaliam sua incapacidade para vencer sem o auxlio de Cristo, e seu constante clamor : "Sobre Ti 
lano minha desamparada alma."
Esses podem ajudar a outros. Aquele que tem sido tentado e provado, cuja esperana havia quase 
desaparecido, mas foi salvo ouvindo a mensagem de amor,  capaz de entender a cincia de 
salvar almas. Aquele cujo corao est cheio de amor para com Cristo, por haver sido, ele mesmo, 
procurado pelo Salvador e trazido de volta ao redil, sabe ir em busca dos perdidos. Pode 
encaminhar os pecadores ao Cordeiro de Deus. Entregou-se sem reservas a Deus, e foi aceito no 
Amado. Foi segurada a mo que, em fraqueza, se estendeu num pedido de socorro. Pelo 
ministrio dessas pessoas, muitos prdigos sero levados ao Pai.
Para toda alma em luta por se erguer de uma vida de pecado a uma de pureza, o grande elemento 
de poder reside no nico nome "debaixo do cu", "dado entre os homens, pelo qual devamos ser 
salvos". Atos 4:12. "Se algum tem sede" de tranqilizadora esperana, de libertao de 
propenses pecaminosas, Cristo diz: "Venha a Mim e beba." Joo 7:37. O nico remdio para o 
vcio  a graa e o poder de Cristo.
As boas resolues tomadas por algum em suas prprias foras nada valem. Nem todos os votos 
do mundo quebrariam o poder do mau hbito. Homem algum nunca praticar a
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temperana em todas as coisas enquanto seu corao no estiver renovado pela graa divina. No 
nos podemos guardar de pecar por um momento sequer. A cada instante dependemos de Deus.
A verdadeira reforma comea com a purificao da alma. Nosso trabalho com os cados s lograr 
real xito  medida que a graa de Cristo remodelar o carter, e a alma for posta em viva ligao 
com Deus.
Cristo viveu uma vida de perfeita obedincia  Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a 
toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos ns viver, mediante Seu poder, 
e sob as Suas instrues.
Em nossa obra pelos cados, cumpre gravar na mente e no corao deles as exigncias da Lei de 
Deus e a necessidade de lealdade para com Ele.
Nunca deixeis de mostrar que existe assinalada diferena entre os que servem a Deus e os que O 
no servem. Deus  amor, mas no pode desculpar a voluntria desconsiderao de Seus 
mandamentos. Os decretos de Seu governo so de tal ordem que o homem no escapa s 
conseqncias da deslealdade. Ele s pode honrar queles que O honram. A conduta do homem 
neste mundo decide seu eterno destino. Segundo houver semeado, assim ceifar. A causa ser 
seguida do efeito.
Nada menos que a perfeita obedincia pode satisfazer ao ideal que Deus requer. Ele no deixou 
Sua vontade indefinida. No ordenou coisa alguma que no seja necessria a fim de pr o homem 
em harmonia com Ele. Devemos encaminhar os pecadores a Seu ideal de carter, e conduzi-los a 
Cristo, por cuja graa, unicamente, pode esse ideal ser atingido.
O Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os 
homens no terem nenhum temor de que, devido  fraqueza da natureza humana, eles no 
pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar "participantes da natureza divina" (II Ped. 1:4), e Sua 
vida declara que a humanidade, unida  divindade, no comete pecado.
Pg. 181
O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentaes de 
Satans, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia 
poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador no podia alcanar vantagem. A 
toda tentao, Sua resposta era: "Est escrito." Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com 
ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas 
fiquemos "participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupo, que, pela 
concupiscncia, h no mundo". II Ped. 1:4.
Dizei ao tentado que no olhe s circunstncias,  fraqueza do prprio eu, ou ao poder da 
tentao, mas ao poder da Palavra de Deus. Toda a sua fora nos pertence. "Escondi a Tua 
palavra no meu corao", diz o salmista, "para eu no pecar contra Ti." Sal. 119:11. "Pela palavra 
dos Teus lbios me guardei das veredas do destruidor." Sal. 17:4.
Falai ao povo de maneira a incutir nimo; erguei-os a Deus em orao. Muitos dos que tm sido 
vencidos pela tentao so humilhados por seus fracassos, e sentem ser vo buscar aproximar-se 
de Deus; mas esse pensamento  sugesto do inimigo. Quando pecaram, e sentem que no 
podem orar, dizei-lhes que  ento o momento de orar. Talvez se encontrem envergonhados, e 
profundamente humilhados; ao confessarem,

"Posso todas as coisas nAquele que me fortalece. O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprir 
todas as vossas necessidades em glria por Cristo Jesus." Filip. 4:13 e 19.
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porm os seus pecados, Aquele que  fiel e justo lhos perdoar, purificando-os de toda injustia.
Coisa alguma  aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencvel, do que a alma 
que sente o seu nada, e confia inteiramente nos mritos do Salvador. Pela orao, pelo estudo de 
Sua Palavra, pela f em Sua constante presena, a mais fraca das criaturas humanas pode viver 
em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurar com mo que nunca a soltar.
Essas preciosas promessas toda pessoa que permanece em Cristo pode tornar suas. Ela pode 
dizer:

"Eu, ... esperarei no Senhor;
Esperarei no Deus da minha salvao;
O meu Deus me ouvir.
 inimiga minha, no te alegres a meu respeito;
Ainda que eu tenha cado, levantar-me-ei;
Se morar nas trevas, o Senhor ser a minha luz.
Tornar a apiedar-Se de ns,
Subjugar as nossas iniqidades
E lanar todos os nossos pecados nas profundezas do mar."
Miq. 7:7, 8 e 19.

Deus tem prometido:

"Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro
E mais raro do que o ouro fino de Ofir." Isa. 13:12.

"Ainda que vos deiteis entre redis,
Sereis como as asas de uma pomba, cobertas de prata,
Com as suas penas de ouro amarelo." Sal. 68:13.

Aqueles a quem mais Cristo perdoou, mais O amaro. So estes os que, no dia final, mais perto se 
acharo de Seu trono.
"E vero o Seu rosto, e na sua testa estar o Seu nome." Apoc. 22:4.
12
Auxlio aos Desempregados
e aos Destitudos de Lar
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H homens e mulheres de grande corao, os quais meditam ansiosamente na situao dos 
pobres, e nos meios pelos quais possam ser aliviados. Um problema para o qual muitos esto 
buscando uma soluo  como os desempregados e os que no tm lar podem ser ajudados em 
obter as bnos comuns da providncia de Deus e viver a vida que Ele intentava que o homem 
vivesse. Mas no h muitos, mesmo entre educadores e estadistas, que compreendam as causas 
que se acham no fundo do atual estado da sociedade. Os que seguram as rdeas do governo so 
incapazes de resolver o problema da pobreza, do pauperismo e do crime crescente. Esto a lutar 
em vo para colocar as operaes comerciais em base mais segura.
Se os homens dessem mais ateno aos ensinos da Palavra de Deus, encontrariam uma soluo 
a esses problemas que os desconcertam. Muito se poderia aprender do Antigo Testamento quanto 
 questo do trabalho e do alvio aos pobres.
O Plano de Deus Para Israel
No plano de Deus para Israel, toda famlia tinha um lar na Terra, e terreno suficiente para 
plantaes. Assim eram proporcionados
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tanto os meios como o incentivo para uma vida til, industriosa e independente. E nenhuma 
medida humana j excedeu a esse plano. A pobreza e a misria que hoje existem se devem, em 
grande parte, ao fato de o mundo ter se afastado dele.
Ao estabelecer-se Israel em Cana, a terra foi dividida entre todo o povo, sendo excetuados 
apenas os levitas, como ministros do santurio, nessa eqitativa distribuio. As tribos eram 
contadas por famlias, e a cada uma destas era concedida, segundo o seu nmero, uma herana 
proporcional.
E embora uma pessoa pudesse, por algum tempo, dispor de sua possesso, no poderia vender 
permanentemente a herana de seus filhos. Quando habilitada a resgatar sua terra, estava em 
qualquer tempo na liberdade de o fazer. As dvidas eram perdoadas cada sete anos, e no 
qinqagsimo, ou ano do jubileu, toda propriedade em terras, revertia a seu original possuidor.
"A terra no se vender em perpetuidade, porque a terra  Minha; pois vs sois estrangeiros e 
peregrinos comigo. Portanto, em toda a terra da vossa possesso dareis resgate  terra. Quando 
teu irmo empobrecer e vender alguma poro
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da sua possesso, ento, vir o seu resgatador, seu parente, e resgatar o que vendeu seu irmo. 
E, se algum... achar o que basta para o seu resgate, ... tornar  sua possesso. Mas, se a sua 
mo no alcanar o que basta para restituir-lha, ento, a que for vendida ficar na mo do 
comprador at ao Ano do Jubileu." Lev. 25:23-28.
"E santificareis o ano qinqagsimo e apregoareis liberdade na Terra a todos os seus moradores; 
Ano de Jubileu vos ser, e tornareis, cada um  sua possesso, e tornareis, cada um  sua 
famlia." Lev. 25:10.
Assim cada famlia era garantida em sua possesso, sendo proporcionada uma salvaguarda contra 
os extremos, quer da opulncia, quer da misria.
Preparo Profissional
Em Israel, era considerado um dever o preparo profissional. Exigia-se de cada pai que ensinasse a 
seus filhos algum ofcio til.
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Os maiores homens em Israel eram exercitados para atividades industriais. O conhecimento dos 
deveres pertencentes ao governo da casa era considerado essencial a toda mulher. E a habilidade 
nesses deveres era considerada uma honra para as mulheres da mais alta posio.
Vrias profisses eram ensinadas nas escolas dos profetas, e muitos dos alunos se mantinham a 
si mesmos por meio de trabalho manual.
A Considerao Para com os Pobres
Essas medidas no conseguiam, entretanto, evitar inteiramente a pobreza. No era o desgnio de 
Deus que cessasse de todo essa condio.  um de Seus meios para o desenvolvimento do 
carter. "Pois nunca cessar o pobre", diz Ele, "do meio da Terra; pelo que te ordeno, dizendo: 
Livremente abrirs a tua mo para o teu irmo, para o teu necessitado e para o teu pobre na tua 
terra." Deut. 15:11.
"Quando entre ti houver algum pobre de teus irmos, em alguma das tuas portas, na tua terra que 
o Senhor, teu Deus, te d, no endurecers o teu corao, nem fechars a tua mo a teu irmo 
que for pobre; antes, lhe abrirs de todo a tua mo e livremente lhe emprestars o que lhe falta, 
quanto baste para a sua necessidade." Deut. 15:7 e 8.
"E, quando teu irmo empobrecer, e as suas foras descarem, ento, sustent-lo-s como 
estrangeiro e peregrino, para que viva contigo." Lev. 25:35.
"Quando tambm segardes a sega da vossa terra, o canto do teu campo no segars totalmente." 
Lev. 19:9. "Quando no teu campo segares a tua sega e esqueceres uma gavela no campo, no 
tornars a tom-la. ... Quando sacudires a tua oliveira, no tornars atrs de ti a sacudir os ramos. 
...Quando vindimares a tua vinha, no tornars atrs de ti a rebusc-la; para o estrangeiro, para o 
rfo e para a viva ser o restante." Deut. 24:19-21.
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Ningum precisa temer que sua liberalidade o leve  necessidade. A obedincia aos mandamentos 
de Deus daria certamente em resultado a prosperidade. "Por esta causa", disse Deus, "te 
abenoar o Senhor, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo no que puseres a tua mo." Deut. 
15:10. "Emprestars a muitas naes, mas no tomars emprstimos; e dominars sobre muitas 
naes, mas elas no dominaro sobre ti." Deut. 15:6.
Princpios Comerciais
A Palavra de Deus no sanciona nenhum plano que enriquea uma classe pela opresso e o 
sofrimento de outra. Em todas as nossas transaes comerciais, ela nos ensina a colocar-nos no 
lugar daqueles com quem estamos tratando, a considerar, no somente o que  nosso, mas 
tambm o que  dos outros. Aquele que se aproveitasse do infortnio de um outro para se 
beneficiar a si mesmo, ou que buscasse para si lucros por meio da fraqueza ou incompetncia de 
outros seria um transgressor, tanto dos princpios como dos preceitos da Palavra de Deus.
"No perverters o direito do estrangeiro e do rfo; nem tomars em penhor a roupa da viva." 
Deut. 24:17. "Quando emprestares alguma coisa ao teu prximo, no entrars em sua casa para 
lhe tirar o penhor. Fora estars, e o homem, a quem emprestaste, te trar fora o penhor. Porm, se 
for homem pobre, te no deitars com o seu penhor." Deut. 24:10-12.

"Portanto, tudo o que vs quereis que os homens vos faam, fazei-lho tambm vs, porque esta  
a lei e os profetas." Mat. 7:12.
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"Se tomares em penhor a veste do teu prximo, lho restituirs antes do pr-do-sol, porque aquela  
a sua cobertura; ... em que se deitaria? Ser, pois, que, quando clamar a Mim, Eu o ouvirei, porque 
sou misericordioso." xo. 22:26 e 27. "E, quando venderdes alguma coisa ao vosso prximo ou a 
comprardes da mo do vosso prximo, ningum oprima a seu irmo." Lev. 25:14.
"No cometereis injustia no juzo, nem na vara, nem no peso, nem na medida." Lev. 19:35. "Na 
tua bolsa no ters diversos pesos, um grande e um pequeno. Na tua casa no ters duas sortes 
de efa, um grande e um pequeno." Deut. 25:13 e 14. "Balanas justas, pedras justas, efa justo e 
justo him tereis." Lev. 19:36.
"D a quem te pedir e no te desvies daquele que quiser que lhe emprestes." Mat. 5:42. "O mpio 
toma emprestado, e no paga; mas o justo compadece-se e d." Sal. 37:21.
"Toma conselho, executa o juzo, e pe a tua sombra no pino do meio-dia como a noite; esconde 
os desterrados e no descubras os vagueantes. Habitem entre ti os Meus desterrados, ... serve-
lhes de refgio perante a face do destruidor." Isa. 16:3 e 4.
O plano de vida que Deus deu a Israel, destinava-se a servir de lio objetiva para toda a 
humanidade. Fossem esses princpios postos em prtica hoje em dia, quo diverso seria o mundo!
Dentro dos vastos limites da natureza, ainda h margem para os sofredores e necessitados 
acharem um lar. H ainda, dentro de seu meio, recursos suficientes para lhes fornecer alimento. 
Ocultas nas profundezas da terra, existem bnos para todos quantos tm a coragem, a fora de 
vontade e a perseverana de lhe recolher os tesouros.
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O cultivo do solo - o emprego designado por Deus ao homem no den - abre um campo que 
oferece a multides oportunidade para ganhar a subsistncia.
"Confia no Senhor e faze o bem;
Habitars na terra e, verdadeiramente, sers alimentado." Sal. 37:3.
Milhares e dezenas de milhares dos que se apinham nas cidades,  espera de um acaso para 
ganhar uma ninharia, poderiam estar trabalhando no solo. Na maioria dos casos, essa 
insignificncia que ganham no  gasta em po, mas posta na gaveta do vendedor de bebidas, 
para obter aquilo que destri alma e corpo.
Muitos consideram o lavrar a terra como trabalho vil, e procuram obter a subsistncia por meio de 
expedientes, de preferncia a um trabalho honesto. Este desejo de ganhar a vida sem trabalho 
abre, de maneira quase ilimitada, a porta  runa, ao vcio e ao crime.
Nos Bairros Pobres
H nas grandes cidades multides que recebem menos cuidado e considerao do que os que so 
concedidos a mudos animais. Pensai nas famlias amontoadas como rebanhos em miserveis 
cortios, sombrios pores muitos deles, exalando
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umidade e imundcia. Nesses srdidos lugares as crianas nascem, crescem e morrem. Nada 
vem das belezas naturais que Deus criou para deleitar os sentidos e elevar a alma. Rotas e 
quase morrendo de fome, vivem elas entre o vcio e a depravao, moldadas no carter pela 
misria e o pecado que as rodeia. As crianas s ouvem o nome de Deus de maneira profana. A 
linguagem suja, as imprecaes e os insultos enchem-lhes os ouvidos. As exalaes da bebida e 
do fumo, nocivos maus cheiros e degradao moral pervertem-lhes os sentidos. Assim se 
preparam multides para se tornarem criminosos, inimigos da sociedade que os abandonou  
misria e  degradao.
Nem todos os pobres dos becos das cidades pertencem a essa classe. Homens e mulheres 
tementes a Deus tm sido levados aos extremos da pobreza por doena ou infortnio, muitas 
vezes causados pelos desonestos planos dos que vivem  custa dos semelhantes. Muitos que so 
retos e bem-intencionados ficam pobres por falta de preparo profissional. Por ignorncia, se acham 
inaptos para lutar com as dificuldades da vida. Levados a esmo para as cidades, so muitas vezes 
incapazes de achar emprego. Rodeados de cenas e sons de vcio, so sujeitos a terrveis 
tentaes. Associados e muitas vezes classificados com os viciados e os degradados,  somente 
por uma luta sobre-humana, um poder acima do finito, que podem ser preservados de cair no 
mesmo abismo. Muitos se apegam firmemente a sua integridade, preferindo sofrer a pecar. Esta 
classe, em especial, requer auxlio, simpatia e nimo.
Se os pobres agora aglomerados nas cidades encontrassem habitaes no campo, poderiam no 
somente ganhar a subsistncia, mas encontrar a sade e a felicidade que hoje desconhecem. 
Trabalho rduo, comida simples, estrita economia, muitas vezes durezas e privaes, eis o que 
seria sua sorte. Mas que bnos lhes seria deixar a cidade com suas atraes
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para o mal, sua agitao e crime, sua misria e torpeza, para o sossego, a paz e pureza do campo!
Para muitos dos que residem nas cidades, sem ter um cantinho de relva verde em que pisar, que 
olham ano aps ano
Pg. 192
para ptios imundos, becos estreitos, paredes e pavimentos de tijolo e cus nublados de poeira e 
fumaa - pudessem eles ser levados a alguma regio agrcola, circundada de verdes campinas, 
matas, colinas e riachos, os lmpidos cus e o ar fresco e puro dos campos, isso lhes pareceria 
quase um paraso.
Separados em grande parte do contato do homem e da dependncia deles, afastados das 
mximas e costumes corruptores do mundo e de suas tentaes, aproximar-se-iam mais do 
corao da natureza. A presena de Deus lhes seria mais real. Muitos aprenderiam a lio da 
confiana nEle. Mediante a natureza, ouviriam Sua voz comunicando-lhes paz e amor ao corao; 
e esprito e alma e corpo corresponderiam ao restaurador e vivificante poder.
Se ho de tornar-se um dia industriosos e independentes, muitos precisam de ter auxlio, 
encorajamento e instruo. H multides de famlias pobres pelas quais no se poderia fazer 
nenhum melhor trabalho missionrio do que ajud-las a se estabelecerem no campo, e 
aprenderem a tirar dele um meio de vida.
A necessidade de tal auxlio e instruo no se limita s cidades. Mesmo no campo, com todas as 
suas possibilidades quanto a uma vida melhor, multides de pobres se acham em grande carncia. 
Localidades inteiras esto destitudas de educao em assuntos industriais e higinicos. H 
famlias morando em choas, com moblia e vesturio deficientes, sem utenslios, sem livros, 
destitudos tanto de confortos como de meios de cultura. Almas embrutecidas, corpos fracos e mal 
formados, mostram os resultados da m hereditariedade e dos hbitos errneos. Essas pessoas 
devem ser educadas principiando com os prprios fundamentos. Tm vivido uma vida frouxa, 
ociosa, corrupta, e precisam ser exercitadas nos hbitos corretos.
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Como podem elas ser despertadas para a necessidade de melhoria? Como podem ser 
encaminhadas para um mais elevado ideal de vida? Como podem ser ajudadas a se erguer? Que 
se pode fazer onde domina a pobreza, tendo-se com ela de lutar a cada passo? O trabalho  
certamente difcil. A necessria reforma jamais se efetuar, a menos que homens e mulheres 
sejam assistidos por um poder fora deles mesmos.  o desgnio de Deus que o rico e o pobre 
estejam intimamente ligados pelos laos da simpatia e da assistncia mtua. Os que dispem de 
meios, talentos e aptides devem empreg-los para benefcio de seus semelhantes.
Os agricultores cristos podem fazer um verdadeiro trabalho missionrio em ajudar os pobres a 
encontrar um lar no campo, e ensinar-lhes a lavrar o solo e torn-lo produtivo. Ensinai-os a servir-
se dos instrumentos de agricultura, a cultivar as vrias plantaes, a formar pomares e cuidar 
deles.
Muitos dos que lavram o solo deixam de colher a devida retribuio por causa de sua negligncia. 
Seus pomares no so devidamente cuidados, as sementes no so semeadas no tempo 
conveniente, e a obra de revolver a terra  feita de modo superficial. Seu mau xito, lanam eles  
conta da esterilidade do solo. D-se muitas vezes um falso testemunho ao condenar uma terra 
que, devidamente cultivada, havia de produzir fartos lucros. A estreiteza dos planos, o pequeno 
esforo desenvolvido, o pouco estudo feito quanto aos melhores processos, clamam em alta voz 
por uma reforma.
Ensinem-se os mtodos apropriados a todos quantos estejam dispostos a aprender. Se alguns no 
gostam que lhes faleis de idias avanadas, dai-lhes silenciosamente as lies. Cultivai do melhor 
modo vossa prpria terra. Dirigi quando vos for possvel uma palavra aos vizinhos, e deixai que a 
colheita fale eloqentemente em favor dos bons mtodos. Demonstrai o que se pode fazer com a 
terra, quando devidamente cultivada.
Pg. 194
Deve-se dar ateno ao estabelecimento de vrias indstrias, para que famlias pobres possam 
assim encontrar colocao. Carpinteiros, ferreiros, enfim todos quantos tm conhecimento de 
algum ramo de trabalho til, devem sentir a responsabilidade de ensinar e ajudar o ignorante e o 
desempregado.
No servio aos pobres h, para as mulheres, um vasto campo de utilidade, da mesma maneira que 
para os homens. A eficiente cozinheira, a dona-de-casa, a costureira, a enfermeira - de todas elas 
 necessrio auxlio. Ensinem-se os membros das famlias pobres a cozinhar, a costurar e 
remendar sua prpria roupa, a tratar dos doentes, a cuidar devidamente da casa. Ensine-se aos 
meninos e s meninas alguma ocupao til.
Famlias Missionrias
Necessitam-se famlias missionrias que se estabeleam em lugares incultos. Que agricultores, 
financistas, construtores e os que so hbeis em vrias artes e ofcios vo para os campos 
negligenciados para melhorar a terra, estabelecer indstrias, preparar lares modestos para si 
mesmos e ajudar a seus vizinhos.
Os lugares rsticos da natureza, os stios selvagens, Deus tem tornado atrativos com a presena 
de coisas belas entre as no aprazveis. Tal  a obra que somos chamados a fazer. Os prprios 
desertos da Terra, cujo aspecto parece destitudo de atrao, podem-se tornar como o jardim de 
Deus.
"E naquele dia, os surdos ouviro as palavras do livro,
E, dentre a escurido e dentre as trevas, as vero os olhos dos cegos. 
E os mansos tero regozijo no Senhor;
E os necessitados entre os homens se alegraro no Santo de Israel."
Isa. 29:18 e 19.
Dando instrues em atividades prticas, podemos muitas vezes ajudar os pobres da maneira mais 
eficaz. Em regra, os que no foram exercitados no trabalho no tm hbitos de
Pg. 195
laboriosidade, perseverana, economia e abnegao. No sabem se dirigir. Freqentemente, por 
falta de cuidado e so discernimento, h desperdcios que lhes manteriam a famlia com decncia 
e conforto, fossem cuidadosa e economicamente empregados. "Abundncia de mantimento h na 
lavoura do pobre, mas alguns h que se consomem por falta de juzo." Prov. 13:23.
Podemos dar aos pobres, e prejudic-los, ensinando-os a depender de outros. Tais ddivas 
animam o egosmo e a inutilidade. Conduzem muitas vezes  ociosidade, ao desperdcio e  
intemperana. Homem algum que seja capaz de ganhar sua subsistncia tem o direito de 
depender dos outros. O provrbio "O mundo me deve a manuteno" encerra a essncia da 
mentira, da fraude e do roubo. O mundo no deve a subsistncia a nenhum homem capaz de 
trabalhar e ganhar a vida por si mesmo.
A verdadeira caridade ajuda os homens a se ajudarem a si mesmos. Se algum vem  nossa porta 
e pede alimento, no o devemos mandar embora com fome; sua pobreza pode ser o resultado de 
um infortnio. Mas a verdadeira beneficncia significa mais que simples ddivas. Importa num real 
interesse no bem-estar dos outros. Cumpre-nos buscar compreender as necessidades dos pobres 
e dos aflitos, e conceder-lhes o auxlio que mais benefcio lhes proporcione. Dedicar pensamentos 
e tempo e esforo pessoal, custa muitssimo mais que dar meramente dinheiro. Mas  a verdadeira 
caridade.
Os que so ensinados a ganhar o que recebem aprendero mais prontamente a empreg-lo bem. 
E, aprendendo a depender de si prprios, esto adquirindo aquilo que no somente os tornar 
independentes, mas os habilitar a ajudar a outros. Ensinai a importncia dos deveres da vida aos 
que esto desperdiando suas oportunidades. Mostrai-lhes que a religio da Bblia nunca torna os 
homens ociosos. Cristo sempre incentivou ao trabalho. "Por que estais ociosos todo o dia?" (Mat. 
20:6), disse aos indolentes. "Convm que Eu faa as obras... enquanto  dia; a noite vem, quando 
ningum pode trabalhar." Joo 9:4.
Pg. 196
 o privilgio de todos dar ao mundo, em sua vida de famlia, em seus costumes e prticas e 
ordem, um testemunho do que o evangelho pode fazer pelos que lhe obedecem. Cristo veio ao 
mundo para dar-nos um exemplo daquilo que nos podemos tornar. Espera que Seus seguidores 
sejam modelos de correo em todas as relaes da vida. Deseja que o toque divino se manifeste 
nas coisas exteriores.
Nosso lar e os arredores devem ser uma lio prtica, ensinando processos de aperfeioamento, 
de maneira que a atividade, o asseio, o bom gosto e o refinamento tomem o lugar da ociosidade, 
da falta de limpeza, da desordem e do que  grosseiro. Por nossa vida e exemplo, podemos ajudar 
outros a distinguir o que  repulsivo em seu carter e ambiente, e com cortesia crist podemos 
animar o aperfeioamento. Ao manifestarmos interesse neles, encontraremos oportunidade de lhes 
ensinar a empregar melhor suas energias.
Esperana e nimo
Nada podemos fazer sem nimo e perseverana. Dirigi palavras de esperana e nimo aos pobres 
e abatidos. Se necessrio, dai-lhes provas palpveis de vosso interesse, ajudando-os quando se 
encontram em apertos. Os que tm tido muitas vantagens devem lembrar-se de que eles ainda 
erram em muitas coisas, e que lhes  penoso quando seus erros so indicados, sendo-lhes 
apresentado um belo modelo do que devem ser. Lembrai-vos de que a bondade conseguir mais 
que a censura. Ao procurardes ensinar os outros, agi de maneira que eles vejam que lhes desejais 
uma mais elevada norma, e estais dispostos a dar-lhes auxlio. Se em algumas coisas eles falham, 
no vos apresseis a conden-los.
Simplicidade, abnegao e economia, lies to essenciais aos pobres, afiguram-se-lhes muitas 
vezes difceis e indesejveis.
Pg. 197
O exemplo e o esprito do mundo esto continuamente incitando e fomentando o orgulho, o amor 
da ostentao, condescendncia consigo mesmo, prodigalidade e ociosidade. Esses males levam 
milhares  penria, e impedem outros milhares de se erguerem da degradao e misria. Os 
cristos devem animar os pobres a resistir a essas influncias.
Jesus veio ao mundo em humildade. Foi de modesto nascimento. A Majestade do Cu, o Rei da 
glria, o Lder das hostes anglicas, humilhou-Se para aceitar a humanidade, preferindo assim 
uma vida de pobreza e humilhao. No teve oportunidades que no sejam dadas aos pobres. 
Labuta, asperezas e privaes constituam uma parte da Sua experincia diria. "As raposas tm 
covis", disse Ele, "e as aves do cu, ninhos; mas o Filho do Homem no tem onde reclinar a 
cabea." Luc. 9:58.
Jesus no buscava a admirao ou o aplauso das pessoas. No comandava um exrcito. No 
governava algum reino terrestre. No cortejava o favor dos ricos e honrados deste mundo. No 
pretendia uma posio entre os dirigentes da nao. Habitou entre os humildes. Reduziu a nada as 
artificiais distines da sociedade. A aristocracia do nascimento, da fortuna, do talento, do saber e 
da classe no existiam para Ele.
Ele era o Prncipe do Cu, todavia no escolheu Seus discpulos dentre os instrudos doutores da 
lei, dos prncipes, dos escribas ou dos fariseus. Passou-os por alto, porque se orgulhavam de seu 
saber ou posio. Eram aferrados s tradies que tinham e s supersties. Aquele que lia os 
coraes escolheu humildes pecadores dispostos a aprenderem. Comeu com publicanos e 
pescadores, e misturou-Se com o povo comum, no para Se tornar vulgar e terreno como eles, 
mas a fim de que, pelo preceito e o exemplo, lhes apresentasse retos princpios, e os elevasse de 
seu mundanismo e aviltamento.
Jesus tentou corrigir a falsa norma do mundo no julgar o valor dos homens. Colocou-Se ao lado 
dos pobres, para tirar
Pg. 198
da pobreza o estigma que o mundo lhe imprimira. Dela arrancou para sempre a ignomnia do 
desprezo, abenoando os pobres, os herdeiros do reino de Deus. Ele nos indica a vereda que 
trilhou, dizendo: "Se algum quer vir aps Mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, 
e siga-Me." Luc. 9:23.
Os obreiros cristos devem-se aproximar do povo na posio em que este se encontra, e educ-lo, 
no no orgulho, mas na edificao do carter. Ensinai-lhes como Cristo trabalhava e Se negava a 
Si mesmo. Ajudai-os a aprender dEle as lies de abnegao e sacrifcio. Ensinai-os a estar alerta 
quanto  condescendncia com o prprio eu no se conformar com a moda. A vida  demasiado 
valiosa, demasiado cheia de solenes e sagradas responsabilidades para ser desperdiada em 
agradar-se a si mesmo.
As Melhores Coisas da Vida
Homens e mulheres mal tm comeado a compreender o verdadeiro objetivo da vida. So atrados 
pelo brilho e a ostentao. So ambiciosos de preeminncia mundana. A esta se sacrificam os 
verdadeiros objetivos da vida. As melhores coisas da existncia - a simplicidade, a honestidade, a 
veracidade, a pureza e a integridade - no se podem vender nem comprar. Elas so to gratuitas 
para o ignorante como para o educado, para o humilde trabalhador como para o honrado estadista. 
Para todos proveu Deus prazeres que podem ser frudos pelo rico e pelo pobre semelhantemente - 
o prazer que se encontra no cultivo da pureza de pensamento e no desinteresse da ao, o prazer 
que provm de dirigir palavras de simpatia e praticar atos de bondade. Dos que tais servios 
realizam, irradia a luz de Cristo para aclarar vidas obscurecidas por muitas sombras.
Ao mesmo tempo que ajudais o pobre nas coisas temporais, mantende sempre em vista suas 
necessidades espirituais. Que vossa prpria vida testifique do poder mantenedor de Cristo. Que 
vosso carter revele a elevada norma que todos podem atingir. Ensinai o evangelho em simples 
lies concretas.
Pg. 199
Que tudo com que tendes de lidar seja uma lio na formao do carter.
Na humilde rotina do trabalho, os mais fracos, os mais obscuros, podem ser coobreiros de Deus, e 
ter o conforto de Sua presena e Sua mantenedora graa. No lhes cabe afadigar-se com 
ansiosas preocupaes e desnecessrios cuidados. Trabalhem eles dia a dia, cumprindo fielmente 
a tarefa que a providncia de Deus lhes designa, e Ele os ter sob Seu cuidado. Diz o Senhor: 
"No estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas peties sejam em tudo conhecidas 
diante de Deus, pela orao e splicas, com ao de graas. E a paz de Deus, que excede todo o 
entendimento, guardar os vossos coraes e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." Filip. 4:6 e 
7.
O cuidado do Senhor envolve todas as Suas criaturas. Ele as ama a todas, e no faz diferena, a 
no ser que tem a mais terna piedade para com os que so chamados a suportar os mais pesados 
fardos da vida. Os filhos de Deus devem enfrentar provas e dificuldades. Mas devem aceitar sua 
sorte com um esprito animoso, lembrando-se de que por tudo que o mundo lhes negligencia dar, o 
prprio Deus os indenizar com os melhores favores.
 quando chegamos a circunstncias difceis que Ele revela Seu poder e sabedoria em resposta  
humilde orao. NEle confiai como um Deus que ouve e responde  orao. Ele Se vos revelar 
como Algum capaz de socorrer em todas as emergncias. Aquele que criou o homem, que lhe 
deu suas maravilhosas faculdades fsicas, mentais e espirituais, no recusar aquilo que  
necessrio para manter a vida por Ele dada. Aquele que nos deu Sua Palavra - as folhas da rvore 
da vida - no reter de ns o conhecimento da maneira de prover alimento a Seus necessitados 
filhos.
Como pode a sabedoria ser obtida por aquele que maneja o arado e tange os bois? Buscando-a 
como  prata, e procurando-a como a tesouros ocultos. "O seu Deus o ensina e o instrui acerca do 
que h de fazer." Isa. 28:26.
Pg. 200
 "At isto procede do Senhor dos Exrcitos, porque  maravilhoso em conselho e grande em obra." 
Isa. 28:29.
Aquele que ensinou a Ado e Eva no den a guardar o jardim deseja instruir os homens hoje. H 
sabedoria para o que conduz o arado e lana a semente. Deus abrir caminhos de progresso 
diante dos que nEle confiam e Lhe obedecem. Marchem eles avante animosamente, confiando 
nEle quanto  satisfao de suas necessidades, segundo as riquezas de Sua bondade.
Aquele que alimentou a multido com cinco pes e dois peixinhos  capaz de nos dar hoje o fruto 
de nossos labores. Aquele que disse aos pescadores da Galilia: "Lanai as vossas redes para 
pescar" (Luc. 5:4), e que, ao obedecerem, encheu-lhes as redes at se romperem, deseja que Seu 
povo veja nisto uma prova do que far por eles hoje em dia. O Deus que no deserto deu aos filhos 
de Israel o man do Cu vive e reina ainda. Ele guiar Seu povo, e lhe dar habilidade e 
entendimento na obra que so chamados a realizar. Dar sabedoria aos que se esforam para 
cumprir conscienciosa e inteligentemente o seu dever. Aquele que possui o mundo  rico em 
recursos, e h de abenoar a todo aquele que est buscando abenoar a outros.
Necessitamos olhar com f ao alto. No devemos ficar desanimados por causa de aparentes 
fracassos, nem desfalecidos com a tardana. Cumpre-nos trabalhar com nimo, esperana e 
gratido, crendo que a terra contm em seu seio ricos tesouros para o fiel obreiro recolher, 
depsitos mais preciosos que a prata ou o ouro. As montanhas e colinas esto mudando; a terra 
est ficando velha como um vestido; mas a bno de Deus, que estende para Seu povo uma 
mesa no deserto, jamais cessar.
13
Os Pobres Desamparados
Pg. 201
Quando se tem feito o que  possvel para ajudar o pobre a se ajudar a si mesmo, restam ainda a 
viva e o rfo, o velho, o invlido e o enfermo, os quais requerem simpatia e cuidado. Estes 
nunca deveriam ser negligenciados. So confiados pelo prprio Deus  misericrdia, ao amor e ao 
terno cuidado de todos a quem Ele constituiu mordomos.
A Famlia da F
"Por isso, enquanto tivermos oportunidade, faamos o bem a todos, mas principalmente aos da 
famlia da f." Gl. 6:10.
Em sentido especial, Cristo colocou sobre Sua igreja o dever de cuidar dos necessitados dentre 
seus prprios membros. Ele consente que Seus pobres se encontrem nos limites de todas as 
igrejas. Devem achar-se sempre entre ns, e Ele d aos membros da igreja uma responsabilidade 
pessoal quanto a cuidar deles.
Como os membros de uma verdadeira famlia cuidam uns dos outros, tratando dos doentes, 
sustentando os fracos, ensinando os ignorantes, exercitando os inexperientes, assim cumpre aos 
que pertencem  "famlia da f" atender aos seus necessitados e invlidos. Por nenhuma 
considerao devero estes ser passados por alto.
Pg. 202
Vivas e rfos
As vivas e os rfos so objeto do cuidado especial de Deus.

"Pai de rfos e juiz de vivas  Deus no Seu lugar santo." Sal. 68:5.

"O teu Criador  o teu marido; Senhor dos Exrcitos  o Seu nome;
E o santo de Israel  o teu Redentor;
Ele ser chamado o Deus de toda a Terra." Isa. 54:5.

"Deixa os teus rfos; Eu os guardarei em vida;
E as tuas vivas confiaro em Mim." Jer. 49:11.

Muitos pais, quando chamados a separar-se de seus queridos, tm morrido descansando com f 
nas promessas de Deus, de por eles velar. O Senhor prov quanto s vivas e os rfos, no por 
meio de um milagre, enviando-lhes man do cu, no mandando corvos a lhes trazer alimento; 
mas por um milagre no corao humano, expelindo o egosmo, e descerrando as fontes do amor 
cristo. Os aflitos e desolados, confia-os Ele a Seus seguidores como precioso depsito. Eles tm 
o mais forte direito s nossas simpatias.
Nos lares providos dos confortos da vida, nas despensas e celeiros cheios do fruto das abundantes 
colheitas, em armazns abastecidos com os produtos do tear, e nos subterrneos em que se 
armazenam a prata e o ouro, tem Deus suprido os meios para a manuteno desses necessitados. 
Ele nos roga que sejamos condutos de Sua bno.

Deus "sara os quebrantados de corao e liga-lhes as feridas". Sal. 147:3.
Pg. 203
Muita me viva, com seus filhos destitudos de pai, est se esforando valorosamente para levar 
seu duplo fardo, trabalhando tantas vezes muito alm de suas foras a fim de conservar consigo 
seus pequeninos e prover-lhes s necessidades. Pouco tempo tem ela para os educar e instruir, 
pouca oportunidade de os rodear de influncias que lhes aclarem a vida. Ela necessita de nimo, 
simpatia e auxlio positivo.
Deus nos pede que, na medida do possvel, supramos para com essas crianas a falta do pai. Em 
vez de ficar  distncia, queixando-nos de seus defeitos, e dos inconvenientes que possam causar, 
auxiliai-as por todos os modos possveis. Buscai ajudar  me gasta de cuidados. Aliviai-lhe a 
carga.
Alm disso, h a multido de crianas inteiramente privadas da guia dos pais, e da influncia de 
um lar cristo. Abram os cristos o corao e o lar a esses desamparados. A obra a eles confiada 
por Deus como dever individual no deve ser passada a alguma instituio de caridade, ou 
deixada aos acasos da caridade do mundo. Se as crianas no tm parentes em condies de 
cuidar delas, provejam os membros da igreja um lar para essas crianas. Aquele que nos fez 
ordenou que fssemos associados em famlias, e a natureza da criana se desenvolver melhor na 
amorosa atmosfera de um lar cristo.
Muitos que no tm filhos prprios poderiam fazer uma boa obra cuidando dos filhos dos outros. 
Em lugar de dar ateno a animaizinhos mimados, prodigalizando afeio a mudas criaturas, 
dediquem suas atenes s criancinhas, cujo carter podem moldar segundo a semelhana divina. 
Ponde vosso amor nos membros destitudos de lar da famlia humana. Vede
Pg. 204
quantas dessas crianas podeis criar na doutrina e admoestao do Senhor. Muitos seriam assim 
por sua vez beneficiados.
Os Idosos
Tambm os idosos necessitam da auxiliadora influncia das famlias. Na casa de irmos e irms 
em Cristo,  mais fcil haver para eles como que uma compensao da perda de seu prprio lar. 
Se animados a partilhar dos interesses e ocupaes domsticos, isto os ajudar a sentir que no 
deixaram de ser teis. Fazei-os sentir que seu auxlio  apreciado, que h ainda alguma coisa para 
fazerem em servir a outros, e isso lhes dar nimo ao corao, ao mesmo tempo que comunicar 
interesse a sua vida.
O quanto possvel, fazei com que aqueles cuja cabea est alvejando e cujos passos trpegos 
indicam que se vo avizinhando da sepultura permaneam entre amigos e relaes familiares. Que 
adorem entre aqueles que conheceram e amaram. Sejam cuidados por mos amorosas e brandas.
Sempre que possvel, deveria ser o privilgio dos membros de cada famlia atender a seus prprios 
parentes. Quando assim no se d, a obra pertence  igreja, e deve ser considerada como um 
privilgio, da mesma maneira que um dever. Todos quantos possuem o esprito de Cristo tero 
uma terna considerao para com os fracos e os idosos.
A presena, em nosso lar, de um destes invlidos  uma preciosa oportunidade de cooperar com 
Cristo em Seu ministrio de misericrdia, e desenvolver traos de carter semelhantes aos Seus. 
H uma bno no convvio dos mais idosos com os mais jovens. Esses podem iluminar o corao 
e a vida dos idosos. Aqueles cujos laos da vida se esto enfraquecendo necessitam o benefcio 
do contato com a esperana e a vivacidade da juventude. E os jovens podem ser auxiliados pela 
sabedoria e a experincia dos idosos. Sobretudo, eles precisam aprender a lio do abnegado 
ministrio. A presena de um
Pg. 205
necessitado de simpatia, pacincia e abnegado amor, seria uma inaprecivel bno para muitas 
famlias. Haveria de suavizar e refinar a vida domstica, e despertar em idosos e jovens aquelas 
graas crists que os destacariam com uma divina beleza, e os enriqueceriam com os imperecveis 
tesouros do Cu.
Uma Prova de Carter
"Sempre tendes os pobres convosco", disse Cristo, "e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes." 
Mar. 14:7. "A religio pura e imaculada para com Deus, o Pai,  esta: Visitar os rfos e as vivas 
nas suas tribulaes e guardar-se da corrupo do mundo." Tia. 1:27.
Ao colocar entre eles os invlidos e os pobres, de modo a dependerem de seus cuidados, Cristo 
est provando Seus professos seguidores. Por nosso amor e servio a Seus necessitados filhos, 
provamos a genuinidade de nosso amor por Ele. Negligenci-los  declarar-nos falsos discpulos, 
estranhos a Cristo e Seu amor.
Ainda que se fizesse tudo quanto fosse possvel em prover lares para as crianas pobres entre as 
famlias, restariam ainda muitas a demandar cuidados. Muitas delas tm recebido uma m 
herana. No so promissoras, mas sem atrativos, perversas; so, no entanto, o preo do sangue 
de Cristo, e a Seus olhos, to preciosas como nossos prprios filhinhos. A menos que uma mo 
ajudadora lhes seja estendida, crescero em ignorncia, caindo no vcio e no crime. Muitas dessas 
crianas poderiam ser salvas mediante a obra de orfanatos.
Tais instituies, para serem mais eficazes, deveriam ser modeladas o mais possvel  
semelhana de um lar cristo. Em lugar de grandes estabelecimentos, reunindo grande nmero, 
haja pequenas instituies em vrios lugares. Em vez de
Pg. 206
ficar dentro ou prximo de uma grande cidade, devem ser localizadas no campo, onde se pode 
obter terra para cultivo, e as crianas podem ser postas em contato com a natureza, e ter o 
benefcio do preparo profissional.
Os que tomam conta desse lar devem ser homens e mulheres dotados de corao nobre, cultos e 
abnegados; homens e mulheres que empreendam a obra impulsionados pelo amor a Cristo, e que 
eduquem as crianas para Ele. Sob tais cuidados, muitas crianas sem lar e desamparadas podem 
ser preparadas para se tornarem teis membros da sociedade e uma honra para Cristo, ajudando 
a outros por sua vez.
Muitos desprezam a economia, confundindo-a com a avareza e a mesquinhez. A economia, 
porm, harmoniza-se com a mais ampla liberalidade. Verdadeiramente, sem economia no pode 
existir real liberalidade.  preciso que poupemos, a fim de podermos dar.
Ningum pode exercitar verdadeira beneficncia sem abnegao. Unicamente por uma vida de 
simplicidade, de renncia e estrita economia, nos  possvel realizar a obra a ns designada como 
representantes de Cristo. O orgulho e a ambio mundanos precisam ser expelidos de nosso 
corao. Em toda a nossa obra, o princpio do desinteresse pessoal revelado na vida de Cristo tem 
de ser desenvolvido. Nas paredes de nossa casa, nos quadros, na moblia, devemos ler: Recolhe 
"em casa os pobres desterrados". Em nosso guarda-roupa, cumpre-nos ler: "Veste o nu." Na sala 
de jantar, na mesa coberta de abundante alimento, devemos ver traado: Reparte "o teu po com o 
faminto". Isa. 58:7.
Mil portas de utilidade se acham abertas perante ns. Lamentamos muitas vezes os escassos 
recursos disponveis, mas, se os cristos estivessem com inteiro fervor, poderiam multiplicar os 
recursos mil vezes.  o egosmo, a condescendncia com o prprio eu, que entravam o caminho a 
nossa utilidade.
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Quantos recursos so gastos com artigos que so meros dolos, coisas que absorvem 
pensamentos, tempo e energias que deviam ser empregadas para fins mais elevados! Quanto 
dinheiro  gasto em casas e mveis caros, em prazeres egostas, comidas luxuosas e nocivas, em 
prejudiciais condescendncias com o prprio eu! Quanto  esbanjado em ddivas que no 
beneficiam a ningum! Em coisas desnecessrias, muitas vezes nocivas, esto professos cristos 
hoje em dia despendendo mais, muitas vezes mais, do que empregam em buscar salvar almas do 
tentador.
Muitos dos que professam ser cristos gastam tanto no vesturio que nada tm para dar a fim de 
suprir as necessidades dos outros. Pensam que precisam ter custosos ornamentos e dispendiosa 
roupa, a despeito das necessidades dos que s com dificuldade podem conseguir o mais simples 
vesturio.
Minhas irms, se harmonizsseis vossa maneira de vestir com as regras dadas na Bblia, tereis 
abundncia para auxiliar vossas irms mais pobres. No tereis apenas recursos, mas tempo. 
Muitas vezes  isso o mais necessrio. Muitos h a quem podereis ajudar com as vossas 
sugestes, vosso tato e habilidade. Mostrai-lhes como podem vestir-se com simplicidade e ainda 
com bom gosto. Muitas mulheres permanecem fora da casa de Deus por causa de seus 
miserveis, mal arranjados trajes se acharem em to assinalado contraste com o vesturio das 
outras. Muitos espritos sensveis nutrem um sentimento de amarga humilhao e injustia devido 
a esse contraste. E por causa disso muitos so levados a duvidar da realidade da religio e a 
endurecer o corao contra o evangelho.
Cristo nos manda: "Recolhei os pedaos que sobejaram, para que nada se perca." Joo 6:12. 
Enquanto milhares perecem diariamente de fome, derramamento de sangue, incndio e peste, 
convm a todo aquele que ama a seu semelhante cuidar em que nada se perca, que no seja 
desnecessariamente gasta coisa alguma com que pudesse beneficiar uma criatura humana.
Pg. 208
 pecado desperdiar nosso tempo;  pecado desperdiar nossos pensamentos. Perdemos todo 
momento que dedicamos ao egosmo. Se cada momento fosse devidamente avaliado e 
empregado do modo adequado, teramos tempo para tudo que necessitamos fazer para ns 
mesmos ou para o mundo. No emprego do dinheiro, no uso do tempo, das energias, das 
oportunidades, volva-se cada cristo para Deus em busca de guia. "Se algum de vs tem falta de 
sabedoria, pea-a a Deus, que a todos d liberalmente e no o lana em rosto; e ser-lhe- dada." 
Tia. 1:5.
"Dai, e Ser-vos- Dado"
"Fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e ser grande o vosso galardo, e sereis filhos 
do Altssimo; porque Ele  benigno at para com os ingratos e maus." Luc. 6:35.
"O que esconde os olhos ter muitas maldies"; mas "o que d ao pobre no ter necessidade." 
Prov. 28:27.
"Dai, e ser-vos- dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos daro." Luc. 6:38.
14
O Ministrio em Favor dos Ricos
Pg. 209
Cornlio, o centurio romano, era homem de fortuna e de nobre nascimento. Ocupava uma 
posio de confiana e honra. Pago pelo nascimento e pela educao, obtivera, mediante o 
contato com os judeus, certo conhecimento do verdadeiro Deus, e adorava-O, mostrando a 
sinceridade de sua f pela compaixo para com os pobres. Ele dava "esmolas ao povo e, de 
contnuo, orava a Deus". Atos 10:2.
Cornlio no tinha conhecimento do evangelho segundo fora revelado na vida e morte de Cristo, e 
Deus enviou-lhe uma mensagem diretamente do Cu, e por meio de outra mensagem dirigiu o 
apstolo Pedro para que o visitasse e instrusse. Cornlio no se achava ligado  igreja judaica, e 
teria sido considerado pelos rabis pago e imundo; mas Deus lia a sinceridade de seu corao, e 
enviou mensageiros de Seu trono para que se unissem a Seu servo na Terra a fim de que 
ensinasse o evangelho a este oficial romano.
Assim hoje em dia, Deus est buscando pessoas entre as de alta classe, da mesma maneira que 
entre as humildes. Muitos h, como Cornlio, homens a quem Ele deseja ligar a Sua igreja. As 
simpatias desses homens so para o povo do Senhor. Mas os laos que os ligam ao mundo os 
prendem firmemente.  preciso coragem moral para que esses homens se coloquem ao lado dos 
humildes. Esforos especiais se devem fazer por
Pg. 210
essas pessoas, que se acham em to grande risco, devido s responsabilidades e  convivncia 
que tm.
Muito se diz quanto ao nosso dever para com os pobres negligenciados; no se deveria dar 
alguma ateno aos negligenciados ricos? Muitos consideram essa classe um caso perdido, e 
pouco fazem para abrir os olhos daqueles que, cegos e ofuscados pelo falso brilho da glria 
terrena, perderam o clculo da eternidade. Milhares de ricos tm baixado ao tmulo inadvertidos. 
Mas, por mais indiferentes que paream, muitos entre eles so almas oprimidas. "O que amar o 
dinheiro nunca se fartar de dinheiro; e quem amar a abundncia nunca se fartar da renda." Ecl. 
5:10. Aquele que diz ao ouro fino: "Tu s a minha confiana; ... assim negaria a Deus, que est em 
cima". J 31:24 e 28. "Nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmo ou dar a Deus o 
resgate dele (pois a redeno da sua alma  carssima, e seus recursos se esgotariam antes)." 
Sal. 49:7 e 8.
As riquezas e as honras mundanas no podem satisfazer a alma. Muitos dentre os ricos anseiam 
por alguma divina certeza, alguma esperana espiritual. Muitos, anelam alguma coisa que lhes 
venha pr termo  monotonia de uma vida sem objetivo. Muitos, em sua vida profissional, sentem a 
necessidade de alguma coisa que no possuem! Poucos entre eles vo  igreja; pois sentem que 
pouco benefcio recebem. Os ensinos que recebem no lhes tocam o corao. No lhes faremos, 
ns, nenhum apelo pessoal?
Entre as vtimas da necessidade e do pecado encontram-se aqueles que j possuram fortuna 
outrora. Homens de vrias carreiras e posies diversas na vida foram vencidos pelas corrupes 
do mundo, pelo uso da bebida forte, por se entregarem s concupiscncias, e caram sob a 
tentao. Ao passo que esses cados requerem piedade e auxlio, no se deveria atender aos que 
ainda no desceram a essas profundidades, mas que esto pondo os ps na mesma vereda?
Pg. 211
Milhares que ocupam posies de confiana e honra esto condescendendo com hbitos que 
significam runa para o corpo e a alma. Ministros do evangelho, estadistas, escritores, homens de 
fortuna e de talento, homens de vasta capacidade comercial, de aptides para ser teis, 
encontram-se em perigo mortal, porque no reconhecem a necessidade do domnio de si mesmos 
em todas as coisas.  necessrio que se lhes chame a ateno para os princpios de temperana, 
no por maneira estreita e arbitrria, mas  luz do grande desgnio de Deus para a humanidade. 
Pudessem os princpios da verdadeira temperana ser-lhes assim apresentados, e muitos dentre 
as classes mais elevadas haveriam de reconhecer seu valor e aceit-los com sinceridade.
Deveramos mostrar a essas pessoas os resultados das nocivas complacncias em diminuir as 
energias fsicas, mentais e morais. Ajudai-os a compreender sua responsabilidade como 
mordomos dos dons de Deus. Mostrai-lhes o bem que poderiam fazer com o dinheiro que agora 
despendem com aquilo que s mal lhes faz. Apresentai-lhes o compromisso de abstinncia total, 
pedindo que o dinheiro que, de outro modo, eles gastariam em bebidas, fumo ou prazeres 
semelhantes seja consagrado a aliviar os pobres, enfermos, ou  educao de crianas e jovens 
de modo a serem teis no mundo. No seriam muitos os que se negassem a ouvir apelos 
semelhantes.
H outro perigo a que os ricos se acham especialmente expostos, e a est tambm um campo 
aberto ao mdico-missionrio. Multides de pessoas prsperas no mundo que

"Porque no me envergonho do evangelho de Cristo, pois  o poder de Deus para salvao de 
todo aquele que cr, primeiro do judeu e tambm do grego." Rom. 1:16.
Pg. 212
nunca desceram s formas comuns do vcio, so ainda levadas  runa mediante o amor das 
riquezas. O clice mais difcil de conduzir no  o que se acha vazio, mas o que est cheio at s 
bordas.  este que de mais cuidadoso equilbrio necessita. A aflio e adversidade trazem 
decepo e dor; mas  a prosperidade que mais perigo oferece  vida espiritual.
Os que esto sofrendo reveses so representados pela sara que Moiss viu no deserto que, 
embora ardendo, no se consumia. O anjo do Senhor estava no meio da sara. Assim, na perda e 
na aflio, o brilho da presena do Invisvel se encontra conosco para nos confortar e suster. 
Freqentemente solicitam-se oraes para os que esto padecendo por doena ou adversidade; 
nossas oraes so, entretanto, mais necessitadas pelos homens a quem foram confiadas 
prosperidade e influncia.
No vale da humilhao, onde os homens sentem sua necessidade e confiam em que Deus lhes 
guiar os passos, h relativa segurana. Mas aqueles que se acham, por assim dizer, em elevados 
pinculos, e que, devido a sua posio, se julgam possuidores de grande sabedoria - estes se 
encontram no maior perigo. A menos que esses homens tornem Deus a sua confiana, ho de por 
certo cair.
A Bblia no condena ningum por ser rico, uma vez que haja adquirido suas riquezas 
honestamente. No o dinheiro, mas o amor do dinheiro  a raiz de todos os males.  Deus que d 
aos homens poder para adquirir fortuna; e nas mos daquele que agir como mordomo de Deus, 
empregando seus meios altruistamente, a fortuna  uma bno - tanto para seu possuidor como 
para o mundo. Muitos, porm, absorvidos em seus interesses nos tesouros mundanos, tornam-se 
insensveis aos reclamos de Deus e s necessidades de seus semelhantes. Consideram sua 
riqueza como um meio de glorificarem a si mesmos. Acrescentam casa a casa, e terra a terra: 
enchem sua casa de luxo, enquanto tudo ao seu redor so seres humanos em misria e crime, em 
enfermidade e morte. Aqueles que assim consagram sua existncia ao servio do
Pg. 213
prprio eu esto desenvolvendo em si mesmos no os atributos de Deus, mas os do maligno.
Esses homens esto necessitados do evangelho. Precisam desviar os olhos da vaidade das coisas 
materiais para a contemplao das preciosidades das imperecveis riquezas. Necessitam aprender 
a alegria de dar, a bem-aventurana de ser colaborador de Deus.
O Senhor nos ordena: "Manda aos ricos deste mundo" que no confiem na "incerteza das 
riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos d todas as coisas para delas gozarmos; que 
faam o bem, enriqueam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicveis; que 
entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcanar a vida 
eterna." I Tim. 6:17-19.
No  por nenhum toque casual, acidental, que almas ricas, amantes do mundo, podem ser 
atradas a Cristo. Essas pessoas so muitas vezes as de mais difcil acesso.  preciso em seu 
favor um esforo pessoal da parte de homens e mulheres dotados de esprito missionrio, que no 
fracassem nem desanimem.
Alguns so especialmente habilitados a trabalhar nas classes mais elevadas. Estes devem buscar 
de Deus sabedoria para saber como alcanar essas pessoas, no somente para uma relao 
casual com elas, mas para, mediante esforo pessoal e f viva, despert-las para as necessidades 
da alma, lev-las ao conhecimento da verdade tal como  em Jesus.
Muitos supem que, para se aproximar das classes mais altas,  preciso adotar uma maneira de 
vida e um mtodo de trabalho que se harmonizem com seus fastidiosos gostos. Uma aparncia de 
riqueza, custosos edifcios, caros vestidos, equipamentos e ambiente, conformidade com os 
costumes do mundo, o artificial polimento da sociedade da moda, cultura clssica, as graas da 
oratria, so considerados essenciais.
Pg. 214
Isso  um erro. O caminho dos mtodos do mundo no  o caminho de Deus para alcanar as 
classes mais elevadas. O que na verdade os tocar  uma apresentao do evangelho de Cristo 
feita de modo coerente e isento de egosmo.
A experincia do apstolo Paulo ao defrontar-se com os filsofos de Atenas encerra uma lio para 
ns. Ao apresentar o evangelho no Arepago, Paulo enfrentou a lgica com a lgica, cincia com 
cincia, filosofia com filosofia. Os mais sbios de seus ouvintes ficaram atnitos e emudecidos. 
Suas palavras no podiam ser controvertidas. Pouco fruto, porm, produziu seu esforo. Poucos 
foram levados a aceitar o evangelho. Da em diante Paulo adotou uma diversa maneira de 
trabalhar. Evitava os argumentos elaborados e as discusses de teorias e, em simplicidade, 
encaminhava homens e mulheres a Cristo como o Salvador dos pecadores.
Escrevendo aos corntios acerca de sua obra entre eles, disse: "Eu, irmos, quando fui ter 
convosco, anunciando-vos o
Pg. 215
testemunho de Deus, no fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me 
propus saber entre vs, seno a Jesus Cristo e Este crucificado. A minha palavra e a minha 
pregao no consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstrao 
do Esprito e de poder, para que a vossa f no se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no 
poder de Deus." I Cor. 2:1, 2, 4 e 5.
E ainda em sua epstola aos Romanos, ele diz: "No me envergonho do evangelho de Cristo, pois 
 o poder de Deus para salvao de todo aquele que cr, primeiro do judeu e tambm do grego." 
Rom. 1:16.
Portem-se os que trabalham com as classes mais altas com verdadeira dignidade, lembrando-se 
de que os anjos so seus companheiros. Conservem eles o tesouro do esprito e do corao cheio 
de "Est escrito". Guardem na memria as preciosas palavras de Cristo. Elas devem ser 
apreciadas muito acima do ouro e da prata.
Cristo disse que seria mais fcil a um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico 
entrar no reino de Deus. No trabalho a fazer por essa classe, apresentar-se-o muitos desnimos, 
muitas revelaes pungentes tero lugar. Mas todas as coisas so possveis com Deus. Ele pode e 
h de operar

"Perto est o Senhor de todos os que O invocam, de todos os que O invocam em verdade. Ele 
cumprir o desejo dos que O temem; ouvir o seu clamor e os salvar." Sal. 145:18 e 19.
Pg. 216
mediante instrumentos humanos na mente dos homens cuja vida tem sido consagrada a ganhar 
dinheiro.
H milagres a se operarem na genuna converso, milagres agora no discernidos. Os maiores 
homens da Terra no se encontram alm do alcance de um Deus poderoso em maravilhas. Se 
aqueles que so Seus colaboradores cumprirem valorosa e fielmente o seu dever, Deus converter 
homens que ocupam posies de responsabilidade, homens de intelecto e influncia. Por meio do 
poder do Esprito Santo, muitos sero levados a aceitar os divinos princpios.
Quando se tornar claro que o Senhor espera que eles, como Seus representantes, aliviem a 
sofredora humanidade, muitos a isso correspondero, dando de seus meios juntamente com a sua 
simpatia para o benefcio dos pobres.  medida que sua mente  assim afastada dos prprios 
interesses egostas, muitos se entregaro a Cristo. Com seus talentos de influncia e meios, unir-
se-o de boa vontade  obra de beneficncia com o humilde missionrio que foi o instrumento de 
Deus em sua converso. Pelo devido emprego de seus tesouros terrenos, ajuntaro para si "um 
tesouro nos Cus que nunca acabe, aonde no chega ladro, e a traa no ri". Luc. 12:33.
Quando convertidos a Cristo, muitos se tornaro na mo de Deus instrumentos para trabalhar em 
favor de outros de sua classe. Sentiro ser-lhes confiada uma dispensao do evangelho para 
aqueles que fizeram deste mundo o seu tudo. O tempo e o dinheiro sero a Deus consagrados, 
devotados o talento e a influncia  obra de ganhar almas para Cristo.
Unicamente a eternidade revelar o que tem sido realizado por esta espcie de ministrio - 
quantas almas, enfermas de dvida e cansadas da mundanismo e do desassossego, tm sido 
levadas ao grande Restaurador, que anseia salvar perfeitamente a todos quantos a Eles se 
achegam. Cristo  um Salvador ressurgido e h salvao debaixo de Suas asas.
IV. O Cuidado dos Doentes
Eles "imporo as mos sobre os enfermos  e os curaro." Mar. 16:18.
15
No Quarto do Doente
Pg. 217
Pg. 218
Pg. 219
Os que tratam dos doentes devem compreender a importncia da cuidadosa ateno s leis da 
sade. Em parte alguma tem mais importncia a obedincia a estas leis do que no quarto do 
enfermo. Em caso nenhum a fidelidade s pequenas coisas, da parte dos assistentes, tem maiores 
conseqncias. Em casos de doena grave, a menor negligncia, a mais ligeira falta de ateno s 
necessidades especiais ou perigos particulares do enfermo, toda a manifestao de temor, 
agitao ou impacincia, at uma falta de simpatia, pode fazer pender o fiel da balana que oscila 
entre a vida e a morte, e causar a descida  sepultura de um doente que doutra sorte poderia ter-
se curado.
A eficincia da enfermeira depende em grande parte do seu vigor fsico. Quanto mais saudvel, 
robusta, tanto mais estar apta a suportar a fadiga no tratamento do enfermo e a cumprir com bom 
xito os seus deveres. Os que cuidam dos doentes devem prestar particular ateno ao regime 
alimentar, limpeza, ar puro e exerccio. Precaues especiais da parte da famlia lhe permitiro 
tambm suportar as fadigas suplementares trazidas sobre ela e a auxiliar a evitar o contgio da 
doena.
Pg. 220
"Mas os que esperam no Senhor renovaro as suas foras e subiro com asas como guias; 
correro e no se cansaro; caminharo e no se fatigaro." Isa. 40:31.

Quando a doena  grave e exige dia e noite a presena da enfermeira, o trabalho deve ser 
partilhado ao menos por duas enfermeiras competentes, de sorte que cada uma tenha a 
oportunidade de descansar e de fazer exerccio ao ar livre. Isso  particularmente importante nos 
casos em que seja difcil assegurar abundncia de ar puro no quarto do doente. Devido  falta de 
conhecimento da importncia do ar puro, limita-se por vezes a ventilao, ficando com freqncia 
em perigo a vida do doente, como a dos que o tratam.
Se forem observadas precaues convenientes, no h necessidade de que doenas no 
contagiosas sejam contradas por outros. Que os hbitos sejam corrigidos, e pelo asseio e 
ventilao conveniente guarde-se o quarto do doente livre de elementos venenosos. Em tais 
condies, o enfermo tem muito mais probabilidades de cura, e na maior parte dos casos tanto as 
enfermeiras como os membros da famlia estaro ao abrigo do contgio da doena.
Luz Solar, Ventilao e Temperatura
Para assegurar ao doente as mais favorveis condies de cura, o quarto que ocupa deve ser 
amplo, iluminado e alegre, com os meios para uma ventilao perfeita. Escolher-se- para quarto 
do enfermo o aposento da casa que melhor satisfaa esses requisitos. Muitas casas no oferecem 
condies para conveniente ventilao e  difcil consegui-la; mas tentem-se os possveis esforos 
para permitir que o quarto do doente seja atravessado dia e noite por uma corrente de ar puro.
Pg. 221
Quanto possvel deve manter-se uma temperatura igual. Para o efeito consulte-se o termmetro. 
Os que tratam do doente, sendo muitas vezes privados de sono ou despertados durante a noite 
para atender o paciente, so suscetveis ao frio, e no sero bons juzes de uma temperatura 
saudvel.
Dieta
Parte importante dos deveres da enfermeira  o cuidado com a dieta do paciente. No se permita 
que o doente sofra ou enfraquea por falta de alimento, nem carregue em excesso os 
enfraquecidos rgos da digesto. Tenha-se cuidado em preparar e servir comida agradvel ao 
paladar, mas usando um sbio critrio em a adaptar, tanto em quantidade como em qualidade, s 
necessidades do paciente. Em particular durante o tempo da convalescena, em que o apetite  
vivo e os rgos digestivos no recuperaram ainda suas foras, h grande perigo de prejuzo 
devido a erros de dieta.
Deveres dos Assistentes
As enfermeiras, e as pessoas que entram no quarto do doente, devem se dominar, ser calmas e 
animosas. Evite-se toda pressa, nervosismo ou confuso. As portas devem ser abertas e fechadas 
sem rudo e toda a casa deve estar tranqila. Em casos de febre, necessita-se de especial ateno 
ao

"E o efeito da justia ser paz, e a operao da justia, repouso e segurana, para sempre. E o 
Meu povo habitar em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de 
descanso." Isa. 32:17 e 18.
Pg. 222
vir a crise e a febre estar baixando.  muitas vezes necessria uma constante vigilncia. A 
ignorncia, esquecimento e negligncia causaram a morte de muitas pessoas que teriam vivido se 
houvessem recebido cuidado de uma enfermeira judiciosa e inteligente o devido cuidado.
As Visitas aos Doentes
 uma bondade mal dirigida, uma falsa idia de cortesia, que leva a visitar muito os enfermos. Os 
doentes que se encontram muito mal no devem receber visitas. A agitao que acompanha a 
recepo dos visitantes fatiga o enfermo numa ocasio em que tem a mxima necessidade de 
repouso e tranqilidade.
Para o convalescente ou paciente que sofre de doena crnica constitui por vezes um prazer e um 
benefcio saber que  lembrado com afeto; mas esta certeza transmitida por uma mensagem de 
simpatia ou por alguma pequena lembrana surtiro geralmente melhor efeito do que uma visita 
pessoal, e sem perigo de dano.
A Enfermagem em Instituies
Em sanatrios e hospitais, onde as enfermeiras esto em relaes constantes com grande nmero 
de doentes, requer-se um esforo decidido para se manterem sempre de bom humor e alegres, e 
manifestarem uma considerao inteligente em cada palavra e em cada ato. Nessas instituies  
da mxima importncia que as enfermeiras se esforcem por desempenhar seu trabalho com 
sabedoria e acerto. Necessitam lembrar-se

"No temas, porque Eu sou contigo; no te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te esforo, e 
te ajudo, e te sustento com a destra da Minha justia." Isa. 41:10.
Pg. 223
constantemente de que no cumprimento dos seus deveres cotidianos esto servindo a Jesus 
Cristo.
Os doentes tm necessidade de que se lhes digam sbias palavras. As enfermeiras devem estudar 
a Bblia diariamente, para que se possam habilitar a pronunciar palavras que iluminem e auxiliem o 
sofredor. Os anjos de Deus esto nos quartos onde tais doentes so tratados, e a atmosfera que 
rodeia a alma de quem d o tratamento ser pura e fragrante. Mdicos e enfermeiras devem nutrir 
os princpios de Cristo. Suas virtudes se devem manifestar na vida dos mesmos. Ento, mediante o 
que dizem e fazem, atrairo o doente ao Salvador.
Enquanto aplica o tratamento para restaurao da sade, a enfermeira crist, de maneira 
agradvel e com xito, atrair o esprito do paciente para Cristo, o mdico da alma da mesma 
maneira que do corpo. Os pensamentos apresentados, um pouco aqui, um pouco ali, exercero 
sua influncia. As enfermeiras
Pg. 224
de mais idade no devero perder ensejo favorvel de chamar a ateno do doente para Cristo. 
Elas devem estar sempre preparadas para misturar a cura espiritual com a fsica.
Pela maneira mais bondosa e terna, cumpre s enfermeiras ensinar que aquele que se quer curar 
precisa deixar de transgredir a Lei de Deus. Necessita deixar de preferir uma vida de pecado. Deus 
no pode abenoar aquele que continua a trazer sobre si mesmo doena e sofrimento por uma 
voluntria violao das leis do Cu. Mas Cristo, mediante o Esprito Santo, vem, como um poder 
que cura, aos que deixam de fazer o mal e aprendem a praticar o bem.
Os que no possuem nenhum amor para com Deus ho de agir continuamente contra os melhores 
interesses da alma e do corpo. Mas os que despertam para a importncia de viver em obedincia a 
Deus neste mundo mau de agora sero voluntrios em se apartar de todo hbito errneo. 
Reconhecimento e amor lhes encher o corao. Sabem que Cristo  seu amigo. Em muitos 
casos, a compreenso de possuir um tal amigo significa para os sofredores mais, em seu 
restabelecimento da doena, do que o melhor tratamento que se lhe possa aplicar. Mas ambos os 
ramos de ministrio so essenciais. Devem andar de mos dadas.
16
Orao Pelos Doentes
Pg. 225
Diz a Escritura que os homens devem "orar sempre e nunca desfalecer" (Luc. 18:1); e, se h um 
tempo em que eles sintam sua necessidade de orar,  quando lhes faltam as foras, e a prpria 
vida lhes parece fugir. Freqentemente os que esto com sade esquecem as maravilhosas 
misericrdias a eles feitas continuadamente, dia aps dia, ano aps ano, e no rendem a Deus 
tributo e louvor por Seus benefcios. Ao sobrevir a doena, porm, Ele  lembrado. Ao faltarem as 
foras humanas, sentem os homens a necessidade do auxlio divino. E nunca o nosso 
misericordioso Deus Se afasta da alma que para Ele em sinceridade se volve em busca de auxlio. 
Ele  nosso refgio na enfermidade assim como na sade.

"Como um pai se compadece de seus filhos,
Assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem.
Pois Ele conhece a nossa estrutura;
Lembra-Se de que somos p." Sal. 103:13 e 14.

"Por causa do seu caminho de transgresso
E por causa das suas iniqidades", os homens "so afligidos.
A sua alma aborreceu toda comida,
E chegaram at s portas da morte." Sal. 107:17 e 18.

"Ento, clamaram ao Senhor na sua angstia,
E Ele os livrou das suas necessidades.
Enviou a Sua palavra, e os sarou,
E os livrou da sua destruio." Sal. 107:19 e 20.
Pg. 226
Deus est hoje to desejoso de restabelecer os doentes como quando o Esprito Santo proferiu 
estas palavras por intermdio do salmista. E Cristo  agora o mesmo compassivo mdico que era 
durante Seu ministrio terrestre. NEle h blsamo curativo para toda doena, poder restaurador 
para toda enfermidade. Seus discpulos de nossos dias devem orar pelos doentes to 
verdadeiramente como os de outrora. E seguir-se-o as curas; pois "a orao da f salvar o 
doente". Tia 5:15. Temos o poder do Esprito Santo, a calma certeza da f, de que podemos 
reivindicar as promessas de Deus. A promessa do Senhor: "Imporo as mos sobre os enfermos e 
os curaro" (Mar. 16:18),  to digna de f hoje como nos dias dos apstolos. Ela apresenta o 
privilgio dos filhos de Deus, e nossa f deve lanar mo de tudo quanto a se encerra. Os servos 
de Cristo so os instrumentos de Sua operao, e por meio deles deseja exercer Seu poder de 
curar.  nossa obra apresentar o enfermo e sofredor a Deus, nos braos da f. Devemos ensinar-
lhes a crer no grande Mdico.
O Salvador deseja que animemos os enfermos, os desesperanados, os aflitos a apegarem-se a 
Sua fora. Mediante a f e a orao, o quarto do doente pode se transformar numa Betel. Por 
palavras e atos, os mdicos e as enfermeiras podem dizer, to positivamente que no possa ser 
mal compreendido: "Deus est neste lugar" para salvar, e no para destruir. Cristo deseja 
manifestar Sua presena no quarto do doente, enchendo o corao dos mdicos e enfermeiros 
com a doura de Seu amor. Se a vida dos assistentes do enfermo  de maneira a Jesus os poder 
acompanhar ao leito dele, ao mesmo sobrevir a convico de que o compassivo Salvador est 
presente, e essa convico por si s far muito em benefcio tanto de sua alma como do corpo.
E Deus ouve a orao. Cristo disse: "Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei." Joo 
14:14. Noutro lugar, Ele diz: "Se algum Me serve, ... Meu Pai o honrar." Joo 12:26. Se vivemos 
em harmonia com Sua palavra, toda preciosa
Pg. 227
promessa dada por Ele em ns se cumprir. Somos indignos de Sua misericrdia, mas, ao 
entregar-nos a Ele, recebe-nos. Ele operar em favor e por intermdio daqueles que O seguem.
Mas unicamente vivendo em obedincia a Sua palavra podemos pedir o cumprimento das 
promessas que nos faz. O salmista diz: "Se eu atender  iniqidade no meu corao, o Senhor no 
me ouvir." Sal. 66:18. Se Lhe prestamos apenas uma obedincia parcial, com a metade do 
corao, Suas promessas no se cumpriro em ns.
Temos na Palavra de Deus instrues relativas  orao especial pelo restabelecimento de um 
doente. Mas tal orao  um ato solenssimo, e no o devemos realizar sem atenta considerao. 
Em muitos casos de orao pela cura de um doente, o que se chama f no  nada mais que 
presuno.
Muitas pessoas chamam sobre si a doena pela condescendncia consigo mesmas. No tm 
vivido segundo as leis naturais ou os princpios da estrita pureza. Outros tm desconsiderado as 
leis da sade em seus hbitos de comer e beber, vestir ou trabalhar. Freqentemente  alguma 
forma de vcio a causa do enfraquecimento mental ou fsico. Obtivessem essas pessoas a bno 
da sade, e muitas delas continuariam a seguir o mesmo rumo de descuidosa transgresso das 
leis naturais e espirituais de Deus, raciocinando que, se Ele as cura em resposta  orao, elas se 
acham em liberdade de prosseguir em suas prticas nocivas, condescendendo sem restries com 
apetites pervertidos. Se Deus operasse um milagre para restaurar  sade essas pessoas, estaria 
animando o pecado. 

 trabalho perdido ensinar o povo a volver-se para Deus como Aquele que cura suas 
enfermidades, a menos que seja tambm ensinado a renunciar aos hbitos nocivos. Para que 
recebam Sua bno em resposta  orao, devem cessar de fazer o mal e aprender a fazer o 
bem. Seu ambiente deve ser higinico, corretos os seus hbitos de vida. Devem viver
Pg. 228
em harmonia com a Lei de Deus, tanto a natural como a espiritual.
A Confisso dos Pecados
Deve-se tornar claro aos que desejam oraes por seu restabelecimento que a violao da Lei de 
Deus, quer natural quer espiritual,  pecado, e que, a fim de receber Suas bnos, ele deve ser 
confessado e abandonado.
A Escritura nos ordena: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para 
que sareis." Tia. 5:16. Ao que solicita oraes, sejam apresentados pensamentos como este: "Ns 
no podemos ler o corao, nem conhecer os segredos de vossa vida. Estes so conhecidos 
unicamente por vs mesmos e por Deus. Se vos arrependeis de vossos pecados,  o vosso dever 
fazer confisso deles." O pecado de natureza particular deve ser confessado a Cristo, o nico 
mediador entre Deus e o homem. Pois "se algum pecar, temos um Advogado para com o Pai, 
Jesus Cristo, o justo". I Joo 2:1. Todo pecado  uma ofensa a Deus, e Lhe deve ser confessado
Pg. 229
por intermdio de Cristo. Todo pecado pblico, deve ser do mesmo modo publicamente 
confessado. A ofensa feita a um semelhante deve ser ajustada com a pessoa ofendida. Se algum 
que deseja recuperar a sade se acha culpado de maledicncia, se semeou a discrdia no lar, na 
vizinhana ou na igreja, suscitando separao e dissenso, se por qualquer m prtica induziu 
outros a pecar, essas coisas devem ser confessadas diante de Deus e perante os agravados. "Se 
confessarmos os nossos pecados, Ele  fiel e justo para nos perdoar... e nos purificar de toda a 
injustia." I Joo 1:9.
Havendo os erros sido endireitados, podemos apresentar as necessidades do enfermo ao Senhor 
com f tranqila, como Seu esprito nos indicar. Ele conhece cada indivduo por nome, e cuida de 
cada um como se no houvesse na Terra nenhum outro por quem houvesse dado Seu bem-amado 
Filho. Por ser o amor de Deus to grande e inaltervel, o doente deve ser estimulado a confiar nEle 
e ficar esperanoso. Estar ansioso quanto a si mesmo tende a causar fraqueza e doena. Se eles 
se erguerem acima da depresso e da tristeza, ser melhor sua perspectiva de restabelecimento; 
pois "os olhos do Senhor esto sobre... os que esperam na Sua misericrdia". Sal. 33:18.
Ao orar pelos doentes, cumpre lembrar que "no sabemos o que havemos de pedir como convm". 
Rom. 8:26. No sabemos se a bno que desejamos ser para o bem ou no. Portanto, nossas 
oraes devem incluir este pensamento: "Senhor, Tu conheces todo segredo da alma. Ests 
familiarizado com estas pessoas. Jesus, seu Advogado, deu a vida por elas. Seu amor por elas  
maior do que  possvel ser o nosso. Se, portanto, for para Tua glria e o bem dos aflitos, pedimos, 
em nome de Jesus, que sejam restitudas  sade. Se no for da Tua vontade que se restaurem, 
rogamos-Te que
Pg. 230
a Tua graa as conforte e a Tua presena as sustenha em seus sofrimentos."
Deus conhece o fim desde o princpio. Conhece de perto o corao de todos os homens. L todo 
segredo da alma. Sabe se aqueles por quem se fazem as oraes haviam ou no de resistir s 
provaes que lhes sobreviriam, houvessem eles de viver. Sabe se sua vida seria uma bno ou 
uma maldio para si mesmos e para o mundo. Esta  uma razo pela qual, ao mesmo tempo que 
apresentamos nossas peties com fervor, devemos dizer: "Todavia, no se faa a minha vontade, 
mas a Tua." Luc. 22:42. Jesus acrescentou estas palavras de submisso  sabedoria e vontade de 
Deus, quando, no jardim de Getsmani, rogava: "Meu Pai, se  possvel, passe de Mim este 
clice." Mat. 26:39. Se elas eram apropriadas para Ele, o Filho de Deus, quanto mais adequadas 
so nos lbios dos finitos e errantes mortais!
A atitude coerente  expor nossos desejos a nosso sbio Pai celeste e ento, em perfeita 
segurana, tudo dEle confiar. Sabemos que Deus nos ouve se pedimos em harmonia com a Sua 
vontade. Mas insistir em nossas peties sem um esprito submisso no  direito; nossas oraes 
devem tomar a forma, no de uma ordem, mas de uma intercesso.
H casos em que o Senhor opera decididamente por Seu divino poder na restaurao da sade. 
Mas nem todos os doentes so sarados. Muitos so postos a dormir em Jesus. Joo, na ilha de 
Patmos, foi mandado escrever: "Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no 
Senhor. Sim, diz o Esprito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam." 
Apoc. 14:13. Vemos por a que, se as pessoas no forem restitudas  sade, no devem ser por 
isso consideradas sem f.
Todos ns desejamos respostas imediatas e diretas s nossas
Pg. 231
oraes, e somos tentados a ficar desanimados quando a resposta  retardada ou vem por uma 
maneira que no espervamos. Mas Deus  demasiado sbio e bom para atender nossas peties 
sempre justamente ao tempo e pela maneira que desejamos. Ele far mais e melhor por ns do 
que realizar sempre os nossos desejos. E como podemos confiar em Sua sabedoria e Seu amor, 
no devemos pedir que nos conceda a nossa vontade, mas buscar identificar-nos com Seu 
desgnio, e cumpri-lo. Nossos desejos e interesses devem-se fundir com Sua vontade. Estas 
experincias que provam a f so para nosso bem. Por elas se manifesta se nossa f  verdadeira 
e sincera, repousando unicamente na Palavra de Deus, ou se depende de circunstncias, sendo 
incerta e instvel. A f  revigorada pelo exerccio. Devemos permitir que a pacincia tenha a sua 
obra perfeita, lembrando-nos de que h preciosas promessas nas Escrituras para aqueles que 
esperam no Senhor.
Nem todos compreendem esses princpios. Muitos dos que buscam as restauradoras graas do 
Senhor pensam que devem ter uma resposta direta e imediata a suas oraes, ou se no sua f  
falha. Por essa razo os que esto enfraquecidos pela doena precisam ser sabiamente 
aconselhados, para que procedam prudentemente. Eles no devem desatender ao seu dever para 
com os amigos que lhes sobreviverem, nem negligenciar o emprego dos agentes naturais.
H muitas vezes perigo de erro nisto. Crendo que ho de ser curados em resposta  orao, 
alguns temem fazer qualquer coisa que possa indicar falta de f. Mas no devem negligenciar o 
pr em ordem os seus negcios como desejariam se esperassem ser tirados pela morte. Nem 
tambm temer proferir palavras de nimo ou de conselho que estimariam dirigir aos seus amados 
na hora da partida.
Os que buscam a cura pela orao no devem negligenciar o emprego de remdios ao seu 
alcance. No  uma negao
Pg. 232
da f usar os remdios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de 
restaurao. No  nenhuma negao da f cooperar com Deus, e colocar-se nas condies mais 
favorveis para o restabelecimento. Deus ps em nosso poder o obter conhecimento das leis da 
vida. Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todo 
recurso para restaurao da sade, aproveitando-nos de todas as vantagens possveis, agindo em 
harmonia com as leis naturais. Tendo orado pelo restabelecimento do doente, podemos trabalhar 
com muito maior energia ainda, agradecendo a Deus o termos o privilgio de cooperar com Ele, e 
pedindo-Lhe a bno sobre os meios por Ele prprio fornecidos.
Temos a sano da Palavra de Deus quanto ao uso de remdios. Ezequias, rei de Israel, estava 
doente, e um profeta de Deus levou-lhe a mensagem de que haveria de morrer. Ele clamou ao 
Senhor, e Este ouviu a Seu servo, e mandou-lhe dizer que lhe seriam acrescentados quinze anos 
de vida. Ora, uma palavra de Deus haveria curado instantaneamente a Ezequias; mas foram dadas 
indicaes especiais: "Tomem uma pasta de figos e a ponham como emplasto sobre a chaga; e 
sarar." Isa. 38:21.

"Porque no dia da adversidade me esconder no Seu pavilho; no oculto do Seu tabernculo me 
esconder; pr-me- sobre uma rocha. Tambm a minha cabea ser exaltada sobre os meus 
inimigos que esto ao redor de mim; pelo que oferecerei sacrifcio de jbilo no Seu tabernculo; 
cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor." Sal. 27:5 e 6.
Pg. 233
Certa ocasio, Cristo ungiu os olhos de um cego com terra, e mandou-lhe: "Vai, lava-te no tanque 
de Silo. ... Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo." Joo 9:7. A cura poderia ser operada unicamente 
pelo poder do grande Mdico; todavia, Cristo fez uso de simples agentes da natureza. Conquanto 
Ele no favorecesse as medicaes de drogas, sancionou o emprego de remdios simples e 
naturais.
Ao termos orado pela restaurao de um enfermo, seja qual for o desenlace do caso, no 
percamos a f em Deus. Se formos chamados a sofrer a perda, aceitemos o amargo clice, 
lembrando-nos de que  a mo de um Pai que no-lo chega aos lbios. Mas, sendo a sade 
restituda, no se deveria esquecer que o objeto da misericordiosa cura se acha sob renovada 
obrigao para com o Criador. Quando os dez leprosos foram purificados, apenas um voltou em 
busca de Jesus para dar-Lhe glria. Que nenhum de ns seja como os inconsiderados nove, cujo 
corao ficou insensvel diante da misericrdia de Deus. "Toda boa ddiva e todo dom perfeito vm 
do alto, descendo do Pai das luzes, em quem no h mudana, nem sombra de variao." Tia. 
1:17.
17
O Emprego de Remdios
Pg. 234
A doena nunca vem sem causa. O caminho  preparado, e a doena convidada, pela 
desconsiderao para com as leis da sade. Muitos sofrem em conseqncia da transgresso dos 
pais. Embora no sejam responsveis pelo que seus pais fizeram,  no entanto seu dever procurar 
verificar o que  e o que no  violao das leis da sade. Devem evitar os hbitos errneos de 
seus pais, e mediante uma vida correta colocar-se em melhores condies.
O maior nmero, todavia, sofre devido a sua prpria direo errnea. Desatendem aos princpios 
de sade por seus hbitos de comer e beber, vestir e trabalhar. Sua transgresso das leis da 
natureza produz os infalveis resultados; e, ao sobrevir-lhes a doena, muitos no atribuem seu 
sofrimento  verdadeira origem, mas murmuram contra Deus por causa de suas aflies. Mas 
Deus no  responsvel pelo sofrimento que se segue ao menosprezo da lei natural.
Deus nos dotou com certa quantidade de fora vital. Formou-nos tambm com rgos adequados 
 manuteno das vrias funes da vida, e designa que esses rgos operem
Pg. 235
juntamente, em harmonia. Se preservamos cuidadosamente a fora vital, mantendo o delicado 
mecanismo do corpo em ordem, o resultado  sade; mas, se a fora vital  esgotada muito 
rapidamente, o sistema nervoso toma emprestado de seus fundos de resistncia a fora 
necessria para o uso, e, quando um rgo  prejudicado, todos so afetados. A natureza sofre 
muito abuso sem aparente resistncia; levanta-se ento, fazendo decidido esforo para remover os 
efeitos do mau tratamento a que foi submetida. Seus esforos para corrigir estas condies 
manifestam-se muitas vezes em febre e vrias outras formas de doena.
Remdios Racionais
Quando o abuso da sade  levado to longe que traz em resultado a enfermidade, o doente pode 
muitas vezes fazer por si mesmo o que ningum mais pode fazer. A primeira coisa  verificar o 
verdadeiro carter do mal, e ento operar inteligentemente para remover a causa. Se a 
harmoniosa operao do organismo se desequilibrou por excesso de trabalho, de comida ou de 
outras irregularidades, no tenteis ajustar a desordem ajuntando uma carga de venenosos 
medicamentos.
A intemperana no comer  muitas vezes a causa da doena, e o que a natureza precisa mais  
ser aliviada da indevida carga que lhe foi imposta. Em muitos casos de doena, o melhor remdio 
 o paciente jejuar por uma ou duas refeies, a fim de que os sobrecarregados rgos digestivos 
tenham oportunidade de descansar. Um regime de frutas por alguns dias tem muitas vezes 
produzido grande benefcio aos que trabalham com o crebro. Muitas vezes um breve perodo de 
inteira abstinncia de comida, seguido de alimento simples e moderadamente tomado, tem levado 
 cura por meio dos prprios esforos recuperadores da natureza. Um regime de abstinncia por 
um ou dois meses, haveria de convencer a muitos sofredores que a vereda da abnegao  o 
caminho para a sade.
Pg. 236
O Repouso Como Remdio
Alguns se tornam doentes por excesso de trabalho. Para esses, o descanso, a libertao do 
cuidado e um regime reduzido so essenciais  restaurao da sade. Para os que esto 
mentalmente fatigados e nervosos devido a trabalho contnuo
Pg. 237
e restrita limitao de ambiente, uma visita ao campo, onde podem viver uma vida simples, livre de 
cuidado, pondo-se em ntimo contato com as coisas da natureza, ser muito salutar. Vagar pelos 
campos e matas, apanhando flores, escutando os cnticos dos pssaros, far por seu 
restabelecimento incomparavelmente mais que qualquer outro meio.
Na sade e na doena, a gua pura  uma das mais excelentes bnos do Cu. Foi a bebida 
provida por Deus para saciar a sede de homens e animais. Bebida abundantemente, ela ajuda a 
suprir as necessidades do organismo, e a natureza em resistir  doena. A aplicao externa da 
gua  um dos mais fceis e mais satisfatrios meios de regular a circulao do sangue. Um banho 
frio ou fresco  excelente tnico. O banho quente abre os poros, auxiliando assim na eliminao 
das impurezas. Tanto os banhos quentes como os neutros acalmam os nervos e equilibram a 
circulao.
Muitos h, porm, que nunca aprenderam por experincia os benficos efeitos do devido uso da 
gua, tm medo dela. Os tratamentos hidroterpicos no so apreciados como deviam ser, e 
aplic-los bem requer trabalho que muitos no esto dispostos a realizar. Mas ningum se devia 
sentir desculpado de ignorncia ou indiferena neste assunto. H muitas maneiras pelas quais a 
gua pode ser aplicada para aliviar o sofrimento e combater a doena. Todos devem se tornar 
entendidos no emprego da mesma, nos simples tratamentos domsticos. As mes, especialmente, 
devem saber tratar de sua famlia, tanto na sade como na enfermidade.
A atividade  uma lei de nosso ser. Todo rgo do corpo tem sua obra designada, de cujo 
desempenho depende seu desenvolvimento e vigor. A funo normal de todos os rgos d 
resistncia e vigor, ao passo que o no us-los leva  decadncia e  morte. Atai um brao 
suspenso, mesmo por poucas semanas, e depois soltai-o de suas ligaduras, e vereis que
Pg. 238
se acha mais fraco do que o que mantivestes em uso moderado durante o mesmo perodo. A 
inao produz o mesmo efeito sobre todo o sistema muscular.
A inatividade  prolfera causa de doenas. O exerccio aviva e equilibra a circulao do sangue, 
mas na ociosidade o sangue no circula livremente, e no ocorrem as mudanas que nele se 
operam, e so to necessrias  vida e  sade. Tambm a pele se torna inativa. As impurezas 
no so eliminadas, como seriam se a circulao houvesse sido estimulada por vigoroso exerccio, 
a pele conservada em condies saudveis, e os pulmes alimentados com abundncia de ar 
puro, renovado. Esse estado do organismo lana um duplo fardo sobre o sistema excretor, dando 
em resultado a doena.
Os invlidos no devem ser animados a ficar inativos. Se houver sobrecarga em qualquer sentido, 
o repouso total por algum tempo impedir por vezes uma doena sria; mas no caso de invlidos 
crnicos, raramente  necessrio suspender toda a atividade.
Os que se acham esgotados em virtude de trabalho mental devem repousar dos pensamentos 
fatigantes, mas no devem ser levados a crer que seja perigoso usar de algum modo as 
faculdades mentais. Muitos so inclinados a considerar seu estado pior do que na realidade . 
Esse estado de esprito no  favorvel  cura, e no deve ser animado.
Pastores, professores, alunos e outros obreiros intelectuais sofrem freqentemente doenas 
provenientes de pesado esforo mental no atenuado pelo exerccio fsico. O que essas pessoas 
precisam  de uma vida mais ativa. Hbitos de estrita temperana no viver, ao lado do conveniente 
exerccio, assegurariam vigor tanto fsico como mental, dando capacidade de resistncia a todos 
os obreiros que trabalham com o crebro.
Os que sobrecarregaram suas foras fsicas no devem ser animados a abandonar inteiramente o 
trabalho manual. Mas
Pg. 239
o trabalho fsico para produzir os melhores resultados deve ser sistemtico e aprazvel. O exerccio 
ao ar livre  o melhor; deve ser arranjado de maneira a revigorar pelo uso os rgos que se tm 
enfraquecido; convm que o corao esteja posto nisto. O trabalho manual nunca deveria 
degenerar em esforo excessivo.
Quando os invlidos nada tm em que ocupar o tempo e a ateno, seus pensamentos se 
concentram em si mesmos, e tornam-se mrbidos e irritveis. Muitas vezes se preocupam com o 
mal que sentem, a ponto de se julgarem muito pior do que na realidade esto, e inteiramente 
incapazes de fazer qualquer coisa.
Em todos esses casos, o bem orientado exerccio fsico se demonstraria eficaz remdio. Em alguns 
casos, ele  indispensvel  restaurao da sade. A vontade acompanha o trabalho das mos; e 
o que esses invlidos precisam  do despertamento da vontade. Quando esta se encontra 
adormecida, a imaginao torna-se anormal, e  impossvel resistir  doena.
Pg. 240
A inatividade  a maior desgraa que poderia sobrevir  maioria desses enfermos. Ocupao leve 
em trabalho til, ao passo que no sobrecarrega a mente e o corpo, tem uma benfica influncia 
sobre ambos. Fortalece os msculos, promove melhor circulao, ao mesmo tempo que d ao 
invlido a satisfao de saber que no  inteiramente intil neste atarefado mundo. Talvez no seja 
capaz de fazer seno pouco a princpio, mas em breve verificar que suas foras aumentam, e 
pode proporcionalmente aumentar a quantidade de trabalho.
O exerccio  salutar aos disppticos, pois fortalece os rgos da digesto. Empenhar-se em difcil 
estudo ou exerccio fsico violento imediatamente depois de comer impede o trabalho digestivo; 
mas um pequeno passeio depois da refeio, com a cabea erguida e os ombros para trs,  de 
grande benefcio.
No obstante tudo quanto se diz e escreve sobre sua importncia, existem ainda muitos que 
negligenciam o exerccio fsico. Muitos se tornam corpulentos porque o organismo est carregado; 
outros ficam magros e fracos por terem exaustas as foras vitais em dar conta de um excesso de 
comida. O fgado  sobrecarregado em seu esforo de limpar o sangue das impurezas, dando em 
resultado a doena.
Aqueles cujos hbitos so sedentrios devem, quando o tempo permitir, fazer exerccio ao ar livre 
todos os dias, de vero e de inverno. Caminhar  prefervel a andar a cavalo ou de carro, pois 
movimenta mais msculos. Os pulmes so forados a uma ao benfica, uma vez que  
impossvel andar em passo rpido sem os dilatar.
Tal exerccio seria, em muitos casos, melhor para a sade do que drogas. Os mdicos aconselham 
muitas vezes seus clientes a fazer uma viagem martima, a ir a alguma estao de guas ou visitar 
diversos lugares em busca de mudana de ares, quando, na maioria dos casos, se eles comessem 
moderadamente, e fizessem animado e saudvel exerccio, recuperariam a sade, economizando 
tempo e dinheiro.
18
A Cura Mental
Pg. 241
Muito ntima  a relao que existe entre a mente e o corpo. Quando um  afetado, o outro se 
ressente. O estado da mente atua muito mais na sade do que muitos julgam. Muitas das doenas 
sofridas pelos homens so resultado de depresso mental. Desgosto, ansiedade, 
descontentamento, remorso, culpa, desconfiana, todos tendem a consumir as foras vitais, e a 
convidar a decadncia e a morte.
A doena  muitas vezes produzida, e com freqncia grandemente agravada pela imaginao. 
Muitos que atravessam a vida como invlidos poderiam ser sos, se to-somente assim o 
pensassem. Muitos julgam que a mais leve exposio lhes ocasionar doena, e produzem-se os 
maus efeitos exatamente porque so esperados. Muitos morrem de doena de origem inteiramente 
imaginria.
O nimo, a esperana, a f, a simpatia e o amor promovem a sade e prolongam a vida. Um 
esprito contente, animoso,  sade para o corpo e fora para a alma. "O corao alegre serve de 
bom remdio." Prov. 17:22.
No tratamento do enfermo no se deveria esquecer o efeito da influncia mental. Devidamente 
usada, essa influncia proporciona um dos mais eficazes meios de combater a doena.
Pg. 242
O Domnio da Mente
Uma forma de cura mental existe, entretanto, que  um dos mais eficazes meios para o mal. 
Mediante essa chamada cincia, a mente de uns  submetida ao domnio de uma outra, de modo 
que a individualidade do mais fraco imerge na do esprito mais forte. Uma pessoa executa a 
vontade de outra. Pretende-se assim poder mudar o curso dos pensamentos, comunicar impulsos 
que promovem a sade, e habilitar o doente a resistir e vencer a doena.
Esse mtodo de cura tem sido empregado por pessoas que ignoravam sua natureza e tendncias 
reais, e que acreditavam ser ele um modo de beneficiar os doentes. Mas a assim chamada cincia 
baseia-se em falsos princpios.  estranha  natureza e princpios de Cristo. Ela no conduz 
quele que  vida e salvao. Aquele que atrai as mentes para si leva-as a separar-se da 
verdadeira Fonte de sua fora.
No  desgnio de Deus que nenhuma criatura humana submeta a mente e a vontade ao domnio 
de outra, tornando-se um instrumento passivo em suas mos. Ningum deve fundir sua 
individualidade na de outrem. No deve considerar nenhum ser humano como fonte de cura. Sua 
confiana deve estar em Deus. Na dignidade da varonilidade que lhe foi dada pelo Senhor, deve 
ser por Ele prprio dirigido, e no por nenhuma inteligncia humana.
Deus deseja pr os homens em direta relao com Ele. Em todo o Seu trato com as criaturas, 
reconhece o princpio da responsabilidade individual. Busca estimular o senso da dependncia 
pessoal, e impression-los com a necessidade de direo prpria, isto , individual. Deseja pr o 
humano em ligao com o divino, a fim de que os homens sejam transformados  divina 
semelhana. Satans trabalha para impedir este desgnio. Procura fomentar a confiana nos 
homens. Quando a mente 
Pg. 243
desviada de Deus, o tentador pode coloc-la sob seu domnio. Pode governar a humanidade.
A teoria de uma mente reger outra teve origem em Satans, a fim de se introduzir como o obreiro 
principal, para pr a filosofia humana onde se devia encontrar a divina. De todos os erros que 
esto encontrando aceitao entre cristos professos, no h engano mais perigoso, nenhum mais 
propcio a separar infalivelmente o homem de Deus do que esse. Por inocente que parea, ao ser 
exercido sobre os pacientes, tende para sua destruio, e no para seu restabelecimento. Abre 
uma porta atravs da qual Satans entrar para tomar posse tanto da mente que se entrega ao 
domnio de outra como da que a domina.
Terrvel  o poder assim entregue a homens e mulheres maldosos. Que oportunidade proporciona 
isso aos que vivem de se aproveitar das fraquezas e tolices dos outros! Quantos, por meio do 
poder exercido sobre mentes fracas ou enfermas, encontraro meio de satisfazer cobiosas 
paixes ou ganncias de lucro!
Existe alguma coisa melhor a fazermos do que dominar a humanidade pela humanidade. O mdico 
deve educar o povo a volver o olhar do humano para o divino. Em lugar de ensinar o enfermo a 
confiar em criaturas humanas quanto  cura da alma e do corpo, deve dirigi-lo quele que  capaz 
de salvar perfeitamente a todos quantos a Ele se chegam. Aquele que fez a mente do homem sabe 
o que ela necessita. Unicamente Deus  quem pode curar. Aqueles que se acham

"O Senhor  a minha fora e o meu escudo; nEle confiou o meu corao, e fui socorrido; pelo que 
o meu corao salta de prazer, e com o meu canto O louvarei." Sal. 28:7.
Pg. 244
doentes da mente e do corpo tm de ver em Cristo o restaurador. "Porque Eu vivo", diz Ele, "vs 
vivereis." Joo 14:19. Esta  a vida que nos cumpre apresentar aos doentes, dizendo-lhes que, se 
tiverem f em Cristo como restaurador, se com Ele cooperarem, obedecendo s leis da sade, e se 
esforando por aperfeioar a santidade em Seu temor, Ele lhes comunicar Sua vida. Quando por 
essa maneira lhes apresentamos a Cristo, estamos transmitindo um poder e uma fora de valor, 
porquanto vm de cima. Esta  a verdadeira cincia da cura do corpo e da alma.
Simpatia
Grande sabedoria  necessria no trato das doenas produzidas pela mente. Um corao dolorido, 
enfermo, um esprito desalentado, requerem um brando tratamento. Muitas vezes um problema 
domstico est, como um cncer, corroendo at  prpria alma, e enfraquecendo as foras vitais. 
Outras ocasies  o caso do remorso pelo pecado minando o organismo e desequilibrando a 
mente.  mediante uma terna simpatia que esta classe de doentes pode ser beneficiada. O mdico 
deve conquistar-lhes primeiro a confiana, encaminhando-os depois ao grande Restaurador. Se 
sua f pode ser dirigida para o verdadeiro mdico, e so capazes de confiar em que lhes tomou o 
caso nas mos, isso trar alvio ao esprito, dando muitas vezes sade ao corpo.
A simpatia e o tato se demonstraro freqentemente um maior benefcio ao enfermo do que o mais 
hbil tratamento executado de modo frio, indiferente. Quando um mdico se aproxima do leito de 
um doente com uma maneira desatenta e negligente, olha para o aflito com pouco interesse, 
dando por palavras ou atos a impresso de que o caso no requer muito cuidado, para deixar em 
seguida o paciente entregue a suas reflexes, esse mdico causou ao doente positivo dano.
A dvida e o desnimo produzidos por sua indiferena neutralizaro muitas vezes o bom efeito dos 
remdios por ele prescritos.
Pg. 245
Se os mdicos se colocassem no lugar daquele cujo esprito se acha humilhado e cuja vontade 
est enfraquecida pelo sofrimento, que anela palavras de simpatia e segurana, estariam mais 
preparados para apreciar seus sentimentos. Quando o amor e a compaixo manifestados por 
Cristo para com o enfermo se misturam aos conhecimentos do mdico, a prpria presena deste 
ser uma bno.
A franqueza no trato com o doente lhe inspira confiana, demonstrando-se assim importante 
auxlio no restabelecimento. Mdicos h que consideram sbia a medida de ocultar ao doente a 
natureza e causa da doena de que ele est sofrendo. Muitos, temendo chocar ou desanimar um 
paciente com a declarao da verdade, do-lhe falsas esperanas de cura, permitindo mesmo que 
desa ao tmulo sem o advertir do perigo. Tudo isso  falta de sabedoria. Talvez nem sempre seja 
seguro, nem o melhor a fazer, explicar ao doente toda a extenso de seu perigo. Isso poderia 
alarm-lo e viria a retardar ou mesmo impedir o restabelecimento. Nem pode toda a verdade ser 
dita queles cujos males so em grande parte imaginrios. Muitas dessas pessoas so irrazoveis, 
e no se habituaram a exercer o domnio de si mesmas. Tm fantasias peculiares, e imaginam 
muitas coisas irreais quanto a si mesmas e a outros. Para elas, essas coisas so verdadeiras, e os 
que delas cuidam devem manifestar constante bondade, pacincia e tato incansveis. Se fosse 
dita a esses doentes a verdade quanto a si mesmos, alguns se ofenderiam, e outros ficariam 
desanimados. Cristo disse a Seus discpulos: "Ainda tenho muito que vos dizer, mas vs no o 
podeis suportar agora." Joo 16:12. Mas, embora a verdade no possa ser dita inteiramente em 
todas as ocasies, nunca  necessrio nem justificvel enganar. Nunca o mdico ou a enfermeira 
devem descer  mentira. Aquele que assim faz coloca-se em posio em que Deus no pode com 
ele cooperar; e, perdendo a confiana de seus clientes, est desperdiando um dos mais eficazes 
auxlios para a restaurao.
Pg. 246
O poder da vontade no  estimado como devia ser. Permanea a vontade desperta e 
devidamente dirigida, e ela comunicar energia a todo o ser, sendo maravilhoso auxiliar na 
manuteno da sade. Tambm  uma potncia no tratar a doena. Exercida na devida direo, 
dominaria a imaginao, e seria poderoso meio de resistir e vencer tanto a doena da mente como 
a do corpo. Pelo exerccio da fora de vontade no se colocar na justa relao para com a 
existncia, o enfermo muito pode fazer para cooperar com os esforos mdicos em favor de seu 
restabelecimento. H milhares que, se quiserem, podero recuperar a sade. O Senhor no quer 
que estejam doentes. Deseja que sejam sadios e felizes, e devem dirigir a mente no sentido de 
ficar bons. Muitas vezes, os invlidos podem resistir  doena, simplesmente recusando entregar-
se s doenas e deixar-se ficar num estado de inatividade. Erguendo-se acima de suas dores e 
incmodos, empenhem-se em til ocupao, adequada a suas foras. Por tal ocupao e o livre 
uso do ar e da luz do sol, muito invlido enfraquecido haveria de recuperar a sade e as foras.
Princpios Bblicos de Cura
H para os que desejam reconquistar ou manter a sade uma lio nas palavras da Escritura: "No 
vos embriagueis com vinho, em que h contenda, mas enchei-vos do Esprito." Efs. 5:18. No 
mediante a excitao ou o esquecimento produzido por estimulantes contrrios  natureza e  
sade, no por meio da satisfao dos apetites inferiores e das paixes, se encontrar verdadeira 
cura ou refrigrio para o corpo e a alma. Entre os enfermos muitos existem que esto sem Deus e 
sem esperana. Sofrem de desejos insatisfeitos, desordenadas paixes, e a condenao da 
prpria conscincia; esto-se desprendendo desta vida, e no tm nenhuma perspectiva quanto  
por vir. No esperem os assistentes dos enfermos benefici-los
Pg. 247
com o conceder-lhes frvolas e excitantes satisfaes. Estas tm sido a runa de sua vida. A alma 
faminta e sedenta continuar a ter fome e sede enquanto buscar encontrar aqui satisfaes. Os 
que bebem da fonte do prazer egosta esto enganados. Confundem o riso com a fora, e uma vez 
passada a euforia, a inspirao termina, e so deixados entregues ao descontentamento e 
desnimo.
A permanente paz, o verdadeiro descanso do esprito, no tm seno uma Fonte. Foi desta que 
Cristo falou quando disse: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos 
aliviarei." Mat. 11:28. "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; no vo-la dou como o mundo a d. 
No se turbe o vosso corao, nem se atemorize." Joo 14:27. Essa paz no  qualquer coisa que 
Ele d  parte de Si mesmo. Ela est em Cristo, e s a podemos receber recebendo a Cristo.
Cristo  a fonte da vida. O que muitos necessitam  possuir dEle mais clara compreenso; 
precisam ser paciente, bondosa e fervorosamente ensinados quanto  maneira em que podem 
abrir inteiramente o ser s curativas foras celestes. Quando a luz solar do amor de Deus ilumina 
as mais escuras cmaras da alma, cessam o desassossego, a fadiga e o descontentamento, e 
satisfatrias alegrias viro dar vigor  mente, sade e energia ao corpo.
Achamo-nos num mundo de sofrimento. Dificuldades, provaes e dores nos aguardam em todo o 
percurso para o lar celeste. Muitos existem, porm, que tornam duplamente pesados os fardos da 
vida por estarem continuamente antecipando aflies. Se tm de enfrentar adversidade ou 
decepo,

"Vossas peties sejam em tudo conhecidas diante de Deus... com ao de graas." Filip. 4:6.
Pg. 248
pensam que tudo se encaminha para a runa, que sua sorte  a mais dura de todas, que vo por 
certo cair em necessidade. Trazem assim sobre si o infortnio, e lanam sombras sobre todos os 
que os rodeiam. A prpria vida se lhes torna um fardo. Mas no precisa ser assim. Custar um 
decidido esforo o mudar a corrente de seus pensamentos. Mas a mudana se pode operar. Sua 
felicidade, tanto nesta vida como na futura, depende de que fixem a mente em coisas animadoras. 
Desviem-se eles do sombrio quadro, que  imaginrio, voltando-se para os benefcios que Deus 
lhes tem espargido na estrada, e para alm destes, aos invisveis e eternos.
Para toda aprovao proveu Deus auxlio. Quando Israel, no deserto, chegou s guas amargas 
de Mara, Moiss clamou ao Senhor. Este no proveu nenhum remdio novo; chamou a ateno 
para o que lhes estava ao alcance. Um arbusto por Ele criado devia ser lanado na fonte para 
tornar a gua pura e doce. Isto feito, o povo bebeu dela e refrigerou-se. Em toda provao, se O 
buscarmos, Cristo nos dar auxlio. Nossos olhos se abriro para discernir as restauradoras 
promessas registradas em Sua Palavra. O Esprito Santo nos ensinar a apoderar-nos de toda 
bno, que servir de antdoto para o desgosto. Para toda amarga experincia havemos de 
encontrar um ramo restaurador.
No devemos permitir que o futuro, com seus difceis problemas, suas no satisfatrias 
perspectivas, faam nosso corao desfalecer, tremer-nos os joelhos, pender-nos as mos. "... Se 
apodere da Minha fora", diz o Poderoso, "e faa paz comigo; sim, que faa paz comigo." Isa. 27:5. 
Os que submetem a vida a Sua direo e a Seu servio, jamais se vero colocados numa posio 
para a qual Ele no haja tomado providncias. Seja qual for nossa situao, se somos cumpridores 
de Sua Palavra, temos um Guia a nos dirigir o caminho, seja
Pg. 249
qual for nossa perplexidade, temos um seguro Conselheiro; seja qual for nossa tristeza, perda ou 
solido, possumos um Amigo cheio de compassivo interesse.
Se, em nossa ignorncia, damos passos em falso, nosso Salvador no nos abandona. Nunca 
precisamos sentir que nos achamos ss. Temos anjos por companheiros. O Consolador que Cristo 
nos prometeu enviar em Seu nome permanece conosco. No caminho que conduz  cidade de 
Deus no h dificuldades que os que nEle confiam no possam vencer. No existem perigos de 
que no lhes seja possvel escapar. No h uma tristeza, uma ofensa, uma fraqueza humana para 
a qual no haja Ele provido o remdio.
Ningum tem necessidade de se abandonar ao desnimo e desespero. Satans poder se 
achegar a vs com a cruel sugesto: "Teu caso  desesperado. s irremissvel." Mas h para vs 
esperana em Cristo. Deus no nos manda vencer em nossas prprias foras. Pede-nos que nos 
acheguemos bem estreitamente a Ele. Sejam quais forem as dificuldades sob que labutemos, que 
nos faam vergar o corpo e a alma, Ele est  espera de nos libertar.
Aquele que tomou sobre Si a humanidade sabe compadecer-Se dos sofrimentos dela. Cristo no 
s conhece cada alma, suas necessidades e provaes particulares, mas tambm sabe todas as 
circunstncias que atritam e desconcertam o esprito. Sua mo se estende em piedosa ternura a 
todo filho em sofrimento. Os que mais sofrem, mais simpatia e piedade dEle recebem. Comove-Se 
com o sentimento de nossas enfermidades, e deseja que Lhe lancemos aos ps as perplexidades 
e aflies, deixando-as ali.
No  sbio olhar-nos a ns mesmos, e estudar nossas emoes. Se assim fazemos, o inimigo 
apresentar dificuldades e tentaes que enfraquecero a f e destruiro o nimo. Estudar 
atentamente nossas emoes e dar curso aos sentimentos  entreter a dvida, e enredar-nos em 
perplexidades. Devemos desviar os olhos do prprio eu para Jesus.
Pg. 250
"E a paz de Deus, para a qual tambm fostes chamados em um corpo, domine em vossos 
coraes; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vs abundantemente. ... E, quanto 
fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus." Col. 3:15-17.

Quando sois assaltados pelas tentaes, quando o cuidado, a perplexidade e as trevas parecem 
circundar vossa alma, olhai para o lugar em que pela ltima vez vistes a luz. Descansai no amor de 
Cristo, e sob Seu protetor cuidado. Quando o pecado luta pelo predomnio no corao, quando a 
culpa oprime a alma e sobrecarrega a conscincia, quando a incredulidade obscurece a mente - 
lembrai-vos de que a graa de Cristo  suficiente para subjugar o pecado e banir a escurido. 
Entrando em comunho com o Salvador, penetramos na regio da paz.
As Promessas de Restaurao
"O Senhor resgata a alma dos Seus servos,
E nenhum dos que nEle confiam ser condenado." Sal. 34:22.

"No temor do Senhor, h firme confiana,
E Ele ser um refgio para Seus filhos." Prov. 14:26.

"Sio diz: J me desamparou o Senhor;
O Senhor Se esqueceu de mim.
Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria,
Que se no compadea dele, do filho do seu ventre?
Mas, ainda que esta se esquecesse, Eu, todavia, Me no esquecerei de ti.
Eis que, na palma das Minhas mos, te tenho gravado." Isa. 49:14-16.
Pg. 251
"No temas, porque Eu sou contigo;
No te assombres, porque Eu sou o teu Deus;
Eu te esforo, e te ajudo, e te sustento com a destra da Minha justia." Isa. 41:10.

"Vs, a quem trouxe nos braos desde o ventre
E levei desde a madre.
E at  velhice Eu serei o mesmo
E ainda at s cs Eu vos trarei;
Eu o fiz, e Eu vos levarei,
E Eu vos trarei e vos guardarei." Isa. 46:3 e 4.

Coisa alguma tende mais a promover a sade do corpo e da alma do que um esprito de gratido e 
louvor.  um positivo dever resistir  melancolia, s idias e sentimentos de descontentamento - 
dever to grande como  orar. Se nos destinamos ao Cu, como poderemos ir qual bando de 
lamentadores, gemendo e queixando-nos por todo o caminho da casa de nosso Pai?
Os professos cristos que se esto sempre queixando, e que parecem julgar que a alegria e a 
felicidade sejam um pecado, no possuem genuna religio. Os que encontram um funesto prazer 
em tudo que  melancolia no mundo natural; que preferem olhar s folhas mortas em vez de colher 
as belas flores vivas; que no vem beleza nas elevaes das grandes montanhas e nos vales 
revestidos de luxuriante verdor; que fecham os sentidos  jubilosa voz que lhes fala na natureza e 
 doce e harmoniosa ao ouvido atento - estes no esto em Cristo. Esto colhendo para si 
mesmos tristezas e sombras, quando poderiam ter esplendor, o prprio Sol da Justia surgindo-
lhes no corao e trazendo sade em Seus raios.
Freqentemente vosso esprito se poder nublar por causa do sofrimento. No busqueis pensar 
ento. Sabeis que Jesus vos ama. Ele compreende vossa fraqueza. Podeis fazer Sua vontade com 
o simples repousar em Seus braos.
 uma lei da natureza que nossas idias e sentimentos sejam animados e fortalecidos ao lhes 
darmos expresso. Ao
Pg. 252
passo que as palavras exprimem pensamentos,  tambm verdade que estes seguem aquelas. Se 
exprimssemos mais a nossa f, mais nos regozijssemos nas bnos que sabemos possuir - a 
grande misericrdia e o amor de Deus - teramos mais f
Pg. 253
e maior alegria. Lngua alguma pode traduzir, nenhuma mente conceber a bno que resulta de 
apreciar a bondade e o amor de Deus. Mesmo na Terra podemos fruir alegria como uma fonte 
inesgotvel, porque se nutre das correntes que emanam do trono de Deus.
Eduquemos, pois, o corao e os lbios a entoar o louvor de Deus por Seu incomparvel amor. 
Eduquemos a alma a ser esperanosa, e a permanecer na luz que irradia da cruz do Calvrio. 
Nunca devemos nos esquecer de que somos filhos do celeste Rei, filhos e filhas do Senhor dos 
Exrcitos.  nosso privilgio manter um calmo repouso em Deus.
"E a paz de Deus, ... domine em vossos coraes; e sede agradecidos." Col. 3:15. Esquecendo 
nossas prprias dificuldades e aflies, louvemos a Deus pela oportunidade de viver para glria de 
Seu nome. Que as novas bnos de cada dia nos despertem no corao louvor por esses 
testemunhos de Seu amoroso cuidado. Quando abris os olhos pela manh, dai graas a Deus por 
vos haver guardado durante a noite. Agradecei-Lhe pela paz que tendes no corao. De manh, 
ao meio-dia e  noite, qual suave perfume, ascenda ao Cu a vossa gratido.
Quando algum vos pergunta como vos sentis, no penseis em qualquer coisa triste para contar a 
fim de atrair simpatia. No faleis de vossa falta de f e de vossas aflies e sofrimentos. O tentador 
se deleita em ouvir palavras assim. Quando falais em assuntos sombrios, estais a glorific-lo. No 
nos devemos demorar no grande poder de Satans para nos vencer. Entregamo-nos muitas vezes 
em suas mos por falar no poder dele. Falemos ao contrrio no grande poder de Deus para ligar 
aos Seus todos os nossos interesses. Falai do incomparvel poder de Cristo, e de Sua glria. Todo 
o Cu est interessado em nossa salvao. Os anjos de Deus, milhares de milhares, e mirades de 
mirades, so comissionados a ministrar aos que ho de herdar a salvao. Eles nos guardam do 
mal, e repelem os poderes das trevas que nos esto procurando
Pg. 254
destruir. No temos ns motivo de ser a todo momento agradecidos, mesmo quando existem 
aparentes dificuldades em nosso caminho?
Cantar Louvores
Que o louvor e aes de graas sejam expressos em cnticos. Quando tentados, em lugar de dar 
expresso a nossos sentimentos, ergamos pela f um hino de graas a Deus.
Louvamos-Te,  Deus, pelo dom de Jesus,
Que por ns, pecadores, foi morto na cruz.

Coro
Aleluia! Toda a glria Te rendemos sem fim.
Aleluia! Tua graa imploramos. Amm.

Louvamos-Te,  Deus, pelo Esprito, luz
Que nos tira das trevas e a Cristo conduz.

, vem nos encher de celeste fervor,
De esperana e bondade, de f, zelo e amor.
O canto  uma arma que podemos empregar sempre contra o desnimo. Ao abrirmos assim o 
corao  luz da presena do Salvador, teremos sade e Sua bno.

"No vos deixarei rfos; voltarei para vs. Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; no vo-la dou 
como o mundo a d. No se turbe o vosso corao, nem se atemorize." Joo 14:18 e 27.
Pg. 255
"Louvai ao Senhor, porque Ele  bom,
        Porque a Sua benignidade  para sempre.
Digam-no os remidos do Senhor,
        Os que remiu da mo do inimigo." Sal. 107:1 e 2.

"Cantai-Lhe, cantai-Lhe salmos;
        Falai de todas as Suas maravilhas.
Gloriai-vos no Seu santo nome;
        Alegre-se o corao daqueles que buscam ao Senhor." Sal. 105:2 e 3.

"Pois fartou a alma sedenta
        E encheu de bens a alma faminta,
Tal como a que se assenta nas trevas e sombra da morte,
        Presa em aflio e em ferro.
Ento, clamaram ao Senhor na sua angstia,
        E Ele os livrou das suas necessidades.
Tirou-o das trevas e sombra da morte
        E quebrou as suas prises.
Louvem ao Senhor pela Sua bondade
E pelas Suas maravilhas para com os filhos dos homens."
Sal. 107:9, 10, 13-15.

"Por que ests abatida,  minha alma,
E por que te perturbas dentro de mim?
        Espera em Deus,
Pois ainda O louvarei.
Ele  a salvao da minha face
        E o meu Deus." Sal. 42:11.

"Em tudo dai graas, porque esta  a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." I Tess. 
5:18. Esta ordem  uma certeza de que mesmo as coisas que nos parecem ser adversas 
contribuiro para o nosso bem. Deus no nos mandaria ser agradecidos por aquilo que nos 
causasse dano.

"O Senhor  a minha luz e a minha salvao;
        A quem temerei?
O Senhor  a fora da minha vida;
        De quem me recearei? Sal. 27:1.

"No dia da adversidade me esconder no Seu pavilho;
        No oculto do Seu tabernculo me esconder. ...
Pelo que oferecerei sacrifcio de jbilo no Seu tabernculo;
Cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor." Sal. 27:5 e 6.
Pg. 256
"Esperei com pacincia no Senhor,
E Ele Se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
Tirou-me de um lago horrvel, de um charco de lodo;
Ps os meus ps sobre uma rocha, firmou os meus passos;
E ps um novo cntico na minha boca, um hino ao nosso Deus."
Sal. 40:1-3.

"O Senhor  a minha fora e o meu escudo;
NEle confiou o meu corao, e fui socorrido;
Pelo que o meu corao salta de prazer,
E com o meu canto O louvarei." Sal. 28:7.

Um dos mais seguros impedimentos  restaurao dos enfermos  o concentrarem a ateno em 
si mesmos. Muitos invlidos acham que todo o mundo lhes devia mostrar simpatia e dar auxlio, 
quando o que eles precisam  desviar a ateno de si mesmos e pensar nos outros, e deles 
cuidar.
Muitas vezes so solicitadas oraes pelos aflitos, os tristes e desanimados, e isso  correto. 
Devemos rogar que Deus derrame luz na mente obscurecida, e conforte o corao magoado. Mas 
Deus s atende s oraes em favor dos que se colocam no rumo de Suas bnos. Ao mesmo 
tempo que pedimos por esses aflitos, devemos estimul-los a se esforar por ajudar aos que se 
acham mais necessitados que eles. Dissipar-se-o as trevas de seu prprio corao enquanto 
buscam auxiliar a outros. Ao buscarmos confortar nosso semelhante com o conforto com que ns 
mesmos somos confortados, a bno nos  devolvida.
O captulo 58 de Isaas  uma prescrio tanto para as doenas do corpo como para as da alma. 
Se desejamos sade e a verdadeira alegria da vida, devemos pr em prtica as regras dadas 
nesta escritura. Diz o Senhor quanto ao servio que Lhe  aceitvel e a suas bnos:
"No  tambm que repartas o teu po com o faminto
E recolhas em casa os pobres desterrados?
E, vendo o nu, o cubras
E no te escondas daquele que  da tua carne?
Pg. 257
Ento, romper a tua luz como a alva,
E a tua cura apressadamente brotar,
E a tua justia ir adiante da tua face,
E a glria do Senhor ser a tua retaguarda.
Ento, clamars, e o Senhor te responder;
Gritars, e Ele dir: Eis-me aqui;
Acontecer isso se tirares do meio de ti o jugo,
O estender do dedo e o falar vaidade;
E, se abrires a tua alma ao faminto
E fartares a alma aflita,
Ento, a tua luz nascer nas trevas,
E a tua escurido ser como o meio-dia.
E o Senhor te guiar continuamente,
E fartar a tua alma em lugares secos,
E fortificar teus ossos;
E sers como um jardim regado
E como um manancial cujas guas nunca faltam." Isa. 58:7-11.
As boas aes so bnos duplas, beneficiando tanto o que pratica como o que  objeto da 
bondade. A conscincia de proceder bem  um dos melhores medicamentos para corpos e mentes 
enfermos. Quando a mente est livre e satisfeita por um sentimento de dever cumprido e o prazer 
de proporcionar felicidade a outros, a animadora influncia traz vida nova a todo o ser.
Que o invlido, em lugar de exigir constantemente simpatia, procure comunic-la a outros. Que o 
fardo de vossa prpria fraqueza, dor e aflio seja lanado sobre o compassivo Salvador. Abri o 
corao ao Seu amor, e deixai que este flua para os outros. Lembrai-vos de que todos tm 
provaes duras de suportar, tentaes difceis de resistir, e est em vossas mos fazer qualquer 
coisa para aliviar esses fardos. Exprimi gratido pelas bnos que tendes; mostrai apreciao 
pelas atenes de que sois objeto. Mantende o corao cheio das preciosas promessas de Deus, 
a fim de que possais tirar desse tesouro palavras que sejam um conforto e vigor para outros. Isso 
vos circundar de uma atmosfera que ser benfica e enobrecedora. Seja vossa aspirao 
beneficiar os que vos rodeiam,
Pg. 258
e encontrareis sempre ocasio de ser teis, tanto aos membros de vossa prpria famlia, como aos 
outros.
Se os que esto padecendo m sade esquecessem o prprio eu em seu interesse pelos demais; 
se cumprissem o mandamento do Senhor de ajudar aos mais necessitados que eles, haveriam de 
compreender a veracidade da proftica promessa: "Ento, romper a tua luz como a alva, e a tua 
cura apressadamente brotar." Isa. 58:8.
Mara e ElimHoje  Elim com suas palmeiras e fontes,
E sombra feliz para a fadiga do deserto.
Ontem foi Mara, somente rocha e sal,
Solido sem fim e penosa canseira.
Contudo, o mesmo deserto encerra ambas,
A mesma brisa sobre ambas sopra;
O mesmo vale abriga uma e outra,
E as mesmas montanhas as envolvem.

Assim  conosco sobre a Terra, e assim,
Quanto eu saiba, sempre foi.
O amargo e o doce, a dor e a alegria,
Jazem lado a lado,  parte apenas um dia.
Por vezes Deus converte o amargo em doce,
Por vezes nos abriga na concha de Sua mo.
Por vezes nos guia a fontes aprazveis;
Por vezes nos traz a um osis de palmeiras.

Que importa? A prova no ser longa.
De igual modo passam Mara e Elim.
Fontes e palmeiras ficam para trs,
Chegamos  cidade de nosso Deus enfim.
Oh! terra feliz! alm destes montes solitrios,
Onde jorram cantando as fontes eternas.
Oh! santo paraso! Oh! bendita manso!
Onde breve finda nossa peregrinao.
Horcio Bonar
Traduo livre de J. S. Schwantes
Pg. 259
Bendita Segurana
Que segurana! Sou de Jesus!
Eu j desfruto bnos da luz!
Sei que herdeiro sou de meu Deus;
Ele me leva  glria dos Cus!
Coro
Canta, minh'alma! Canta ao Senhor!
Rende-Lhe sempre honra e louvor!
Canta, minh'alma! Canta ao Senhor!
Rende-Lhe sempre honra e louvor!
Sendo submisso sempre ao bem,
Sinto os enlevos puros do alm;
Anjos, descendo, trazem do alvor
Ecos da graa, bnos do amor.
Sempre vivendo em Seu grande amor,
Me regozijo em meu Salvador;
Esperanoso, vivo na luz;
Quanta bondade tem meu Jesus!
Fanny J. Crosby
19
Em Contato com a Natureza
Pg. 261
O Criador escolheu para nossos primeiros pais o ambiente que mais convinha a sua sade e 
felicidade. No os colocou num palcio, nem os rodeou dos adornos e luxos artificiais que tantos 
lutam hoje em dia por obter. P-los em ntimo contato com a natureza, em estrita comunho com 
os santos entes celestiais.
No jardim que Deus preparou para servir de lar a Seus filhos, graciosos arbustos e flores delicadas 
saudavam por toda parte o olhar. Havia rvores de toda variedade, muitas delas carregadas de 
aromticos e deliciosos frutos. Em seus ramos gorjeavam os pssaros seus cnticos de louvor.  
sua sombra, livres de temor, brincavam juntas as criaturas da Terra.
Ado e Eva, em sua imaculada pureza, deleitavam-se nas cenas e nos sons do den. Deus lhes 
designara o trabalho no jardim - "... o lavrar e o guardar". Gn. 2:15. O trabalho de cada dia lhes 
trazia sade e contentamento, e o feliz par saudava com alegria as visitas de seu Criador, quando, 
na virao do dia, andava e falava com eles. Diariamente lhes ensinava Deus Suas lies.
O plano de vida que o Senhor designara a nossos primeiros pais encerra lies para ns. Embora 
haja o pecado
Pg. 262
lanado suas sombras sobre a Terra, Deus deseja que Seus filhos encontrem deleite nas obras de 
Suas mos. Quanto mais estritamente for seguido Seu plano de vida, tanto mais maravilhosamente 
operar Ele para restaurar a sofredora humanidade. O doente necessita ser posto em ntimo 
contato com a natureza. Uma vida ao ar livre, num ambiente natural, operaria maravilhas em favor 
de muitos invlidos, quase sem nenhuma esperana.
O rumor, a confuso e agitao das cidades, sua vida constrangida e artificial, so muito fatigantes 
e exaustivos para o doente. O ar, carregado de fumaa e p, de gases venenosos e de germes de 
doenas, constitui um perigo para a vida. Os doentes se encerram, na maioria dos casos, dentro 
de quatro paredes, e chegam a sentir-se por assim dizer, prisioneiros em seu quarto. Ao olharem 
para fora, a vista encontra casas, caladas, multides apressadas, sem ter talvez uma nesga do 
cu azul ou da luz do sol, de relvas verdes, flores ou rvores.
Pg. 263
Assim contaminados, cismam em seus sofrimentos e dores, tornando-se presa dos prprios 
pensamentos tristes.
E para os que so fracos em poder moral, as cidades enxameiam de perigos. Nelas, os doentes 
que tm apetites no naturais a vencer se encontram continuamente expostos  tentao. Eles 
necessitam ser colocados em novos ambientes, onde haja novo rumo  corrente de seus 
pensamentos; precisam ser postos sob influncias inteiramente diversas das que lhes infelicitaram 
a vida, e por algum tempo afastados de tudo que desvia de Deus, para uma atmosfera mais pura.
As instituies para o cuidado dos doentes seriam incomparavelmente mais bem-sucedidas se 
fossem situadas fora das cidades. O quanto possvel, todos os que esto procurando recuperar a 
sade se devem colocar num ambiente campestre, onde possam fruir os benefcios da vida ao ar 
livre.
Pg. 264
A natureza  o mdico de Deus. O ar puro, a radiosa luz solar, as flores e rvores, os pomares e 
vinhas e o exerccio ao ar livre nessa atmosfera so salutares e vivificantes.
Os mdicos e enfermeiras devem estimular os pacientes a estar demoradamente ao ar livre. A vida 
assim  o nico remdio de que muitos invlidos necessitam. Possui maravilhoso poder para curar 
doenas causadas pelas irritaes e excessos da vida moderna, vida que enfraquece e destri as 
energias do corpo, da mente e da alma.
Quo aprazveis, para os enfermos cansados da vida da cidade, do ofuscante claro das muitas 
luzes e do rudo das ruas, so o sossego e a liberdade do campo! Com que sofreguido se volvem 
eles para as cenas da Natureza! Com que prazer se sentariam fora para fruir a luz solar e respirar 
o perfume das rvores e das flores! H vivificantes propriedades no blsamo do pinheiro, na 
fragrncia do cedro e do abeto, e outras rvores tm tambm propriedades curadoras.
Em caso de doena crnica, nada influi mais para o restabelecimento da sade e felicidade do que 
viver no meio das atraentes cenas do campo. A, os mais enfraquecidos enfermos podem sentar-se 
ou estar deitados  luz do sol ou  sombra das rvores. Basta-lhes levantar os olhos para verem 
sobre si a folhagem magnfica. Uma suave sensao de repouso e alvio os envolve quando 
ouvem o murmrio da brisa. Os espritos abatidos revivem. As foras que se esgotavam se 
refazem. Inconscientemente, o esprito inunda-se de paz, e o pulso febril torna-se mais calmo e 
regular.  medida que os doentes se fortalecem, vo-se aventurando a dar alguns passos para 
colher delicadas flores, preciosas mensageiras do amor de Deus  Sua famlia sofredora neste 
mundo.
Devem ser feitos planos a fim de conservar os doentes ao ar livre. Procurai alguma ocupao 
agradvel e fcil para os que podem trabalhar. Fazei-lhes compreender quo agradvel e salutar  
este trabalho ao ar livre. Entusiasmai-os a encher os pulmes com ar puro. Ensinai-os a respirar 
fundo
Pg. 265
e a exercitar os msculos abdominais quando respiram e falam. Eis um hbito que lhes ser de 
valor incalculvel.
O exerccio ao ar livre devia ser prescrito como necessidade vital. E para tal exerccio nada h 
melhor do que o cultivo do solo. Dai aos pacientes canteiros a cultivar, ou fazei-os trabalhar no 
pomar ou na horta. Levando-os assim a deixar seus quartos e a passar o tempo ao ar livre, a 
cultivar flores ou a fazer algum outro trabalho leve e agradvel, sua ateno ser afastada de si 
mesmos e de seus sofrimentos.
Quanto mais o paciente puder ser conservado ao ar livre, de menos cuidados necessitar. Quanto 
mais agradvel for o ambiente, mais se encher de nimo. Encerrado numa casa, embora 
elegantemente mobilada, torna-se nervoso e sombrio. Rodeai-o das coisas da Natureza, colocai-o 
onde possa ver desabrochar as flores e ouvir trinar os pssaros, e ento seu corao cantar em 
unssono com as canes das aves. O corpo e a alma experimentaro alvio. A inteligncia 
despertar, a imaginao ser estimulada, e preparado o esprito para apreciar a beleza da 
Palavra de Deus.
Na Natureza os doentes sempre encontram algo com que afastar a ateno de si mesmos e dirigir 
seus pensamentos para Deus. Rodeados de Suas maravilhosas obras, seu esprito  elevado das 
coisas visveis para as invisveis. A formosura da

"D vigor ao cansado e multiplica as foras ao que no tem nenhum vigor." Isa. 40:29.
Pg. 266
Natureza leva-os a pensar na ptria celeste, onde nada haver para comprometer a beleza, 
corromper ou destruir, nem causar doena ou morte.
Extraiam os mdicos e enfermeiras, das coisas da Natureza, lies que faam conhecer a Deus. 
Chamem a ateno dos pacientes para Aquele cuja mo fez as majestosas rvores, a relva e as 
flores, levando-os a descobrir em cada boto e em cada flor uma expresso do amor de Deus 
pelos Seus filhos. Ele que tem cuidado das rvores e das flores cuidar tambm dos entes 
formados  Sua prpria imagem.
Ao ar livre, no meio das coisas que Deus criou, respirando ar puro e sadio, falar-se- melhor ao 
doente da vida nova em Cristo. A pode ser lida a Palavra de Deus, e a luz da justia de Cristo 
brilhar em coraes entenebrecidos pelo pecado.
Pg. 267
Splica
Oh, se eu pudesse, dia a dia,
Mais perto estar de Deus!
Quo suave o tempo se escoaria,
Cumprindo os mandos Seus!

Quero contigo,  Pai, viver
Em vida nova assim,
Em Ti achando o meu prazer,
- Prazer puro e sem fim.

Vem,  Jesus, meu corao
De Tua presena encher;
Faze-o constante habitao,
Regendo assim meu ser.
Benjamim Cleveland

 assim que homens e mulheres, necessitados de cura fsica e espiritual, podem ser postos em 
contato com aqueles cujas palavras e aes os atrairo para Cristo. Sero colocados sob a 
influncia do grande Mdico-Missionrio, que pode curar tanto a alma como o corpo. Ouviro a 
narrativa do amor do Salvador, do perdo gratuitamente concedido a todos os que dEle se 
aproximam confessando os pecados.
Sob tais influncias, muito entes sofredores sero guiados para o caminho da vida. Os anjos do 
Cu cooperam com os instrumentos humanos, trazendo nimo, esperana, alegria e paz aos 
coraes dos enfermos e aflitos. Nessas condies, os doentes so duplamente abenoados, e 
muitos encontram a sade. O passo hesitante retoma sua elasticidade, os olhos recuperam seu 
brilho. O desesperado adquire nova esperana. O rosto abatido ganha expresso de alegria. Os 
acentos lamentosos da voz do lugar a acentos de jbilo e regozijo.
Recuperando a sade fsica, homens e mulheres ficam mais aptos a exercer aquela f em Cristo 
que assegura a sade da alma. H inexprimvel paz, alegria e repouso na conscincia dos 
pecados perdoados. A anuviada esperana do cristo
Pg. 268
resplandece com um brilho novo. Estas palavras exprimem a sua f: "Deus  nosso refgio e 
fortaleza, socorro bem presente na angstia". Sal. 46:1. "Ainda que eu andasse pelo vale da 
sombra da morte, no temeria mal algum, porque Tu ests comigo; a Tua vara e o Teu cajado me 
consolam." Sal. 23:4. "D vigor ao cansado e multiplica as foras ao que no tem nenhum vigor." 
Isa. 40:29.
A Ti, Senhor, meu Deus,
Levanto os olhos meus,
Ouve o clamor!
Nunca me deixes s,
Levanta-me do p,
De mim, Senhor, tem d,
Por Teu amor!
Concede ao corao
Fora e resoluo,
Zelo sem fim;
Seja este fraco amor
Por Ti meu Salvador,
Meu Rei e Benfeitor,
Eterno, sim!
Do mundo a vida, aqui,
Nem sempre me sorri,
Nem satisfaz;
Transforma a escurido!
Renove a Tua mo
O indigno corao,
E d-me paz!
Ray Palmer
V. Princpios de Sade
Sem algum conhecimento dos princpios de sade ningum est em condio de assumir as 
responsabilidades da vida.
20
Higiene Geral
Pg. 269
Pg. 270
Pg. 271
O conhecimento de que o homem deve ser um templo para Deus, uma morada para a revelao 
de Sua glria, deve ser o mais alto incentivo ao cuidado e desenvolvimento de nossas faculdades 
fsicas. Terrvel e maravilhosamente tem o Criador operado na estrutura humana, e nos ordena que 
a estudemos para lhe compreender as necessidades e fazermos nossa parte no preserv-la de 
dano e contaminao.
A Circulao do Sangue
Para termos boa sade,  necessrio que tenhamos bom sangue; pois este  a corrente da vida. 
Ele repara os desgastes e nutre o corpo. Quando provido dos devidos elementos de alimentao e 
purificado e vitalizado pelo contato com o ar puro, leva a cada parte do organismo vida e vigor. 
Quanto mais perfeita a circulao, tanto melhor se realizar esse trabalho.
A cada pulsao do corao, o sangue deve fazer, rpida e facilmente, seu caminho a todas as 
partes do corpo. Sua circulao no deve ser estorvada por vesturios ou cintas apertadas, nem 
por deficiente agasalho dos membros. Seja o que for que prejudique a circulao, fora o sangue a 
voltar aos
Pg. 272
rgos vitais, congestionando-os. Dor de cabea, tosse, palpitao, ou indigesto, eis muitas 
vezes os resultados.
A Respirao
Para possuir bom sangue,  preciso respirar bem. Plena e profunda inspirao de ar puro, que 
encha os pulmes de oxignio, purifica o sangue. Isso comunica ao mesmo uma cor viva, 
enviando-o, qual corrente vitalizadora, a todas as partes do corpo. Uma boa respirao acalma os 
nervos, estimula o apetite e melhora a digesto, o que conduz a um sono profundo e restaurador.
Deve-se conceder aos pulmes a maior liberdade possvel. Sua capacidade se desenvolve pela 
liberdade de ao; diminui, se eles so constrangidos e comprimidos. Da os maus efeitos do 
hbito to comum, especialmente em trabalhos sedentrios,
Pg. 273
de ficar todo dobrado sobre a tarefa em mo. Nessa postura  impossvel respirar profundamente. 
A respirao superficial torna-se em breve um hbito, e os pulmes perdem a capacidade de 
expanso. Idntico efeito  produzido por qualquer constrio. No se proporciona assim espao 
suficiente  parte inferior do peito; os msculos abdominais, destinados a auxiliar na respirao, 
no desempenham plenamente seu papel, e os pulmes so restringidos em sua ao.
Assim  recebida uma deficiente proviso de oxignio. O sangue move-se lentamente. Os 
resduos, matria venenosa que devia ser expelida nas exalaes dos pulmes, so retidos, e o 
sangue se torna impuro. No somente os pulmes, mas o estmago, o fgado e o crebro so 
afetados. A pele torna-se plida,  retardada a digesto; o corao fica deprimido; o crebro 
nublado; confusos os pensamentos; baixam sombras sobre o esprito; todo o organismo se torna 
deprimido e inativo, e especialmente suscetvel  doena.
Pg. 274
Os pulmes esto de contnuo expelindo impurezas, e necessitam ser constantemente abastecidos 
de ar puro. O ar contaminado no proporciona a necessria proviso de oxignio, e o sangue 
passa ao crebro e aos outros rgos sem o elemento vitalizador. Da a necessidade de perfeita 
ventilao. Viver em aposentos fechados, mal arejados, onde o ar  sem vida e viciado, 
enfraquece todo o organismo. Este se torna particularmente sensvel  influncia do frio, e uma 
leve exposio leva  doena.  o viver muito fechadas, dentro de casa, que faz muitas mulheres 
plidas e fracas. Respiram o mesmo ar repetidamente, at que ele se carrega de venenosos 
elementos expelidos pelos pulmes e os poros; e assim as impurezas so novamente levadas ao 
sangue.
Ventilao e Luz Solar
Na construo de edifcios, seja para fins pblicos seja para morada, devia-se tomar cuidado de 
providenciar quanto  boa ventilao e abundncia de luz. As igrejas e salas de aula so muitas 
vezes deficientes a esse respeito. A negligncia da ventilao apropriada  responsvel por muita 
morosidade e sonolncia que destri o efeito de muitos sermes e torna fatigante e ineficaz o 
trabalho do professor.
O quanto possvel, os prdios destinados a servir de morada devem ser situados em terreno alto e 
enxuto. Isso garantir um lugar seco, prevenindo o perigo de doenas contradas pela umidade e a 
podrido. Esse assunto  com demasiada freqncia considerado muito levemente. Sade frgil, 
doenas srias e muitas mortes so o resultado da umidade e da podrido de lugares baixos e 
com deficiente escoamento.
Na construo de casas  de especial importncia assegurar perfeita ventilao e abundncia de 
sol. Haja uma corrente de ar e quantidade de luz em cada aposento da casa. Os quartos de dormir 
devem ser colocados de maneira a terem ampla
Pg. 275
circulao de ar noite e dia. Nenhum aposento  apropriado para servir de dormitrio, a menos que 
possa ser completamente aberto todos os dias ao ar e ao sol. Em muitos pases, os quartos de 
dormir precisam ser aparelhados com aquecimento, para que fiquem completamente aquecidos e 
secos no tempo frio ou mido.
O quarto dos hspedes deve merecer cuidados iguais aos que se destinam a uso constante. Como 
os demais dormitrios, deve receber ar e sol, e ser aparelhado com meios de aquecimento, a fim 
de secar a umidade que geralmente se acumula num aposento que no  sempre usado. Quem 
quer que durma num quarto no banhado por sol, ou ocupe uma cama que no seja bem seca e 
arejada, o faz com risco da sade, e muitas vezes da prpria vida.
Ao construir sua casa, muitos tomam cuidadosas providncias quanto s plantas e flores. A estufa 
ou a janela dedicada s mesmas  quente e ensolarada; pois sem calor, ar e sol, as plantas no 
poderiam existir e florescer. Se essas condies so necessrias  vida das plantas, quo mais 
necessrias so  nossa sade e  de nossa famlia e hspedes!
Se queremos que nosso lar seja a morada da sade e da felicidade, devemos coloc-lo acima da 
poluio e neblinas das baixadas, dando livre entrada aos celestes elementos de vida. Dispensai 
as pesadas cortinas, abri as janelas e persianas, no permitais que trepadeiras, por mais belas que 
sejam, vos ensombrem as janelas, nem que nenhuma rvore fique to prxima da casa que 
impea a luz do sol de nela penetrar. Talvez essa luz desbote as cortinas e os tapetes, e manche 
os quadros; dar, porm, saudvel vivacidade aos rostos das crianas.
Os que tm de atender a pessoas idosas devem lembrar que estas, especialmente, precisam de 
quartos quentes, confortveis. O vigor declina  medida que avana a idade, deixando menos 
vitalidade para resistir s influncias insalubres; da a maior necessidade dos velhos, quanto a 
abundncia de luz solar e de ar renovado e puro.
Pg. 276
O escrupuloso asseio  indispensvel tanto  sade fsica como  mental. Impurezas so 
constantemente expelidas do corpo por meio da pele. Seus milhes de poros logo ficam 
obstrudos, a menos que se mantenham limpos mediante banhos freqentes, e as impurezas que 
deviam sair pela pele se tornam mais uma sobrecarga aos outros rgos eliminadores.
Muitas pessoas tirariam proveito de um banho frio ou tpido cada dia, pela manh ou  noite. Em 
vez de tornar mais sujeito a resfriados, um banho devidamente tomado fortalece contra os 
mesmos, porque melhora a circulao; o sangue  levado  superfcie, conseguindo-se que ele 
aflua mais fcil e regularmente s vrias partes do organismo. A mente e o corpo so igualmente 
revigorados. Os msculos tornam-se mais flexveis, mais vivo o intelecto. O banho  um calmante 
dos nervos. Ajuda os intestinos, o estmago e o fgado, dando sade e energia a cada um, o que 
promove a digesto.
Tambm  importante que a roupa esteja sempre limpa. O vesturio usado absorve os resduos 
expelidos pelos poros; no sendo freqentemente mudado e lavado, sero as impurezas 
reabsorvidas.
Toda forma de desasseio tende  enfermidade. Germes produtores de morte pululam nos recantos 
escuros e negligenciados, em apodrecidos detritos, na umidade, no mofo e bolor. Nada de 
verduras deterioradas ou montes de folhas secas se deve permitir que permanea prximo de 
casa, poluindo e envenenando o ar. Coisa alguma suja ou estragada se deve tolerar dentro de 
casa. Em vilas e cidades consideradas perfeitamente salubres, tem-se verificado que muita 
epidemia de febre se tem originado de matria em decomposio existente em redor da residncia 
de algum negligente chefe de famlia.
Perfeito asseio, quantidade de sol, cuidadosa ateno s condies sanitrias em todos os 
detalhes da vida domstica so essenciais  preveno das doenas e ao contentamento e vigor 
dos habitantes do lar.
21
Higiene Entre os Israelitas
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Nos ensinos dados por Deus a Israel, foi dispensada cuidadosa ateno  conservao da sade. 
O povo que tinha sado da servido, com os hbitos desasseados e nocivos que ela facilita, foram 
sujeitos ao mais rigoroso preparo no deserto, antes de entrar em Cana. Foram-lhes ensinados 
princpios de sade e impostas leis sanitrias.
A Preveno da Doena
No somente em seu culto, mas em todos os assuntos da vida diria, era observada a distino 
entre o limpo e o imundo. Todos quantos eram de algum modo postos em contato com doenas 
contagiosas ou contaminadoras, eram isolados do acampamento, no lhes sendo permitido voltar 
ali sem completa purificao tanto do corpo como das vestes.
No caso de uma pessoa atacada de uma doena contagiosa, eram dadas as seguintes instrues: 
"Toda cama em que se deitar... ser imunda; e toda coisa sobre o que se assentar ser imunda. E 
qualquer que tocar a sua cama lavar as suas vestes, e se banhar em gua, e ser imundo at  
tarde. E aquele que se assentar sobre aquilo em que se assentou... lavar as suas vestes, e se 
banhar
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em gua, e ser imundo at  tarde. E aquele que tocar a carne ... lavar as suas vestes, e se 
banhar em gua, e ser imundo at  tarde. E qualquer que tocar em alguma coisa que estiver 
debaixo dele ser imundo at  tarde; e aquele que a levar lavar as suas vestes, e se banhar em 
gua, e ser imundo at  tarde. Tambm todo aquele em quem [ele] tocar... sem haver lavado as 
suas mos com gua, lavar as suas vestes, e se banhar em gua, e ser imundo at  tarde. E 
o vaso de barro em que tocar... ser quebrado; porm todo vaso de madeira ser lavado com 
gua." Lev. 15:4-7-12.
A lei relativa  lepra tambm demonstra o rigor com que esses regulamentos deviam ser impostos: 
"Todos os dias em que a praga estiver nele [no leproso], ser imundo; imundo est, habitar s; a 
sua habitao ser fora do arraial. Quando tambm em alguma veste houver praga de lepra, ou 
em veste de l, ou em veste de linho, ou no fio urdido, ou no fio tecido, seja de linho, ou seja de l, 
ou em pele, ou em qualquer obra de peles, ... o sacerdote examinar a praga. ... Se a praga se 
houver estendido na veste, ou no fio urdido, ou no fio tecido, ou na pele, para qualquer obra que for 
feita da pele, lepra roedora ; imundo est. Pelo que se queimar aquela veste, ou fio urdido, ou fio 
tecido de l, ou de linho, ou de qualquer obra de peles, em que houver a praga, porque lepra 
roedora ; com fogo se queimar." Lev. 13:46-48, 50-52.
Da mesma maneira, se uma casa apresentava indcios de condies que no a tornavam 
garantida para habitao, era destruda. O sacerdote devia derribar "a casa, as suas pedras, e a 
sua madeira, como tambm todo o barro da casa; e se levar tudo para fora da cidade, a um lugar 
imundo. E o que
Pg. 279
entrar naquela casa, em qualquer dia em que estiver fechada, ser imundo at  tarde. Tambm o 
que se deitar a dormir em tal casa lavar as suas vestes; e o que comer em tal casa lavar as suas 
vestes". Lev. 14:45-47.
Asseio
A necessidade do asseio pessoal foi ensinada da maneira mais impressiva. Antes de se reunirem 
no Monte Sinai para ouvir a proclamao da lei pela voz de Deus, foi exigido do povo que se 
lavassem a si mesmos, e a suas roupas. Esta recomendao foi imposta sob pena de morte. 
Nenhuma impureza devia ser tolerada diante de Deus.
Durante a estada no deserto, os israelitas se achavam quase continuamente ao ar livre, onde as 
impurezas teriam efeito menos nocivo do que nos que vivem em casas fechadas. Mas era 
requerido o mais estrito asseio, tanto dentro como fora de suas tendas. Nenhum lixo devia ficar 
dentro ou em volta do acampamento. O Senhor disse: "O Senhor, teu Deus, anda no meio do teu 
arraial, para te livrar e entregar os teus inimigos diante de ti; pelo que o teu arraial ser santo." 
Deut. 23:14.

"Mas vs sois a gerao eleita, o sacerdcio real, a nao santa, o povo adquirido, para que 
anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz." I Ped. 2:9.
"Que  o que o Senhor, teu Deus, pede de ti, seno que temas o Senhor, teu Deus, e que andes 
em todos os Seus caminhos, e O ames?" Deut. 10:12.
Pg. 280
Regime
A distino entre o limpo e o imundo era feita em todos os assuntos de regime alimentar: "Eu sou o 
Senhor, vosso Deus, que vos separei dos povos. Fareis, pois, diferena entre os animais limpos e 
imundos e entre as aves imundas e as limpas; e a vossa alma no fareis abominvel por causa 
dos animais, ou das aves, ou de tudo o que se arrasta sobre a terra, as quais coisas apartei de 
vs, para t-las por imundas." Lev. 20:24 e 25.
Muitos dos artigos de alimentao livremente comidos pelos pagos que os rodeavam eram 
proibidos aos israelitas. No era feita qualquer distino arbitrria. As coisas proibidas eram 
nocivas. E o fato de serem declaradas imundas ensinava a lio de que as comidas prejudiciais 
so contaminadoras. Aquilo que corrompe o corpo tende a contaminar a alma. Incapacita o que o 
usa para a comunho com Deus, torna-o inapto para servio elevado e santo.
Na Terra Prometida, a disciplina comeada no deserto continuou sob circunstncias favorveis  
formao de bons hbitos. O povo no se aglomerava nas cidades, porm cada famlia possua 
sua prpria terra, garantindo a todos as saudveis bnos da vida natural, no pervertida.
Quanto aos costumes cruis, licenciosos dos cananeus que foram desapossados pelos israelitas, 
disse o Senhor: "E no andeis nos estatutos da gente que Eu lano fora diante da vossa face, 
porque fizeram todas estas coisas; portanto, fui enfadado deles." Lev. 20:23.
Pg. 281
"No meters, pois, abominao em tua casa, para que no sejas antema, assim como ela." 
Deut. 7:26.
Em todos os assuntos da vida diria, aos israelitas era ensinada a lio salientada pelo Esprito 
Santo: "No sabeis vs que sois o templo de Deus e que o Esprito de Deus habita em vs? Se 
algum destruir o templo de Deus, Deus o destruir; porque o templo de Deus, que sois vs,  
santo." I Cor. 3:16 e 17.
Regozijo
"O corao alegre serve de bom remdio." Prov. 17:22. Gratido, regozijo, benignidade, confiana 
no amor e no cuidado de Deus - eis as maiores salvaguardas da sade. Elas deviam ser, para os 
israelitas, as notas predominantes da vida.
A viagem feita trs vezes por ano para as festas anuais em Jerusalm e a estada de sete dias em 
cabanas, durante a festa dos tabernculos, eram oportunidades para recreao ao ar livre e vida 
social. Essas festas eram ocasies de regozijo, tornando-se mais doces e ternas pelo hospitaleiro 
acolhimento dispensado aos estrangeiros, aos levitas e aos pobres.
"E te alegrars por todo o bem que o Senhor, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa, tu, e o levita, 
e o estrangeiro que est no meio de ti." Deut. 26:11.
Assim, nos anos posteriores quando a Lei de Deus foi lida em Jerusalm aos cativos que voltaram 
de Babilnia, e o povo chorava por causa de suas transgresses, foram proferidas as graciosas 
palavras: "No vos lamenteis. ... Ide, e comei as gorduras, e bebei as douras, e enviai pores 
aos que no tm nada preparado para si; porque esse dia  consagrado ao nosso Senhor; 
portanto, no vos entristeais, porque a alegria do Senhor  a vossa fora." Nee. 8:9 e 10.
Pg. 282
E foi publicado e anunciado "por todas as suas cidades e em Jerusalm, dizendo: Sa ao monte e 
trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e 
ramos de rvores espessas, para fazer cabanas, como est escrito. Saiu, pois, o povo, e de tudo 
trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terrao, e nos seus ptios, e nos trios da 
casa de Deus, e na praa da Porta das guas, e na
Pg. 283
praa da Porta de Efraim. E toda a congregao dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas e 
habitou nas cabanas; ... e houve mui grande alegria." Nee. 8:15-17.
Deus deu a Israel instrues em todos os princpios essenciais  sade fsica, bem como  moral, 
e foi com relao a esses princpios, da mesma maneira que aos da lei moral, que Ele lhes 
ordenou: "Estas palavras que hoje te ordeno estaro no teu corao; e as intimars a teus filhos e 
delas falars assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. 
Tambm as atars por sinal na tua mo, e te sero por testeiras entre os teus olhos. E as 
escrevers nos umbrais de tua casa e nas tuas portas." Deut. 6:6-9.
"Quando teu filho te perguntar, pelo tempo adiante, dizendo: Quais so os testemunhos, e 
estatutos, e juzos que o Senhor, nosso Deus, vos ordenou? Ento, dirs a teu filho: ... o Senhor 
nos ordenou que fizssemos todos estes estatutos, para temer ao Senhor, nosso Deus, para o 
nosso perptuo bem, para nos guardar em vida, como no dia de hoje." Deut. 6:20, 21 e 24.
Houvessem os israelitas obedecido s instrues recebidas, e aproveitado suas vantagens, e 
teriam sido para o mundo uma lio objetiva de sade e prosperidade. Se, como um povo, 
houvessem vivido em harmonia com o plano de Deus, teriam sido preservados das doenas que 
afligiam outras naes. Haveriam, mais que qualquer outro povo, possudo resistncia fsica e vigor 
intelectual. Teriam sido a mais poderosa nao da Terra. Deus disse: "Bendito sers mais do que 
todos os povos." Deut. 7:14.
"E o Senhor, hoje, te fez dizer que Lhe sers por povo Seu
Pg. 284
prprio, como te tem dito, e que guardars todos os Seus mandamentos. Para assim te exaltar 
sobre todas as naes que fez, para louvor, e para fama, e para glria, e para que sejas um povo 
santo ao Senhor, teu Deus, como tem dito." Deut. 26:18 e 19.
"E todas estas bnos viro sobre ti e te alcanaro, quando ouvires a voz do Senhor, vosso 
Deus: Bendito sers tu na cidade e bendito sers no campo. Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto 
da tua terra, e o fruto dos teus animais, e a criao das tuas vacas, e os rebanhos das tuas 
ovelhas. Bendito o teu cesto e a tua amassadeira. Bendito sers ao entrares e bendito sers ao 
sares." Deut. 28:2-6.
"O Senhor mandar que a bno esteja contigo nos teus celeiros e em tudo que puseres a tua 
mo; e te abenoar na terra que te der o Senhor, teu Deus. O Senhor te confirmar para Si por 
povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor, teu Deus, e 
andares nos Seus caminhos. E todos os povos da Terra vero que s chamado pelo nome do 
Senhor e tero temor de ti. E o Senhor te dar abundncia de bens no fruto do teu ventre, e no 
fruto dos teus animais, e no fruto da tua terra, sobre a terra que o Senhor jurou a teus pais te dar. 
O Senhor te abrir o Seu bom tesouro, o Cu, para dar chuva  tua terra no seu tempo e para 
abenoar toda a obra das tuas mos. ... E o Senhor te por por cabea e no por cauda; e s 
estars em cima e no

"Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Luc. 19:10.
"No vos deixei rfos; voltarei para vs." Joo 14:18.
"Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; no vo-la dou como o mundo a d. No se turbe o vosso 
corao, nem se atemorize." Joo 14:27.
Pg. 285
debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os 
guardar e fazer." Deut. 28:8-13.
A Aro, o sumo sacerdote, e as seus filhos, foram dadas as orientaes:
"Assim abenoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:

"O Senhor te abenoe e te guarde;
O Senhor faa resplandecer o Seu rosto sobre ti
E tenha misericrdia de ti;
O Senhor sobre ti levante o Seu rosto
E te d a paz.
Assim, poro o Meu nome sobre os filhos de Israel,
E eu os abenoarei." Nm. 6:23-27.

"A tua fora ser como os teus dias.
No h outro,  Jesurum, semelhante a Deus,
Que cavalga sobre os cus para a tua ajuda
E, com a Sua alteza, sobre as mais altas nuvens!
O Deus eterno te seja por habitao,
E por baixo de ti os braos eternos. ...
Israel, pois, habitar s e seguro,
Na terra da fonte de Jac,
Na terra de cereal e de mosto;
E os seus cus gotejaro orvalho.
Bem-aventurado s tu,  Israel!
Quem  como tu, um povo salvo pelo Senhor,
O escudo do teu socorro e a espada da tua alteza?" Deut. 33:25-29.

Os israelitas falharam no cumprimento do desgnio de Deus, deixando assim de receber as 
bnos que lhes teriam pertencido. Mas em Jos e Daniel, em Moiss e Eliseu, e em muitos 
outros, temos nobres exemplos dos resultados do verdadeiro plano de vida. Idntica fidelidade hoje 
produzir os mesmos frutos. Quanto a ns est escrito: 
Pg. 286
"Vs sois a gerao eleita, o sacerdcio real, a nao santa, o povo adquirido, para que anuncieis 
as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz." I Ped. 2:9.
"Bendito o varo que confia no Senhor,
E cuja esperana  o Senhor." Jer. 17:7.
Ele "florescer como a palmeira;
Crescer como o cedro no Lbano.
Os que esto plantados na Casa do Senhor
Florescero nos trios do nosso Deus.
Na velhice ainda daro frutos;
Sero viosos e florescentes." Sal. 92:12-14.

"O teu corao guarde os Meus Mandamentos.
Porque eles aumentaro os teus dias
E te acrescentaro anos de vida e paz." Prov. 3:1 e 2.
"Ento, andars com confiana no teu caminho,
E no tropear o teu p.
Quando te deitares, no temers;
Sim, tu te deitars, e o teu sono ser suave.
No temas o pavor repentino,
Nem a assolao dos mpios quando vier.
Porque o Senhor ser a tua esperana
E guardar os teus ps de serem presos." Prov. 3:23-26.
22
Vesturio
Pg. 287
A Bblia ensina modstia no vesturio. "Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje 
honesto." I Tim. 2:9. Isto probe ostentao nos vestidos, cores berrantes, profusa ornamentao. 
Tudo que tenha o objetivo de chamar a ateno para a pessoa, ou provocar admirao, est 
excludo do traje modesto recomendado pela Palavra de Deus.
Nosso vesturio no deve ser dispendioso - no "com ouro, ou prolas, ou vestidos preciosos". I 
Tim. 2:9.
O dinheiro  um legado de Deus. No nos pertence para gast-lo na satisfao do orgulho ou da 
ambio. Nas mos dos filhos de Deus  alimento para o faminto e roupas para o nu.  uma 
defesa para o oprimido, um meio de restituir a sade ao enfermo, ou de pregar o evangelho ao 
pobre. Podereis levar felicidade a muitos coraes mediante o sbio emprego dos recursos agora 
usados para exibio. Considerai a vida de Cristo. Estudai-Lhe o carter, e sede participantes de 
Seu esprito de renncia.
No professo mundo cristo gasta-se com jias e vestidos desnecessariamente caros o que seria 
suficiente para alimentar todos os famintos e vestir todos os nus. A moda e a ostentao absorvem 
os meios que poderiam confortar os pobres e sofredores. Roubam ao mundo o evangelho do amor 
do
Pg. 288
Salvador. Definham as Misses. Multides perecem por falta de ensino cristo. Ao p de nossa 
porta e em terras estrangeiras, esto pagos por instruir e salvar. Quando Deus carregou a terra 
de Suas bnos, e encheu os celeiros dos confortos da vida; quando nos tem to 
abundantemente dado um salvador conhecimento de Sua verdade, que desculpa teremos ns de 
permitir que ascendam aos Cus os clamores das vivas e dos rfos, dos doentes e sofredores, 
dos ignorantes e perdidos? No dia de Deus, quando levados face a face com Aquele que deu a 
vida por esses necessitados, que desculpa tero os que esto a gastar tempo e dinheiro em 
satisfaes que Deus probe? A tais pessoas no dir Cristo: "Tive fome, e no Me destes de 
comer; tive sede, e no Me destes de beber; ... estando nu, no Me vestistes; e estando enfermo e 
na priso, no Me visitastes"? Mat. 25:42 e 43.
Mas nossas roupas, conquanto modestas e simples, devem ser de boa qualidade, de cores 
prprias, e adequadas ao uso. Devem ser escolhidas mais com vistas  durabilidade do que  
aparncia. Devem proporcionar agasalho e a devida proteo. A mulher prudente descrita nos 
Provrbios "no temer por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa 
dobrada". Prov. 31:21.
Nosso vesturio deve ser asseado. O desasseio neste sentido  nocivo  sade, e portanto 
contaminador para o corpo e a alma. "Sois o templo de Deus. ... Se algum destruir o templo de 
Deus, Deus o destruir." I Cor. 3:16 e 17.
Em todos os aspectos as roupas devem contribuir para a sade. Acima de tudo Deus quer que 
tenhamos sade (III Joo 2) - sade de corpo e de alma. E devemos ser coobreiros Seus tanto 
para a sade de um como da outra. Ambas so promovidas pelo vesturio saudvel.
Pg. 289
Ele deve possuir a graa, a beleza, a convenincia da simplicidade natural. Cristo nos advertiu 
contra o orgulho da vida, mas no contra sua graa e beleza naturais. Apontou s flores do campo, 
aos lrios desabrochando em sua pureza, e disse: "Nem mesmo Salomo, em toda a sua glria, se 
vestiu como qualquer deles." Mat. 6:29. Assim, pelas coisas da Natureza, Cristo ilustra a beleza 
apreciada pelo Cu, a graa modesta, a simplicidade, a pureza, a propriedade que Lhe tornariam 
aprazvel nossa maneira de vestir.
Ele nos manda que usemos o mais belo vestido na alma. Nenhum adorno exterior se pode 
comparar em valor ou encanto quele "esprito manso e quieto, que  precioso diante de Deus". I 
Ped. 3:4.
Para os que fazem dos princpios do Salvador a sua guia, quo preciosas so Suas palavras de 
promessa: "E quanto ao vesturio, por que andais solcitos? ... Se Deus assim veste a erva do 
campo, que hoje existe e amanh  lanada no forno, no vos vestir muito mais a vs? ... No 
andeis, pois, inquietos, dizendo: ... Com que nos vestiremos? ... Decerto, vosso Pai celestial bem 
sabe que necessitais de todas essas coisas; mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justia, 
e todas essas coisas vos sero acrescentadas." Mat. 6:28, 30-33.
"Tu conservars em paz aquele cuja mente est firme em Ti; porque ele confia em Ti." Isa. 26:3.
Que contraste oferece isto com a fadiga, o desassossego, a

"Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justia, e todas essas coisas vos sero 
acrescentadas." Mat. 6:33.
Pg. 290
falta de sade e runa que resultam do domnio da moda! Quo contrrios aos princpios dados nas 
Escrituras so muitos dos modelos de roupa prescritos por ela! Pensai nos feitios que tm 
dominado nos ltimos cem anos, ou mesmo nas derradeiras dcadas. Quantos deles, quando no 
em moda, seriam declarados imodestos; quantos julgados inadequados para uma senhora distinta, 
temente a Deus, e que se preza!
O fazer mudanas no vesturio s por amor da moda no  aprovado pela Palavra de Deus. 
Modelos sempre variveis e complicados, custosos adornos, esbanjam o tempo e o dinheiro dos 
ricos, estragando-lhes as energias da mente e da alma. Impem s classes mdias e mais pobres 
um pesado jugo. Muitos dos que mal podem ganhar a subsistncia e, com modas simples, seriam 
capazes de fazer os prprios vestidos, so forados a recorrer  costureira a fim de se vestir 
segundo  moda. Muita moa pobre, para ter um vestido de estilo, tem-se privado de agasalhadora 
roupa interna, pagando com a prpria vida. Muitas outras, cobiando a exibio e a elegncia dos 
ricos, tm sido incitadas a caminhos desonestos e  vergonha. Muitos lares se tm privado de 
conforto, muitos homens tm sido arrastados  fraude ou  bancarrota, para satisfazer s 
extravagantes exigncias da mulher e das filhas.
Muita mulher, forada a fazer para si mesma ou para os filhos, as extravagantes roupas 
demandadas pela moda, v-se condenada a incessante labuta. Muita me, com nervos tensos e 
trmulos dedos, trabalha arduamente noite a dentro para ajuntar ao vesturio de seus filhos 
enfeites que nada contribuem para a sade, o conforto ou a verdadeira beleza. Por amor da moda, 
ela sacrifica a sade e a calma do esprito to essenciais  conveniente direo de seus filhos.  
negligenciada a cultura da mente e do corao. A alma fica atrofiada.
Pg. 291
A me no tem tempo para estudar os princpios do desenvolvimento fsico, de modo a saber 
cuidar da sade dos filhos. No tem tempo de ministrar-lhes s necessidades da mente e do 
esprito, nem para manifestar terna simpatia para com eles em suas pequenas decepes e 
provas, ou partilhar de seus interesses e empreendimentos.
Por assim dizer, logo que entram no mundo acham-se as crianas sujeitas  influncia da moda. 
Ouvem mais de vestidos do que do Salvador. Vem as mes consultando os figurinos com mais 
diligncia do que a Bblia. A exibio de vestidos  tratada como sendo mais importante que o 
desenvolvimento do carter. Pais e filhos so privados daquilo que  melhor, mais doce e mais 
verdadeiro na vida. Por amor da moda, so roubados da preparao para a vida por vir.
Foi o adversrio de todo o bem que instigou  inveno das sempre mutveis modas. Coisa 
alguma deseja ele tanto como ocasionar a Deus pesar e desonra mediante a misria e a runa dos 
seres humanos. Um dos meios por que ele o consegue mais eficazmente so as invenes da 
moda, que enfraquecem o corpo da mesma maneira que debilitam a mente e amesquinham a 
alma.
As mulheres so sujeitas a srias enfermidades, e seus sofrimentos so grandemente aumentados 
por sua maneira de vestir. Em lugar de conservar a sade para as emergncias que certamente 
ho de vir, elas, por seus hbitos errneos, sacrificam, muitas vezes, no somente a sade, mas a 
vida, deixando a seus filhos um legado de sofrimento numa constituio arruinada, em hbitos 
pervertidos e numa falsa idia da vida.
Uma das invenes extravagantes e nocivas da moda so as saias que varrem o cho. 
Desasseadas, desconfortveis, inconvenientes, anti-higinicas - tudo isso e mais ainda se verifica 
quanto s saias que arrastam. So extravagantes, tanto pelo
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desperdcio de material exigido como pelo desnecessrio gasto, devido ao comprimento. E quem 
quer que tenha visto uma senhora com uma saia de cauda, mos cheias de embrulhos, tentando 
subir ou descer uma escada, entrar num bonde, atravessar uma multido, andar na chuva ou num 
enlameado caminho, no necessita outras provas de sua inconvenincia e incmodo.
Outro srio dano  o usar saias de modo que seu peso recaia sobre os quadris. Esse excesso de 
peso, fazendo-se sentir sobre os rgos internos, puxa-os para baixo, causando fraqueza do 
estmago, e uma sensao de lassitude, fazendo com que a pessoa que a traz se incline, o que 
mais ainda comprime os pulmes, tornando mais difcil a respirao correta.
Nos ltimos anos, tem-se discutido tanto os perigos resultantes da compresso da cintura, que 
poucas pessoas os podem ignorar; todavia, to grande  o poder da moda, que o mal continua. 
Por essa prtica esto as senhoras e moas trazendo sobre si indizvel dano.  essencial  sade 
que o peito tenha margem para expandir-se  sua mxima plenitude, a fim de os pulmes poderem 
inspirar amplamente. Quando os pulmes so restringidos,  diminuda a quantidade de oxignio 
que recebem. O sangue no  devidamente vivificado, e so retidos os resduos, matria venenosa 
que devia ser expelida pelos pulmes. Alm disso, a circulao  dificultada; e os rgos internos 
so por tal forma apertados e impelidos para fora do lugar que no podem realizar devidamente o 
seu trabalho.
Espartilhos apertados no melhoram a forma do corpo. Um dos principais elementos da beleza 
fsica  a simetria, a harmnica proporo de suas vrias partes. E o modelo correto quanto ao 
desenvolvimento fsico se pode encontrar no nos modelos exibidos pelos modistas franceses, 
mas no corpo humano desenvolvido segundo as leis de Deus na Natureza. Ele  o autor de toda a 
beleza, e, unicamente ao nos conformarmos com Seus ideais havemos de aproximar-nos da 
verdadeira norma de beleza.
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Outro mal fomentado pelo uso  a desigual distribuio do vesturio, de modo que, enquanto 
algumas partes do corpo esto mais agasalhadas do que precisam, outras se acham 
insuficientemente vestidas. Os ps e os membros, estando afastados dos rgos vitais, devem ser 
especialmente protegidos do frio por suficiente roupa.  impossvel desfrutar sade quando as 
extremidades esto habitualmente frias; pois, se h pouco sangue nelas, ter de haver em excesso 
noutras partes do corpo. Sade perfeita requer perfeita circulao; isso, porm, no se pode ter 
quando trs ou quatro vezes mais agasalho  usado sobre o corpo, onde se encontram os rgos 
vitais, do que nos membros.
Multides de mulheres so nervosas e cheias de preocupaes porque se privam do ar puro que 
lhes proporcionaria um sangue puro, e da liberdade de movimentos que impeliria o mesmo atravs 
das veias, dando-lhes vida, sade e energia. Muitas mulheres tm se tornado invlidas 
confirmadas, quando poderiam haver frudo boa sade, e muitas tm morrido de tuberculose e 
outras doenas, quando lhes teria sido possvel viver o determinado termo da vida, houvessem 
elas se vestido de acordo com os princpios da sade, fazendo abundante exerccio ao ar livre.
A fim de prover-se do mais saudvel vesturio,  preciso estudar cuidadosamente as necessidades 
de cada parte do corpo. O clima, o ambiente, as condies da sade, a idade e as ocupaes, tudo 
deve ser considerado. Cada pea de vesturio deve ser facilmente ajustada, no obstruindo nem a 
circulao do sangue, nem a livre, plena e natural respirao. Cada pea deve ser to ampla que, 
ao erguer os braos, a roupa se erga correspondentemente.
As senhoras de sade precria podem fazer muito em benefcio prprio, vestindo-se e exercitando-
se adequadamente. Quando vestidas de maneira correta a desfrutar o ar livre, faam elas a 
exerccio, a princpio com cautela, mas em
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progressiva quantidade,  medida que o puderem suportar. Assim fazendo, muitas poderiam 
recuperar a sade, e viver de modo a desempenhar a sua parte na tarefa do mundo.
Independncia da Moda
Em vez de tentarem cumprir as exigncias da moda, tenham as mulheres a fora moral de se 
vestirem saudvel e singelamente. Em lugar de se entregar a uma verdadeira labuta, procure a 
esposa e me encontrar tempo para ler, para se manter bem informada, para ser uma 
companheira de seu marido, e se conservar em contato com a mente em desenvolvimento de seus 
filhos. Empregue ela sabiamente as oportunidades que tem agora de influenciar os seus queridos 
para aquela vida mais elevada. Tome tempo para tornar o querido Salvador um companheiro 
dirio, um amigo familiar. Consagre tempo ao estudo de Sua Palavra, para levar as crianas aos 
campos, e aprender a conhecer a Deus mediante a beleza de Suas obras.
Mantenha-se ela animada e alegre. Em vez de passar todos os momentos num costurar sem fim, 
faa do sero um aprazvel perodo social, uma reunio de famlia depois dos deveres do dia. 
Muito homem seria assim levado a preferir o convvio de seu lar, em vez de o clube e os bares. 
Muito menino seria guardado contra a rua e o bar da esquina. Muita menina seria salva de 
associaes frvolas, que no levam a bom caminho. A influncia do lar seria, tanto para os pais 
como para os filhos, aquilo que era o desgnio de Deus que fosse: uma bno que se estendesse 
por toda a vida.
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O Regime Alimentar e a Sade
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Nosso corpo  formado pela comida que ingerimos. H constante desgaste dos tecidos do corpo; 
todo movimento de qualquer rgo implica um desgaste, o qual  reparado por meio do alimento. 
Cada rgo do corpo requer sua parte de nutrio. O crebro deve ser abastecido com sua poro; 
os ossos, os msculos e os nervos requerem a sua. Maravilhoso  o processo que transforma a 
comida em sangue, e se serve deste sangue para restaurar as vrias partes do organismo; mas 
esse processo est prosseguindo continuamente, suprindo a vida e a fora a cada nervo, cada 
msculo e tecido.
Escolha de Alimento
Deve-se escolher o alimento que melhor proveja os elementos necessitados para a edificao do 
organismo. Nessa escolha, o apetite no  um guia seguro. Mediante hbitos errneos de comer, o 
apetite se tornou pervertido. Muitas vezes exige alimento que prejudica a sade e a enfraquece em 
lugar de fortalec-la. No nos podemos guiar com segurana pelos hbitos da sociedade. A 
doena e o sofrimento que por toda parte dominam so em grande parte devidos a erros populares 
com referncia ao regime alimentar.
A fim de saber quais so os melhores alimentos, cumpre-nos estudar o plano original de Deus para 
o regime do homem. Aquele que criou o homem e lhe compreende as necessidades
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designou a Ado o que devia comer: "Eis que vos tenho dado toda erva que d semente... e toda 
rvore em que h fruto de rvore que d semente; ser-vos-o para mantimento." Gn. 1:29. Ao 
deixar o den para ganhar a subsistncia lavrando a terra sob a maldio do pecado, o homem 
recebeu tambm permisso para comer a "erva do campo". Gn. 3:18.
Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime diettico escolhido por nosso Criador. Esses 
alimentos, preparados da maneira mais simples e natural possvel, so os mais saudveis e 
nutritivos. Proporcionam uma fora, uma resistncia e vigor intelectual que no so promovidos por 
uma alimentao mais complexa e estimulante.
Mas nem todas as comidas saudveis em si mesmas so igualmente adequadas a nossas 
necessidades em todas as
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circunstncias. Deve haver cuidado na seleo do alimento. Nossa comida deve ser de acordo 
com a estao, o clima em que vivemos e a ocupao em que nos empregamos. Certas comidas 
apropriadas para uma estao ou um clima, no o so para outro. Assim, h diferentes comidas 
mais adequadas s pessoas segundo as vrias ocupaes. Muitas vezes, alimentos que podem 
ser usados com proveito por pessoas que se empenham em rduo labor fsico no so prprios 
para as de trabalho sedentrio, ou de intensa aplicao mental. Deus nos tem dado ampla 
variedade de comidas saudveis, e cada pessoa deve escolher dentre elas aquelas que a 
experincia e o bom senso demonstram ser as mais convenientes s suas prprias necessidades.
As abundantes provises de frutas, nozes e cereais da Natureza so amplas; e de ano para ano os 
produtos de todas as terras so mais amplamente distribudos por todos, devido s facilidades de 
transporte. Em resultado, muitos artigos de alimentao que, poucos anos atrs, eram 
considerados como luxos caros encontram-se agora ao alcance de todos, como gneros dirios. 
Este  especialmente o caso com frutas secas e em conservas.
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As nozes e as receitas com elas preparadas esto-se tornando largamente usadas, substituindo os 
pratos de carne. Com as nozes se podem combinar cereais, frutas e alguns tubrculos, preparando 
pratos saudveis e nutritivos. Deve-se cuidar, no entanto, em no usar grande proporo de nozes. 
Os que percebem os maus efeitos do uso das nozes talvez consigam afastar o mal mediante essa 
precauo. Convm lembrar, tambm, que algumas qualidades de nozes no so to saudveis 
como outras. As amndoas so preferveis aos amendoins, mas estes, em limitadas pores, 
usados conjuntamente com cereais, so nutritivos e digerveis.
Quando devidamente preparadas, as azeitonas, como as nozes, substituem a manteiga e as 
comidas de carne. O azeite, comido na oliva,  muito prefervel  gordura animal. Atua como 
laxativo. Seu uso se verificar benfico aos tuberculosos, sendo tambm medicinal para um 
estmago inflamado, irritado.
As pessoas que se tm habituado a um regime muito condimentado, altamente estimulante, tm 
um gosto no natural, e logo no podem apreciar o alimento simples. Levar tempo at que o 
gosto se torne natural, e o estmago se recupere do abuso sofrido. Mas os que perseveram no uso 
do alimento saudvel, depois de algum tempo o acharo agradvel ao paladar. Seu delicado e 
delicioso sabor ser apreciado, e ser ingerido com maior satisfao do que se pode encontrar em 
nocivas iguarias. E o estmago, numa condio saudvel, no

"No sabeis vs que os que correm no estdio, todos, na verdade, correm, mas um s leva o 
prmio? Correi de tal maneira que o alcanceis." I Cor. 9:24.
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estimulado nem sobrecarregado, est apto a se desempenhar mais facilmente de sua tarefa.
A fim de manter a sade,  necessria suficiente proviso de alimento bom e nutritivo. Se 
planejarmos sabiamente, os artigos promovem a boa sade podem ser obtidos em quase todas as 
terras. Os vrios artigos preparados de arroz, trigo, milho e aveia so enviados para toda parte, 
bem como feijes, ervilhas e lentilhas. Estes, juntamente com as frutas nacionais ou importadas, e 
a quantidade de verduras que do em todas as localidades, oferecem oportunidade de escolher 
um regime diettico completo, sem o uso de alimentos crneos.
Onde quer que haja frutas em abundncia, deve-se preparar farta proviso para o inverno, 
conservando-as cozidas ou secas. As frutas pequenas, como morangos, amoras, groselhas e 
outras, podem dar com vantagem em muitos lugares onde so pouco usadas, sendo negligenciado 
o seu cultivo.
Para conservas domsticas, os vidros devem ser usados sempre que possvel, de preferncia s 
latas.  especialmente digno de ateno que as frutas a serem conservadas estejam em boas 
condies. Empregue-se pouco acar, e a fruta seja cozida apenas o necessrio  sua 
preservao. Assim preparadas, so excelente substituto para as frutas frescas.
Onde quer que as frutas secas como passas, ameixas, mas, pras, pssegos e abrics se 
podem obter por moderado preo, verificar-se- que se podem usar como artigos principais de 
regime, muito mais abundantemente do que se costuma fazer, com os melhores resultados para a 
sade de todas as classes.
No deve haver grande variedade em cada refeio, pois isso incita o excesso na alimentao, e 
produz m digesto.
No  bom comer verduras e frutas na mesma refeio. Se a digesto  deficiente, o uso de 
ambas ocasionar, com
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freqncia, perturbao, incapacitando para o esforo mental. Melhor  usar as frutas numa 
refeio e as verduras em outra.
O cardpio deve ser variado. Os mesmos pratos, preparados da mesma maneira, no devem 
aparecer  mesa refeio aps refeio, dia aps dia. O alimento  tomado com mais prazer, e o 
organismo mais bem nutrido, quando  variado.
O Preparo do Alimento
 pecado comer apenas para satisfazer o apetite, mas no se deve ser indiferente quanto  
qualidade da alimentao, ou  maneira de a preparar. Se a refeio que comemos no  
saborosa, o organismo no recebe tanta nutrio. O alimento deve ser cuidadosamente escolhido 
e preparado com inteligncia e habilidade.
Para o po, no  a melhor a farinha branca, superfina. Seu uso nem  saudvel nem econmico. 
A farinha branca, fina, carece de elementos nutritivos que se encontram no po feito do trigo 
integral.  causa freqente de priso de ventre e outras condies insalubres.
O emprego do bicarbonato ou fermento em p no po  nocivo e desnecessrio. O bicarbonato 
produz inflamao do estmago, envenenando muitas vezes todo o organismo. Muitas

"E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que d semente e que est sobre a face de 
toda a Terra e toda a rvore em que h fruto de rvore que d semente; ser-vos-o para 
mantimento." Gn. 1:29.
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donas de casa julgam no poder fazer bom po sem empregar o bicarbonato, mas isso  um erro. 
Se se derem ao incmodo de aprender melhores mtodos, seu po ser mais saudvel e, a um 
paladar natural, muito mais agradvel.
Ao fazer po crescido, ou levedado, no se devia utilizar leite em lugar de gua. Isso representa 
despesa adicional e torna o po menos saudvel. O po que leva leite no se conserva bem tanto 
tempo depois de assado como o que  feito com gua, e fermenta mais facilmente no estmago.
O po deve ser leve e agradvel. Nem o mais leve vestgio de acidez se deve tolerar. Os pes 
devem ser pequenos, e to perfeitamente assados que, o quanto possvel, os germes do fermento 
sejam destrudos. Quando quente ou fresco, qualquer espcie de po levedado  de difcil 
digesto. Nunca devia aparecer  mesa. Isso no se aplica, entretanto, ao po sem levedar. Po 
de trigo fresco, sem fermento ou levedura, e assado num forno bem quente,  ao mesmo tempo 
saboroso e saudvel.
Os cereais empregados em mingaus devem ser cozidos vrias horas. Mas as refeies brandas ou 
lquidas so menos saudveis que as secas, que requerem mastigao total. Torradas so dos 
mais digestveis e aprazveis alimentos. Corte-se o po comum em fatias, ponha-se no forno at 
haver desaparecido o ltimo vestgio de umidade. Deixe-se ento dourar levemente e por igual. 
Pode-se conservar esse po num lugar seco por muito mais tempo que o po comum e, se posto 
novamente ao forno pouco antes de ser servido, ficar como torrado de fresco.
Em geral, usa-se demasiado acar no alimento. Bolos, pudins, massas folhadas, gelias e doces 
so causa ativa de m digesto. Especialmente nocivos so os cremes e pudins em que o leite, 
ovos e acar so os principais elementos.
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Deve-se evitar o uso abundante de leite e acar juntos.
O leite que se usa deve ser perfeitamente esterilizado; com esta precauo, h menos perigo de 
contrair doenas por seu uso. A manteiga  menos nociva quando comida no po do que 
empregada na cozinha; mas, em regra, melhor  dispens-la inteiramente. O queijo  ainda mais 
objetvel;  totalmente imprprio como alimento.
A alimentao deficiente, mal cozida, estraga o sangue, por enfraquecer os rgos que o 
preparam. Isso desarranja o organismo, trazendo doenas, com seu cortejo de nervos irritados e 
mau gnio. As vtimas da deficincia culinria contam-se aos milhares e dezenas de milhares. 
Sobre muitos tmulos se poderia gravar: "Morto devido  m cozinha"; "Morto por maus-tratos 
infligidos ao estmago."
 um sagrado dever para os que cozinham o saber preparar alimento saudvel. Muitas almas se 
perdem em razo de um errneo modo de preparar os alimentos. Exige reflexo e cuidado o fazer 
um bom po; h, porm, mais religio num po bem feito do que muitos pensam. Na verdade h 
poucas boas cozinheiras. As jovens entendem ser coisa servil cozinhar e fazer outros servios 
domsticos; e, por isso, muitas jovens que se casam e tm cuidado de famlia pouca idia 
possuem dos deveres que pesam sobre a esposa e me. 

Cozinhar no  cincia desprezvel, porm uma das mais essenciais na vida prtica.  uma arte 
que todas as mulheres
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deviam aprender, devendo ser ensinada de um modo que beneficiasse s classes mais pobres. 
Fazer comida apetecvel e ao mesmo tempo simples e nutritiva requer habilidade; pode no entanto 
ser feito. As cozinheiras devem saber preparar alimento de maneira simples e saudvel, e de modo 
que seja mais apetecvel e mais so, justo por causa de sua simplicidade.
Toda mulher que se encontra  frente de uma famlia e ainda no entende a arte da cozinha 
saudvel deve decidir aprender aquilo que  to essencial ao bem-estar de sua casa. Em muitos 
lugares, escolas de arte culinria saudvel oferecem ensejo de uma pessoa se instruir nesse 
sentido. Aquela que no tem o auxlio de tais facilidades devia tomar instrues com uma boa 
cozinheira, perseverando em seus esforos por se aperfeioar at se tornar senhora da arte 
culinria.
 de vital importncia a regularidade no comer. Deve haver tempo determinado para cada refeio. 
Nesta ocasio, coma cada um o que o organismo requer, e depois no tome nada mais at a 
prxima refeio. Muitas pessoas comem quando o organismo no sente necessidade de alimento, 
em intervalos irregulares e entre as refeies, porque no tm suficiente fora de vontade para 
resistir  inclinao. Quando em viagem, alguns esto continuamente mordicando, se lhes chega 
ao alcance qualquer coisa de comer. Isso  muito nocivo. Se os viajantes comessem regularmente, 
um alimento simples e nutritivo, no experimentariam to grande fadiga, nem sofreriam tanto enjo.
Outro hbito prejudicial  o de tomar alimento exatamente antes de dormir. Pode-se haver tomado 
as refeies regulares, mas, por sentir-se uma sensao de fraqueza, ingere-se mais alimento. 
Mediante a condescendncia, essa prtica errnea se torna um hbito, e tantas vezes to 
firmemente fixado que se julga impossvel dormir sem comer. Em resultado de tomar ceias tardias, 
o processo digestivo  continuado atravs do perodo de repouso. Mas, embora o estmago 
trabalhe constantemente, sua funo no  bem feita. O sono
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 mais vezes perturbado por sonhos desagradveis, e pela manh a pessoa acorda sem se haver 
descansado, e com pouco apetite para a refeio matinal. Quando nos deitamos para repousar, o 
estmago j devia ter concludo a sua obra, a fim de, como os demais rgos do corpo, fruir 
repouso. Para as pessoas de hbitos sedentrios, as ceias tarde da noite so particularmente 
nocivas. Para essas, as desordens criadas so geralmente o comeo de doenas que findam na 
morte.
Em muitos casos, a fraqueza que leva a desejar alimento  sentida porque os rgos digestivos 
foram muito sobrecarregados durante o dia. Depois de digerir uma refeio, os rgos que se 
empenharam nesse trabalho precisam de repouso. Pelo menos cinco ou seis horas devem 
entremear as refeies; e a maior parte das pessoas que experimentarem esse plano verificar 
que duas refeies por dia so preferveis a trs.
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Maneiras Erradas de Comer
A comida no deve ser ingerida muito quente nem muito fria. Se est fria, as foras vitais do 
estmago so chamadas a fim de aquec-la antes de ter comeo o processo digestivo. Bebidas 
frias, pelo mesmo motivo, so prejudiciais. Por outro lado, o uso copioso de bebidas quentes  
debilitante. Na verdade, quanto mais lquido for ingerido nas refeies, tanto mais difcil se tornar 
a digesto do alimento, pois o lquido precisa ser absorvido primeiro para que principie a digesto. 
No useis sal em quantidade, evitai os picles e comidas condimentadas, servi-vos de abundncia 
de frutas, e a irritao que requer tanta bebida nas refeies desaparecer em grande parte.
A comida deve ser ingerida devagar, completamente mastigada. Isso  necessrio para a saliva 
ser devidamente misturada com o alimento, e os sucos digestivos chamados  ao.
Outro mal srio  comer em ocasies imprprias, como depois de violento ou excessivo exerccio, 
quando uma pessoa se
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encontra exausta ou aquecida. Logo depois da comida, h forte demanda das energias nervosas; 
e, quando a mente ou o corpo  muito sobrecarregado justo antes ou logo depois de comer, 
prejudica-se a digesto. Quando uma pessoa est agitada, ansiosa ou apressada,  melhor no 
comer enquanto no descansar ou obtiver alvio.
O estmago est intimamente relacionado com o crebro; e quando ele est doente, a fora 
nervosa  chamada do crebro em auxlio dos enfraquecidos rgos digestivos. Sendo estas 
exigncias demasiado freqentes, o crebro fica congestionado. Se este  constantemente 
sobrecarregado, e h falta de exerccio fsico, mesmo a comida simples deve ser tomada 
parcimoniosamente. Na hora da refeio, expulsai o cuidado e os pensamentos ansiosos; no 
estejais apressados, mas comei devagar e satisfeitos, o corao cheio de gratido para com Deus 
por todas as Suas bnos.
Muitas pessoas que rejeitam a carne e outros pesados e nocivos artigos pensam que, porque sua 
comida  simples e s, podem condescender com o apetite sem restries, comendo 
excessivamente, por vezes at a gulodice. Isso  um erro. Os rgos digestivos no devem ser 
sobrecarregados com uma quantidade ou qualidade de alimento que torne pesado ao organismo o 
digeri-lo.
O costume determina que a comida seja trazida para a mesa por pratos. No sabendo o que vem 
depois, uma pessoa pode comer bastante de um prato que talvez no lhe seja o mais conveniente. 
Quando a ltima parte  apresentada, ela se arrisca muitas vezes a ultrapassar um pouco os 
limites, e aceita a tentadora sobremesa, o que, no entanto, no se lhe demonstra nada bom. Se 
toda a comida de uma refeio  posta na mesa ao princpio, a pessoa fica habilitada a fazer a 
melhor escolha.
Por vezes, o resultado do excesso de alimento  imediatamente sentido. Noutros casos, no h 
uma sensao de mal-estar; mas os rgos digestivos perdem a fora vital, e  solapada a base 
da resistncia fsica.
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Alimento em excesso pesa no organismo, produzindo um estado mrbido, febricitante. Chama uma 
indevida quantidade de sangue para o estmago, causando resfriamento nos membros e 
extremidades. Impe pesada carga aos rgos digestivos, e, quando os mesmos tm executado 
sua tarefa, resta uma sensao de desfalecimento e fraqueza. Pessoas que esto continuamente a 
comer em excesso chamam fome a essa sensao de esvaimento; , porm, causado pelo estado 
de exausto dos rgos digestivos. H por vezes torpor do crebro, com indisposio para o 
esforo mental e fsico.
Sentem-se esses desagradveis sintomas porque a natureza realizou seu trabalho  custa de um 
desnecessrio dispndio de fora vital, achando-se completamente exausta. O estmago est 
dizendo: "D-me repouso." Por parte de muitos, todavia, a fraqueza  interpretada como um pedido 
de mais alimento; de modo que, em lugar de conceder descanso ao estmago, lanam-lhe em 
cima outra carga. Em conseqncia, os rgos digestivos se acham com freqncia gastos 
quando deviam se encontrar em condies de prestar bom servio.
No devemos preparar para o sbado mais liberal proviso de alimento, nem maior variedade que 
nos outros dias. Em lugar disso, a comida deve ser mais simples, e menos se deve comer, a fim de 
a mente estar mais clara e vigorosa para compreender as coisas espirituais. Um estmago 
abarrotado quer dizer um crebro pesado. As mais preciosas palavras podem ser ouvidas e no 
apreciadas devido  mente estar confusa por uma alimentao imprpria. Comendo demais no 
sbado, muita gente faz mais do que julga para se tornar incapaz de receber o benefcio de suas 
sagradas oportunidades.
Deve-se evitar cozinhar no sbado; no  por isso necessrio comer frio. No tempo frio, a comida 
preparada no dia anterior deve ser aquecida. E as refeies, embora simples, sejam saborosas e 
atrativas. Especialmente nas famlias em que
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h crianas,  bom, aos sbados, qualquer coisa que seja considerada como um prato especial, 
coisa que a famlia no tenha todos os dias.
Onde tem havido condescendncia com hbitos errneos, no deve haver demora em reform-los. 
Quando a dispepsia tem sido o resultado do mau trato infligido ao estmago, faam-se cuidadosos 
esforos para conservar o resto da resistncia das foras vitais, afastando toda sobrecarga. Talvez 
o estmago nunca recupere inteiramente a sade depois de longo tempo de mau trato; mas uma 
correta orientao no regime diettico poupar posterior debilidade, e muitos se recuperaro mais 
ou menos. No  fcil prescrever regras que se adaptem a todos os casos; mas, atendendo aos 
sos princpios no comer, podem-se operar grandes reformas, e a cozinheira no precisa labutar 
continuamente para tentar o apetite.
A sobriedade na alimentao  recompensada com vigor mental e moral;  tambm eficaz no 
domnio das paixes. O excessivo comer  especialmente prejudicial aos que so de 
temperamento indolente; estes devem comer frugalmente, e fazer bastante exerccio fsico. 
Existem homens e mulheres de excelentes aptides naturais, que no realizam metade do
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que poderiam efetuar se exercessem domnio sobre si mesmos quanto a negar-se ao apetite.
Muitos escritores e oradores falham nesse ponto. Depois de comer  vontade, entregam-se a 
ocupaes sedentrias, lendo, estudando ou escrevendo, no se dando nenhum tempo para 
exerccio fsico. Em conseqncia,  dificultado o livre fluxo dos pensamentos e das palavras. No 
podem escrever nem falar com a intensidade e o vigor necessrios para atingir o corao; seus 
esforos so fracos e infrutferos.
Aqueles sobre quem impendem importantes responsabilidades, e sobretudo os que so guardas 
dos interesses espirituais, devem ser homens de viva sensibilidade e rpida percepo. Mais que 
os outros, devem eles ser temperantes no comer. Alimentos muito condimentados e sofisticados 
no deveriam ter lugar em sua mesa.
Todos os dias, homens que ocupam posio de responsabilidade tm de tomar decises das quais 
dependem resultados de grande importncia. -lhes preciso com freqncia pensar rapidamente, e 
isso s pode ser feito com xito pelos que observam estrita temperana. A mente se revigora sob o 
correto tratamento das faculdades fsicas e mentais. Se a tenso no  demasiada, sobrevm 
renovado vigor a cada esforo. Mas com freqncia a obra dos que tm importantes planos a
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considerar e srias decises a tomar  afetada para mal em conseqncia de um regime imprprio. 
Um estmago perturbado produz um estado mental incerto e perturbado. Causa muitas vezes 
irritabilidade, aspereza ou injustia. Muito plano que haveria sido uma bno para o mundo tem 
sido posto  margem; muitas medidas injustas, opressivas e mesmo cruis tm sido executadas 
em resultado de estados enfermos, resultantes de hbitos errneos no comer.
Eis uma sugesto para todos quantos tm trabalho sedentrio ou especialmente mental; 
experimentem-no os que tiverem suficiente fora moral e domnio prprio: Comei em cada refeio 
apenas duas ou trs espcies de alimento simples, no ingerindo mais do que o necessrio para 
satisfazer a fome. Fazei exerccio ativo todos os dias, e vede se no experimentais benefcio.
Homens fortes, que se empenham em ativo trabalho fsico, no so forados a cuidar tanto no que 
respeita  qualidade e  quantidade do alimento, como as pessoas de hbitos sedentrios; mas 
mesmo esses desfrutariam melhor sade se usassem de domnio sobre si mesmos quanto ao 
comer e ao beber.
Alguns desejariam que se lhes prescrevesse uma regra exata para seu regime. Comem demais, e 
depois se lamentam, e ficam sempre a pensar no que comem e bebem. No deve ser assim. Um 
pessoa no pode ditar uma estrita regra para outra. Cada um deve exercer discernimento e 
domnio, agindo por princpio.
Nosso corpo  a possesso adquirida de Cristo, e no nos achamos na liberdade de fazer com ele 
o que nos apraz. Todos quantos compreendem as leis da sade devem reconhecer sua obrigao 
de obedecer a essas leis, estabelecidas por Deus em nosso ser. A obedincia s leis da sade 
deve ser considerada questo de dever pessoal. Temos de sofrer os resultados da lei violada. 
Cumpre-nos responder individualmente a Deus por nossos hbitos e prticas. Portanto, a questo 
quanto a ns, no : "Qual  o costume do mundo?", mas: "De que maneira eu, como indivduo, 
tratarei a habitao que Deus me deu?"
24
A Carne Como Alimento
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O regime indicado ao homem no princpio no compreendia alimento animal. No foi seno depois 
do dilvio, quando tudo quanto era verde na Terra havia sido destrudo, que o homem recebeu 
permisso para comer carne.
Escolhendo a comida do homem, no den, mostrou o Senhor qual era o melhor regime; na escolha 
feita para Israel, ensinou Ele a mesma lio. Tirou os israelitas do Egito, e empreendeu educ-los, 
a fim de serem um povo para Sua possesso prpria. Desejava, por intermdio deles, abenoar e 
ensinar o mundo inteiro. Proveu-lhes o alimento mais adaptado ao Seu desgnio; no carne, mas o 
man, "o po do Cu". Joo 6:32. Foi unicamente devido a seu descontentamento e murmurao 
em torno das panelas de carne do Egito que lhes foi concedido alimento crneo, e isso apenas por 
pouco tempo. Seu uso trouxe doena e morte a milhares. Apesar disso, um regime sem carne no 
foi nunca aceito de corao. Continuou a ser causa de descontentamento e murmurao, franca ou 
secreta, e no ficou permanente.
Quando se estabeleceram em Cana, foi permitido aos israelitas o uso de alimento animal, mas 
com restries cuidadosas,
Pg. 312
que tendiam a diminuir o mal. O uso da carne de porco era proibido, bem como de outros animais 
e aves e peixes cuja carne foi declarada imunda. Das carnes permitidas, era estritamente proibido 
comer a gordura e o sangue.
S se podiam usar como alimento animais em boas condies. Nenhum animal despedaado, que 
morrera naturalmente, ou do qual o sangue no havia sido cuidadosamente tirado, podia servir de 
alimento.
Afastando-se do plano divinamente indicado para seu regime, sofreram os israelitas grande 
prejuzo. Desejaram um regime crneo, e colheram-lhe os resultados. No atingiram o ideal divino 
quanto ao seu carter, nem cumpriram os desgnios de Deus. O Senhor "satisfez-lhes o desejo, 
mas fez definhar a sua alma". Sal. 106:15. Estimaram o terreno acima do espiritual, e a sagrada 
preeminncia que Deus tinha o propsito de lhes dar no conseguiram eles obter.
Pg. 313
Razes para Rejeitar o Alimento Crneo
Os que se alimentam de carne no esto seno comendo cereais e verduras em segunda mo; 
pois o animal recebe destas coisas a nutrio que d o crescimento. A vida que se achava no 
cereal e na verdura passa ao que os ingere. Ns a recebemos comendo a carne do animal. Quo 
melhor no  obt-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para nosso uso!
A carne nunca foi o melhor alimento; seu uso agora , todavia, duplamente objetvel, visto as 
doenas nos animais estarem crescendo com tanta rapidez. Os que comem alimentos crneos mal 
sabem o que esto ingerindo. Freqentemente, se pudessem ver os animais ainda vivos, e saber 
que espcie de carne esto comendo, iriam repelir enojados. O povo come continuamente carne 
cheia de germes de tuberculose e cncer. Assim so comunicadas essas e outras doenas.
Pululam parasitas nos tecidos do porco. Deste disse Deus: "Imundo vos ser; no comereis da 
carne destes e no tocareis no seu cadver." Deut. 14:8. Esta ordem foi
Pg. 314
dada porque a carne do porco  imprpria para alimentao. Os porcos so limpadores pblicos, e 
 esse o nico emprego que lhes foi destinado. Nunca, sob nenhuma circunstncia, devia sua 
carne ser ingerida por criaturas humanas.  impossvel que a carne de qualquer criatura viva seja 
saudvel, quando a imundcia  o seu elemento natural, e quando se alimenta de tudo quanto  
detestvel.
Muitas vezes so levados ao mercado e vendidos para alimento animais que se acham to 
doentes que os donos receiam conserv-los por mais tempo. E alguns dos processos de engorda 
para venda produzem enfermidade. Excludos da luz e do ar puro, respirando a atmosfera de 
imundos estbulos, engordando talvez com alimentos deteriorados, todo o organismo se acha 
contaminado com matria imunda.
Os animais so muitas vezes transportados a longas distncias e sujeitos a grandes sofrimentos 
para chegar ao mercado. Tirados dos verdes pastos e viajando por fatigantes quilmetros sobre 
clidos e poentos caminhos, ou aglomerados em carros sujos, febris e exaustos, muitas vezes 
privados por muitas horas de alimento e gua, as pobres criaturas so conduzidas para a morte a 
fim de que seres humanos se banqueteiem com seu cadver.
Em muitos lugares os peixes ficam to contaminados com a sujeira de que se nutrem que se 
tornam causa de doenas. Isso se verifica especialmente onde o peixe est em contato

"Amados, peo-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscncias 
carnais, que combatem contra a alma." I Ped. 2:11.
Pg. 315
com os esgotos de grandes cidades. Peixes que se alimentam dessas matrias podem passar a 
grandes distncias, sendo apanhados em lugares em que as guas so puras e boas. De modo 
que, ao serem usados como alimento, ocasionam doena e morte naqueles que nada suspeitam 
do perigo.
Os efeitos do regime crneo podem no ser imediatamente experimentados; isto, porm, no  
nenhuma prova de que no seja nocivo. A poucas pessoas se pode fazer ver que  a carne que 
ingerem o que lhes tem envenenado o sangue e ocasionado os sofrimentos. Muitos morrem de 
doenas inteiramente devidas ao uso da carne, ao passo que a verdadeira causa no  suspeitada 
nem por eles nem pelos outros.
Os males morais do regime crneo no so menos assinalados do que os fsicos. A comida de 
carne  prejudicial  sade, e seja o que for que afete ao corpo tem seu efeito correspondente na 
mente e na alma. Pensai na crueldade que o regime crneo envolve para com os animais, e seus 
efeitos sobre os que a infligem e nos que a observam. Como isso destri a ternura com que 
devemos considerar as criaturas de Deus!
A inteligncia apresentada por muitos mudos animais chega to perto da inteligncia humana que 
 um mistrio. Os animais vem e ouvem, amam, temem e sofrem. Eles se servem de seus rgos 
muito mais fielmente do que muitos seres humanos dos seus. Manifestam simpatia e ternura para 
com
Pg. 316
seus companheiros de sofrimento. Muitos animais mostram pelos que deles cuidam uma afeio 
muito superior  que  manifestada por alguns membros da raa humana. Criam para com o 
homem apegos que se no rompem seno  custa de grandes sofrimentos de sua parte.
Que homem, dotado de um corao humano, havendo j cuidado de animais domsticos, poderia 
fit-los nos olhos to cheios de confiana e afeio, e entreg-los voluntariamente  faca do 
aougueiro? Como lhes poderia devorar a carne como um delicioso bocado? 

 um erro supor que a fora muscular depende do uso de alimento animal. As necessidades do 
organismo podem ser melhor supridas, e mais vigorosa sade se pode desfrutar, deixando de us-
lo. Os cereais, com frutas, nozes e verduras contm todas as propriedades nutritivas necessrias a 
formar um bom sangue. Estes elementos no so to bem, ou to plenamente supridos pelo 
regime crneo. Houvesse o uso da carne sido essencial  sade e  fora, e o alimento animal 
haveria sido includo no regime do homem desde o princpio.
Quando se deixa o uso da carne, h muitas vezes uma sensao de fraqueza, uma falta de vigor. 
Muitos alegam isso como prova de que a carne  essencial; mas  devido a ser o alimento desta 
espcie estimulante, a deixar o sangue febril e os nervos estimulados, que assim se lhes sente a 
falta. Alguns acham to difcil deixar de comer carne como  ao bbado o abandonar a bebida; 
mas se sentiro muito melhor com a mudana.
Quando se abandona a carne, deve-se substitu-la com uma variedade de cereais, nozes, verduras 
e frutas, os quais sero a um tempo nutritivos e apetitosos. Isso se necessita especialmente no 
caso de pessoas fracas, ou carregadas de contnuo labor. Em alguns pases em que  comum a 
pobreza,  a carne o alimento mais barato. Sob estas circunstncias, a mudana
Pg. 317
se efetuar sob maiores dificuldades; pode no entanto ser operada. Devemos, porm, considerar a 
situao do povo e o poder de um hbito de toda a vida, sendo cautelosos em no insistir 
indevidamente, mesmo quanto a idias justas. Ningum deve ser solicitado a fazer abruptamente a 
mudana. O lugar da carne deve ser preenchido com alimento so e pouco dispendioso. A esse 
respeito, muito depende da cozinheira. Com cuidado e habilidade se podem preparar pratos que 
sejam ao mesmo tempo nutritivos e saborosos, substituindo, em grande parte, o alimento crneo.
Em todos os casos, educai a conscincia, aliciai a vontade, supri alimento bom, saudvel, e a 
mudana se efetuar rapidamente, desaparecendo em breve a necessidade de carne.
No  o tempo de todos dispensarem a carne da alimentao? Como podem aqueles que esto 
buscando tornar-se puros, refinados e santos a fim de poderem fruir a companhia dos anjos 
celestes continuar a usar como alimento qualquer coisa que exera to nocivo efeito na alma e no 
corpo? Como podem tirar a vida s criaturas de Deus a fim de consumirem a carne como uma 
iguaria? Volvam antes  saudvel e deliciosa alimentao dada ao homem no princpio, e a 
praticarem e ensinarem a seus filhos a misericrdia para com as mudas criaturas que Deus fez e 
colocou sob nosso domnio.
25
Extremos no Regime
Pg. 318
Nem todos que professam crer na reforma diettica so realmente reformadores. Para muitas 
pessoas, a reforma consiste meramente em rejeitar certos artigos prejudiciais. No compreendem 
claramente os princpios da sade, e sua mesa, anda carregada de iguarias nocivas, est longe de 
ser um exemplo da temperana e moderao crists.
Outra classe, em seu desejo de dar bom exemplo, vai para o extremo oposto. Alguns no podem 
obter os alimentos mais desejveis, e, em lugar de usar aqueles que melhor lhes supririam a falta, 
adotam um regime pobre. Sua alimentao no fornece os elementos necessrios a formar um 
bom sangue. A sade sofre,  prejudicada a utilidade, e seu exemplo testifica mais contra a 
reforma diettica do que em seu favor.
Outros pensam que, uma vez que a sade requer um regime simples, pouca ateno precisa ser 
dispensada  seleo ou preparo do alimento. Alguns se restringem a uma alimentao bem 
escassa, no tendo a variedade suficiente para suprir s necessidades do organismo, e em 
conseqncia sofrem.
Os que no tm seno parcial compreenso dos princpios da reforma so muitas vezes os mais 
rgidos, no somente em viver segundo suas prprias idias, como em insistir nas mesmas
Pg. 319
para com a famlia e os vizinhos. O efeito dessas reformas erradas, tal como se manifesta em sua 
m sade, e o esforo de incutir nos demais a todo transe seus pontos de vista do muitas idias 
falsas da reforma diettica, levando outros a rejeit-la inteiramente.
Os que entendem as leis da sade e so governados por princpios fugiro dos extremos, tanto da 
condescendncia como da restrio. Sua alimentao  escolhida no meramente para agradar o 
apetite, mas para fortalecimento do organismo. Procuram conservar todas as faculdades nas 
melhores condies para o mais elevado servio a Deus e aos homens. O apetite acha-se sob o 
controle da razo e da conscincia, e so recompensados com a sade fsica e mental. Embora 
no insistam de modo impertinente em seus pontos de vista para os outros, seu exemplo  um 
testemunho em favor dos princpios corretos. Essas pessoas exercem vasta influncia para o bem.
H verdadeiro senso comum na reforma do regime. O assunto deve ser estudado de forma ampla 
e profunda. Ningum devia criticar outros porque no estejam, em todas as coisas, agindo em 
harmonia com seu ponto de vista.  impossvel estabelecer uma regra fixa para regular os hbitos 
de cada um, e ningum se
Pg. 320
deve considerar critrio para todos. Nem todos podem comer as mesmas coisas. Comidas 
apetecveis e ss para uma pessoa podem ser desagradveis e mesmo nocivas para outra. Alguns 
no podem usar leite, ao passo que outros tiram bom proveito dele. H pessoas que no 
conseguem digerir ervilhas e feijo; para outros, eles so saudveis. Para uns, as preparaes de 
cereais integrais so boas, enquanto outros no as podem ingerir.
Os que residem em pases novos, ou em distritos pobres, onde so escassas as frutas e as nozes, 
no deviam ser incitados a excluir o leite e os ovos de seu regime diettico.  verdade que 
pessoas de fsico forte e em quem as paixes so vigorosas precisam evitar o uso de comidas 
estimulantes. Especialmente nas famlias de crianas dadas a hbitos sensuais, os ovos no 
devem ser usados. Mas no caso de pessoas cujos rgos produtores do sangue so fracos - 
especialmente se no se podem obter outros alimentos que forneam os elementos necessrios - 
leite e ovos no deviam ser de todo abandonados. Grande cuidado, no entanto, deve ser exercido 
para que o leite seja de vacas ss, e da mesma maneira os ovos venham de aves sadias e bem 
alimentadas e cuidadas; e os ovos sejam preparados de modo a serem facilmente digestos.
A reforma diettica deve ser progressiva.  medida que as doenas aumentam nos animais, o uso 
de leite e ovos se tornar cada vez menos livre de perigo. Deve-se fazer um

"No , pois, bom para o homem que coma e beba e que faa gozar a sua alma do bem do seu 
trabalho? Isso tambm eu vi que vem da mo de Deus." Ecl. 2:24.
Pg. 321
esforo para os substituir com outras coisas que sejam saudveis e pouco dispendiosas. O povo 
de toda parte deve ser ensinado a cozinhar sem leite e ovos, isso o quanto possvel, fazendo no 
obstante comida saudvel e gostosa.
O costume de comer apenas duas vezes por dia, em geral, demonstra-se benfico  sade; 
todavia, sob certas circunstncias, talvez algumas pessoas tenham necessidade de uma terceira 
refeio. Esta, porm, deve ser muito leve, e de comida de fcil digesto. Bolachas de sal, ou po 
torrado e fruta, ou bebida de cereal, eis os alimentos mais prprios para a refeio da noite.
Alguns andam continuamente ansiosos de que seu alimento, embora simples e so, lhes possa 
fazer mal. Seja-me permitido dizer a esses: No penseis que vossa comida vos vai fazer mal; no 
penseis absolutamente nela. Comei segundo vosso melhor discernimento; e, havendo pedido ao 
Senhor que vos abenoe o alimento para revigorar o corpo, crede que Ele escuta a orao, e ficai 
descansados.
Se os princpios requerem de ns o rejeitar as coisas que irritam o estmago e desequilibram a 
sade, devemos lembrar que um regime pobre enfraquece o sangue. Casos de doenas de mui 
difcil cura sobrevm em resultado disso. O organismo no  suficientemente nutrido, sendo a 
conseqncia dispepsia e fraqueza geral. Os que seguem tal regime no so

"Bem-aventurada, ...  terra cujo rei  filho dos nobres e cujos prncipes comem a tempo, para 
refazerem as foras e no para bebedice." Ecl. 10:17.
Pg. 322
sempre a isso forados pela pobreza, mas o escolhem levados pela ignorncia ou a negligncia, 
ou para seguir suas prprias idias errneas de reforma.
Deus no  honrado quando o corpo  negligenciado ou maltratado, ficando assim incapacitado 
para Seu servio. Cuidar do corpo, proporcionando-lhe comida saborosa e revigorante,  um dos 
principais deveres dos pais de famlia.  muito melhor usar roupas e moblia menos caras do que 
restringir a proviso de alimento.
Alguns chefes de casa poupam na mesa da famlia a fim de proporcionar dispendiosa hospedagem 
s visitas. Isso no  sbio. Deve haver maior simplicidade na hospedagem. D-se primeiro 
ateno s necessidades da famlia.
Uma economia destituda de sabedoria e os costumes artificiais impedem o exerccio da 
hospitalidade onde  necessria e quando seria uma bno. A quantidade regular de alimento 
deve ser de maneira que se possa receber de boa vontade o
Pg. 323
inesperado hspede, sem sobrecarga para a dona-de-casa, com preparativos extras.
Todos devem aprender a maneira de comer, e de preparar o que comem. Os homens, bem como 
as mulheres, precisam entender do simples e saudvel preparo do alimento. Seus negcios os 
chamam muitas vezes aonde no conseguem obter comida saudvel; se possuem alguns 
conhecimentos da arte culinria, podero ento empreg-los bem.
Considerai cuidadosamente vosso regime. Estudai das causas para os efeitos. Cultivai o domnio 
de vs mesmos. Mantende o apetite sob o domnio da razo. Nunca abuseis do estmago, 
comendo excessivamente, mas no vos priveis da comida saudvel e saborosa que a sade exige.
As idias acanhadas de alguns pseudo-reformadores tm sido um grande dano  causa da sade. 
Os higienistas devem lembrar que a reforma diettica ser julgada, em alto grau, pela mesa que 
eles provem; e, em lugar de seguir uma orientao que a desacredite, devem de tal modo 
exemplificar os seus princpios que os recomendem aos espritos sinceros. H uma grande classe 
que se opor a qualquer movimento reformador, por mais razovel, uma vez que imponha 
restries ao apetite. Consultam o gosto em vez da razo, ou das leis da sade. Por essa classe, 
todos quantos deixarem o batido caminho do costume, e advogarem uma reforma, sero 
considerados radicais, por mais coerente que seja a sua direo. A fim de que essas pessoas

"E todo aquele que luta de tudo se abstm; eles o fazem para alcanar uma coroa corruptvel, ns, 
porm, uma incorruptvel." I Cor. 9:25.
Pg. 324
no tenham margem para a crtica, os higienistas no devem tentar ver quo diferentes podem 
eles ser dos outros, mas deles se aproximar o quanto possvel, sem sacrifcio de princpios.
Quando os que advogam a reforma de sade vo aos extremos, no admira que muitos que 
consideram essas pessoas como representantes dos princpios da sade rejeitem inteiramente a 
reforma. Esses extremos fazem freqentemente mais mal dentro de pouco tempo do que se 
poderia desfazer em toda uma existncia de vida coerente.
A reforma de sade baseia-se em princpios amplos e de vasto alcance, e no a devemos 
amesquinhar com pontos de vista e prticas acanhados. Ningum, todavia, deve permitir que a 
oposio, o ridculo ou o desejo de agradar ou influenciar a outros o desvie dos verdadeiros 
princpios ou o faa consider-los levianamente. Os que so regidos por princpios sero firmes e 
decididos em colocar-se ao lado do direito; no entanto manifestaro, em todas as suas relaes 
com outros, um esprito generoso e cristo, e verdadeiro comedimento.
26
Estimulantes e Narcticos
Pg. 325
Sob a denominao de estimulantes e narcticos se acha classificada grande variedade de artigos 
que, embora usados como comida ou bebida, irritam o estmago, envenenam o sangue e excitam 
os nervos. Seu uso  um verdadeiro mal. Muitos procuram a excitao dos estimulantes porque, no 
momento, so aprazveis os resultados. H sempre, porm, uma reao. O uso de estimulantes 
no naturais tende sempre ao excesso, sendo agente ativo em promover a degenerao e a runa.
Condimentos
Nesta poca de pressa, quanto menos estimulante for a comida, melhor. Os condimentos so 
prejudiciais em sua natureza. A mostarda, a pimenta, as especiarias, os picles e coisas 
semelhantes irritam o estmago e tornam o sangue febril e impuro. O estado de inflamao do 
estmago do bbado  muitas vezes pintado para ilustrar os efeitos das bebidas alcolicas. 
Condio semelhante de inflamao  produzida pelo uso de condimentos irritantes. Dentro em 
pouco, a comida comum no satisfaz o apetite. O organismo sente necessidade de alguma coisa 
mais estimulante.
Pg. 326
Ch e Caf
O ch atua como estimulante, e, at certo grau, produz intoxicao. A ao do caf, e de muitas 
outras bebidas populares,  idntica. O primeiro efeito  estimulante. So agitados os nervos do 
estmago, que comunicam irritao ao crebro, o qual, por sua vez, desperta para transmitir 
aumento de atividade ao corao, e uma fugaz energia a todo o organismo. Esquece-se a fadiga; 
parece aumentar a fora. Estimula o intelecto, torna-se mais viva a imaginao.
Em virtude desses resultados, muitos julgam que seu ch ou caf lhes faz grande benefcio. Mas  
um engano. Ch e caf no nutrem o organismo. Seu efeito produz-se antes de haver tempo para 
ser digerido ou assimilado, e o que parece fora no passa de excitao nervosa. Uma vez 
dissipada a influncia do estimulante, abate-se a fora no natural, sendo o resultado um grau 
correspondente de abatimento e fraqueza.
O uso continuado desses irritantes nervosos  seguido de dores de cabea, insnia, palpitao, 
indigesto, tremores e muitos outros males, pois eles gastam a fora vital. Os nervos fatigados 
necessitam repouso e sossego em lugar de estimulantes
Pg. 327
e hiperatividade. A natureza necessita de tempo para recuperar as exaustas energias. Quando 
suas foras so aguilhoadas pelo uso de estimulantes, conseguir-se- mais durante algum tempo; 
mas,  medida que o organismo se enfraquece mediante o uso contnuo, torna-se gradualmente 
mais difcil erguer as energias ao desejado nvel. A exigncia de estimulantes se torna cada vez 
mais difcil de controlar, at que a vontade  vencida, parecendo no haver poder capaz de negar 
a satisfao do forte apetite contrrio  natureza. So exigidos estimulantes mais fortes e ainda 
mais fortes, at que a natureza exausta j no pode corresponder.
O Hbito do Fumo
O fumo  um veneno lento, perigoso, por demais maligno. Seja qual for a forma de utilizao, atua 
na constituio;  o mais perigoso, porque seu efeito  lento, e a princpio
Pg. 328
por assim dizer imperceptvel. Excita e depois paralisa os nervos. Debilita e obscurece o crebro. 
Muitas vezes, ele afeta os nervos de maneira mais forte que a bebida intoxicante.  mais sutil, e 
seus efeitos so difceis de desarraigar do organismo. Seu uso estimula a sede de bebidas fortes, 
lanando em muitos casos a base para o hbito das bebidas alcolicas.
O uso do fumo  inconveniente, caro, sujo, contaminador para o que o tem e incmodo para os 
outros. Encontram-se por toda parte os seus devotos. Dificilmente passais por uma multido sem 
que algum fumante vos solte no rosto uma baforada de seu hlito envenenado.  desagradvel e 
pouco higinico ficar num vago ou numa sala em que a atmosfera esteja impregnada dos vapores 
da bebida ou do fumo. Embora os homens persistam em usar esses venenos para si mesmos, que 
direito tm eles de contaminar o ar que os outros devem respirar?
Entre as crianas e os jovens, o uso do fumo est operando indizvel dano. As prticas contrrias  
sade, das geraes passadas, afetam as crianas e a juventude de hoje. A incapacidade mental, 
a fraqueza fsica, os descontrolados nervos e os apetites contrrios  natureza so transmitidos 
como legado de pais aos filhos. E as mesmas prticas, continuadas pelos filhos, vo crescendo e 
perpetuando os maus resultados. A isso se deve, em no pequena escala, a

"Porque o beberro e o comilo cairo em pobreza; e a sonolncia faz trazer as vestes rotas." 
Prov. 23:21.
Pg. 329
decadncia fsica, mental e moral que se est tornando to grande causa de alarme.
Os meninos comeam a fumar em bem tenra idade. O hbito assim formado, quando o corpo e a 
mente se acham especialmente susceptveis aos seus efeitos, diminui a resistncia fsica, impede 
o desenvolvimento do corpo, entorpece a mente e corrompe a moral.
Mas que se pode fazer para ensinar s crianas e aos jovens os males de um costume de que os 
pais, os mestres e pastores lhes do o exemplo? Meninos que mal saram da primeira infncia so 
vistos fumando. Se algum lhes fala alguma coisa a esse respeito, respondem: "Meu pai fuma." 
Apontam ao pastor ou ao superintendente da escola dominical, e dizem: "Um homem como ele 
fuma; que mal faz que eu fume tambm?" Muitos obreiros da causa da temperana so apegados 
ao uso do fumo. Que autoridade so essas pessoas capazes de ter para impedir o progresso da 
intemperana?
Apelo para aqueles que professam crer na Palavra de Deus e obedecer-lhe: Podeis vs, como 
cristos, condescender com um hbito que vos est paralisando o intelecto, privando-vos da 
capacidade de estimar devidamente as realidades eternas? Podeis consentir em roubar 
diariamente a Deus do servio que Lhe  devido, e roubar a vossos semelhantes, tanto do servio 
que lhes podereis prestar como do poder do exemplo?
Tendes vs considerado vossas responsabilidades como mordomos
Pg. 330
de Deus quanto aos meios colocados em vossas mos? Quanto do dinheiro do Senhor empregais 
vs em fumo? Somai o que tendes assim gasto durante toda a vossa vida. Qual  o termo de 
comparao entre o que consumistes com essa contaminadora concupiscncia e aquilo que 
tendes dado para alvio dos pobres e a disseminao do evangelho?
Nenhuma criatura humana necessita de fumo, mas h multides perecendo por falta dos meios 
que, empregados como so, fazem mais mal do que se fossem desperdiados. No tendes estado 
a empregar mal os bens do Senhor? No tendes sido culpados de roubo para com Deus e vossos 
semelhantes? No sabeis que "no sois de vs mesmos? Porque fostes comprados por bom 
preo; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso esprito, os quais pertencem a Deus". I 
Cor. 6:19 e 20.
Bebidas Intoxicantes
"O vinho  escarnecedor, e a bebida forte, alvoroadora;
E todo aquele que neles errar nunca ser sbio." Prov. 20:1.
"Para quem so os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as pelejas?
Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa?
E para quem, os olhos vermelhos?
Para os que se demoram perto do vinho,
Para os que andam buscando bebida misturada.
No olhes para o vinho, quando se mostra vermelho,
Quando resplandece no copo
E se escoa suavemente.
No seu fim, morder como a cobra
E, como o basilisco, picar." Prov. 23:29-32.

Nunca foi traado pela pena humana mais vivo quadro do aviltamento e escravido da vtima da 
bebida intoxicante. Escravizado, degradado, mesmo quando desperto para o sentimento de sua 
misria, falta-lhe poder para romper as malhas; ainda a tornar "a busc-la outra vez". Prov. 23:35.
Pg. 331
No so necessrios argumentos para mostrar os maus efeitos dos intoxicantes no bbado. As 
embrutecidas runas da humanidade - almas por quem Cristo morreu, e sobre as quais choram os 
anjos - encontram-se por toda parte. So uma ndoa em nossa alardeada civilizao. So a 
vergonha e a runa e o perigo de toda Terra.
E quem pode pintar a misria, a agonia, o desespero que se ocultam na casa do bbado? Pensai 
na esposa, muitas vezes delicadamente criada, sensvel, culta, refinada, ligada a uma criatura a 
quem a bebida transforma num beberro ou num demnio. Pensai nas crianas, privadas dos 
confortos do lar, de educao, vivendo em terror daquele que devia ser o seu orgulho e a sua 
proteo, atiradas ao mundo, levando as marcas da vergonha, muitas vezes com a maldio 
hereditria da sede da bebida!
Pensai nos terrveis acidentes que ocorrem todos os dias por influncia do lcool. Algum 
funcionrio num trem de estrada de ferro negligencia atender a um sinal ou entende mal a uma 
ordem. O trem avana; d-se um choque, e muitas vidas se perdem. Ou  um navio que encalha, e 
passageiros e tripulao encontram nas guas seu tmulo. Quando se investiga a questo, 
verifica-se que algum, num posto de responsabilidade, se achava sob o efeito da bebida. At que 
ponto pode uma pessoa condescender com o hbito da bebida, confiando-se lhe com segurana 
vidas humanas? S merece essa confiana o que for totalmente abstmio.
Os Intoxicantes Mais Brandos
As pessoas que herdaram o apetite dos estimulantes contrrios  natureza no devem por modo 
nenhum ter vinho, cerveja ou sidra diante dos olhos ou ao seu alcance; pois isso lhes mantm a 
tentao continuamente adiante. Considerando inofensiva a sidra no fermentada, muitos no tm 
escrpulos de a comprar 
Pg. 332
vontade. Mas s por pouco tempo ela se conserva no fermentada; comea depois a fermentao. 
O sabor picante que adquire ento a torna ainda mais apetecvel para muitos paladares, e ao seu 
adepto repugna reconhecer que ela fermentou.
H perigo para a sade mesmo no uso de sidra no fermentada, segundo  comumente produzida. 
Se o povo pudesse ver o que o microscpio revela quanto  sidra que compram, poucos estariam 
dispostos a ingeri-la. Freqentemente os que fabricam sidra para o mercado no so cuidadosos 
quanto s condies da fruta empregada, sendo extrado o suco de mas bichadas e podres. 
Aqueles que no quereriam pensar em se servir de mas apodrecidas e envenenadas de outro 
jeito bebero sidra delas feita, considerando-a uma delcia; mas o microscpio mostra que mesmo 
quando fresca, sada da prensa, essa aprazvel bebida  inteiramente imprpria para o consumo.
A intoxicao  produzida to positivamente pelo vinho, cerveja e sidra, como pelas bebidas mais 
fortes. O uso delas suscita o gosto pelas outras, estabelecendo-se assim o hbito da bebida. O 
beber moderado  a escola em que os homens se educam para a carreira da embriaguez. 
Todavia, to perigosa  a obra desses estimulantes mais brandos que a vtima entra no caminho 
da embriaguez antes de suspeitar o perigo em que se encontra.
Alguns que nunca so considerados realmente bbados esto sempre sob a influncia de 
intoxicantes brandos. So febris, de mente instvel, desequilibrados. Imaginando-se seguros, vo 
mais e mais adiante, at que toda barreira  derribada, todo princpio sacrificado. So minadas as 
mais
Pg. 333
vigorosas resolues, as mais elevadas consideraes no so suficientes para manter o 
degradado apetite sob o controle da razo.
Em parte alguma sanciona a Bblia o uso de vinho intoxicante. O vinho feito por Cristo da gua, 
nas bodas de Can, foi o puro suco da uva. Esse  o vinho novo que se "acha mosto em um cacho 
de uvas", de que a Escritura diz: "No o desperdices, pois h bno nele." Isa. 65:8.
Foi Cristo que, no Antigo Testamento, advertiu a Israel: "O vinho  escarnecedor, e a bebida forte, 
alvoroadora; e todo aquele que neles errar nunca ser sbio." Prov. 20:1. Ele nunca proveu tal 
bebida. Satans tenta o homem a transigir com aquilo que obscurece a razo e embota as 
percepes espirituais, mas Cristo nos ensina a pr a natureza inferior em sujeio. Ele nunca pe 
diante do homem aquilo que lhe seria uma tentao. Toda a Sua vida foi um exemplo de 
abnegao. Foi para vencer o poder do apetite que, nos quarenta dias de jejum no deserto, Ele 
sofreu em nosso favor a mais rigorosa prova que a humanidade podia suportar. Foi Cristo que 
ordenou que Joo Batista no bebesse vinho nem bebida forte. Foi Ele que recomendou tal 
abstinncia por parte da mulher de Mano. Cristo no contradiz os prprios ensinos. O vinho no 
fermentado, que Ele forneceu para os convidados das bodas, era uma bebida saudvel e 
refrigerante. Foi esse o vinho usado por nosso Salvador e Seus discpulos na primeira comunho. 
 o vinho que se deve sempre usar na mesa da comunho como smbolo do sangue do Salvador. 
O sacramento destina-se a ser refrigerante para a alma, e comunicador de vida. Com ele no deve 
estar ligada coisa alguma que sirva ao mal.
 luz de tudo quanto a Escritura, a Natureza e a razo ensinam em relao ao uso de intoxicantes, 
como cristos se podem empenhar em cultivar lpulo para a fabricao de cerveja, ou na
Pg. 334
fabricao de vinho ou sidra, para venda? Se amam aos seus semelhantes como a si mesmos, 
como podero auxiliar a pr-lhes no caminho aquilo que lhes servir de lao?
Muitas vezes, a intemperana comea no lar. Pelo uso de alimentos condimentados, no 
saudveis, enfraquecem-se os rgos digestivos, criando-se um desejo de comida ainda mais 
estimulante. Assim se educa o apetite a desejar continuamente alguma coisa mais forte. A 
exigncia dessas substncias torna-se mais freqente e mais irresistvel. O organismo enche-se 
mais ou menos de venenos, e, quanto mais debilitado se torna, tanto maior o desejo dessas 
coisas. Um passo dado na direo errada prepara o caminho para outro. Muitas pessoas que no 
seriam culpadas de pr  mesa vinho ou bebida alcolica de qualquer espcie ench-la-o de 
comidas que criam tal sede de bebida forte, que quase impossvel  resistir  tentao. Os hbitos 
errneos no comer e no beber destroem a sade e preparam o caminho para a embriaguez.
Haveria em breve pouca necessidade de cruzadas antialcolicas, se nos jovens, que formam e 
modelam a sociedade, se pudessem implantar retos princpios de temperana. Iniciem os pais uma 
cruzada contra a intemperana em seu prprio lar, nos princpios que ensinam os filhos a seguir 
desde a infncia, e podero esperar xito.
H trabalho para as mes no ajudarem os filhos a formar hbitos corretos e gostos puros. Educai o 
apetite; ensinai as crianas a abominarem os estimulantes. Criai vossos filhos de modo a formarem 
fibra moral para resistir ao mal que os circunda. Ensinai-lhes que no devem ser desviados pelos 
outros, nem ceder a fortes influncias, mas sim influenciar a outros para o bem.
Grandes esforos se fazem por derribar a intemperana; muito esforo se faz, no entanto, que no 
 dirigido exatamente ao ponto. Os advogados da reforma da temperana devem estar alerta 
quanto aos maus resultados do uso de comidas no
Pg. 335
saudveis dos condimentos, do ch e do caf. Desejamos boa sorte a todos os obreiros da 
temperana; mas convidamo-los a considerar mais profundamente a causa do mal que combatem, 
e estar certos de que so coerentes na reforma.
Deve ser mantido perante o povo que o justo equilbrio das faculdades mentais e morais depende 
em alto grau da devida condio do sistema fisiolgico. Todos os narcticos e estimulantes no 
naturais que enfraquecem e degradam a natureza fsica tendem a abaixar o tono do intelecto e da 
moral. A intemperana jaz  base da depravao moral do mundo. Pela satisfao do apetite 
pervertido, perde o homem seu poder de resistir  tentao.
Os reformadores da temperana tm uma obra a fazer em educar o povo nesse sentido. Ensinai-
lhes que a sade, o carter e a prpria vida so postos em perigo pelo uso de estimulantes que 
incitam as exaustas energias a uma ao anti-natural, espasmdica.
Quanto ao ch, ao caf, fumo e bebidas alcolicas, a nica atitude segura  no tocar, no provar, 
no manusear. A tendncia do ch, caf e bebidas semelhantes  no mesmo sentido que as 
bebidas alcolicas e o fumo, e em alguns casos o hbito  to difcil de vencer como  para um 
bbado o abandonar os intoxicantes. Os que tentam deixar esses estimulantes sentiro por algum 
tempo sua falta, e sofrero sem eles. Com persistncia, porm, vencero o forte desejo, e a falta 
deixar de se fazer sentir. A natureza talvez exija algum tempo at se recuperar do mau trato 
sofrido; dai-lhe, no entanto, uma oportunidade, e ela se reanimar, realizando nobremente e bem a 
sua tarefa.
27
O Comrcio de Bebidas
e a Proibio
Pg. 337
"Ai daquele que edifica a sua casa com injustia e os seus aposentos sem direito; ... que diz: 
Edificarei para mim uma casa espaosa e aposentos largos, e lhe abre janelas, e est forrada de 
cedro e pintada de vermelho. Reinars tu, s porque te encerras em cedro? ... Os teus olhos e o 
teu corao no atentam seno para a tua avareza, e para o sangue inocente, a fim de derram-lo, 
e para a opresso, e para a violncia, a fim de levar isso a efeito." Jer. 22:13-15 e 17.
A Obra do Vendedor de Bebidas
Essa passagem apresenta a obra dos que fabricam e dos que vendem bebidas intoxicantes. Seu 
comrcio quer dizer roubo. Pelo dinheiro que recebem, no do eles nenhum valor equivalente. 
Cada centavo que ajuntam a seus lucros trouxe ao comprador uma maldio.
Com mo liberal tem Deus derramado Suas bnos sobre os homens. Fossem Suas ddivas 
sabiamente empregadas, quo pouco o mundo havia de conhecer de pobreza ou aflio!  a 
impiedade dos homens que Lhe transforma as bnos em maldio.  mediante a ganncia de 
lucro e a concupiscncia do apetite que os cereais e as frutas dadas para nossa manuteno se 
convertem em venenos que produzem misria e runa.
Pg. 338
Todos os anos se consomem milhes e milhes de litros de bebidas intoxicantes. Milhes e 
milhes de dlares so gastos na compra da misria, pobreza, enfermidade, degradao, 
concupiscncia, crime e morte. Por amor do ganho, o vendedor de bebidas passa a suas vtimas 
aquilo que corrompe e destri a mente e o corpo. Traz sobre a famlia do bbado a pobreza e a 
runa.
Morta a sua vtima, no cessam as cobranas do vendedor de lcool. Rouba a viva, e leva os 
filhos  mendicidade. No hesita em tirar da despojada famlia at o que  indispensvel  vida, a 
fim de se pagar a conta do marido e pai. Os clamores das sofredoras crianas, as lgrimas da me 
angustiada, no servem seno para o exasperar. Que lhe importa se esses pobres coitados 
morrerem de fome? Que lhe importa se tambm eles forem compelidos  degradao e  runa? 
Ele enriquece  custa do bocado daqueles a quem est arrastando  perdio.
Casas de prostituio, antros de vcios, tribunais criminais, prises, casas de caridade, asilos de 
alienados, hospitais - todos, em alto grau, se acham cheios em resultado da obra do vendedor de 
bebidas. Como a Babilnia mstica do Apocalipse, ele est mercadejando com "corpos" e "almas 
de homens". Por trs do vendedor de bebidas est o grande destruidor de almas, e toda arte, que 
a Terra ou o inferno possa imaginar,  empregada para atrair as criaturas humanas para debaixo 
de seu poder. Na cidade e no campo, nos trens da estrada de ferro, nos grandes navios, nos 
lugares de comrcio, nos sales de prazer, no dispensrio mdico, e mesmo na igreja, na sagrada 
mesa da comunho, so lanadas suas armadilhas. Coisa alguma  esquecida a fim de criar e 
fomentar o desejo de intoxicantes. Em quase todas as esquinas, acha-se um bar, com suas luzes 
brilhantes, seus atrativos e animao, convidando o trabalhador, o rico ocioso e o incauto jovem.
Nos restaurantes particulares e lugares de recreio, oferecem-se, s senhoras, sob alguma 
designao aprazvel, bebidas populares que so na verdade intoxicantes. Para os
Pg. 339
doentes e debilitados, h os largamente preconizados aperitivos, que consistem em grande parte 
de lcool.
Para despertar nas crianas o apetite de bebida, introduz-se o lcool em confeitos ou bombons. 
Esses so vendidos nas confeitarias. E por meio desses confeitos o vendedor de bebidas atrai 
para si as crianas.
Dia a dia, ms a ms, ano a ano, prossegue a obra. Pais e maridos e irmos, o esteio, a esperana 
e o orgulho da nao, vo decididamente passando para os antros do traficante de bebidas para 
serem devolvidos desgraados em runas.
Mais terrvel ainda, a praga est ferindo o prprio corao do lar. Mais e mais esto as mulheres 
formando o hbito da bebida. Em muitas casas, esto crianas, mesmo na inocncia e desamparo 
de seus primeiros dias, em perigo dirio, devido  negligncia, ao mau trato,  vileza de mes 
embriagadas. Filhos e filhas esto a crescer  sombra desse terrvel mal. Quais as perspectivas 
para seu futuro, seno que venham a abismar-se ainda mais fundo que seus pais?
Das terras chamadas crists,  a praga levada s regies da idolatria. Os pobres e ignorantes 
selvagens so ensinados a beber. Mesmo entre os pagos, homens de inteligncia reconhecem e 
protestam contra o lcool como veneno mortfero; em vo, porm, tm eles procurado proteger sua 
terra contra as devastaes que ele traz. Povos civilizados foram a entrada do fumo, do lcool e 
do pio entre as naes pags. As desenfreadas paixes dos selvagens, estimuladas pelo lcool, 
arrastam-nos a uma degradao antes desconhecida, tornando-se empreendimento quase 
desesperado o envio de missionrios a essas terras.
Mediante seu contato com os povos que lhes deviam ter dado o conhecimento de Deus, so os 
pagos levados a vcios que tm causado a destruio de tribos e naes inteiras. E por isso, nos 
lugares obscurecidos da Terra, os homens das naes civilizadas so odiados.
Pg. 340
A Responsabilidade da Igreja
O interesse da bebida  um poder no mundo. Ele tem de seu lado as foras conjugadas do 
dinheiro, do hbito e do apetite. Seu poder faz-se sentir na prpria igreja. Homens cujo dinheiro foi 
ganho, direta ou indiretamente, no trfico das bebidas alcolicas, so membros de igrejas, de boa 
reputao. Muitos deles do liberalmente para as obras populares de caridade. Suas contribuies 
ajudam a manter os empreendimentos da igreja e a sustentar seus pastores. Impem a 
considerao dispensada ao poder do dinheiro. As igrejas que aceitam tais membros esto 
virtualmente apoiando o comrcio de bebidas. Com demasiada freqncia o pastor no tem a 
coragem de ficar ao lado do direito. Ele no declara ao povo o que Deus disse a respeito da obra 
do vendedor de bebidas. Falar claramente seria ofender a congregao, sacrificar a popularidade, 
perder o salrio.
Acima do tribunal da igreja, porm, encontra-se o tribunal de Deus. Aquele que declarou ao 
primeiro assassino: "A voz do sangue do teu irmo clama a Mim desde a terra" (Gn. 4:10), no 
aceitar para Seu altar as ddivas do traficante de bebidas. Sua ira se acende contra os que 
tentam cobrir a prpria culpa com a capa da liberdade. Seu dinheiro  manchado de sangue. Est 
sobre ele uma maldio.

"Livra os que esto destinados  morte e salva os que so levados para a matana, se os puderes 
retirar. Se disseres: Eis que o no sabemos; porventura, Aquele que pondera os coraes no o 
considerar? Aquele que atenta para a tua alma no o saber? No pagar Ele ao homem 
conforme a sua obra?" Prov. 24:11 e 12.
Pg. 341
"De que Me serve a Mim a multido dos vossos sacrifcios,
Diz o Senhor? ...
Quando vindes para comparecer perante Mim,
Quem requereu isso de vossas mos, que visseis pisar os Meus trios?
No tragais mais ofertas debalde. ...
Quando estendeis as mos,
Escondo de vs os olhos;
Sim, quando multiplicais as vossas oraes, no as ouo,
Porque as vossas mos esto cheias de sangue." Isa. 1:11-15.
O bebedor  capaz de coisas melhores. Foi dotado de talentos com que possa honrar a Deus e 
beneficiar o mundo; mas seus semelhantes lhe puseram uma armadilha  alma, e edificam-se  
custa de sua degradao. Vivem em luxo, ao passo que as pobres vtimas a quem tm roubado 
vivem na pobreza e na misria. Mas Deus requerer isto da mo daquele que ajudou a precipitar o 
bbado na runa. Aquele que reina no Cu no tem perdido de vista a causa primria ou o 
derradeiro efeito da embriaguez. Aquele que cuida do pardal e veste a erva do campo no passar 
por alto os que foram formados  Sua imagem, comprados com Seu prprio sangue, no dando 
ouvidos ao seu clamor. Deus registra toda essa impiedade que perpetua o crime e a misria.
O mundo e a igreja podem ter aprovao para o homem que adquiriu fortuna degradando a alma 
humana. Podem sorrir quele por meio de quem homens so levados passo a passo mais baixo na 
vereda da vergonha e da degradao. Mas Deus observa tudo, d em troca um justo juzo. O 
mercador de bebidas pode ser classificado pelo mundo como um bom comerciante; mas o Senhor 
diz: "Ai dele!" Ser-lhe- imputado o desamparo, a misria, o sofrimento trazido ao mundo pelo 
comrcio de bebidas alcolicas. Ter de responder pela necessidade e desgraa de mes e filhos 
que sofreram por falta de alimento,
Pg. 342
roupa e abrigo, e para quem foram sepultadas toda esperana e alegria. Ter de responder pelas 
almas que enviou no preparadas para a eternidade. E os que apiam o mercador de bebidas 
nessa obra so participantes de sua culpa. A esses diz Deus: "As vossas mos esto cheias de 
sangue." Isa. 1:15.
Licenas
As licenas para o comrcio de bebidas so advogadas por muitos como tendentes a restringir o 
mal da bebida. O licenci-lo, porm, coloca-o sob a proteo da lei. O governo sanciona-lhe a 
existncia, fomentando assim o mal que professa restringir. Sob a proteo das leis de licena, as 
cervejarias, destilarias e fbricas de vinho so estabelecidas por toda parte da Terra, e o 
negociante de bebidas traz sua obra mesmo para junto de nossa porta.
Muitas vezes  proibido vender bebidas alcolicas; mas a obra de tranformar os jovens em 
alcolatras prossegue decididamente. A prpria existncia do comrcio depende de criar na 
juventude o gosto pela bebida. Os jovens vo sendo levados avante, passo a passo, at que o 
hbito de beber se acha estabelecido, e desperta-se uma sede que tem de ser satisfeita a todo 
custo. Menor mal seria conceder o lcool ao bebedor inveterado, cuja runa, na maioria dos casos, 
j est determinada, do que permitir que a flor de nossa juventude seja seduzida para a destruio 
mediante esse terrvel hbito.
Mediante a licena concedida ao trfico de bebidas, mantm-se a tentao constantemente diante 
dos que se esto esforando por se regenerar. Tm-se estabelecido instituies onde as vtimas 
da intemperana podem ser auxiliadas a vencer o apetite.  uma nobre tarefa; mas, enquanto a 
venda de bebidas for sancionada por lei, os intemperantes pouco benefcio recebem das 
instituies de recuperao de alcolatras. Eles no podem a ficar para sempre. Devem retomar 
seu lugar
Pg. 343
na sociedade. A sede de bebidas intoxicantes, embora subjugada, no foi inteiramente destruda; e 
quando a tentao os assalta, como acontece de todos os lados, tambm eles caem como fcil 
presa.
O homem que tem um animal bravo, e que, conhecendo-lhe a disposio, permite-lhe liberdade , 
pelas leis da Terra, considerado responsvel pelo dano que o animal possa causar. Nas leis dadas 
a Israel, o Senhor ordenou que, quando um animal conhecido como bravo causasse a morte de 
uma criatura humana, a vida do dono devia pagar o preo de seu descuido ou malignidade. 
Segundo esse princpio, o governo que licencia o vendedor de bebidas alcolicas deve ser 
considerado responsvel pelos resultados de seu trfico. E, se  um crime digno de morte deixar 
em liberdade um animal bravo, quo maior  o crime de sancionar a obra do vendedor de bebidas!
As licenas so concedidas sob a alegao de que trazem uma renda ao tesouro pblico. Mas que 
 esse lucro quando comparado com a enorme despesa que acarretam os criminosos, os loucos, 
os indigentes, que so o fruto do comrcio alcolico! Sob a influncia da bebida, um homem 
comete um
Pg. 344
crime e  levado ao tribunal; e os que legalizam o trfico so forados a lidar com os resultados de 
sua prpria obra. Autorizaram a venda da bebida que havia de transformar um homem so num 
louco; e agora -lhes necessrio conden-lo  priso ou  morte, enquanto muitas vezes sua 
esposa e filhos so deixados ao desamparo, para se tornarem uma carga  sociedade em que 
vivem.
Considerando apenas o aspecto financeiro da questo, que loucura  tolerar tal comrcio! Que 
renda pode compensar a perda da razo humana, o apagamento e a desfigurao da imagem de 
Deus no homem, a runa de crianas reduzidas  indigncia e  degradao, para perpetuarem 
nos filhos as ms tendncias de seus pais alcolatras?
Proibio
O homem que formou o hbito de usar intoxicantes encontra-se em situao desesperada. Tem o 
crebro enfermo, enfraquecido o poder da vontade. No que respeita a qualquer poder de sua parte, 
 incontrolvel o apetite da bebida para ele. No se pode raciocinar com ele nem persuadi-lo  
renncia. Arrastada aos antros de vcio, a pessoa que resolvera abandonar a bebida  novamente 
levada a empunhar o copo, e com o primeiro trago do intoxicante  vencida toda boa resoluo, 
destrudo qualquer vestgio de vontade. Uma prova da enlouquecedora bebida, e jazem 
desvanecidos todos os pensamentos quanto a seus resultados.  esquecida a desolada esposa. O 
viciado pai no mais se incomoda se os filhos esto com fome ou nus. Legalizando o trfico, a lei 
empresta sua sano a essa queda da alma, e recusa-se a deter o comrcio que enche o mundo 
de males.
Deve isso continuar sempre? Ho de almas lutar sempre pela vitria tendo diante de si aberta a 
porta da tentao? Dever a maldio da intemperana ficar para sempre como uma praga sobre o 
mundo civilizado? Dever continuar a devastar, todos os anos, qual incndio consumidor, a 
milhares de lares felizes? Quando um navio naufraga  vista da praia, o povo
Pg. 345
no fica em ociosa contemplao. Arriscam a vida no esforo de salvar homens e mulheres de 
encontrar a sepultura no mar. Quanto mais necessrio no  o esforo para salv-los da sorte de 
um alcolatra!
No so somente o bbado e sua famlia os que se acham em perigo pela obra do comerciante de 
bebidas, nem  o peso do imposto o maior mal trazido por seu comrcio  coletividade. Achamo-
nos entretecidos na teia humana. O mal que sobrevm a qualquer parte da grande fraternidade 
humana pe a todos em perigo.
Muitas pessoas que, mediante o amor do lucro ou da comodidade, nada quereriam ter no restringir 
o comrcio das bebidas, verificaram, demasiado tarde, que esse comrcio tinha que ver com elas. 
Viu seus prprios filhos embrutecidos e arruinados. A anarquia anda a rdeas soltas. Corre risco a 
propriedade. A vida no est em segurana. Multiplicam-se os acidentes por terra e mar. Doenas 
que crescem nos antros da imundcia e da misria abrem caminho at aos lares senhoriais e 
luxuosos. Os vcios fomentados pelos filhos da depravao e do crime infectam filhos e filhas de 
casas distintas e cultas.
No existe pessoa a quem o trfico das bebidas no ponha em risco. No h homem que no 
deva, por sua prpria segurana, pr mos  obra de o destruir.
Mais que quaisquer outras instituies que tenham de lidar apenas com interesses seculares, as 
cmaras legislativas e os tribunais de justia se devem achar isentos da praga da intemperana. 
Governadores, senadores, deputados, juzes, homens que decretam e administram as leis de uma 
nao, homens que tm nas mos a vida, a boa reputao e os bens de seus semelhantes devem 
ser homens de estrita temperana. Somente assim podem eles ter clara a mente para discriminar 
entre o bem e o mal. S assim podem possuir firmeza de princpios e sabedoria para ministrar a 
justia e mostrar misericrdia. Mas como reza o relatrio? Quantos desses homens tm a mente 
nublada, confuso o senso do bem e do mal pela bebida forte! Quantas leis opressivas so 
decretadas, quantas
Pg. 346
pessoas inocentes condenadas  morte mediante a injustia de legisladores, testemunhas, 
jurados, advogados e mesmo juzes dados  bebida! Muitos h "poderosos para beber vinho" e 
"homens forosos para misturar bebida forte" (Isa. 5:22), "que ao mal chamam bem e ao bem, mal" 
(Isa. 5:20); que "justificam o mpio por presentes e ao justo negam justia!". Isa. 5:23. Desses tais 
diz Deus:

"Ai dos que...
Como a lngua de fogo consome a estopa,
E a palha se desfaz pela chama,
Assim ser a sua raiz, como podrido,
E a sua flor se esvaecer como p;
Porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exrcitos
E desprezaram a Palavra do Santo de Israel." Isa. 5:22 e 24.
A honra de Deus, a estabilidade da nao, o bem-estar da coletividade, do lar e do indivduo, 
exigem que se faa todo esforo por despertar o povo quanto ao mal da intemperana. Em breve 
haveremos de ver, como agora no vemos, o resultado desse terrvel mal. Quem exercer decidido 
esforo para deter a obra de destruio? At aqui o conflito mal foi comeado. Que se forme um 
exrcito para fazer cessar a venda das bebidas que encerram drogas capazes de enlouquecer os 
homens. Torne-se patente o perigo do comrcio de bebidas, e crie-se um sentimento pblico de 
molde a exigir sua proibio. D-se aos homens enlouquecidos pelo lcool oportunidade de 
escaparem a seu cativeiro. Exija a voz da nao de seus legisladores que se ponha um termo a 
esse trfico infame.

"Se faltares de livrar aos que so levados  morte
E arrastados  matana;
Se disseres: Eis que no soubemos isso:
No  assim que Aquele, que pondera os coraes, Esse o entende?
E que Aquele que guarda a tua alma, Esse o sabe?"
Prov. 24:11 e 12, Verso Trinitariana.
E "que dirs, quando Ele te visitar?" Jer. 13:21,  Verso Trinitariana.
VI. O Lar
A vida  uma escola de preparo, da qual os pais e os filhos devem sair formados para a escola 
superior nas manses de Deus.
28
O Ministrio do Lar
Pg. 347
Pg. 348
Pg. 349
A restaurao e reerguimento da humanidade comeam no lar. A obra dos pais  a base de toda 
outra obra. A sociedade compe-se de famlias, e  o que a faam os chefes de famlia. Do 
corao "procedem as sadas da vida" (Prov. 4:23); e o corao da comunidade, da igreja e da 
nao  o lar. A felicidade da sociedade, o xito da igreja e a prosperidade da nao dependem 
das influncias domsticas.
A importncia e as oportunidades da vida do lar ressaltam na vida de Jesus. Aquele que veio a 
este mundo para ser nosso exemplo e nosso Mestre passou trinta anos como membro de uma 
famlia em Nazar. Pouco diz a Bblia relativamente a esses trinta anos. Durante eles no houve 
milagres notveis que chamassem a ateno do povo. No houve multides que seguissem 
ansiosas os passos do Senhor, ou que Lhe escutassem as palavras. E, no obstante, durante 
todos esses anos o Senhor levava a cabo Sua misso divina. Vivia como qualquer um de ns, 
tomando parte na vida domstica, a cuja disciplina Se submetia, cumprindo os deveres da mesma, 
e tomando Sua parte nas responsabilidades. Sob a proteo do lar humilde, participando dos 
incidentes da sorte comum, "Jesus crescia em sabedoria, e em estatura, e em graa para com 
Deus e os homens". Luc. 2:52.
Pg. 350
Durante todos esses anos de retiro, a vida do Senhor flua em torrentes de prstimo. Seu 
desprendimento e tolerncia, Seu valor e fidelidade, Sua resistncia  tentao, Sua nunca 
desmentida paz e Sua doce alegria eram um contnuo estmulo. Trazia ao lar um ambiente puro e 
doce, e Sua vida foi qual um fermento ativo entre os elementos da sociedade. Ningum diria 
houvesse feito algum milagre; no obstante, dEle saa virtude e o poder restaurador e vivificante do 
amor para com os tentados, enfermos e abatidos. Desde tenra idade, e sem que Se tornasse 
intruso, desempenhava Suas tarefas entre os demais, de maneira que, ao comear o ministrio 
pblico, muitos O escutaram com prazer.
Os primeiros anos da vida do Salvador so mais que um
Pg. 351
exemplo para a juventude. So uma lio, e deveriam ser um estmulo para todo pai. O crculo dos 
deveres para com a famlia e os vizinhos  o primeiro campo de ao para os que se querem 
empenhar na obra do levantamento moral de seus semelhantes. No h um campo de ao mais 
importante do que o que foi designado aos fundadores e protetores do lar. Das obras, confiadas a 
seres humanos, nenhuma existe to repleta de conseqncias de grande alcance, como a obra 
dos pais.
A juventude e a infncia de hoje  que determinam o futuro da sociedade, e o que esses jovens e 
essas crianas ho de ser depende do lar. A falta de boa educao domstica pode ser 
responsabilizada pela maior parte das enfermidades, de misria e criminalidade que flagelam os 
homens. Se a vida domstica fosse pura e verdadeira, se os filhos que saem do lar se achassem 
devidamente preparados para enfrentar as responsabilidades da vida e seus perigos, que 
transformao no experimentaria o mundo!
Realizam-se muitos esforos, gastam-se tempo, dinheiro e trabalho em propores quase 
ilimitadas, em empresas e instituies destinadas  regenerao das vtimas dos maus hbitos. E 
ainda assim todos esses esforos se tornam insuficientes para enfrentar to grandes 
necessidades. Quo insignificantes so os resultados! Quo poucos os que se regeneram para 
sempre!
Muitssimos aspiram a uma vida melhor, mas falta-lhes valor e resoluo para romper com os 
maus hbitos. Recuam ante a enormidade do esforo, das lutas e sacrifcios exigidos, e sua vida 
fracassa e malogra-se. Assim, mesmo os mais brilhantes, os de aspiraes mais elevadas e 
faculdades mais nobres, aqueles que so dotados pela natureza e pela educao de maneira a 
ocupar cargos de confiana e responsabilidade, degradam-se e perdem-se para esta vida e para a 
vida por vir.
Para os que se emendam, que luta encarniada para recuperar a perdida varonilidade! E durante 
toda a vida, com o organismo arruinado, a vontade vacilante, a inteligncia embotada e a alma 
enfraquecida, muitos colhem o fruto do
Pg. 352
mal que semearam. Quanto mais no se poderia levar a cabo se se houvesse enfrentado o mal 
desde o princpio!
Essa obra depende, em grande parte, dos pais. Nos esforos para deter os avanos da 
intemperana e de outros males que corroem como cncer o organismo social, se fosse concedida 
mais ateno  tarefa de ensinar aos pais a maneira de formar os hbitos e o carter dos filhos, o 
resultado seria cem vezes mais benfico. O hbito, fora to poderosa para o mal, pode ser 
transformado pelos pais em fora para o bem. Tm de cuidar do rio desde a nascente, cumprindo-
lhes dar ao mesmo uma boa direo.
 possvel aos pais lanar as bases de uma vida s e feliz para seus filhos. Podem fazer com que, 
ao deixarem o lar, eles possuam a fora moral necessria para resistir  tentao, e valor e fora 
para resolverem com xito os problemas da vida. Podem inspirar-lhes o propsito, e desenvolver 
neles a faculdade de tornar sua vida uma honra para Deus e uma bno para o mundo. Podem 
abrir retas veredas para seus ps, atravs de sol e sombra, at s gloriosas alturas celestes.
A misso do lar estende-se para alm do crculo de seus membros. O lar cristo deve ser uma 
lio prtica que ponha em relevo a excelncia dos princpios verdadeiros da vida. Semelhante 
exemplo ser no mundo uma fora para o bem. Muito mais poderosa que qualquer sermo 
pregado  a influncia de um verdadeiro lar, no corao e na vida. Ao deixarem um lar assim, os 
jovens ensinaro as lies que a aprenderam. Por essa maneira, penetraro em outros lares 
princpios mais nobres de vida, e uma influncia regeneradora ser sentida na sociedade.
H muitos outros para quem nossa famlia pode se tornar uma bno. Nossas recreaes sociais 
no deveriam ser ditadas pelos costumes do mundo, mas pelo Esprito de Cristo,
Pg. 353
e pelos ensinos de Sua Palavra. Os israelitas, em todas as suas festas, admitiam os pobres, os 
estrangeiros e os levitas, os quais eram ao mesmo tempo ajudantes do sacerdote no santurio, 
mestres de religio e missionrios. Todos esses eram considerados hspedes do povo, recebendo 
hospitalidade durante as festas sociais e religiosas, e sendo atendidos carinhosamente em suas 
enfermidades e necessidades. A pessoas assim devemos acolher em nosso lar. Quanto esse 
acolhimento no alegraria e daria nimo ao enfermeiro ou missionrio,  me carregada de 
cuidados e trabalhos rduos, ou s pessoas fracas e idosas, que vivem muitas vezes sem lar, 
lutando com a pobreza e com tantos desalentos!
"Quando deres um jantar ou uma ceia, no chames os teus amigos, nem os teus irmos, nem os 
teus parentes, nem vizinhos ricos, para que no suceda que tambm eles te tornem a convidar, e 
te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres
Pg. 354
convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos e sers bem-aventurado; porque no tm 
com que to recompensar; mas recompensado sers na ressurreio dos justos." Luc. 14:12-14.
Estes so hspedes que no nos custar muito receber. No necessitareis de dispensar-lhes uma 
hospedagem dispendiosa e elaborada. O calor das boas-vindas, um assento ao p do lume e outro 
 vossa mesa, o privilgio de compartilhar da bno do culto de famlia, ser, para muitos destes 
pobres, como um antegozo do Cu.
Nossas simpatias devem transbordar para alm de nossa personalidade e do crculo de nossa 
famlia. H preciosas oportunidades para os que desejam fazer de seu lar uma bno para outros. 
A influncia social  uma fora maravilhosa. Se queremos, podemos valer-nos dela para auxiliar 
aqueles que nos rodeiam.
Nosso lar deve ser um refgio para os jovens que sofrem tentaes. Muitos h que se encontram 
na encruzilhada dos caminhos. Toda influncia e impresso recebida determina a escolha do rumo 
de seu destino nesta vida e na por vir. O mal os atrai. Seus pontos de reunio so brilhantes e 
sedutores, e todos so a muito bem recebidos. Em redor de ns h jovens sem famlia, ou cujos 
lares no exercem sobre eles uma fora protetora nem enobrecedora, e eles se vem arrastados 
para o mal. Encaminham-se para a runa aos nossos olhos.
Esses jovens necessitam que se lhes estenda a mo da simpatia. Uma boa palavra dita com 
sinceridade e uma pequena ateno para com eles varrero as nuvens da tentao que se 
amontoam sobre sua alma. A verdadeira expresso da simpatia filha do Cu tem o poder de abrir a 
porta do corao que necessita da fragrncia de palavras crists, e do simples, delicado contato do 
esprito do amor de Cristo. Se quisssemos dar provas de algum interesse pela juventude, 
convid-la a nossa casa, e cerc-la a de influncias alentadoras e
Pg. 355
proveitosas, muitos haveria que de boa vontade dirigiriam seus passos numa escala ascensional.
Oportunidades da Vida
Curto  o tempo de que dispomos. No podemos passar por este mundo mais de uma vez; tiremos 
pois, ao faz-lo, o melhor proveito de nossa vida. A tarefa a que somos chamados no requer 
riquezas, posio social, nem grandes capacidades. O que se requer  um esprito bondoso e 
desprendido, e firmeza de propsito. Uma luz, por pequena que seja, se est sempre brilhando, 
pode servir para acender outras muitas. Nossa esfera de influncia poder parecer limitada, 
nossas capacidades diminutas, escassas as oportunidades, nossos recursos reduzidos; no 
entanto, se soubermos aproveitar fielmente as oportunidades de nossos lares, maravilhosas sero 
nossas possibilidades. Se abrirmos o corao e o lar aos divinos princpios da vida, poderemos ser 
condutos que levem correntes de fora vivificante. De nosso lar fluiro rios de vida e de sade, de 
beleza e fecundidade numa poca como esta, em que tudo  desolao e esterilidade.
29
Os Fundadores do Lar
Pg. 356
Aquele que deu Eva a Ado por companheira, operou Seu primeiro milagre numa festa de 
casamento. Na sala festiva em que amigos e parentes juntos se alegravam, Cristo comeou Seu 
ministrio pblico. Sancionou assim o matrimnio, reconhecendo-o como instituio por Ele mesmo 
estabelecida. Ordenou que homens e mulheres se unissem em santo matrimnio, para constituir 
famlias cujos membros, coroados de honra, fossem reconhecidos como membros da famlia 
celestial.
Cristo honrou a relao matrimonial tornando-a tambm smbolo da unio entre Ele e os remidos. 
Ele prprio  o esposo; a esposa  a igreja, da qual diz: "Tu s toda formosa, amiga Minha, e em ti 
no h mancha." Cant. 4:7.
Cristo "amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a, ... para a 
apresentar a Si mesmo... santa e irrepreensvel. Assim devem os maridos amar a sua prpria 
mulher". Efs. 5:25-28.
O vnculo de famlia  o mais ntimo, o mais terno e sagrado de todos na Terra. Foi designado a ser 
uma bno  humanidade. E assim o  sempre que se entre para o pacto
Pg. 357
matrimonial inteligentemente, no temor de Deus, e tomando em devida considerao as suas 
responsabilidades.
Os que pensam em casar-se devem tomar em conta qual ser o carter e a influncia do lar que 
vo fundar. Ao tornarem-se pais, -lhes confiado um santo legado. Deles depende em grande 
medida o bem-estar dos filhos neste mundo e sua felicidade no mundo por vir. Determinam, em 
grande extenso, a imagem fsica e a moral que os pequeninos recebem. E da qualidade do lar 
depende a condio da sociedade; o peso da influncia de cada famlia concorrer para fazer subir 
ou descer o prato da balana.
A escolha do companheiro para a vida deve ser feita de molde a melhor assegurar, aos pais e aos 
filhos, a felicidade fsica, mental e espiritual - de sorte que habilite tanto os pais
Pg. 358
como os filhos a serem uma bno aos semelhantes e uma honra ao Criador.
Antes de assumir as responsabilidades que o casamento envolve, devem os jovens ter na vida 
prtica uma experincia que os prepare para os deveres e encargos do mesmo. Casamentos 
precoces no convm. Relao to importante como seja a do casamento, e to vasta no alcance 
de seus resultados, no deve ser assumida precipitadamente, sem suficiente preparo, e antes de 
se acharem bem desenvolvidas as faculdades mentais e fsicas.
Podem as partes no ter abastana, mas devem ter a bno, muito maior, da sade. E na maioria 
dos casos no convm grande diferena de idade. Da no observncia desta regra poder resultar 
srio prejuzo para a sade da pessoa mais jovem. E muitas vezes os filhos so privados de fora 
fsica e mental. No podem receber de um idoso pai ou me o cuidado e a camaradagem que 
requer sua vida nova, e podero ser pela morte privados do pai ou da me, exatamente quando 
mais precisavam de seu amor e guia.
S em Cristo  que se pode com segurana entrar para a aliana matrimonial. O amor humano 
deve fazer derivar do amor divino os seus laos mais ntimos. S onde Cristo reina  que pode 
haver afeio profunda, verdadeira e altrusta.
 o amor um dom precioso, que recebemos de Jesus. A afeio pura e santa no  sentimento, 
mas princpio. Os que so movidos pelo amor verdadeiro no so irrazoveis nem cegos. 
Ensinados pelo Esprito Santo, amam a Deus supremamente e ao prximo como a si mesmos.

"Vs, maridos, amai vossa mulher, como tambm Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou 
por ela." Efs. 5:25.
Pg. 359
Pesem, os que pretendem casar-se, todo sentimento e observem todas as modalidades de carter 
naquele com quem desejam unir o destino de sua vida. Seja todo passo em direo da aliana 
matrimonial caracterizado pela modstia, simplicidade, sinceridade e o sincero propsito de 
agradar e honrar a Deus. O casamento afeta a vida futura tanto neste mundo como no vindouro. O 
cristo sincero no far planos que Deus no possa aprovar.
Se desfrutais a bno de ter pais tementes a Deus, procurai deles conselhos. Abri-lhes vossas 
esperanas e planos, aprendei as lies que lhes ensinaram as experincias da vida, e poupar-se-
vos-o muitas dores. Sobretudo, fazei de Cristo vosso conselheiro. Estudai Sua Palavra com 
orao.
Sob essa guia, receba a jovem como companheiro vitalcio to-somente ao que possua traos de 
carter puros e varonis, que seja diligente, honesto e tenha aspiraes, que ame e tema a Deus. 
Procure o jovem, para lhe ficar ao lado, aquela que esteja habilitada a assumir a devida parte dos 
encargos da vida, cuja influncia o enobrea e refine, fazendo-o feliz com seu amor.
"Do Senhor vem a mulher prudente." Prov. 19:14. "O corao do seu marido est nela confiado. ... 
Ela lhe faz bem e no mal, todos os dias da sua vida. Abre a boca com sabedoria, e a lei da 
beneficncia est na sua lngua. Olha pelo governo de sua casa e no come o po da preguia. 
Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como tambm seu marido, que a louva, 
dizendo: Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas s superior." Prov. 31:11, 12, 26-29. O 
que consegue tal esposa "acha uma coisa boa e alcanou a benevolncia do Senhor". Prov. 18:22.
Por mais cuidadosa e sabiamente que se tenha entrado no casamento, poucos casais se 
encontram completamente unidos
Pg. 360
ao realizar-se a cerimnia matrimonial. A real unio dos dois em matrimnio  obra dos anos 
subseqentes.
Ao enfrentar o recm-casado par a vida com sua carga de perplexidade e cuidado, desaparece o 
romance com o qual tantas vezes a imaginao reveste o casamento. Marido e mulher ficam 
conhecendo mutuamente o carter, como no lhes era possvel conhec-lo em sua associao 
anterior. E este  um perodo realmente crtico de sua vida. A felicidade e utilidade de toda a sua 
vida futura dependem de seguirem agora o devido procedimento. Muitas vezes descobrem no 
outro fraquezas e defeitos insuspeitveis; mas os coraes que o amor uniu descobriro tambm 
excelncias at ento desconhecidas. Que todos procurem descobrir as virtudes e no os defeitos. 
Muitas vezes  nossa prpria atitude, a atmosfera que nos rodeia, o que determina aquilo que o 
outro nos revelar. Muitos h que consideram a expresso de amor como uma fraqueza, e mantm 
uma reserva que repele aos outros. Este esprito detm a corrente de simpatia. Sendo reprimidos 
os generosos impulsos sociais, eles mirram, e o corao torna-se desolado e frio. Devemos 
precaver-nos contra este erro. O amor no pode existir por muito tempo sem se exprimir. No 
permitais que o corao do que se acha ligado convosco perea  mngua de bondade e simpatia.
Embora possam surgir dificuldades, perplexidades e desnimo, nem o marido nem a esposa 
abrigue o pensamento de que sua unio  um erro ou uma decepo. Resolva cada qual ser para 
o outro tudo que  possvel. Continuai as primeiras atenes. De todos os modos, anime um o 
outro nas lutas da vida. Procure cada um promover a felicidade do outro. Haja amor mtuo, mtua 
pacincia. Ento, o casamento, em vez de ser o fim do amor, ser como que seu princpio. O calor 
da verdadeira amizade, o amor que liga corao a corao,  um antegozo das alegrias do Cu.
Pg. 361
Em torno de cada famlia existe um crculo sagrado que deve ser mantido inviolvel. Nenhuma 
outra pessoa tem o direito de entrar nesse crculo. Nem o marido nem a esposa permitam que 
outro partilhe das confidncias que somente a eles pertencem.
D cada um amor, em vez de exigi-lo. Cultive aquilo que tem em si de mais nobre, e esteja pronto 
a reconhecer as boas qualidades do outro.  um admirvel estmulo e satisfao saber algum que 
 estimado. A simpatia e o respeito animam na luta em busca da perfeio, e o prprio amor 
cresce  medida que estimula a propsitos mais nobres.
Nem o marido nem a esposa deve imergir sua individualidade na do outro. Cada qual tem uma 
relao pessoal para com Deus; e a Ele cada um deve perguntar: "Que  direito?" "Que no  
direito?" "Como posso cumprir melhor o propsito de minha vida?" Que a abundncia de vosso 
afeto flua para Aquele que deu a vida por vs. Fazei com que Cristo seja o primeiro, o ltimo e o 
melhor em todas as coisas. Ao aprofundar-se e fortalecer-se vosso amor para com Ele, vosso 
recproco amor ser purificado e fortalecido.
O esprito que Cristo manifesta para conosco  o que devem manifestar mutuamente os esposos. 
"E andai em amor, como tambm Cristo vos amou. ... Assim como a igreja est sujeita a Cristo, 
assim tambm as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido. Vs, maridos, amai vossa 
mulher, como tambm Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela." Efs. 5:2, 24 e 25.
Nem o marido nem a esposa deve pensar em exercer governo arbitrrio um sobre o outro. No 
intentem impor um ao outro os seus desejos. No  possvel fazer isso e ao mesmo tempo reter o 
amor mtuo. Sede bondosos, pacientes, longnimos, corteses e cheios de considerao mtua. 
Pela graa de Deus, podeis ter xito em vos fazerdes mutuamente felizes, como prometestes no 
voto matrimonial.
Pg. 362
Felicidade no Servio Abnegado
Lembrai-vos, porm, de que no encontrareis a felicidade encerrando-vos em vs mesmos, 
satisfeitos com entornar toda a vossa afeio um sobre o outro. Aproveitai toda oportunidade de 
contribuir para a felicidade dos que vos rodeiam. Lembrai-vos de que a verdadeira alegria s se 
encontra no servio desinteressado.
A longanimidade e a abnegao assinalam as palavras e atos de todos quantos vivem vida nova 
em Cristo. Ao procurardes viver Sua vida, lutando por vencer o prprio eu e o egosmo, e ajudar os 
outros em suas necessidades, alcanareis uma vitria aps outra. Assim, vossa influncia 
abenoar o mundo.
Homens e mulheres podem atingir o ideal de Deus a seu respeito, se tomarem a Cristo como seu 
ajudador. O que a sabedoria humana no pode fazer, Sua graa realizar pelos que a Ele se 
entregarem em amorosa confiana. Sua providncia pode unir coraes com laos de origem 
celestial. O amor no ser mera troca de suaves e lisonjeiras palavras. O tear do Cu tece com 
trama e urdidura mais fina, porm mais firme, do que se pode tecer nos teares da Terra. O 
resultado no  um tecido dbil, mas sim capaz de resistir a fadigas e provas. Corao unir-se- a 
corao nos ureos vnculos de um amor que  perdurvel.
30
Escolha e Preparo do Lar
Pg. 363
O evangelho  um grande simplificador dos problemas da vida. Suas instrues, quando 
atendidas, resolveriam muita perplexidade e salvar-nos-iam de muitos erros. Ensina-nos a estimar 
as coisas em seu justo valor, e a dedicar o melhor de nosso esforo s de maior valia - as que ho 
de permanecer. Precisam desta lio aqueles sobre quem repousa a responsabilidade de escolher 
o lar. No devem deixar-se afastar do alvo mais elevado. Lembrem-se de que o lar da Terra deve 
ser o smbolo e o preparo para o do Cu. A vida  uma escola de preparo, na qual pais e filhos 
devem graduar-se para a escola superior das manses de Deus. Ao procurar-se a localizao para 
um lar, permita-se que esse propsito dirija a escolha. No sejais dominados pelo desejo da 
riqueza, pelos ditames da moda ou os costumes da sociedade. Considerai o que melhor contribuir 
para a simplicidade, pureza, sade e valor real.
Em todo o mundo, as cidades esto se tornando viveiros de vcios. Por toda parte se v e ouve o 
que  mau, e encontram-se estimulantes  sensualidade e ao desregramento. Avoluma-se 
incessantemente a onda da corrupo e do crime. Cada dia oferece um registro de violncia: 
roubos, assassnios, suicdios e crimes inominveis.
Pg. 364
A vida nas cidades  falsa e artificial. A intensa paixo de ganhar dinheiro, o redemoinho da 
agitao e da corrida aos prazeres, a sede de ostentao, de luxo e extravagncia, tudo so foras 
que, no que respeita  maioria da humanidade, desviam o esprito do verdadeiro desgnio da vida. 
Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma fora quase 
irresistvel.
Uma das mais sutis e perigosas tentaes que assaltam as crianas e jovens nas cidades  o amor 
dos prazeres. Numerosos so os dias feriados; jogos e corridas de cavalos arrastam milhares, e a 
onda de satisfao e prazer atrai-os para longe dos sbrios deveres da vida. O dinheiro que 
deveria haver sido economizado para melhores fins  desperdiado em divertimentos.
Em razo de monoplios, sindicatos e greves, as condies da vida nas cidades esto-se tornando 
cada vez mais difceis. Srias aflies encontram-se perante ns; e sair das cidades se tornar 
uma necessidade para muitas famlias.
Pg. 365
O ambiente material das cidades constitui muitas vezes um perigo para a sade. O estar 
constantemente sujeito ao contato com doenas, o predomnio de ar poludo, gua e alimento 
impuros, as habitaes apinhadas, obscuras e insalubres, so alguns dos males a enfrentar.
No era desgnio de Deus que o povo se aglomerasse nas cidades, se apinhasse em cortios. Ele 
ps, no princpio, nossos primeiros pais entre os belos quadros e sons em que deseja que nos 
regozijemos ainda hoje. Quanto mais chegarmos a estar em harmonia com o plano original de 
Deus, mais favorvel ser nossa posio para assegurar sade ao corpo, esprito e alma.
Uma residncia dispendiosa, moblia trabalhada, ostentao, luxo e conforto no proporcionam as 
condies essenciais a uma vida til e feliz. Jesus veio ao mundo a fim de realizar a maior obra 
jamais efetuada entre os homens. Veio como embaixador de Deus, para nos mostrar a maneira de 
viver de modo a conseguir na vida os melhores resultados. Quais foram as condies escolhidas 
pelo Pai infinito para Seu Filho? Uma habitao isolada nas colinas da Galilia; um lar mantido 
pelo trabalho honesto e respeitvel; vida de simplicidade; luta diria com as dificuldades e 
provaes; abnegao,

"Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem 
seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas-de-casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a 
Palavra de Deus no seja blasfemada." Tito 2:4 e 5.
Pg. 366
economia e servio paciente, feito com contentamento; a hora de estudo junto da me, com o rolo 
aberto das Escrituras; a serenidade da alvorada ou do crepsculo no verdor do vale; o sagrado 
ministrio da Natureza; o estudo da criao e da providncia; a comunho da alma com Deus: tais 
foram as condies e oportunidades dos primeiros anos de vida de Jesus.
O mesmo acontece com a maioria dos melhores e mais nobres homens de todos os sculos. Lede 
a histria de Abrao, Jac, Jos, Moiss, Davi e Eliseu. Estudai a vida dos homens de pocas 
posteriores, que mais honrosamente ocuparam posies de confiana e responsabilidade, homens 
cuja influncia foi mais eficaz no reerguimento do mundo.
Quantos deles no foram criados num lar campestre! Pouco conheciam de luxo. No gastaram o 
tempo da juventude em diverses. Muitos deles foram obrigados a lutar com a pobreza e 
privaes. Aprenderam primeiramente a trabalhar, e sua vida ativa ao ar livre deu-lhes elasticidade 
e vigor a todas as faculdades. Forados a contar unicamente com os prprios recursos, 
aprenderam a combater as dificuldades, a vencer os obstculos, e adquiriram nimo e 
perseverana. Abrigados, por assim dizer, das ms companhias, satisfaziam-se com os prazeres 
naturais, com uma camaradagem s. Eram simples nos gostos e de hbitos moderados. Regiam-
se por princpios, e cresciam puros, robustos e leais. Ao terem que dedicar-se a um meio de vida, 
levavam para esse trabalho vigor fsico e mental, boa disposio de esprito, capacidade de 
conceber e executar planos, e firmeza para resistir ao mal, o que os tornava no mundo uma fora 
positiva para o bem.
A melhor de todas as heranas que podeis legar a vossos filhos  o dom de um corpo sadio, mente 
s e carter nobre. Os que compreendem o que constitui o verdadeiro xito
Pg. 367
da vida sero sbios em boa hora. Ao escolherem um lar, tero em vista os bens mais preciosos 
da vida.
Em vez de morar onde s se podem ver as obras dos homens, onde o que se v e ouve 
freqentemente sugere pensamentos maus, onde a balbrdia e a confuso produzem fadiga e 
desassossego, ide para um lugar onde possais contemplar as obras de Deus. Buscai tranqilidade 
de esprito na beleza, quietude e paz da Natureza. Descanse o olhar nos campos verdejantes, nos 
bosques e colinas. Erguei os olhos ao cu azul, no obscurecido pelo p e fumaa das cidades, e 
aspirai o ar celeste e revigorador. Ide para um lugar onde, separados das diverses e 
extravagncias da vida de cidade, possais ser companheiros para vossos filhos, ensinando-os a 
conhecer a Deus mediante Suas obras, e preparando-os para uma vida ntegra e til.
Simplicidade no Mobilirio
Nossos hbitos artificiais privam-nos de muitas bnos e alegrias, e incapacitam-nos para viver 
uma vida mais til. Moblias trabalhadas e custosas representam no somente um desperdcio de 
dinheiro, mas daquilo que  mil vezes mais precioso. Elas trazem para a famlia pesado fardo de 
cuidados, labores e perplexidades.
Quais so as condies em muitos lares, mesmo onde os recursos so limitados, e o servio 
domstico recai principalmente sobre a me? Os melhores aposentos so mobilados num estilo 
que excede as posses dos moradores, e inadequados s suas convenincias e capacidades de 
usufru-los. H tapetes caros, cadeiras entalhadas e ricamente estofadas, custosas tapearias. 
Mesas, salincias ou qualquer outro espao adequado se acha apinhado de ornamentos, e as 
paredes to cheias de quadros que a vista se cansa. E que quantidade de trabalho exige tudo isso 
para se manter em ordem, livre de p! Esse trabalho e outros hbitos artificiais da famlia para se 
manter de conformidade com a moda exigem da me uma lida interminvel.
Pg. 368
Em muitos lares, a esposa e me no tem tempo para ler e manter-se bem informada, nem para 
servir de companheira ao marido, ou estar em contato com a mente em desenvolvimento de seus 
filhos. No h tempo para o precioso Salvador Se tornar um companheiro ntimo e querido. Ela 
imerge pouco
Pg. 369
a pouco unicamente na lida domstica, absorvendo suas foras, seu tempo e interesse nas coisas 
que perecem com o uso. Demasiado tarde, desperta para o fato de se achar quase uma estranha 
em sua prpria casa. As preciosas oportunidades que lhe foram outrora concedidas para 
influenciar seus queridos para uma vida mais elevada, e que ela no soube aproveitar, passaram 
para sempre.
Resolvam as donas de casa viver de maneira mais sbia. Seja vosso primeiro objetivo tornar o lar 
aprazvel. Cuidai em providenciar as facilidades que amenizam o trabalho e promovem a
Pg. 370
sade e o conforto. Tomai providncias para entreter os hspedes que Cristo vos pede acolher 
bem, e dos quais diz: "Quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmos, a Mim o fizestes." 
Mat. 25:40.
Mobilai vossa casa com mveis simples, com coisas que se possam manusear livremente, limpar 
com facilidade e substituir sem grande dispndio. Com bom gosto, podeis tornar um lar simples 
atrativo e aprazvel, se a residirem o amor e o contentamento.
Belos Arredores
Deus ama o belo. Revestiu a Terra e o cu de beleza, e com alegria paternal contempla o deleite 
de Seus filhos nas coisas que criou. Ele deseja que circundemos nossas habitaes com a beleza 
das coisas naturais.
Quase todos os moradores do campo, se bem que pobres, poderiam ter ao redor de suas moradas 
um pedao de gramado, algumas rvores de sombra, arbustos floridos, ou flores fragrantes. E, 
muito mais que os adornos artificiais, contribuiro para a felicidade do lar. Traro para a vida 
domstica influncia amenizante, aperfeioadora, robustecendo o amor da Natureza, e atraindo 
mais os membros da famlia uns para os outros, e para Deus.
31
A Me
Pg. 371
O que so os pais, em grande parte, ho de ser os filhos. As condies fsicas dos pais, suas 
disposies e apetites, suas tendncias morais e mentais so, em maior ou menor grau, 
reproduzidas em seus filhos.
Quanto mais nobres os objetivos, mais elevados os dotes mentais e espirituais, e mais 
desenvolvidas as faculdades fsicas dos pais, mais bem aparelhados para a vida se encontraro os 
filhos. Cultivando a parte melhor de si mesmos, os pais exercem influncia no moldar a sociedade 
e erguer as geraes futuras.
Os pais precisam compreender sua responsabilidade. O mundo est cheio de laos para os ps da 
juventude. Multides so atradas por uma vida de egosmo e prazeres sensuais. No podem 
discernir os perigos ocultos, ou o terrvel fim da senda que se lhes afigura o caminho da felicidade. 
Mediante a condescendncia com o apetite e a paixo, desperdiam as energias, e milhes se 
arrunam tanto para este mundo como para o por vir. Os pais devem lembrar que os filhos ho de 
enfrentar estas tentaes. Mesmo antes do nascimento da criana, deve comear o preparo que a 
habilitar a combater com xito na luta contra o mal.
Pg. 372
A responsabilidade repousa especialmente sobre a me. Ela, de cujo sangue a criana se nutre e 
se forma fisicamente, comunica-lhe tambm influncias mentais e espirituais que tendem a formar-
lhe a mente e o carter. Foi Joquebede, a hebria que, fervorosa na f, no temeu "o mandamento 
do rei" (Heb. 11:23), a me de Moiss, libertador de Israel. Foi Ana, a mulher de orao e esprito 
abnegado, inspirada pelo Cu, que deu  luz Samuel, a criana divinamente instruda, juiz 
incorruptvel, fundador das escolas sagradas de Israel. Foi Isabel, a parenta e especial amiga de 
Maria de Nazar, que gerou o precursor do Messias.
Temperana e Domnio Prprio
-nos ensinado nas Escrituras o cuidado com que a me deve vigiar seus hbitos de vida. Quando 
o Senhor quis levantar Sanso como libertador de Israel, "o anjo do Senhor" (Ju. 13:13) apareceu 
 me, dando-lhe instrues especiais com relao a seus hbitos, e tambm quanto ao cuidado 
da criana. "Agora, pois, no bebas vinho nem bebida forte e no comas coisa imunda." Ju. 13:7.
O efeito das influncias pr-natais  olhado por muitos pais como coisa de somenos importncia; o 
Cu, porm, no o considera assim. A mensagem enviada por um anjo de Deus, e duas vezes 
dada da maneira mais solene, mostra que isso merece nossa mais atenta considerao.
Nas palavras dirigidas  me hebria, Deus fala a todas as mes de todas as pocas. "De tudo 
quanto Eu disse  mulher se guardar ela." Ju. 13:13. A felicidade da criana ser afetada pelos 
hbitos da me. Seus apetites e paixes devem ser regidos por princpios. Existem coisas que lhe 
convm evitar, coisas a combater, se quer cumprir o desgnio de Deus a seu respeito ao dar-lhe 
um filho. Se antes do nascimento de seu filho, ela  condescendente consigo mesma, egosta, 
impaciente e exigente, esses traos se refletiro na disposio da criana. Assim
Pg. 373
muitas crianas tm recebido como herana quase invencveis tendncias para o mal.
Mas se a me se firma, sem reservas, nos retos princpios, se  temperante e abnegada, bondosa, 
amvel e esquecida de si mesma, ela pode transmitir ao filho os mesmos traos de carter. Muito 
explcita foi a ordem que proibia o uso de vinho pela me. Cada gota de bebida forte por ela 
ingerida para satisfazer seu apetite pe em perigo a sade fsica, mental e moral do filho, sendo 
um pecado direto contra seu Criador.
Muitos aconselham insistentemente que todo desejo da me seja satisfeito; assim, se ela deseja 
qualquer artigo de alimentao, mesmo nocivo, deve satisfazer plenamente o apetite. Tal mtodo  
falso e pernicioso. As necessidades fsicas da me no devem de modo algum ser negligenciadas. 
Dela dependem duas vidas, e seus desejos devem ser bondosamente considerados, supridas 
generosamente suas necessidades. Mas neste tempo, mais que em qualquer outro, tanto no 
regime alimentar como em tudo mais, deve evitar qualquer coisa que possa enfraquecer-lhe o vigor 
fsico ou mental. Pelo prprio mandamento de Deus, ela se encontra na mais solene obrigao de 
exercer domnio sobre si mesma.
Excesso de Trabalho
As foras da me devem ser carinhosamente nutridas. Em lugar de gastar suas preciosas energias 
em excessivo labor, seus cuidados e encargos devem ser diminudos. Freqentemente, o marido e 
pai desconhece as leis fsicas de cuja compreenso depende a felicidade de sua famlia. Absorvido 
na luta pela subsistncia, ou empenhado em adquirir fortuna e assoberbado de cuidados e 
perplexidades, ele consente que pesem sobre a mulher e me responsabilidades que lhe 
sobrecarregam as energias no perodo mais crtico, causando-lhe enfraquecimento e doena.
Pg. 374
Muitos maridos e pais deveriam aprender uma til lio do cuidado do fiel pastor. Jac, sendo 
insistentemente convidado para fazer uma jornada penosa, respondeu: "Estes filhos so tenros e... 
tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrer. 
... Eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que est diante da minha face e 
conforme o passo dos meninos." Gn. 33:13 e 14.
Na cansativa estrada da vida, que o esposo e pai guie "pouco a pouco", segundo a resistncia de 
sua companheira de jornada. Em meio da ansiosa precipitao do mundo em busca de riqueza e 
poder, aprenda a deter os seus passos, a confortar e prestar apoio quela que foi convidada para 
caminhar ao seu lado.
Boa Disposio
A me deve cultivar disposio alegre, contente e feliz. Todo esforo nesse sentido ser 
abundantemente recompensado, tanto na boa condio fsica como no carter de seus filhos. O 
esprito satisfeito promover a felicidade de sua famlia, melhorando em alto grau a sade dela 
prpria.
Ajude o marido  esposa, mediante a simpatia e constante afeto. Se ele a deseja conservar jovial e 
contente, de modo a ser no lar como um raio de sol, auxilie-a no fazer face s responsabilidades. 
Sua bondade e amorvel cortesia sero para ela uma preciosa animao, e a felicidade que ele 
comunica lhe trar paz e alegria ao prprio corao.
O esposo e pai retrado, egosta, desptico, no somente  infeliz, como lana sombras sobre 
todos os que o cercam em casa. Ele h de colher o resultado vendo a esposa
Pg. 375
desalentada e doentia, e os filhos manchados pelos desagradveis traos de seu prprio carter.
Se a me fica sem o cuidado e conforto que lhe devem ser proporcionados, se esgota suas foras 
em trabalho excessivo ou por ansiedade e tristeza, seus filhos ficam carentes da fora vital, da 
elasticidade mental e da jovialidade que poderiam herdar. Muito melhor seria tornar a vida da me 
feliz e contente, p-la ao abrigo de necessidades, trabalho fatigante e deprimentes cuidados, 
fazendo com que os filhos herdem boa constituio, e possam abrir caminho na vida por suas 
prprias foras e energias.
Grande  a responsabilidade posta sobre pais e mes, e a honra a eles conferida nesse fato de 
que devem ocupar o lugar de Deus para com os filhos. Seu carter, vida diria e mtodos de 
educao sero para os pequeninos a interpretao das palavras de Deus. Sua influncia h de 
atrair ou alienar a confiana dos pequeninos seres nas promessas divinas.
O Privilgio dos Pais na Educao dos Filhos
Felizes os pais cuja vida  um verdadeiro reflexo da divina, de modo que as promessas e 
mandamentos de Deus despertem na criana gratido e reverncia; os pais cuja ternura, justia e 
longanimidade representam para a criana a longanimidade, a justia e o amor de Deus; e que, ao 
ensinarem o

"Tal a me, tal  a sua  filha." Ezeq. 16:44.
Pg. 376
filho a am-los, a neles confiar e obedecer-lhes, esto ensinando-o a amar o Pai do Cu, a nEle 
confiar e obedecer-Lhe. Os pais que comunicam ao filho um tal dom, dotam-no com um tesouro 
mais precioso que a riqueza de todos os sculos - um tesouro perdurvel como a eternidade.
Nos filhos confiados aos seus cuidados, tem cada me um sagrado encargo de Deus. "Toma este 
filho, esta filha", diz Ele; "educa-o para Mim; forma-lhe um carter polido como um palcio, a fim de 
que brilhe nas cortes do Senhor para sempre."
O trabalho da me muitas vezes se afigura, aos seus prprios olhos, sem importncia. Raras vezes 
 apreciado. Pouco sabem os outros de seus muitos cuidados e encargos. Seus dias so 
ocupados com uma srie de pequeninos deveres, exigindo todos paciente esforo, domnio de si 
mesma, tato, sabedoria
Pg. 377
e abnegado amor; todavia, ela no pode se vangloriar do que fez como de algum importante feito. 
Fez apenas com que tudo corresse suavemente no lar; muitas vezes fatigada e perplexa, esforou-
se por falar bondosamente s crianas, mant-las ocupadas e satisfeitas, guiar os pequeninos ps 
no caminho reto. Sente que nada fez. Assim no , entretanto. Anjos do Cu observam a me, 
fatigada de cuidados, notando suas responsabilidades dia a dia. Seu nome pode no ser ouvido no 
mundo, acha-se, porm, escrito no livro da vida do Cordeiro.
A Oportunidade da Me
Existe um Deus em cima no Cu, e a luz e glria do Seu trono repousam sobre a fiel me 
enquanto ela se esfora por educar
Pg. 378
os filhos para resistirem  influncia do mal. Nenhuma outra obra pode se comparar  sua em 
importncia. Ela no tem, como o artista, de pintar na tela uma bela forma, nem, como o escultor, 
de cinzel-la no mrmore. No tem, como o escritor, de expressar um nobre pensamento em 
eloqentes palavras, nem, como o msico, de exprimir em melodia um belo sentimento. Cumpre-
lhe, com o auxlio divino, gravar na alma humana a imagem de Deus.
A me que sabe apreciar isso h de considerar as oportunidades que se lhe oferecem como 
inestimveis. Zelosamente, ela procurar, em seu prprio carter e em seus mtodos de educao, 
apresentar aos filhos o mais elevado ideal. Com zelo, pacincia e nimo, desenvolver suas 
aptides, de modo que empregue devidamente as mais altas faculdades de sua inteligncia na 
educao dos filhos. H de inquirir com sinceridade a cada passo: "Que disse Deus?" Estudar 
diligentemente Sua Palavra. Conservar os olhos fixos em Cristo, a fim de que sua vida diria, no 
humilde curso dos cuidados e deveres, seja um verdadeiro reflexo da nica Vida verdadeira.
32
A Criana
Pg. 379
No somente os hbitos da me, mas a educao da criana se achava includa nas instrues 
dadas pelo anjo aos pais hebreus. No bastava que Sanso, a criana que devia libertar Israel, 
devesse receber boa herana ao nascer. Esta deveria ser secundada por uma educao 
cuidadosa. Desde a infncia, ele deveria ser exercitado em hbitos de estrita temperana.
Iguais instrues foram dadas no caso de Joo Batista. Antes do nascimento da criana, a 
mensagem enviada do Cu aos seus pais foi: "Ters prazer e alegria, e muitos se alegraro no seu 
nascimento, porque ser grande diante do Senhor, e no beber vinho, nem bebida forte, e ser 
cheio do Esprito Santo." Luc. 1:14 e 15.
No registro celeste dos homens nobres, declarou o Salvador que nenhum existe maior que Joo 
Batista. A obra que lhe foi confiada no exigia somente energia fsica e resistncia, mas as mais 
elevadas qualidades do esprito e da alma. To importante era exercitar o pequeno em hbitos 
sos de vida para prepar-lo para essa obra que o mais elevado dos anjos foi enviado com uma 
mensagem de instruo aos seus pais.
Pg. 380
As instrues dadas quanto s crianas hebrias, ensinam-nos que coisa alguma que afete a boa 
condio fsica dos pequeninos deve ser negligenciada. Coisa alguma  sem importncia. Tudo 
quanto afeta a sade do corpo tem sua influncia sobre o intelecto e o carter.
Nunca se pode acentuar demasiado a importncia da educao ministrada  criana em seus 
primeiros anos de existncia. As lies aprendidas, os hbitos formados durante os anos da 
infncia, tm mais que ver com o carter e a direo da vida do que todas as instrues e 
educao dos anos posteriores.
Os pais devem considerar isso. Eles precisam compreender os princpios que fundamentam o 
cuidado e a educao das crianas. Devem ser capazes de cri-las sadias fsica, espiritual e 
moralmente. Os pais devem estudar as leis da Natureza. Cumpre-lhes familiarizar-se com o 
organismo humano. Devem conhecer as funes dos vrios rgos, suas relaes e dependncias 
mtuas. Devem estudar a relao entre as faculdades mentais e fsicas, e as condies exigidas 
para a ao saudvel de cada uma delas. Assumir as responsabilidades da paternidade sem esse 
preparo  um pecado.
Demasiado pouco se atende s causas que servem de base para a mortalidade, para a 
enfermidade e degenerescncia que existem hoje em dia, mesmo nos pases mais civilizados e 
favorecidos. A espcie humana est-se deteriorando. Mais de um tero dela morre na infncia; dos 
que atingem a maturidade, grande  a quantidade dos que sofrem de qualquer forma de doena, e 
poucos so os que alcanam o limite da existncia humana.
A maior parte dos males que trazem runa e misria  humanidade poderiam ser evitados, e a 
capacidade de assim fazer est especialmente com os pais. No  uma "misteriosa providncia" 
que tira as criancinhas. Deus no deseja que morram. Ele as d aos pais a fim de serem 
preparadas para a

Pg. 381
utilidade aqui, e para o Cu, depois. Se pais e mes fizessem o que lhes fosse possvel para 
transmitir aos filhos uma boa herana, e depois, mediante sbia direo, se esforassem para 
remediar qualquer m condio inata, que mudana para melhor no testemunharia o mundo!
O Cuidado da Criana
Quanto mais sossegada e simples for a vida da criana, mais favorvel ser, tanto para seu 
desenvolvimento fsico como mental. A me deve buscar estar, em todas as ocasies, serena, 
calma, e na inteira posse de si mesma. Muitas crianas so em extremo suscetveis a provocaes 
nervosas, e a maneira suave, sossegada da me ter influncia calmante, que ser de inaprecivel 
benefcio sobre elas.
As criancinhas precisam de calor, mas comete-se freqentemente um erro, conservando-as em 
aposentos muito aquecidos, privados em alto grau do ar fresco. O costume de cobrir o rosto da 
criana enquanto dorme  prejudicial, uma vez que isso impede a livre respirao.
O nen deve ser mantido ao abrigo de toda influncia que tenda a enfraquecer ou envenenar-lhe o 
organismo. Dever-se-ia ter o mais escrupuloso cuidado em manter tudo que o cerca asseado e 
aprazvel. Conquanto seja necessrio proteger os pequeninos de repentinas e fortes mudanas de 
temperatura, convm cuidar para que, dormindo ou despertos, dia e noite, eles respirem ar puro e 
revigorante.
No preparo do guarda-roupa do nen, deve ter-se em vista a convenincia, o conforto e a sade, 
de preferncia  moda e ao desejo de causar admirao. A me no deve desperdiar tempo em 
bordados ou trabalhos de fantasias, para embelezar as pequeninas vestimentas, sobrecarregando-
se assim de trabalho desnecessrio, com detrimento de sua sade e da do pequenino ser. Ela no 
deve se inclinar sobre costuras que exijam esforo fatigante dos olhos e dos nervos, numa poca 
em que necessita de abundncia de repouso e exerccio agradvel. Convm compreender sua 
obrigao de poupar as
Pg. 382
foras, de modo a poder suportar o que dela  exigido.
Se a roupa da criana rene o calor, a proteo e o conforto, ficar excluda uma das principais 
causas de irritao e desassossego. O pequenino ter melhor sade, e a me no achar to 
pesado o cuidar dele.
Faixas apertadas impedem o funcionamento do corao e dos pulmes, devendo ser evitadas. 
Parte alguma do corpo deve jamais ficar mal-acomodada por meio de roupas que comprimam 
qualquer rgo, ou restrinjam sua liberdade de movimento. As roupas de toda criana devem ser 
bastante folgadas a fim de permitir a mais livre e ampla respirao, e arranjadas de maneira que os 
ombros lhes suportem o peso.
Em alguns pases existe ainda o costume de deixar nus os ombros e os membros das crianas 
pequenas. Nunca ser demais falar contra esse costume. Estando os membros muito afastados do 
centro da circulao, exigem maior agasalho do que as outras partes do corpo. As artrias que 
enviam o sangue para as extremidades so grandes, provendo quantidade de sangue suficiente 
para aquecer e nutrir. Mas, quando os membros ficam desabrigados, ou insuficientemente 
vestidos, as artrias e veias contraem-se, as partes mais sensveis do corpo esfriam-se, e a 
circulao fica prejudicada.
Nas crianas em crescimento, todas as foras da natureza necessitam de toda a vantagem a fim 
de habilit-las a aperfeioar a estrutura fsica. Se os membros ficarem insuficientemente abrigados, 
as crianas, e especialmente as meninas, no podem estar fora de casa, a no ser que a 
temperatura esteja amena. De maneira que so mantidas dentro de casa, por temor de resfriados. 
Se as crianas estiverem bem agasalhadas, ser-lhes- benfico fazerem exerccios ao ar livre, seja 
vero ou inverno.
As mes que desejam que seus filhos e filhas possuam o
Pg. 383
vigor da sade devem vesti-los convenientemente, e anim-los a estar o mais possvel ao ar livre, 
sempre que o tempo no seja imprprio. Sero precisos esforos para libertar-se das cadeias dos 
costumes, e vestir e educar os filhos tendo em vista a sade; o resultado, porm, compensar 
largamente qualquer esforo nesse sentido.
O Regime Alimentar da Criana
O melhor alimento para o beb  o que lhe foi provido pela Natureza. No deveria, sem 
necessidade, ser dele privado.  falta de corao eximir-se a me, por amor da comodidade ou de 
diverses sociais, da delicada tarefa de amamentar o filhinho.
A me que consente que seu filho seja amamentado por outra deve considerar bem os resultados 
que isso pode trazer. Em maior ou menor grau a ama comunica seu prprio temperamento  
criana que amamenta.
Mal se pode apreciar devidamente a importncia de habituar bem as crianas quanto a um so 
regime alimentar. As crianas devem aprender que tm de comer para viver, e no viver para 
comer. Esses hbitos devem comear a ser implantados j na criancinha de brao. Ela s deve 
tomar alimentos a intervalos regulares, e menos freqentemente,  medida que vai tendo mais 
idade. No convm dar-lhe doces, ou comidas dos adultos, que  incapaz de digerir. O cuidado e a 
regularidade na alimentao dos pequeninos no somente promove a sade, tendendo assim a 
torn-los sossegados e mansos, mas lanar o fundamento para os hbitos que lhes sero uma 
bno nos anos posteriores.

"Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, at quando envelhecer, no se desviar dele." 
Prov. 22:6.
Pg. 384
Ao sarem as crianas da primeira infncia, deve-se exercer grande cuidado em educar-lhes os 
gostos e o apetite. Muitas vezes se lhes permite que comam o que preferem, e quando o 
entendam, sem se tomar em considerao a sade. Os esforos e o dinheiro desperdiados 
freqentemente em petiscos levam as crianas a pensar que o primeiro objetivo na vida, o que 
maior soma de felicidade proporciona,  poder-se satisfazer o apetite. O resultado disso  a gula, 
vindo depois a doena,  qual se segue em geral o emprego de drogas envenenadoras.
Os pais devem educar o apetite dos filhos, no lhes permitindo tambm comerem coisas que 
prejudiquem a sade. Mas, no esforo de regularizar-lhes a alimentao, devemos ser cuidadosos 
em no exigir dos filhos que comam coisas desagradveis ao paladar, nem mais do que 
necessitam. As crianas tm direitos, tm preferncias, e, quando forem razoveis, devem ser 
respeitadas.
A regularidade nas refeies deve ser fielmente observada. Coisa alguma se deve comer entre 
elas, nada de doces, nozes, frutas, ou qualquer espcie de comida. A irregularidade na 
alimentao arruna a sade dos rgos digestivos, com detrimento da sade em geral, e da 
alegria. E, quando as crianas chegam  mesa, no apetecem os alimentos sos; desejam o que 
lhes  prejudicial.
As mes que satisfazem os desejos dos filhos com detrimento da sade e de uma disposio feliz 
esto lanando sementes daninhas que ho de germinar e dar fruto. A condescendncia consigo 
mesmos cresce com os pequenos, e tanto o vigor fsico como o mental so por essa forma 
sacrificados. As mes que assim fazem ceifam com amargura a semente que semearam. Vem os 
filhos crescerem, tanto mentalmente como no que respeita ao carter, incapazes para 
desempenhar um papel nobre e til na famlia e na sociedade. As faculdades espirituais, mentais e 
fsicas sofrem sob a influncia de
Pg. 385
uma alimentao no saudvel. A conscincia fica entorpecida, e diminui de suscetibilidade s 
boas impresses.
Ao passo que se ensinam as crianas a dominarem o apetite, e comerem segundo as leis da 
sade, convm faz-las compreender que se esto privando apenas daquilo que lhes seria 
prejudicial. Rejeitam coisas nocivas por outras melhores. Que a mesa seja convidativa e atraente, 
sendo provida das boas coisas que Deus to generosamente nos proporcionou. Seja a hora da 
refeio um tempo alegre e feliz. E, ao desfrutarmos os dons que nos so concedidos, retribuamos 
com gratos louvores ao Doador.
O Cuidado da Criana na Doena
Em muitos casos, as doenas infantis tm sua origem nos erros cometidos na maneira de as 
cuidar. Irregularidade na alimentao, deficincia no vesturio nas tardes frias, falta de vigoroso 
exerccio para manter o sangue em saudvel circulao, ou falta de abundncia de ar puro  
purificao desse mesmo sangue, podem ser a causa da perturbao. Estudem os pais a fim de 
ver as causas da doena, e modifiquem ento as ms condies o mais depressa possvel.
Todos os pais podem aprender muito sobre o cuidado, a preveno e mesmo o tratamento das 
doenas. A me, especialmente, deve saber o que fazer nos casos comuns de doena na famlia. 
Deve saber a maneira de tratar o filho doente. Seu amor e percepo devem habilit-la para 
prestar-lhe servios que no deveriam ser confiados a mos estranhas.
O Estudo da Fisiologia
Os pais devem procurar interessar desde cedo os filhos no estudo da fisiologia, e ensinar-lhes 
seus simples princpios. Ensinar-lhes a preservar as faculdades fsicas, mentais e espirituais, e 
empregar os dons de que so dotados, de maneira que sua vida se torne uma bno para outros, 
e uma honra para Deus. Este conhecimento  inaprecivel para a juventude. Ser instrudos nas 
coisas que dizem respeito  vida e  sade  para eles mais
Pg. 386
importante do que o conhecimento de muitas das cincias ensinadas nas escolas.
Os pais devem viver mais para seus filhos, e menos para a sociedade. Estudai assuntos de sade, 
e ponde em prtica vossos conhecimentos. Ensinai vossos filhos a raciocinar da causa para o 
efeito. Ensinai-lhes que, se desejam ter sade e felicidade, devem obedecer s leis da Natureza. 
Ainda que no vejais aproveitamento to rpido como desejareis, no desanimeis, mas continuai 
paciente e perseverantemente vossa obra.
Ensinai desde o bero vossos filhos a exercer a abnegao, o domnio de si mesmos. Ensinai-os a 
desfrutar as belezas da Natureza e a exercitar sistematicamente as faculdades da mente e do 
corpo em ocupaes teis. Criai-os de modo a terem constituio s e boa moral, disposio 
alegre e ndole branda. Impressionai-lhes a tenra mente com a verdade de que no  o desgnio 
divino que vivamos meramente para satisfazer nossas inclinaes atuais, mas para nosso bem 
final. Ensinai-lhes que ceder  tentao  fraqueza e impiedade; resistir-lhe, nobreza e 
varonilidade. Essas lies sero como sementes lanadas em boa terra, e produziro frutos que 
faro a alegria de vosso corao.
Sobretudo, que os pais circundem os filhos de uma atmosfera de alegria, cortesia e amor. O lar 
onde o amor habita,
Pg. 387
e onde este se exprime em olhares, palavras e atos,  um lugar onde os anjos se deleitam em 
manifestar sua presena.
Pais, que o sol do amor, da alegria, do feliz contentamento penetre vosso corao, e que sua doce 
e alentadora influncia domine em vosso lar. Manifestai esprito bondoso, tolerante; e incentivai o 
mesmo em vossos filhos, cultivando todas as graas que tornaro ditosa a vida de famlia. A 
atmosfera assim criada ser para os filhos o que o ar e a luz do sol so para o mundo vegetal, 
promovendo sade e vigor da mente e do corpo.
33
Influncias do Lar
Pg. 388
O lar deve ser para as crianas o mais atrativo lugar do mundo, e sua maior atrao deve ser a 
presena da me. As crianas tm natureza sensvel e amorvel. Facilmente se consegue agrad-
las, e facilmente tambm se pode torn-las infelizes. Mediante uma disciplina suave, em palavras e 
atos, as mes conseguem unir os filhos ao seu corao.
As crianas gostam de ter companhia, e raramente se podem divertir sozinhas. Anseiam simpatia e 
ternura. O que lhes d prazer, elas crem que tambm o d  me; e  natural que a ela se dirijam 
com suas pequeninas alegrias e pesares. A me no deve ferir-lhes o coraozinho tratando com 
indiferena essas coisas que, embora insignificantes para ela, so de grande importncia para as 
crianas. A simpatia e aprovao que ela lhes dispensa so preciosas. Um olhar de aprovao e 
uma palavra de nimo ou louvor, sero como um raio de sol em seu coraozinho tornando-as s 
vezes felizes em todo o dia.
Em vez de mandar que os filhos se afastem dela, a fim de no ser molestada pelo barulho que 
fazem, ou perturbada por suas pequeninas necessidades, imagine a me algum divertimento ou 
trabalho leve, para entreter a mente e suas ativas mozinhas.
Pg. 389
Penetrando em seus sentimentos, dirigindo-lhes os brinquedos e as ocupaes, a me conquistar 
a confiana dos filhos, podendo com mais eficcia corrigir-lhes os hbitos errneos, ou combater-
lhes as manifestaes de egosmo ou mau gnio. Uma palavra de advertncia ou de reprovao, 
dita oportunamente, ser de grande valor. Mediante paciente e vigilante amor, ela poder dar  
mente das crianas a verdadeira direo, nelas cultivando belos e atrativos traos de carter.
As mes devem guardar-se de educar os pequenos de maneira a se tornarem dependentes, e 
absorvidos consigo mesmos. Nunca os leveis a cuidar que so o centro, e que tudo o mais deve 
girar em torno deles. Alguns pais dedicam demasiado tempo e ateno para distrair os filhos, mas 
estes devem ser acostumados a se divertirem a si prprios, a exercer seu prprio engenho e 
habilidade. Assim, aprendero a estar satisfeitos com prazeres simples. Devem ser ensinados a 
sofrer animosamente seus pequeninos desapontamentos e provaes. Em lugar de chamar a 
ateno para toda dorzinha ou insignificante ferimento, distra-lhes a mente, ensinai-lhes a passar 
por alto esses aborrecimentos e pequenos mal-estares. Estudai maneiras a sugerir s crianas, 
pelas quais elas aprendam a preocupar-se com os outros.
No se permita, porm, que elas sejam negligenciadas. Sobrecarregadas de muitos cuidados, as 
mes sentem que no podem s vezes dedicar tempo para instruir seus pequenos, e dispensar-
lhes amor e simpatia. Lembrem-se elas, no entanto, de que, se os filhos no encontram nos pais e 
no lar aquilo que lhes satisfaz o desejo que experimentam de afeto e companheirismo, volvem-se 
para outras fontes, onde tanto a mente como o carter podem perigar.
Por falta de tempo e de idia, muita me recusa a seus filhos algum inocente prazer, enquanto os 
dedos atarefados e os fatigados olhos se empenham diligentemente em qualquer obra destinada a 
mero adorno, qualquer coisa que, na melhor hiptese, servir unicamente para animar a vaidade e 
a
Pg. 390
extravagncia em seu jovem corao. Ao aproximarem-se os filhos da adolescncia, estas lies 
do frutos em orgulho e ausncia de valor moral. A me aflige-se com as faltas dos filhos, mas no 
compreende que a colheita que est tendo  o fruto da semente por ela prpria plantada.
Algumas mes no so uniformes no tratamento de suas crianas. Tm s vezes 
condescendncias que lhes so nocivas; e de outras vezes, recusam qualquer inocente satisfao 
que tornaria deveras felizes o coraozinho infantil. Assim fazendo, elas no imitam a Cristo; Ele 
amava as crianas; compreendia-lhes os sentimentos, e interessava-Se por elas, fosse em seus 
prazeres, fosse em suas provaes.
A Responsabilidade do Pai
O marido e pai  a cabea da famlia. A esposa espera dele amor e interesse, bem como auxlio na 
educao dos filhos, e isso  justo. Os filhos pertencem-lhe, da mesma maneira que a ela, e sua 
felicidade igualmente o interessa. Os filhos esperam do pai apoio e guia; cumpre-lhe ter justa 
concepo da vida, e das influncias e associaes que devem rodear sua famlia; ele deve ser 
regido, acima de tudo, pelo amor e temor de Deus, e pelos ensinos de Sua Palavra, a fim de lhe 
ser possvel guiar os ps dos filhos no caminho reto.
O pai  o legislador da famlia; e, como Abrao, deve fazer da Lei de Deus o governo de sua casa. 
Deus disse de Abrao: "Porque Eu tenho conhecido, que ele h de ordenar a seus

"E vs, pais, no provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestao do 
Senhor." Efs. 6:4.
Pg. 391
filhos e a sua casa." Gn. 18:19. No haveria pecaminosa negligncia em restringir o mal, nada de 
favoritismo fraco, imprudente, cheio de condescendncia; nada de ceder sua convico do dever 
aos reclamos de enganosa afeio. Abrao no somente dava a instruo devida, mas mantinha a 
autoridade de leis justas e retas. Deus nos deu regras para nossa direo. As crianas no devem 
ter permisso de desviar-se da segura vereda estabelecida na Palavra de Deus, para caminhos 
que levam a perigos, os quais se acham abertos de todos os lados. Bondosamente, mas com 
firmeza, com perseverante esforo secundado de orao, seus maus desejos devem ser refreados, 
reprimidas suas inclinaes.
Cumpre ao pai fortalecer na famlia as austeras virtudes - energia, integridade, honestidade, 
pacincia, nimo, diligncia e utilidade prtica. E o que exige de seus filhos deve ele mesmo 
praticar, ilustrando essas virtudes na prpria conduta varonil.
Mas, pais, no desanimeis vossos filhos. Combinai o afeto com a autoridade, a bondade e simpatia 
com a firme restrio. Dedicai a vossos filhos algumas de vossas horas de lazer; relacionai-vos 
com eles; associai-vos com eles em seus trabalhos e brinquedos e captai-lhes a confiana. Cultivai 
a
Pg. 392
camaradagem com eles, especialmente os meninos. Tornar-vos-eis, assim, uma forte influncia 
para o bem.
O pai deve fazer sua parte para tornar o lar feliz. Sejam quais forem seus cuidados e perplexidades 
nos negcios, no permita que estes ensombrem a famlia; deve penetrar em casa com sorrisos e 
palavras aprazveis.
Em certo sentido, o pai  o sacerdote da famlia, depondo sobre seu altar o sacrifcio matutino e 
vespertino. Mas a mulher e os filhos devem unir-se  orao e aos cnticos de louvor. Pela manh, 
antes que saia de casa para o trabalho do dia, rena ele os filhos em redor de si, e, curvando-se 
perante Deus, entregue-os ao Seu paternal cuidado. Passados os cuidados do dia, rena-se a 
famlia para fazer uma prece de
Pg. 393
gratido, e erguer hinos de louvor, em reconhecimento do divino cuidado no decorrer do mesmo.
Pais e mes, por mais prementes que sejam vossos afazeres, no deixeis de reunir vossa famlia 
em torno do altar de Deus. Pedi a guarda dos santos anjos em vosso lar. Lembrai-vos de que 
vossos queridos esto sujeitos a tentaes. Aborrecimentos dirios juncam a estrada tanto dos 
jovens como dos mais idosos. Os que querem viver vida paciente, amorvel e satisfeita, devem 
orar. Somente obtendo constante auxlio de Deus podemos alcanar a vitria sobre o eu.
O lar deve ser um lugar onde o contentamento, a cortesia e o amor faam habitao; onde moram 
essas graas, a residem a paz e felicidade. Podem invadi-lo as aflies, mas isso  a sorte da 
humanidade. Que a pacincia, a gratido e o amor mantenham no corao a luz solar, seja 
embora o dia sempre nublado. Em tais lares os anjos de Deus habitam.
Estudem, o marido e a esposa, a felicidade mtua, nunca faltando as pequeninas cortesias e 
pequenos atos de bondade que alegram e iluminam a vida. Entre o marido e a esposa deve existir 
perfeita confiana. Juntos, devem considerar suas responsabilidades. Operar juntos pelo mais alto 
benefcio de seus filhos. Jamais devem, em presena dos filhos, criticar-se
Pg. 394
mutuamente os planos, ou discutir a maneira de julgar um do outro. Tenha a mulher o cuidado de 
no tornar mais difcil a obra do marido pelos filhos. Apie o marido as mos da esposa, dando-lhe 
sbios conselhos, e afetuosa animao.
No se deve permitir que se erga entre pais e filhos barreira alguma de frieza e reserva. 
Relacionem-se os pais com eles, buscando compreender-lhes os gostos e disposies, penetrando 
em seus sentimentos e discernindo o que lhes vai no corao.
Pais, deixai que vossos filhos vejam que os amais, e fareis tudo que estiver ao vosso alcance para 
torn-los felizes. Se assim fizerdes, as necessrias restries que lhes impuserdes tero 
incomparavelmente mais peso em seu esprito. Governai vossos filhos com ternura e compaixo, 
lembrando que "os seus anjos nos Cus sempre vem a face de Meu Pai que est nos Cus". Mat. 
18:10. Se quereis que os anjos faam por vossos filhos a obra de que Deus os incumbiu, cooperai 
com eles, fazendo a vossa parte.
Criadas sob a sbia e amorosa guia de um lar verdadeiro, as crianas no tero desejo de 
ausentar-se em busca de prazer e camaradagem. O esprito que prevalece no lar moldar seu 
carter; formaro hbitos e princpios que sero uma forte defesa contra a tentao, quando 
deixarem o abrigo do lar e assumirem sua posio no mundo.
Tanto as crianas como os pais tm importantes deveres a cumprir no lar. Deve-se-lhes ensinar 
que constituem uma parte da organizao do lar. So alimentados, vestidos, amados e cuidados; e 
devem corresponder a esses muitos favores, assumindo a parte que lhes cabe nas 
responsabilidades do lar, e trazendo toda a felicidade possvel  famlia da qual so membros.
As crianas so s vezes tentadas a zangar-se quando lhes so feitas restries; mas, mais tarde 
na vida, elas bendiro os pais pelo fiel cuidado e estrita vigilncia que as guardou e guiou na idade 
da inexperincia.
34
A Verdadeira Educao
 um Ensino
Pg. 395
A verdadeira educao  um preparo missionrio. Todo filho e filha de Deus  chamado a ser 
missionrio; somos chamados ao servio de Deus e de nossos semelhantes; e habilitar-nos para 
essa obra deve ser o objetivo de nossa educao.
Preparar Para o Servio
Esse objetivo deve ser conservado constantemente em vista pelos pais e mestres cristos. No 
sabemos em que atividade nossos filhos iro servir. Podero passar a vida no crculo do lar; 
podem-se empenhar nas carreiras comuns da vida, ou ir, como ensinadores do evangelho, para 
terras pags; todos sero, entretanto, semelhantemente chamados a ser missionrios de Deus, 
ministros da misericrdia ao mundo.
As crianas e os jovens, com seus talentos novos, sua energia e nimo, suas vivas 
suscetibilidades, so amados por Deus, e Ele os deseja pr em harmonia com as 
instrumentalidades divinas. Tm de obter educao que os auxilie a pr-se ao lado de Cristo em 
desinteressado servio.
De todos os Seus filhos at ao fim do tempo, da mesma maneira que de Seus primeiros discpulos, 
Cristo disse: "Assim como Tu Me enviaste ao mundo, tambm Eu os enviei ao
Pg. 396
mundo" (Joo 17:18), para serem representantes de Deus, para revelarem Seu Esprito, 
manifestarem Seu carter, fazerem Sua obra.
Nossos filhos acham-se, por assim dizer, na encruzilhada dos caminhos. De todos os lados, os 
incitamentos do mundo ao interesse e  condescendncia consigo mesmos atraem-nos da vereda 
estabelecida para os remidos do Senhor. O ser sua vida uma bno ou uma maldio, depende 
da escolha que fizerem. Transbordando de energia, ansiosos de provar suas aptides ainda no 
experimentadas, precisam dar vazo a sua exuberncia de vida. Eles sero ativos, ou para o bem, 
ou para o mal.
A Palavra de Deus no reprime a atividade, mas guia-a retamente. Deus no pede aos jovens que 
tenham menos aspiraes. Os elementos de carter que tornam o homem verdadeiramente bem-
sucedido e honrado entre os homens - o irreprimvel desejo de algum bem maior, a indomvel 
vontade e tenaz aplicao, a perseverana incansvel - no devem ser desanimados. Pela graa 
de Deus, devem ser dirigidos para a consecuo de objetivos to mais elevados que meros 
interesses egostas e mundanos, quanto os cus so mais altos do que a terra.
Cumpre-nos a ns, como pais e como cristos, imprimir a nossos filhos direo devida. Devem 
eles ser cuidadosa, sbia e ternamente guiados s veredas do servio cristo. Temos para com 
Deus o solene compromisso de criar nossos filhos para Sua obra. Rode-los de influncias que os 
induzam a escolher uma vida de servio, e dar-lhes o devido preparo, eis nosso primeiro dever.
"Deus amou... de tal maneira que deu" - deu "o Seu Filho unignito" a fim de que no 
perecssemos, mas tivssemos a vida eterna. Joo 3:16. "Cristo vos amou e Se entregou a Si 
mesmo por ns." Efs. 5:2. Se amarmos, havemos de dar. "No para ser servido, mas para servir" 
(Mat. 20:28), eis a grande lio que temos de aprender e ensinar.
Seja a juventude impressionada com a idia de que no pertence a si mesma. Pertence a Cristo. 
So a aquisio de
Pg. 397
Seu sangue, a reivindicao de Seu amor. Vivem porque Ele os guarda com Seu poder. Seu 
tempo, sua fora e suas aptides pertencem-Lhe, para serem desenvolvidas, exercitadas e 
empregadas para Ele.
Depois dos seres anglicos, a famlia, formada  imagem de Deus,  a mais nobre de Suas obras. 
Ele deseja que se tornem tudo quanto lhes tem tornado possvel ser, e que faam o melhor que 
possam com as faculdades de que os dotou.
A vida  misteriosa e sagrada.  a manifestao do prprio Deus, fonte de toda a vida. Preciosas 
so as oportunidades que ela encerra, e devem ser zelosamente aproveitadas. Uma vez perdidas, 
desaparecem para sempre.
Deus pe perante ns a eternidade, com suas realidades solenes, e concede-nos a posse de 
temas imortais, imperecveis. Apresenta uma verdade valiosa, enobrecedora, a fim de que 
avancemos numa vereda segura e certa, na realizao de um objetivo merecedor do fervoroso 
empenho de todas as nossas faculdades.
Deus olha o interior da pequenina semente que Ele prprio criou, e nela v encoberta a bela flor, o 
arbusto ou a grande e frondosa rvore. Assim v Ele as possibilidades em toda criatura humana. 
Achamo-nos aqui para determinado fim. Deus nos deu o plano que tem para nossa vida, e deseja 
que alcancemos a mais alta norma de desenvolvimento.

"E no vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovao do vosso 
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradvel e perfeita vontade de Deus." 
Rom. 12:2.
Pg. 398
Deseja que cresamos constantemente em santidade, felicidade e utilidade. Todos possuem 
aptides que devem ser ensinados a considerar sagrados dons, a apreciar como dotes do Senhor, 
e empregar devidamente. Ele deseja que os jovens cultivem todas as faculdades de seu ser, 
exercitando ativamente cada uma delas. Deseja que desfrutem tudo que  til e precioso nesta 
vida, que sejam bons e faam o bem, depositando um tesouro celeste para a vida futura.
Devem ter a ambio de ser excelentes em tudo que  til, elevado e nobre. Contemplem eles a 
Cristo como o modelo segundo o qual devem ser moldados. A santa ambio que Ele revelou em 
Sua vida devem eles nutrir - a ambio de tornar o mundo melhor por eles nele terem vivido. Tal  
a obra a que so chamados.
Amplo Fundamento
A mais elevada de todas as cincias  a de salvar almas. A maior obra a que podem aspirar 
criaturas humanas  a obra de atrair homens do pecado para a santidade. Para a realizao desta 
obra,  mister lanarem-se slidos fundamentos.  necessria uma educao adequada - uma 
educao que exigir dos pais e mestres tanta reflexo e esforo como no requer a mera 
instruo. Pede-se mais alguma coisa alm da cultura do intelecto. A educao no se acha 
completa a menos que o corpo, a mente e o corao se achem igualmente educados. O carter 
deve receber a devida disciplina, para seu inteiro e mais elevado desenvolvimento. Todas as 
faculdades da mente e do corpo devem ser desenvolvidas e devidamente exercitadas.  um dever 
cultivar e exercitar toda aptido que nos tornar mais eficientes como obreiros de Deus.
A verdadeira educao inclui todo o ser. Ela ensina o devido emprego do prprio eu. Habilita-nos a 
fazer o melhor
Pg. 399
uso do crebro, ossos e msculos; do corpo, mente e corao. As faculdades do esprito so as 
mais elevadas potncias; tm de governar o reino do corpo. Os apetites e paixes naturais devem 
ser sujeitos ao domnio da conscincia e das afeies espirituais. Cristo Se acha  testa da 
humanidade, e Seu desgnio  conduzir-nos, em Seu servio, a elevadas e santas veredas de 
pureza. Mediante a assombrosa operao de Sua graa, temos de nos tornar completos nEle.
Jesus adquiriu Sua educao no lar. Sua me foi-Lhe a primeira professora humana. De seus 
lbios e dos rolos dos profetas, aprendeu Ele as coisas celestes. Vivia numa casa de camponeses, 
e fiel e alegremente desempenhou Sua parte nas responsabilidades domsticas. Aquele que fora o 
Comandante dos Cus era agora servo voluntrio, filho amante e obediente. Aprendeu um ofcio, e 
trabalhava com Suas prprias mos na carpintaria com Jos. Nos trajes de um operrio comum,
Pg. 400
caminhava pelas ruas da pequenina cidade, indo para Seu humilde servio, e dele voltando.
O povo daquela poca avaliava as coisas pelas aparncias exteriores.  medida que a religio 
declinara em poder, crescera em pompa. Os educadores de ento buscavam impor respeito 
mediante exibio e ostentao. A vida de Jesus apresentava um frisante contraste com tudo isso. 
Ela demonstrava a falta de valor daquilo que os homens consideravam ser as coisas essenciais da 
vida. As escolas de Seu tempo, com sua maneira de engrandecer coisas insignificantes e 
amesquinhar as grandes coisas, no as procurou Ele. Sua educao foi recebida das fontes 
indicadas pelo Cu, do trabalho til, do estudo das Escrituras, da Natureza e das experincias da 
vida - os compndios divinos, cheios de instrues para todos quantos neles pem mos 
voluntrias, olhos atentos e corao entendido.
"O Menino crescia e Se fortalecia em esprito, cheio de sabedoria; e a graa de Deus estava sobre 
Ele." Luc. 2:40.
Assim preparado saiu para Sua misso, exercendo sobre os homens, em todos os momentos de 
Seu contato com eles, uma influncia que beneficiava, um poder que transformava, influncia e 
poder que o mundo jamais testemunhara.
O lar  a primeira escola da criana, e  a que se devem lanar as bases para uma vida de 
servio. Estes princpios no devem ser ensinados meramente em teoria. Devem orientar toda a 
educao da vida.

"E a vida eterna  esta: que conheam a Ti s por nico Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem 
enviaste." Joo 17:3.
Pg. 401
Desde bem cedo, deve-se ministrar  criana a lio da prestimosidade. Logo que suas foras e a 
faculdade de raciocnio estejam suficientemente desenvolvidas, devem-se-lhe confiar deveres a 
desempenhar em casa. Deve ser estimulada a tentar auxiliar o pai e a me, estimulada a ser 
abnegada e a dominar-se a si mesma, a colocar a felicidade e o bem-estar dos outros acima dos 
seus, a estar atenta s oportunidades de animar e ajudar os irmos, os companheiros, e a mostrar 
bondade para com os velhos, os doentes e os desditosos. Quanto mais profundamente o esprito 
de verdadeiro servio penetrar o lar, tanto mais profundamente ele se desenvolver na vida das 
crianas. Elas encontraro prazer em servir e sacrificar-se pelo bem dos outros.
A Obra da Escola
A educao domstica deve ser secundada pela obra da escola. O desenvolvimento de todo o ser 
- fsico, mental e espiritual - e o ensino do servio e sacrifcio devem ser constantemente 
conservados em vista.
Acima de qualquer outro meio, o servio feito por amor de Cristo, nas pequeninas coisas da vida 
diria, tem o poder de moldar o carter e orientar a vida no sentido do desinteressado servio. 
Despertar esse esprito, estimul-lo e orient-lo devidamente, eis a obra dos pais e professores. 
No lhes poderia ser confiada obra mais importante. O esprito de servio  o que reina no Cu, e 
anjos ho de cooperar com todo esforo feito no intuito de o desenvolver e estimular.
Essa educao deve basear-se na Palavra de Deus. Somente a nos so apresentados seus 
princpios, em toda a sua plenitude. A Bblia deve ser tomada como fundamento do estudo e do 
ensino. O conhecimento essencial  o conhecimento de Deus e dAquele que Ele enviou.
Pg. 402
Toda criana e todo jovem devem conhecer-se a si mesmos. Convm que compreendam a 
habitao fsica que Deus lhes deu, e as leis mediante as quais se mantm com sade. Todos 
devem ter base slida nos ramos comuns de educao. E devem ser exercitados em indstrias 
que os tornem homens e mulheres de habilidade prtica, aptos para os deveres da vida diria. A 
isso devem acrescentar-se conhecimentos e experincia prtica em vrios ramos de trabalho 
missionrio.
Aprender Ensinando
Avance a juventude to rapidamente e v to longe em adquirir conhecimentos quanto lhe seja 
possvel. Seja o seu campo de estudos to vasto quanto suas faculdades puderem abranger. E,  
medida que aprendam, vo eles comunicando seus conhecimentos.  assim que a mente adquirir 
disciplina e vigor.  o emprego que eles fazem de seus conhecimentos que determina o valor de 
sua educao. Gastar longo tempo em estudos, sem esforo algum para comunicar o que se 
adquire, demonstra-se muitas vezes um prejuzo em lugar de um auxlio ao real desenvolvimento. 
Tanto em casa como na escola, o esforo do estudante deve ser no sentido de aprender a estudar 
e a passar a outros os conhecimentos adquiridos. Seja qual for sua vocao, ter de ser durante 
toda a sua vida, tanto aluno como professor. Assim, poder avanar continuamente, pondo em 
Deus a sua confiana, apegando-se quele que  infinito em sabedoria, que pode revelar os 
segredos ocultos durante sculos e resolver os mais difceis problemas, para a mente que nEle 
cr.
A Palavra de Deus salienta grandemente a influncia das companhias, mesmo sobre homens e 
mulheres. Quo maior no ser sua fora sobre a mente e carter em desenvolvimento, das 
crianas e dos jovens! Aqueles com quem andam, os princpios que adotam, os hbitos que 
formam decidiro a questo de sua utilidade aqui, e de seus interesses futuros e eternos.
Pg. 403
 um fato terrvel, e que deve fazer tremer o corao dos pais, que em tantas escolas e colgios a 
que se mandam os jovens, em busca de cultura e disciplina intelectual, dominam influncias que 
deturpam o carter, desviam a mente dos verdadeiros objetivos da vida, e aviltam a moral. 
Mediante o contato com os irreligiosos, os amantes de prazeres e os corrompidos, muitssimos 
jovens perdem a simplicidade e a pureza, a f em Deus e o esprito de sacrifcio que pais cristos 
incentivaram e conservaram mediante cuidadosas instrues e fervorosas preces.
Muitos dos que entram na escola com o intuito de preparar-se para algum ramo de servio 
desinteressado absorvem-se em estudos seculares. Desperta-se o desejo de alcanar distines 
nos estudos e honras no mundo. Perde-se de vista o desgnio para que entraram na escola e a 
vida  dedicada a ocupaes egostas e mundanas. E formam-se muitas vezes hbitos que 
arrunam a vida tanto para este mundo como para o por vir.
Em geral, os homens e mulheres que possuem idias largas, desgnios altrustas e nobres 
aspiraes so aqueles em quem estas caractersticas foram desenvolvidas mediante a 
convivncia que tiveram nos primeiros anos de sua existncia. Em todo o Seu trato com os filhos 
de Israel, Deus insistiu com eles sobre a importncia de velar pela companhia que seus filhos 
mantinham. Todos os regulamentos da vida civil, religiosa e social eram feitos tendo em vista a 
preservao dos filhos contra as companhias prejudiciais, familiarizando-os, desde os mais tenros 
anos, com os preceitos e princpios da Lei de Deus. A lio objetiva proporcionada por ocasio do 
nascimento da nao era de natureza a impressionar profundamente todos os coraes. Antes do 
derradeiro e terrvel juzo que sobreveio aos egpcios com a morte dos primognitos, Deus ordenou 
a Seu povo que reunisse seus filhos na prpria casa. A ombreira de cada porta foi assinalada com 
sangue, e dentro da proteo oferecida por este sinal deviam todos permanecer. Assim hoje, os 
pais que amam e temem a Deus tm de guardar seus filhos dentro do "vnculo do concerto" (Ezeq. 
20:37) - dentro da
Pg. 404
proteo daquelas sagradas influncias que se tornaram possveis mediante o sangue remidor de 
Cristo.
"Apartai-vos"
Cristo disse, de Seus discpulos: "Dei-lhes a Tua Palavra, e ... no so do mundo, assim como Eu 
no sou do mundo." Joo 17:14.
"No vos conformeis com este mundo", pede-nos Deus, "mas transformai-vos pela renovao do 
vosso entendimento." Rom. 12:2.
"No vos prendais a um jugo desigual com os infiis; porque que sociedade tem a justia com a 
injustia? E que comunho tem a luz com as trevas? E que consenso tem o templo de Deus com 
os dolos? Porque vs sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre 
eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles sero o Meu povo. Pelo que sa do meio deles, e 
apartai-vos; ... e no toqueis nada imundo; ... e Eu serei para vs Pai, e vs sereis para Mim filhos 
e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso." II Cor. 6:14, 16-18.
"Congregai os filhinhos." Joel 2:16. "... e lhes declare os estatutos de Deus e as Suas leis." xo. 
18:16.
"Assim, poro o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abenoarei." Nm. 6:27.
"E todos os povos da Terra vero que s chamado pelo nome do Senhor." Deut. 28:10.
"E estar o resto de Jac no meio de muitos povos,
Como orvalho do Senhor,
Como chuvisco sobre a erva,
Que no espera pelo homem,
Nem aguarda filhos de homens." Miq. 5:7.
Pg. 405
Somos contados como Israel. Todas as instrues dadas aos israelitas de outrora, relativamente  
educao e preparo de seus filhos, todas as promessas de bnos mediante a obedincia, 
dirigem-se a ns.
A Palavra de Deus a ns : "Abenoar-te-ei, ... e tu sers uma bno." Gn. 12:2.
Cristo disse acerca dos primeiros discpulos e de todos os que houvessem de nEle crer mediante a 
palavra deles: "Eu dei-lhes a glria que a Mim Me deste, para que sejam um, como ns somos um. 
Eu neles, e Tu em Mim, para que sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conhea que 
Tu Me enviaste a Mim e que tens amado a eles como Me tens amado a Mim." Joo 17:22 e 23.
Maravilhosas, maravilhosas palavras, quase alm do alcance da f! O Criador de todos os mundos 
ama os que se consagram ao Seu servio da mesma maneira que ama a Seu Filho. Mesmo aqui, e 
j agora, Seu misericordioso favor nos  concedido nessa maravilhosa extenso. Ele nos conferiu 
a Luz e a Majestade do cu e com Ele nos doou todo o tesouro celeste. Assim como nos prometeu 
para a vida futura, concede-nos principescos dons nesta vida. Como objeto de Sua graa, deseja 
que desfrutemos tudo que nos enobrecer e elevar o carter. Ele espera infundir na juventude 
poder de cima, a fim de que possam permanecer sob a ensangentada bandeira de Cristo, para 
trabalhar como Ele trabalhou a fim de dirigir as almas s veredas seguras, para colocar os ps de 
muitos sobre a Rocha dos sculos.
Todos os que esto buscando trabalhar de acordo com os planos de educao de Deus ho de ter 
Sua graa mantenedora, Sua contnua presena, Seu poder protetor. A todos Ele diz: "Esfora-te e 
tem bom nimo; no pasmes, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus,  contigo. ... No te 
deixarei nem te desampararei." Jos. 1:9 e 5.
Pg. 406
"Porque, assim como descem a chuva e a neve dos cus
E para l no tornam,
Mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar,
E dar semente ao semeador, e po ao que come,
Assim ser a Minha palavra que sair da Minha boca;
Ela no voltar para Mim vazia;
Antes, far o que Me apraz
E prosperar naquilo para que a enviei.
Porque, com alegria, saireis
E, em paz, sereis guiados;
Os montes e os outeiros exclamaro de prazer perante a vossa face,
E todas as rvores do campo batero palmas.
Em lugar do espinheiro, crescer a faia,
E, em lugar da sara, crescer a murta;
Isso ser para o Senhor por nome,
Por sinal eterno, que nunca se apagar." Isa. 55:10-13.
Por todo o mundo a sociedade se acha em desordem, e uma transformao radical se faz 
necessria. A educao dada  juventude deve moldar toda a estrutura social.
"E edificaro os lugares antigamente assolados,
E restauraro os de antes destrudos,
E renovaro as cidades assoladas,
Destrudas de gerao em gerao.
Mas vs sereis chamados sacerdotes do Senhor. ...
E tero perptua alegria.
Porque Eu, o Senhor, amo o juzo; ...

"Eu lhes darei sua recompensa em verdade
E farei um concerto eterno com eles.
E a sua posteridade ser conhecida entre as naes,
E os seus descendentes, no meio dos povos;
Todos quantos os virem os conhecero
Como semente bendita do Senhor.
Porque, como a terra produz os seus renovos,
E como o horto faz brotar o que nele se semeia,
Assim o Senhor Jeov far brotar a justia
E o louvor para todas as naes." Isa. 61:4, 6-9 e 11.
VII. O Conhecimento por Excelncia
"Para iluminao do conhecimento da glria de Deus." II Cor. 4:6.
35
O Verdadeiro
Conhecimento de Deus
Pg. 407
Pg. 408
Pg. 409
Como nosso Salvador, achamo-nos neste mundo para servir a Deus. Aqui nos achamos a fim de 
nos tornarmos semelhantes a Ele no carter, revelando-O ao mundo mediante uma vida de 
servio. Para sermos colaboradores Seus, para sermos semelhantes a Ele, e Lhe revelarmos o 
carter, precisamos conhec-Lo direito. Cumpre-nos conhec-Lo tal como Ele Se revela a Si 
mesmo.
O conhecimento de Deus  o fundamento de toda verdadeira educao e de todo servio 
verdadeiro.  a nica salvaguarda real contra a tentao. Por ele, unicamente, nos podemos tornar 
semelhantes a Deus no carter.
Esse  o conhecimento de que necessitam todos quantos esto trabalhando pelo reerguimento de 
seus semelhantes. Transformao de carter, pureza de vida, eficincia no servio, apego aos 
princpios corretos, tudo depende do justo conhecimento de Deus. Esse conhecimento  o preparo 
essencial tanto para esta como para a futura existncia.
"O temor do Senhor  o princpio da sabedoria." Prov. 9:10.
Mediante o Seu conhecimento -nos dado "tudo o que diz respeito  vida e piedade". II Ped. 1:3.
Pg. 410
"E a vida eterna  esta", disse Jesus, "que Te conheam a Ti s por nico Deus verdadeiro e a 
Jesus Cristo, a quem enviaste." Joo 17:3.
"Assim diz o Senhor:
No se glorie o sbio na sua sabedoria,
Nem se glorie o forte na sua fora;
No se glorie o rico nas suas riquezas.
Mas o que se gloriar glorie-se nisto:
Em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor,
Que fao beneficncia, juzo e justia na Terra;
Porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor." Jer. 9:23 e 24.
Precisamos estudar as revelaes que Deus tem feito de Si mesmo.
"Ora, toma conhecimento com Ele,
E ters paz:
E assim te alcanar o bem.
Ora, recebe da Sua boca a lei:
E mete as Suas palavras no teu corao. ...
E o Todo-poderoso Se far teus tesouros. ...

"Porque ento te deleitars no Todo-poderoso;
E levantars o teu rosto para Deus:
Tu Lhe rogars, e Ele te ouvir,
E pagars os teus votos.
E decretars um negcio,
E cumprir-se-;
E sobre os teus caminhos resplandecer a luz.
Quando te abaterem, ento tu dirs:
Haja exaltao!
E Deus salvar o humilde." J 22:21-29, Verso Trinitariana.
"Suas coisas invisveis, desde a criao do mundo, tanto o Seu eterno poder como a Sua 
divindade, se entendem e claramente se vem pelas coisas que esto criadas." Rom. 1:20.
Pg. 411
As coisas da Natureza que agora contemplamos no nos do seno uma fraca idia da glria do 
den. O pecado manchou a beleza da Terra; podem-se ver em tudo os vestgios da obra do mal. 
Todavia, permanece muita coisa bela. A Natureza testifica de que Algum, infinito em poder, 
grande em bondade, misericrdia e amor, criou a Terra, enchendo-a de vida e alegria. Mesmo em 
seu estado defeituoso, todas as coisas revelam a mo-de-obra do Artista por excelncia. Para 
onde quer que nos volvamos, podemos ouvir a voz de Deus, e ver testemunhos de Sua bondade.
Desde o solene ribombar do trovo e o incessante bramir do velho oceano, aos festivos cnticos 
que fazem as florestas palpitantes de melodia, as milhares de vozes da Natureza entoam-Lhe os 
louvores. Na Terra e no mar e no espao, com suas maravilhosas cores e matizes, variando em 
suntuoso contraste ou combinando-se em harmonia, ns Lhe contemplamos a glria. As 
montanhas eternas falam-nos de Seu poder. As rvores, agitando os verdes leques ao sol, e as 
flores em sua delicada beleza, apontam para seu Criador. O verde vivo, que atapeta a bronzeada 
terra, fala do cuidado de Deus para com a mais humilde de Suas criaturas. As profundezas do mar
Pg. 412
e as entranhas da terra revelam-Lhe os tesouros. Aquele que ps as prolas no oceano e a 
ametista e o crislito entre as rochas  um amante do belo. O Sol que se ergue no firmamento  
um representante dAquele que  a vida e a luz de todos quantos foram por Ele criados. Todo 
esplendor e beleza que adornam a Terra e abrilhantam os Cus falam de Deus.

"Sua glria cobriu os Cus." Hab. 3:3.
"Cheia est a Terra das Tuas riquezas." Sal. 104:24.

"Um dia faz declarao a outro dia,
E uma noite mostra sabedoria a outra noite.
Sem linguagem, sem fala,
Ouvem-se as suas vozes
Em toda a extenso da Terra,
E as suas palavras, at ao fim do mundo." Sal. 19:2-4.

Todas as coisas falam do Seu terno e paternal cuidado, e de Seu desejo de tornar felizes os Seus 
filhos.
Pg. 413
A poderosa fora que opera em toda a Natureza, e sustm todas as coisas, no , como fazem 
parecer alguns homens de cincia, unicamente um princpio que tudo penetra, uma energia. Deus 
 Esprito; , todavia, um Ser pessoal; pois como tal Se tem Ele revelado:
"O Senhor Deus  verdade;
Ele mesmo  o Deus vivo e o Rei eterno; ...
Os deuses que no fizeram os cus e a Terra
Desaparecero da Terra e de debaixo deste cu.

"No  semelhante a estes a poro de Jac;
Porque Ele  o Criador de todas as coisas. ...

"Ele fez a Terra pelo Seu poder;
Ele estabeleceu o mundo por Sua sabedoria
E com a Sua inteligncia estendeu os cus." Jer. 10:10, 11, 16 e 12.
A Natureza No  Deus
A mo-de-obra de Deus em a Natureza no  o prprio Deus em a Natureza. As coisas da 
Natureza so uma expresso do carter e do poder de Deus; no devemos, porm, consider-la 
como Deus. A habilidade artstica das criaturas humanas produz obras muito belas, coisas que 
deleitam a vista; e essas coisas nos revelam algo de seu autor; a obra feita no , no entanto, seu 
autor. No  a obra, mas o obreiro, que  considerado digno de honra. Assim, ao passo que a 
Natureza  uma expresso do pensamento de Deus, no  a Natureza, mas o Deus da Natureza 
que deve ser exaltado.
", vinde, adoremos e prostremo-nos!
Ajoelhemos diante do Senhor. ...
Nas Suas mos esto as profundezas da Terra,
E as alturas dos montes so Suas.
Seu  o mar, pois Ele o fez,
E as Suas mos formaram a terra seca." Sal. 95:6, 4 e 5.
Pg. 414
"Procurai o que faz o Sete-estrelo e o rion,
E torna a sombra da noite em manh,
E escurece o dia como a noite." Ams 5:8.

" Ele o que forma os montes, e cria o vento,
E declara ao homem qual  o seu pensamento." Ams 4:13.

"Ele  o que edifica as Suas cmaras no cu,
E a Sua abbada fundou na Terra,

"E o que chama as guas do mar,
E as derrama sobre a terra;
O Senhor  o Seu nome." Ams 9:6.
A Criao da Terra
A obra da criao no pode ser explicada pela cincia. Que cincia pode explicar o mistrio da 
vida?
"Pela f, entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo 
que se v no foi feito do que  aparente." Heb. 11:3.

"Eu formo a luz e crio as trevas; ...
Eu, o Senhor, fao todas essas coisas. ...
Eu fiz a Terra e criei nela o homem;
Eu o fiz; as Minhas mos estenderam os cus
E a todos os seus exrcitos dei as Minhas ordens." Isa. 45:7 e 12.
"Eu os chamarei, e aparecero juntos." Isa. 48:13.

Na criao da Terra, Deus no dependeu de matria preexistente. "Falou, e tudo se fez; mandou, e 
logo tudo apareceu." Sal. 33:9. Todas as coisas, materiais ou espirituais, apareceram diante do 
Senhor Jeov  Sua palavra, e foram criadas para Seu prprio desgnio. Os Cus e todo o seu
Pg. 415
exrcito, a Terra e tudo quanto nela h, vieram  existncia pelo sopro de Sua boca.
Na criao do homem, manifestou-se a atuao de um Deus pessoal. Quando Deus fizera o 
homem  Sua imagem, a forma humana era perfeita, mas jazia inanimada. Ento um Deus 
pessoal, de existncia prpria, soprou naquela forma o flego da vida, e o homem tornou-se um 
ser vivo, inteligente. Todas as partes do seu organismo se puseram em ao. O corao, as 
artrias, as veias, a lngua, as mos, os ps, os sentidos, as faculdades da mente, tudo se ps a 
funcionar, sendo todos submetidos a uma lei. O homem tornou-se alma vivente. Mediante Cristo, a 
Palavra, um Deus pessoal criou o homem, dotando-o de inteligncia e poder.
Nossa matria no Lhe era oculta quando, em segredo, fomos formados; Seus olhos viram essa 
matria ainda informe, e em Seu livro todos os nossos membros foram escritos, quando ainda 
nenhum deles havia.
Deus designou que, acima de todas as ordens inferiores de seres, o homem, a coroa de Sua 
criao, exprimisse Seus pensamentos, e Lhe revelasse a glria. Mas o homem no se deve 
exaltar como Deus.

"Celebrai com jbilo ao Senhor, ...
Servi ao Senhor com alegria
E apresentai-vos a Ele com canto.

"Sabei que o Senhor  Deus;
Foi Ele, e no ns, que nos fez povo Seu
E ovelhas do Seu pasto.

"Entrai pelas portas dEle com louvor
E em Seus trios, com hinos;
Louvai-O e bendizei o Seu nome." Sal. 100:1-4.

"Exaltai ao Senhor, nosso Deus,
E adorai-O no Seu santo monte,
Porque o Senhor, nosso Deus,  santo." Sal. 99:9.
Pg. 416
Deus est continuamente ocupado em manter e empregar como servos as coisas que criou. Opera 
por meio das leis da Natureza, delas Se servindo como instrumentos Seus. Elas no agem por si 
mesmas. A Natureza, em sua obra, testifica da presena inteligente e da atividade de um Ser que 
opera em tudo segundo a Sua vontade.

"Para sempre,  Senhor,
A Tua palavra permanece no Cu.
A Tua fidelidade estende-se de gerao em gerao;
Tu firmaste a Terra, e firme permanece.
Conforme o que ordenaste, tudo se mantm at hoje;
Porque todas as coisas Te obedecem." Sal. 119:89-91.

"Tudo o que o Senhor quis, Ele o fez,
Nos cus e na Terra, nos mares e em todos os abismos." Sal. 135:6.

"Mandou, e logo foram criados.
E os confirmou para sempre
E lhes deu uma lei que no ultrapassaro." Sal. 148:5 e 6.

No  por um poder a ela inerente que ano aps ano a terra produz suas fartas colheitas, e 
continua sua marcha ao redor do Sol. A mo do Infinito est em perptua operao, guiando este 
planeta.  o poder de Deus em contnuo exerccio que mantm a Terra em equilbrio em sua 
rotao.  Deus que faz o Sol se erguer nos cus. Abre as janelas do cu e d a chuva.

"D a neve como l e
Esparge a geada como cinza." Sal. 147:16.

"Fazendo Ele soar a voz, logo h arrudo de guas no cu,
E sobem os vapores da extremidade da terra;
Ele faz os relmpagos para a chuva
E faz sair o vento dos Seus tesouros." Jer. 10:13.
Pg. 417
O mecanismo do corpo humano no pode ser plenamente compreendido; apresenta mistrios que 
desconcertam o mais inteligente. No  em resultado de um mecanismo que, uma vez posto a 
funcionar, continua sua obra, que o pulso bate, e respirao se segue a respirao. Em Deus 
vivemos e nos movemos, e existimos. O corao palpitante, o pulso em seu ritmo, cada nervo e 
msculo do organismo vivo  mantido em ordem e atividade pelo poder de um Deus sempre 
presente.
A Bblia nos mostra Deus em Seu alto e santo lugar, no em um estado de inatividade, no em 
silncio e solido, mas circundado por mirades de mirades e milhares de milhares de seres 
santos, todos esperando por fazer a Sua vontade. Por meio desses mensageiros, Ele est em ativa 
comunicao com todas as partes de Seus domnios. Por Seu Esprito est presente em toda 
parte. Por meio de Seu Esprito e dos anjos, ministra aos filhos dos homens.
Acima das perturbaes da Terra, est Ele sentado em Seu trono; tudo est patente ao Seu 
exame; e de Sua grande e serena eternidade, ordena aquilo que melhor parece a Sua providncia.

"No  do homem o seu caminho,
Nem do homem que caminha, o dirigir os seus passos." Jer. 10:23.

"Confia no Senhor de todo o teu corao. ...
Reconhece-O em todos os teus caminhos,
E Ele endireitar as tuas veredas." Prov. 3:5 e 6.

"Os olhos do Senhor esto sobre os que O temem,
Sobre os que esperam na Sua misericrdia,
Para livrar a sua almas da morte
E para os conservar vivos na fome." Sal. 33:18.

"Quo preciosa ,  Deus, a Tua benignidade! ...
Os filhos dos homens se abrigam  sombra das Tuas asas." Sal. 36:7.

"Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jac por seu auxlio
E cuja esperana est posta no Senhor, seu Deus." Sal. 146:5.
Pg. 418
"A Terra,  Senhor, est cheia da Tua benignidade." Sal. 119:64.
Tu amas "a justia e o juzo". Sal. 33:5.

"Tu s a esperana de todas as extremidades da Terra
E daqueles que esto longe sobre o mar;
O que pela Sua fora consolida os montes,
Cingido de fortaleza;
O que aplaca o rudo dos mares, ...
O tumulto das naes. ...

"Tu fazes alegres as sadas da manh e da tarde. ...
Coroas o ano da Tua bondade,
E as Tuas veredas destilam gordura." Sal. 65:5-8 e 11.

"O Senhor sustenta a todos os que caem
E levanta a todos os abatidos.
Os olhos de todos esperam em Ti,
E Tu lhes ds o seu mantimento a seu tempo.
Abres a Tua mo
E satisfazes os desejos de todos os viventes." Sal. 145:14-16.
A Personalidade de Deus Revelada em Cristo
Como Ser pessoal, Deus Se revelou em Seu Filho. O resplendor da glria do Pai, "a expressa 
imagem da Sua pessoa" (Heb. 1:3), como um Salvador pessoal, Jesus veio ao mundo. Como um 
Salvador pessoal, subiu Ele ao Cu. Como um Salvador pessoal,

"No se turbe o vosso corao; credes em Deus, crede tambm em Mim. Na casa de Meu Pai h 
muitas moradas; se no fosse assim, Eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se Eu for e 
vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estiver, 
estejais vs tambm." Joo 14:1-3.
Pg. 419
Ele intercede nas cortes celestes. Perante o trono de Deus, intercede em nosso favor "Um 
semelhante ao Filho do homem". Apoc. 1:13.
Cristo, a luz do mundo, velou o ofuscante esplendor de Sua divindade, e veio viver como homem 
entre os homens, a fim de que eles pudessem, sem ser consumidos, vir a relacionar-se com seu 
Criador. Desde que o pecado trouxe separao entre o homem e Aquele que o fizera, homem 
algum viu, em qualquer tempo, a Deus, a no ser segundo Ele Se manifesta por intermdio de 
Cristo.
"Eu e o Pai somos um", declarou Cristo. Joo 10:30. "Ningum conhece o Filho, seno o Pai; e 
ningum conhece o Pai, seno o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar." Mat. 11:27.
Cristo veio para ensinar s criaturas humanas aquilo que Deus deseja que elas conheam. Em 
cima nos Cus, na Terra, na vastido do oceano, vemos a obra das mos de Deus. Todas as 
coisas criadas testificam de Seu poder, Sua Sabedoria, Seu amor. Todavia no nos  possvel, por 
meio das estrelas ou do oceano ou da catarata, aprender da personalidade de Deus o que nos  
revelado em Cristo.
Deus viu que era necessria uma mais clara revelao, tanto de Sua personalidade como de Seu 
carter, do que a que nos  oferecida pela Natureza. Enviou Seu filho ao mundo para, tanto quanto 
a vista humana podia suportar, manifestar a natureza e os atributos do Deus invisvel.
Revelado aos Discpulos
Estudemos as palavras proferidas por Cristo no cenculo, na vspera de Sua crucifixo. 
Aproximava-se a hora de Seu julgamento, e Ele buscou confortar os discpulos, que deviam ser to 
rigorosamente provados.
"No se turbe o vosso corao; credes em Deus, crede tambm em Mim. Na casa de Meu Pai h 
muitas moradas; se no fosse assim, Eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.
"Disse-Lhe Tom: Senhor, ns no sabemos para onde
Pg. 420
vais e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. 
Ningum vem ao Pai seno por Mim. Se vs Me conhecsseis a Mim, tambm conhecereis a Meu 
Pai; e j desde agora O conheceis e O tendes visto. ...
"Senhor, mostra-nos o Pai", disse Filipe, "o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou h tanto tempo 
convosco, e no Me tendes conhecido, Filipe? Quem Me v a Mim v o Pai; e como dizes tu: 
Mostra-nos o Pai? No crs tu que Eu estou no Pai e que o Pai est em Mim? As palavras que Eu 
vos digo, no as digo de Mim mesmo, mas o Pai, que est em Mim,  quem faz as obras." Joo 
14:1, 2, 5-10.
Os discpulos ainda no compreendiam as palavras de Cristo quanto a Sua relao para com 
Deus. Muito do Seu ensino ainda lhes era obscuro. Cristo desejava que eles tivessem um mais 
claro, mais distinto conhecimento de Deus.
"Disse-vos isso por parbolas", disse Ele; "chega, porm, a hora em que vos no falarei mais por 
parbolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai." Joo 16:25.
Quando, no dia de Pentecoste, o Esprito Santo foi derramado sobre os discpulos, eles 
entenderam mais claramente as verdades que Jesus lhes dissera por parbolas. Muito dos ensinos 
que lhes haviam sido um mistrio, tornou-se-lhes claro. Mas nem mesmo ento receberam os 
discpulos o pleno cumprimento da promessa de Cristo. Receberam relativamente a Deus todo o 
conhecimento que lhes era possvel suportar, mas o completo cumprimento da promessa de que 
Cristo lhes havia de mostrar plenamente o Pai estava por vir. Assim acontece hoje em dia. Nosso 
conhecimento de Deus  parcial e imperfeito. Quando o conflito terminar, e o Homem Cristo Jesus 
reconhecer perante o Pai os Seus fiis obreiros, que num mundo de pecado dEle tm dado um 
verdadeiro testemunho, compreendero eles claramente o que agora lhes  mistrio.
Pg. 421
Cristo levou consigo para as cortes celestes a Sua glorificada humanidade. Aos que O recebem, 
Ele d poder para se tornarem filhos de Deus, para que enfim possa receb-los como Seus, para 
com Ele habitar por toda a eternidade. Se durante esta vida forem leais a Deus, afinal "vero o Seu 
rosto, e na sua testa estar o Seu nome". Apoc. 22:4. E qual  a felicidade do Cu, seno ver a 
Deus? Que maior alegria poderia sobrevir ao pecador salvo pela graa de Cristo do que 
contemplar o rosto de Deus, e conhec-Lo como Pai?
As Escrituras indicam claramente a relao entre Deus e Cristo, apresentando com igual clareza a 
personalidade e individualidade de cada um.
"Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 
a ns falou-nos, nestes ltimos dias, pelo Filho. O qual, sendo... a expressa imagem da Sua 
pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo feito por Si mesmo a 
purificao dos nossos pecados, assentou-Se  destra da Majestade, nas alturas; feito tanto mais 
excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque a qual dos 
anjos disse jamais: Tu s Meu Filho, Hoje Te gerei? E outra vez: Eu Lhe serei por Pai, E Ele Me 
ser por Filho?" Heb. 1:1, 3-5.
A personalidade do Pai e do Filho, bem como a unidade existente entre Eles,  apresentada no 
captulo dezessete de Joo, na orao de Cristo por Seus discpulos: "E no rogo somente por 
estes, mas tambm por aqueles que, pela Sua palavra, ho de crer em Mim; para que todos
Pg. 422
sejam um, como Tu,  Pai, o s em Mim, e Eu em Ti; que tambm eles sejam um em Ns, para 
que o mundo creia que Tu Me enviaste." Joo 17:20 e 21.
A unidade que existe entre Cristo e Seus discpulos no anula a personalidade de nenhum. So 
um em desgnio, mente, em carter, mas no em pessoa.  assim que Deus e Cristo so um.
O Carter de Deus Revelado em Cristo
Tomando sobre Si a humanidade, Cristo veio ser um com a humanidade, e ao mesmo tempo 
revelar s pecadoras criaturas humanas o Pai celestial. Aquele que estivera na presena do Pai, 
desde o princpio, Aquele que era a expressa imagem do invisvel Deus, era o nico habilitado a 
revelar  humanidade o carter divino. Em tudo Ele foi feito semelhante a Seus irmos. Fez-Se 
carne, tal qual ns somos. Sentia fome e sede e fadiga. Era sustentado pelo alimento, e refrigerado 
pelo sono. Partilhou da sorte dos homens; era, todavia, o imaculado Filho de Deus. Era um 
estrangeiro e peregrino na Terra - estava no mundo, mas no era do mundo; tentado e provado 
como o so os homens e as mulheres de hoje, e vivendo no obstante uma vida isenta de pecado.

"Eu, porm, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que 
vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que 
est nos Cus; porque faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons e a chuva desa sobre 
justos e injustos." Mat. 5:44 e 45.
Pg. 423
Terno, compassivo, cheio de simpatia, sempre atencioso para com os outros, Ele representava o 
carter de Deus, achando-Se continuamente empenhado em servio para com o Senhor e o 
homem.
"O Senhor Meu ungiu", disse Ele,
"Para pregar boas novas aos mansos;
Enviou-Me a restaurar os contritos de corao,
A proclamar liberdade aos cativos" (Isa. 61:1),
"A dar vista aos cegos" (Luc. 4:19);
"A apregoar o ano aceitvel do Senhor; ...
"A consolar todos os tristes." Isa. 61:2.
"Amai a vossos inimigos", ordena-nos Ele; "bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos 
odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que 
est nos Cus" (Mat. 5:44 e 45); "porque Ele  benigno at para com os ingratos e maus." Luc. 
6:35. "Faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons e a chuva desa sobre justos e injustos." 
Mat. 5:45. "Sede, pois, misericordiosos, como tambm vosso Pai  misericordioso." Luc. 6:36.
"Pelas entranhas da misericrdia do nosso Deus, ...
O Oriente do alto nos visitou,
Para alumiar aos que esto assentados em trevas e sombra de morte,
A fim de dirigir os nossos ps pelo caminho da paz." Luc. 1:78 e 79.
A Glria da Cruz
A revelao do amor de Deus para com os homens centraliza-se na cruz. A lngua no pode 
exprimir Sua inteira significao, a pena  impotente para descrever, incapaz a mente humana de 
a penetrar. Olhando  cruz do Calvrio, s nos  possvel
Pg. 424
dizer: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unignito, para que todo aquele 
que nEle cr no perea, mas tenha a vida eterna". Joo 3:16.
Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo elevado ao alto, eis a 
cincia de salvao que temos de aprender e ensinar.
Era Cristo
"Sendo em forma de Deus, no teve por usurpao ser igual a Deus. Mas aniquilou-Se a Si 
mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de 
homem, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente at  morte e morte de cruz." Filip. 2:6-8.
" Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual est  direita de 
Deus." Rom. 8:34. "Portanto, pode tambm salvar totalmente perfeitamente os que por Ele se 
chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." Heb. 7:25.
"No temos um sumo sacerdote que no possa compadecer-se das nossas fraquezas; porm Um 
que, como ns, em tudo foi tentado, mas sem pecado." Heb. 4:15.
 mediante o dom de Cristo que recebemos todas as bnos. Por meio desse dom chega dia a 
dia at ns o fluxo incessante da bondade de Jeov. Toda flor, com seus delicados matizes e sua 
fragrncia,  concedida para nossa satisfao por intermdio daquele Dom. O Sol e a Lua foram 
feitos por Ele. No h nenhuma estrela, que embeleze o cu, que por Ele no haja sido criada. 
Cada gota de chuva a cair, cada raio de sol espargido sobre nosso ingrato mundo, testifica do 
amor
Pg. 425
de Deus em Cristo. Tudo nos  suprido atravs daquele inexprimvel Dom, o Filho unignito de 
Deus. Ele foi pregado na cruz a fim de que todas essas bnos  pudessem fluir para a obra de 
Deus - o homem.
"Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus." I 
Joo 3:1.
"No se ouviu, nem com ouvidos se percebeu,
Nem com os olhos se viu um Deus alm de Ti,
Que trabalhe para aquele que nEle espera." Isa. 64:4.
O Conhecimento que Transforma
O conhecimento de Deus segundo a revelao dada em Cristo, eis o que devem ter todos quantos 
se salvam.  o conhecimento que opera transformao no carter. Recebido, esse conhecimento 
recriar a alma  imagem de Deus. Comunicar a todo o ser um poder espiritual que  divino.
"Todos ns, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glria do Senhor, somos 
transformados de glria em glria, na mesma imagem." II Cor. 3:18.
Pg. 426
Falando da prpria vida, o Salvador disse: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." Joo 
15:10. "O Pai no Me tem deixado s, porque Eu fao sempre o que Lhe agrada." Joo 8:29. Deus 
pretende que os Seus seguidores sejam o que Jesus foi quando revestido da natureza humana. 
Cumpre-nos, em Sua fora, viver a vida pura e nobre que o Salvador viveu.
"Por causa disso", diz Paulo, "me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, 
do qual toda a famlia nos Cus e na Terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da Sua 
glria, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo Seu esprito no homem interior; para 
que Cristo habite, pela f, no vosso corao; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, 
poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, 
e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que 
sejais cheios de toda a plenitude de Deus." Efs. 3:14-19.
"No cessamos de orar por vs e de pedir que sejais cheios do conhecimento da Sua vontade, em 
toda a sabedoria e inteligncia espiritual; para que possais andar dignamente diante do Senhor, 
agradando-Lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; 
corroborados em toda a fortaleza, segundo a fora da Sua glria, em toda a pacincia e 
longanimidade, com gozo." Col. 1:9-11.
 esse o conhecimento que Deus nos est convidando a receber, e ao p do qual tudo mais  
vaidade e nada.
36
O Perigo do Conhecimento Especulativo
Pg. 427
Um dos maiores males que acompanham a busca do conhecimento, as pesquisas da cincia,  a 
disposio de exaltar o raciocnio humano acima de seu real valor e sua devida esfera. Muitos 
tentam julgar o Criador e Suas obras mediante o imperfeito conhecimento que possuem da cincia. 
Esforam-se por determinar a natureza e os atributos e as prerrogativas de Deus, e condescendem 
com teorias especulativas com relao ao Infinito. Os que se entregam a esse ramo de estudo 
esto pisando terreno proibido. Suas pesquisas no produziro resultados de valor, s podendo 
ser prosseguidas com perigo para a alma.
Nossos primeiros pais foram induzidos ao pecado mediante a condescendncia com o desejo de 
conhecimento que lhes fora vedado por Deus. Procurando adquirir esse conhecimento, perderam 
tudo quanto valia a pena possuir-se. Se Ado e Eva nunca houvessem tocado a rvore proibida, 
Deus lhes haveria comunicado conhecimento sobre o qual no haveria pousado qualquer maldio 
de pecado, conhecimento que lhes haveria trazido perptua alegria. Tudo quanto eles obtiveram 
por dar ouvidos ao tentador foi o relacionarem-se com a cincia
Pg. 428
do pecado e seus resultados. Por sua desobedincia, a humanidade foi afastada de Deus, e a 
Terra separada do Cu.
Apliquemos a ns esta lio. O campo a que Satans levou nossos primeiros pais  o mesmo a 
que ele est hoje em dia seduzindo os homens. Est inundando o mundo de aprazveis fbulas. 
Por todos os meios ao seu alcance, tenta os homens a especular com relao a Deus. Busca 
assim impedi-los de obter a Seu respeito aquele conhecimento que  salvao.
Teorias Pantestas
Ensinos espiritualistas que minam a f em Deus e em Sua Palavra esto atualmente penetrando 
as instituies educativas e as igrejas por toda parte. A teoria de que Deus  uma essncia que 
penetra toda a Natureza  aceita por muitos que professam crer nas Escrituras; mas, se bem que 
revestida de belas roupagens, essa teoria  perigosssimo engano. Ela representa falsamente a 
Deus, sendo uma desonra para Sua grandeza e majestade. E tende por certo no somente a 
extraviar como a rebaixar os homens. As trevas so o seu elemento, a sensualidade a sua esfera. 
O resultado de aceit-la  separao de Deus. E para a cada natureza humana isso resulta em 
runa.
Devido ao pecado, nossa condio no  natural, e deve ser sobrenatural o poder que nos 
restaure, do contrrio, no tem valor. Existe unicamente um poder capaz de quebrar o domnio do 
mal no corao dos homens, e esse  o poder de Deus em Jesus Cristo. Unicamente por meio do 
sangue do Crucificado existe purificao do pecado. Sua graa, to-somente, nos habilita a resistir 
e subjugar as tendncias de nossa natureza cada. As teorias espiritualistas a respeito de Deus 
tornam Sua graa de nenhum efeito. Se Deus  uma essncia que permeia toda a Natureza, habita 
por conseguinte em todos os homens; e, para atingir a santidade, o homem no tem seno que 
desenvolver o poder que est dentro dele mesmo.
Seguidas at sua concluso lgica, essas teorias assolam toda a dispensao crist. Removem a 
necessidade da expiao, tornando o homem seu prprio salvador. Essas teorias acerca
Pg. 429
de Deus fazem de nenhum efeito a Sua Palavra, e os que as aceitam esto em maior risco de vir 
afinal a considerar a Bblia inteira como uma fico. Podem considerar a virtude como superior ao 
vcio; havendo, porm, excludo a Deus de Sua devida posio de soberania, pem sua confiana 
no poder humano, o qual, sem Deus,  destitudo de valor. A vontade humana, desajudada, no 
tem nenhum poder real para resistir ao mal e venc-lo. As defesas da alma acham-se derribadas. 
O homem no tem barreiras contra o pecado. Uma vez rejeitadas as restries da Palavra de Deus 
e de Seu Esprito, no sabemos a que profundezas uma pessoa pode imergir.

"Toda Palavra de Deus  pura;
Escudo  para os que confiam nEle.
Nada acrescentes s Suas palavras,
Para que no te repreenda, e sejas achado mentiroso." Prov. 30:5 e 6.

"Quanto ao mpio, as suas iniqidades o prendero,
E, com as cordas do seu pecado, ser detido." Prov. 5:22.
Pesquisas dos Mistrios  Divinos
"As coisas encobertas so para o Senhor, nosso Deus; porm as reveladas so para ns e para 
nossos filhos, para sempre." Deut. 29:29. A revelao que Deus de Si mesmo deu em Sua Palavra 
 para nosso estudo. Esta, podemos procurar compreender. Mas alm disto no devemos 
penetrar. O mais elevado intelecto pode esforar-se at  exausto em conjeturas concernentes  
natureza de Deus, mas infrutferos sero os esforos. Esse problema no nos foi dado a solver. 
Nenhuma mente humana pode compreender a Deus. Ningum se deve entregar a especulaes 
com referncia a Sua natureza. A esse respeito, o silncio  eloqente. O Onisciente est acima 
de discusso.
Mesmo os anjos no tiveram permisso de partilhar nos conselhos entre o Pai e o Filho quando foi 
delineado o plano da salvao. E as criaturas humanas no se devem intrometer nos segredos do 
Altssimo. Somos to ignorantes acerca de Deus como criancinhas; mas, como criancinhas, -nos 
dado
Pg. 430
am-Lo e obedecer-Lhe. Em lugar de especular quanto a Sua natureza ou Suas prerrogativas, 
demos ouvidos s palavras que falou:

"Porventura, alcanars os caminhos de Deus
Ou chegars  perfeio do Todo-poderoso?
Como as alturas dos cus  a Sua sabedoria; que poders tu fazer?
Mais profunda  ela do que o inferno; que poders tu saber?
Mais comprida  a sua medida do que a Terra;
E mais larga do que o mar." J 11:7-9.

"Mas onde se achar a sabedoria?
E onde est o lugar da inteligncia?
O homem no lhe conhece o valor;
No se acha na Terra dos viventes.
O abismo diz: No est em mim;
E o mar diz: Ela no est comigo.
No se dar por ela ouro fino,
Nem se pesar prata em cmbio dela.
Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir,
Nem pelo precioso nix, nem pela safira.
Com ela no se pode comparar o ouro ou o cristal;
Nem se trocar por jia de ouro fino.
Ela faz esquecer o coral e as prolas;
Porque a aquisio da sabedoria  melhor que a dos rubis.
No se lhe igualar o topzio da Etipia,
Nem se pode comprar por ouro puro.
De onde, pois, vem a sabedoria,
E onde est o lugar da inteligncia?
A perdio e a morte dizem:
Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.
Deus entende o seu caminho,
E Ele sabe o seu lugar.

"Porque Ele v as extremidades da Terra;
E v tudo o que h debaixo dos cus.
Quando prescreveu uma lei para a chuva
E caminho para o relmpago dos troves,
Ento, a viu e a manifestou;
Estabeleceu-se e tambm a esquadrinhou.
Mas disse ao homem:
Eis que o temor do Senhor  a sabedoria,
E apartar-se do mal  a inteligncia." J 28:12-20, 22-24, 26-28.
Pg. 431
Nem sondando os recessos da Terra, nem mediante vos esforos para penetrar os mistrios do 
divino Ser, se encontra a sabedoria. Ela  antes encontrada no humilde recebimento da revelao 
que Lhe tem parecido bem conceder-nos, e na conformao da vida com a Sua vontade.
Os homens de mais poderoso intelecto no podem compreender os mistrios de Jeov, segundo 
se revelam em a Natureza. A inspirao divina faz muitas perguntas que o mais profundo erudito 
no sabe responder. Essas perguntas no foram feitas para que as respondssemos, mas para 
chamar nossa ateno para os profundos mistrios de Deus, e ensinar-nos a limitao de nossa 
sabedoria. No que nos rodeia na vida diria, existem muitas coisas alm da compreenso de seres 
finitos.
Os cticos recusam-se a crer em Deus, porque no podem compreender o infinito poder pelo qual 
Ele Se revela. Mas Deus deve ser reconhecido, tanto pelo que no revela de Si mesmo como por 
aquilo que  franqueado  nossa limitada compreenso. Tanto na divina revelao como na 
Natureza, Ele deixou mistrios a fim de reclamar a nossa f. Assim deve ser. Devemos estar 
sempre indagando, sempre pesquisando, sempre aprendendo, e resta todavia um infinito para o 
alm.
"Quem mediu com o seu punho as guas,
E tomou a medida dos cus aos palmos,
E recolheu em uma medida o p da terra,
E pesou os montes e os outeiros em balanas?
Quem guiou o Esprito do Senhor?
E que conselheiro O ensinou?
Eis que as naes so consideradas por Ele como a gota dum balde
E como o p mido das balanas;
Eis que lana por a as ilhas como a uma coisa pequenssima.
Nem todo o Lbano basta para o fogo,
Nem os seus animais bastam para holocaustos.
Todas as naes so como nada perante Ele;
Ele considera-as menos do que nada e como uma coisa v.
Pg. 432
"A quem, pois, fareis semelhante a Deus
Ou com que O comparareis?
Porventura, no sabeis?
Porventura, no ouvis?
Ou desde o princpio se vos no notificou isso mesmo?
Ou no atentastes para os fundamentos da Terra?
Ele  o que est assentado sobre o globo da Terra,
Cujos moradores so para Ele como gafanhotos;
Ele  o que estende os cus como cortina
E os desenrola como tenda para neles habitar;
A quem pois Me fareis semelhante? ...
Diz o Santo.
Levantai ao alto os olhos
E vede quem criou estas coisas,
Quem produz por conta o seu exrcito,
Quem a todas chama pelos seu nome;
Por causa da grandeza das Suas foras e pela fortaleza do Seu poder,
Nenhuma faltar.

"Por que, pois, dizes,  Jac, e tu falas,  Israel:
O Meu caminho est encoberto ao Senhor,
E o meu juzo passa de largo pelo meu Deus?
No sabes,
No ouviste que o eterno Deus, o Senhor,
O Criador dos confins da Terra,
Nem Se cansa, nem Se fatiga?
No h esquadrinhao do Seu entendimento."
Isa. 40:12, 13-18, 21, 22, 25-28.
Aprendamos, das revelaes dadas pelo Esprito Santo a Seus profetas, a grandeza de nosso 
Deus. Escreve o profeta Isaas: "No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado 
sobre um alto e sublime trono; e o Seu squito enchia o templo. Os serafins estavam acima dEle; 
cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os ps, e com duas 
voavam. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo  o Senhor dos Exrcitos; 
toda a Terra est cheia da Sua glria. E os umbrais
Pg. 433
das portas se moveram com a voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaa.
"Ento, disse eu: Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lbios impuros e 
habito no meio de um povo de impuros lbios; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos 
Exrcitos!
"Mas um dos serafins voou para mim trazendo na mo uma brasa viva, que tirara do altar com uma 
tenaz; e com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lbios; e a tua iniqidade 
foi tirada, e purificado o teu pecado." Isa. 6:1-7.

"Ningum h semelhante a Ti,  Senhor;
Tu s grande, e grande  o Teu nome em fora.
Quem Te no temeria a Ti,  Rei das naes?" Jer. 10:6 e 7.
"Senhor, Tu me sondaste e me conheces.
Tu conheces o meu assentar e o meu levantar;
De longe entendes o meu pensamento.
Cercas o meu andar e o meu deitar;
E conheces todos os meus caminhos.
Sem que haja uma palavra na minha lngua,
Eis que,  Senhor, tudo conheces.
Tu me cercaste em volta
E puseste sobre mim a Tua mo.
Tal cincia  para mim maravilhosssima;
To alta, que no a posso atingir." Sal. 139:1-6.

"Grande  o nosso Senhor e de grande poder; o Seu entendimento  infinito." Sal. 147:5.
"Os caminhos do homem esto perante os olhos do Senhor, e Ele aplana todas as suas carreiras." 
Prov. 5:21.
"Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que est em trevas; e com Ele mora a luz." Dan. 
2:22.
"Por Deus so conhecidas todas as Suas obras desde a eternidade." Atos 5:18. "Quem conheceu 
a mente do Senhor, ou quem foi Seu conselheiro? Ou quem Lhe deu alguma coisa primeiro, e
Pg. 434
ser-lhe- recompensada? Porque dEle, e por Ele, e para Ele so todas as coisas: a Ele seja dada 
a glria por todos os sculos." Rom. 11:34-36, Verso Trinitariana.
"Ao Rei dos sculos, imortal, invisvel" (I Tim. 1:17), "Aquele que tem, Ele s, a imortalidade e 
habita na luz inacessvel; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e 
poder sempiterno." I Tim. 6:16.

"Porventura, no vos espantar a Sua alteza?
E no cair sobre vs o Seu temor?" J 13:11.

"Porventura, Deus no est na altura dos Cus?
Olha para a altura das estrelas; quo elevadas esto!" J 22:12.

"Porventura, tm nmero os Seus exrcitos?
E para quem no se levanta a Sua luz?" J 25:3.

"Faz grandes coisas que ns no compreendemos.
Porque  neve diz:
Cai na terra;
Como tambm ao aguaceiro e  Sua forte chuva.
Ele sela as mos de todo homem,
Para que conheam todos os homens a Sua obra.
Tambm com a umidade carrega as grossas nuvens
E esparge a nuvem da Sua luz.
Ento, ela, segundo o Seu prudente conselho, se espalha em roda,
Para que faa tudo quanto lhe ordena
Sobre a superfcie do mundo habitvel;
Seja para correo, ou para a Sua terra,
Ou para beneficncia, que a faa vir.

"A isto, ... inclina os teus ouvidos;
Atende e considera as maravilhas de Deus.
Porventura, sabes tu como Deus as opera
E faz resplandecer a luz da Sua nuvem?
Tens tu notcia do equilbrio das grossas nuvens
E das maravilhas dAquele que  perfeito nos conhecimentos?
Ou estendeste com Ele os cus,
Que esto firmes como espelho fundido?
Ensina-nos o que Lhe diremos;
Porque ns nada poderemos pr em boa ordem, por causa das trevas.
E agora no se pode ver o Sol, que resplandece nos cus;
Pg. 435
"Mas, passando o vento e purificando-os,
O esplendor de ouro vem do norte;
Pois em Deus h uma tremenda majestade.
Ao Todo-poderoso no podemos alcanar;
Grande  em poder;
Porm a ningum oprime em juzo e grandeza de justia.
Por isso, O temem os homens." J 37:5-7, 11-16, 18, 19, 21-24.

"Quem  como o Senhor, nosso Deus, que habita nas alturas;
Que Se curva para ver o que est nos cus e na Terra?" Sal. 113:5.

"O Senhor tem o Seu caminho na tormenta e na tempestade,
E as nuvens so o p dos Seus ps." Naum 1:3.

"Grande  o Senhor e muito digno de louvor;
E a Sua grandeza, inescrutvel.
Uma gerao louvar as Tuas obras  outra gerao
E anunciar as Tuas proezas.
Falarei da magnificncia gloriosa da Tua majestade
E das Tuas obras maravilhosas.
E se falar da fora dos Teus feitos terrveis;
E contarei a Tua grandeza.
Publicaro abundantemente a memria da Tua grande bondade
E cantaro a Tua justia.

"Todas as Tuas obras Te louvaro,  Senhor,
E os Teus santos Te bendiro.
Falaro da glria do Teu reino
E relataro o Teu poder,
Para que faam saber aos filhos dos homens as Tuas proezas
E a glria da magnificncia do Teu reino.
O Teu reino  um reino eterno;
O Teu domnio estende-se a todas as geraes.
A minha boca entoar o louvor do Senhor,
E toda a carne louvar o Seu santo nome para todo o sempre."
Sal. 145:3-7, 10-13 e 21.

 medida que aprendermos mais acerca de Deus e de ns mesmos, do que somos aos Seus 
olhos, havemos de temer e tremer diante dEle. Que os homens de hoje sejam advertidos pela 
sorte
Pg. 436
daqueles que, antigamente, presumiram permitindo-se liberdade com aquilo que Deus declara 
santo. Quando os israelitas se atreveram a abrir a arca, ao voltar ela da terra dos filisteus, sua 
irreverente ousadia foi assinaladamente punida.
Considerai ainda o juzo que caiu sobre Uz. Quando, no reinado de Davi, a arca ia sendo levada a 
Jerusalm, Uz estendeu a mo para mant-la firme. Por ousar tocar o smbolo da presena de 
Deus, foi ferido de morte instantnea.
Na sara ardente, quando Moiss, no reconhecendo a presena de Deus, dirigiu-se para 
contemplar a maravilhosa viso, foi dada a ordem: "No te chegues para c; tira os teus sapatos 
de teus ps; porque o lugar em que tu ests  terra santa. ... E Moiss encobriu o seu rosto, 
porque temeu olhar para Deus." xo. 3:5 e 6.
"Partiu, pois, Jac de Berseba, e foi-se a Har. E chegou a um lugar onde passou a noite, porque 
j o Sol era posto; e tomou uma das pedras, ... e a ps por sua cabeceira, e deitou-se naquele 
lugar.
"E sonhou: e eis era posta na terra uma escada cujo topo tocava nos cus, e eis que os anjos de 
Deus subiam e desciam por ela. E eis que o Senhor estava em cima dela e disse:
"Eu sou o Senhor, o Deus de Abrao, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que ests deitado 
ta darei a ti e  tua semente. E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te 
farei tornar a esta terra; porque te no deixarei, at que te haja feito o que te tenho dito.
"Acordado, pois, Jac do seu sono, disse: Na verdade o Senhor est neste lugar, e eu no o sabia. 
E temeu e disse: Quo terrvel  este lugar! Este no  outro lugar seno a Casa de Deus; e esta  
a porta dos Cus." Gn. 28:10-13, 15-17.
Pg. 437
No santurio do tabernculo do deserto e do templo, que eram os smbolos terrestres da habitao 
de Deus, um aposento era sagrado por Sua presena. O vu bordado de querubins,  sua entrada, 
no devia ser erguido por nenhuma mo, com exceo de uma. Levantar aquele vu, e entrar, sem 
ser mandado, no sagrado mistrio do santo dos santos, importava em morte. Pois acima do 
propiciatrio repousava a glria do Santssimo - glria a que homem algum podia olhar e viver. No 
dia do ano que era designado para ministrar no lugar santssimo, o sumo sacerdote, tremendo, 
entrava  presena de Deus, ao passo que nuvens de incenso velavam a seus olhos a glria. Por 
todo o ptio do templo silenciava tudo. Nenhum sacerdote
Pg. 438
ministrava no altar. A hoste de adoradores, curvados em silencioso respeito, orava implorando a 
misericrdia de Deus.
"Tudo isso lhes sobreveio como figuras, e esto escritas para aviso nosso, para quem j so 
chegados os fins dos sculos." I Cor. 10:11.

"O Senhor est no Seu santo templo;
Cale-se diante dEle toda a Terra." Hab. 2:20.

"O Senhor reina; tremam as naes.
Ele est entronizado entre os querubins; comova-se a Terra.
O Senhor  grande em Sio
E mais elevado que todas as naes.
Louvem o Teu nome, grande e tremendo,
Pois  santo." Sal. 99:1-3.

"O trono do Senhor est nos Cus;
Os Seus olhos esto atentos,
E as Suas plpebras provam os filhos dos homens." Sal. 11:4.
"Olhara desde o alto do Seu santurio;
Desde os Cus, o Senhor observou a Terra." Sal. 102:19.
"Da Sua morada contempla
Todos os moradores da Terra.
Ele  o que forma o corao de todos eles,
Que contempla todas as suas obras." Sal. 33:14 e 15.
"Tema toda a Terra ao Senhor;
Temam-nO todos os moradores do mundo." Sal. 33:8.

O homem no pode, mediante pesquisas, achar a Deus. Ningum, com mo presunosa, busque 
erguer o vu que Lhe oculta a glria. "Insondveis so os Seus juzos, e quo inescrutveis, os 
Seus caminhos!" Rom. 11:33.  uma prova de Sua misericrdia o ser oculto o Seu poder; pois 
erguer o vu que oculta a divina presena  morte. Nenhuma mente humana pode penetrar no 
retiro em que o Poderoso habita e opera. Unicamente aquilo que Ele acha por bem revelar 
podemos dEle compreender. A razo precisa reconhecer uma autoridade superior a ela. O corao 
e o intelecto precisam dobrar-se diante do grande Eu Sou.
37
O Falso e o Verdadeiro
na Educao
Pg. 439
O mentor intelectual na confederao do mal trabalha continuamente para manter afastadas as 
palavras de Deus, e apresentar as opinies dos homens. Ele quer que no ouamos a voz de 
Deus dizendo: "Este  o caminho; andai nele." Isa. 30:21. Mediante pervertidos processos 
educativos est ele fazendo o possvel para obscurecer a luz celeste.
Especulaes filosficas e pesquisas cientficas em que Deus no  reconhecido esto tornando 
cticos a milhares. Nas escolas de hoje so cuidadosamente ensinadas e amplamente expostas as 
concluses a que os doutos tm chegado em resultado de suas pesquisas cientficas; por outro 
lado  francamente dada a impresso de que, se esses homens esto certos, no o pode estar a 
Bblia. O ceticismo exerce atrao sobre o esprito humano. A juventude nele v uma 
independncia que lhe seduz a imaginao, e  iludida. Satans triunfa. Ele alimenta toda semente 
de dvida lanada no corao juvenil. Faz com que ela cresa e d frutos, e resulta em farta 
colheita de incredulidade.
Pg. 440
 por ser o corao humano to inclinado ao mal que se torna to perigoso semear o ceticismo 
nos espritos jovens. Seja o que for que enfraquea a f em Deus, rouba a alma do poder de 
resistir  tentao. Remove a nica salvaguarda real contra o pecado. Precisamos de escolas em 
que a juventude aprenda que a grandeza consiste em honrar a Deus mediante a revelao de Seu 
carter na vida diria. Necessitamos aprender acerca de Deus por meio de Sua Palavra e obras, a 
fim de nossa vida poder cumprir o Seu desgnio.
Autores Incrdulos
Para educar-se, muitos julgam ser essencial estudar os escritos dos autores incrdulos, visto essas 
obras conterem muitas brilhantes gemas de pensamento. Quem foi, porm, o autor dessas jias de 
pensamento? Deus, e unicamente Ele.  Ele a fonte de toda luz. Por que haveramos ento de 
vadear pela massa de erros contidos nas obras dos incrdulos, por amor de algumas verdades 
intelectuais, quando temos a verdade toda  nossa disposio?
Como os homens que se acham em guerra com o governo de Deus chegam a ficar de posse da 
sabedoria que por vezes manifestam? O prprio Satans foi educado nas cortes celestes, e tem o 
conhecimento do bem da mesma maneira que do mal. Mistura o precioso com o vil, e  isto que o 
habilita a enganar. Mas, pelo fato de se haver Satans revestido de roupagens de celeste 
esplendor, havemos de receb-lo como anjo de luz? O tentador tem agentes, educados segundo 
seus mtodos inspirados por seu esprito, e adaptados a sua obra. Cooperaremos ns com eles? 
Receberemos as obras desses instrumentos como essenciais  educao que desejamos obter?
Se o tempo e os esforos despendidos em buscar aprender as luminosas idias dos incrdulos 
fossem consagrados a estudar as preciosidades da Palavra de Deus, milhares dos que agora se 
acham assentados em trevas e sombras de morte se estariam regozijando na glria da Luz da 
vida.
Pg. 441
Saber Histrico e Teolgico
Muitos julgam ser essencial, como preparo para a obra crist, adquirir amplos conhecimentos dos 
escritos histricos e teolgicos. Supem que esse conhecimento lhes ser de utilidade no ensino 
do evangelho. Mas seu laborioso estudo das opinies dos homens tende a enfraquecer-lhes o 
ministrio, em vez de fortalec-lo. Quando vejo bibliotecas cheias de alentados volumes de 
conhecimentos de Histria e Teologia, penso: Por que gastar dinheiro naquilo que no  po? O 
sexto captulo de Joo nos diz mais do que se pode encontrar em tais obras. Cristo diz: "Eu sou o 
po da vida; Aquele que vem a Mim no ter fome; e quem cr em Mim nunca ter sede. Eu sou o 
po vivo que desceu do Cu; se algum comer desse po, viver para sempre. ... Aquele que cr 
em Mim tem a vida eterna. As palavras que Eu vos disse so Esprito e vida." Joo 6:35, 51, 47 e 
63.
H um estudo de Histria que no  condenvel. A histria sagrada era um dos estudos das 
escolas dos profetas. No registro de Seu trato com as naes, foram delineadas as pegadas de 
Jeov. Assim hoje em dia cumpre-nos considerar Seu trato com as naes da Terra. Devemos

"Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sbrios e esperai inteiramente na 
graa que se vos ofereceu na revelao de Jesus Cristo, como filhos obedientes, no vos 
conformando com as concupiscncias que antes havia em vossa ignorncia." I Ped. 1:13 e 14.
Pg. 442
ver na Histria o cumprimento da profecia, estudar as operaes da Providncia nos grandes 
movimentos de reforma, e entender o progresso dos acontecimentos ao ver as naes 
mobilizando-se para o final combate do grande conflito.
Tal estudo proporcionar amplas e compreensivas vises da vida. Auxiliar-nos- a entender 
alguma coisa de suas relaes e dependncias, quo maravilhosamente nos achamos ligados na 
grande fraternidade social e das naes, e em que grande medida a opresso e o aviltamento de 
um membro importam em prejuzo de todos.
Mas a Histria como  comumente estudada ocupa-se com os feitos dos homens, suas vitrias nas 
batalhas, seu xito na realizao do poder e da grandeza. Perde-se de vista a atuao de Deus 
nos negcios dos homens. Poucos so os que estudam o desenvolvimento de Seu desgnio no 
reerguimento e queda das naes.
E, em alto grau, a teologia, segundo  estudada e ensinada, no passa de um registro de 
especulaes humanas, servindo apenas para escurecer "o conselho com palavras sem 
conhecimento". J 38:2. Com demasiada freqncia o motivo de acumular esses muitos livros no 
 tanto o desejo de obter alimento para a mente e a alma, como a ambio de se relacionar com 
os filsofos e telogos, o desejo de apresentar ao povo o cristianismo em termos e frases eruditos.
Nem todos os livros escritos podem servir aos desgnios de uma vida santa. "Aprendei de Mim", 
disse o grande Mestre. "Tomai sobre vs o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e 
humilde de corao." Mat. 11:29. Vosso orgulho intelectual no vos ajudar em comunicar com as 
almas que esto perecendo por falta do po da vida. Em vosso estudo desses livros, estais 
permitindo que eles tomem o lugar das lies prticas que deveis estar aprendendo de Cristo. O 
povo no se alimenta com os resultados deste estudo. Bem pouco das pesquisas to fatigantes
Pg. 443
para a mente proporciona qualquer coisa de valioso para algum se tornar um bem-sucedido 
obreiro em favor de almas.
O Salvador veio "evangelizar os pobres". Luc. 4:18. Em Seus ensinos empregava os termos mais 
simples e os mais singelos smbolos. E foi dito que "a grande multido O ouvia de boa vontade". 
Mar. 12:37. Os que esto buscando fazer Sua obra neste tempo necessitam mais profunda viso 
das lies por Ele dadas.
As palavras do Deus vivo constituem a mais elevada educao. Os que ministram ao povo 
precisam comer do po da vida. Isso lhes dar vigor espiritual; estaro assim preparados para 
ajudar a todas as classes de gente.
Os Clssicos
Nos colgios e universidades, milhares de jovens consagram grande parte dos melhores anos da 
vida ao estudo do grego e do latim. E, enquanto se acham empenhados nesses estudos, a mente 
e o carter so moldados segundo os maus sentimentos da literatura pag, cuja leitura  em geral 
considerada parte essencial ao estudo dessas lnguas.
Os que esto familiarizados com os clssicos declaram que as tragdias gregas se acham repletas 
de incesto, homicdio, e sacrifcios humanos a deuses concupiscentes e vingativos. 
Incomparavelmente melhor seria para o mundo se a instruo obtida dessas fontes fosse 
dispensada. "Andar algum sobre as brasas, sem que se queimem os seus ps?" Prov. 6:28. 
"Quem do imundo tirar o puro? Ningum." J 14:4. Poderemos ento esperar que a juventude 
desenvolva carter cristo enquanto sua educao  moldada pelos ensinos daqueles que 
desafiam os princpios da Lei de Deus?
Pg. 444
Ao sacudirem de si as restries e imergirem em descuidosos divertimentos, dissipao e vcio, os 
estudantes no fazem mais que imitar aquilo que lhes  de contnuo apresentado  mente 
mediante esses estudos. H carreiras em que  necessrio o conhecimento do grego e do latim. 
Alguns precisam estudar essas lnguas. Mas o conhecimento das mesmas requerido para fins teis 
pode ser obtido sem o estudo de literatura corrupta e corruptora.
E o conhecimento do grego e do latim no  necessrio a muitos. O estudo das lnguas mortas 
deve ser secundrio s matrias que ensinam o devido uso de todas as faculdades fsicas e 
mentais.  tolice os estudantes dedicarem o tempo  aquisio de conhecimentos de lnguas 
mortas, ou de livros de quaisquer ramos, com prejuzo do preparo para os deveres prticos da 
vida.
Que levam consigo os estudantes ao deixarem a escola? Para onde vo? Que tero de fazer? 
Possuiro eles o conhecimento que os habilitar a ensinar outros? Tero sido educados para 
serem verdadeiros pais e mes? Podero colocar-se  frente de uma famlia como sbios 
instrutores? A nica educao digna desse nome  a que leva rapazes e moas a se tornarem 
semelhantes a Cristo, que os habilita a se desempenhar das responsabilidades da vida e dirigir sua 
famlia. Tal educao no se adquire pelo estudo dos clssicos pagos.
A Literatura Sensacionalista
Muitas das publicaes hoje se acham repletas de histrias sensacionais, que esto educando os 
jovens na impiedade, e conduzindo-os ao caminho da perdio. Muitas crianas na idade so 
velhos no conhecimento do crime. So incitadas ao mal pelos contos que lem. Ensaiam, na 
imaginao, os atos descritos, at que se lhes desperta a ambio de ver de que so capazes 
quanto a cometer crimes e escapar  pena.
Para a viva imaginao das crianas e jovens, as cenas
Pg. 445
descritas em imaginrias revelaes do futuro so realidades. Ao serem preditas revolues e 
descrita toda sorte de acontecimentos que derribam as barreiras da lei e da restrio ao prprio eu, 
muitos se possuem do esprito dessas imaginaes. So levados  prtica de crimes ainda piores, 
se possvel, que os descritos por esses escritores sensacionalistas. Mediante influncias assim a 
sociedade est se desmoralizando. As sementes da anarquia so amplamente difundidas. 
Ningum se maravilhe se a colheita de crimes  o fruto.
Obras de romance, frvolos e provocantes contos, pouco menos ruinosos so ao leitor. Talvez o 
autor professe ensinar uma lio de moral, pode entretecer na obra sentimentos religiosos; 
freqentemente, porm, isso no serve seno para velar a loucura e a vileza que se acham no 
fundo.
O mundo est inundado de livros repletos de erros sedutores. A juventude recebe como verdade 
aquilo que a Bblia denuncia como falso, e amam e se apegam a enganos que importam em runa 
para sua alma.
H obras de fico que foram escritas com o objetivo de ensinar verdades ou expor algum grande 
mal. Algumas dessas obras tm feito bem. Tm, por outro lado, operado indizvel dano. Encerram 
declaraes e descries altamente elaboradas, que despertam a imaginao e suscitam uma 
corrente de pensamentos repleta de perigo, especialmente para os jovens. As cenas descritas so 
repetidamente vividas em sua imaginao. Tais leituras incapacitam a mente para a utilidade, 
tornando-a inapta para os exerccios espirituais. Destroem o interesse na Bblia. As coisas 
celestiais pouco lugar encontram nos pensamentos.  medida que a mente se demora nas cenas 
de impureza descritas, desperta-se a paixo, e o fim  o pecado.
Mesmo a fico que no contm nenhuma sugesto de impureza, e que visa ensinar excelentes 
princpios,  nociva.
Pg. 446
Anima o hbito da leitura apressada e superficial, unicamente pela histria. Tende assim a destruir 
a faculdade de pensar com coerncia e vigor; incapacita a alma para contemplao dos grandes 
problemas do dever e do destino.
Alimentando o amor de mera distrao, a leitura de fico cria um desgosto pelos deveres prticos 
da vida. Por meio de seu poder estimulante e intoxicador,  freqente causa de enfermidades 
mentais e fsicas. Muito desgraado e negligenciado lar, muito invlido por toda a existncia, muito 
interno de asilo de alienados, chegou a esse estado mediante o hbito da leitura de romances.
Alega-se muitas vezes que, a fim de se desviar a juventude das leituras sensacionais e indignas, 
deveramos proporcionar-lhes melhor espcie de leitura de fico. Isso equivale a tentar a cura de 
um bbado dando-lhe, em lugar de usque ou aguardente, os intoxicantes mais brandos, como 
vinho, cerveja ou sidra. O uso desses animaria continuamente o desejo dos estimulantes mais 
fortes. A nica segurana para os bbados, bem como para o homem temperante,  a total 
abstinncia. A mesma regra se aplica ao amante de fico. Sua nica segurana  a total 
abstinncia.
Mitos e Contos de Fadas
Na educao das crianas e dos jovens, d-se agora importante lugar aos contos de fadas, mitos e 
histrias imaginrias. Usam-se nas escolas livros desta natureza, e encontram-se tambm os 
mesmos em muitos lares. Como podem pais cristos permitir que seus filhos usem livros to 
cheios de mentiras? Quando as crianas pedem a explicao de histrias to contrrias aos 
ensinos recebidos de seus pais, a resposta  que essas histrias no so verdadeiras; mas isso 
no dissipa os maus resultados de seu uso. As idias apresentadas nesses
Pg. 447
livros desencaminham as crianas. Comunicam falsas idias da vida, suscitando e nutrindo o 
desejo pelo irreal.
O vasto uso desses livros em nossos dias  uma das astutas maquinaes de Satans. Ele est 
procurando desviar a mente, tanto de idosos como de jovens, da grande obra da formao do 
carter. Pretende que nossas crianas e jovens sejam devastados pelos enganos destruidores da 
alma com que ele est enchendo o mundo. Portanto, busca desviar-lhes a mente da Palavra de 
Deus, impedindo-os assim de obter o conhecimento das verdades que os salvaguardariam.
Nunca deveriam ser colocados nas mos da infncia e da juventude livros que contenham uma 
perverso da verdade. No permitamos que nossos filhos, no prprio processo de adquirir 
educao, recebam idias que se demonstraro sementes de pecado. Se os de esprito 
amadurecido nada tiverem que ver com tais livros, achar-se-o, mesmo eles, muito mais a salvo, e 
seu exemplo bem como sua influncia do lado do correto tornaria muito menos difcil guardar a 
juventude da tentao.
Temos abundncia do que  real, do que  divino. Os que tm sede de conhecimento no 
precisam dirigir-se a fontes poludas. Diz o Senhor:

"Inclina o teu ouvido, e ouve as palavras dos sbios,
E aplica o teu corao  Minha cincia.
Para que a tua confiana esteja no Senhor,
A ti tas fao saber hoje. ...

"Porventura, no te escrevi excelentes coisas
Acerca de todo conselho e conhecimento,
Para te fazer saber a certeza das palavras de verdade,
Para que possas responder palavras de verdade aos que te enviarem?"
Prov. 22:17, 19-21.

"Ele estabeleceu um testemunho em Jac,
E ps uma lei em Israel,
Pg. 448
E ordenou aos nossos pais
Que a fizessem conhecer a seus filhos, ...
Mostrando  gerao futura os louvores do Senhor,
Assim como a Sua fora e as maravilhas que fez.

"Para que a gerao vindoura a soubesse;
Os filhos que nascessem se levantassem
E as contassem a seus filhos;
Para que pusessem em Deus a sua esperana." Sal. 78:5, 4, 6 e 7.

"A bno do Senhor  que enriquece;
E no acrescenta dores." Prov. 10:22.
O Ensino de Cristo
Assim tambm Cristo apresentou os princpios da verdade no evangelho. Podemos, em Seus 
ensinos, beber das puras correntes que brotam do trono de Deus. Cristo poderia haver 
comunicado aos homens conhecimentos que ultrapassariam a quaisquer revelaes anteriores, 
deixando para trs todas as outras descobertas. Poderia haver descerrado mistrio aps mistrio, 
e fazer concentrar em torno dessas maravilhosas revelaes o ativo e diligente pensamento das 
sucessivas geraes at ao fim do tempo. Do ensino da cincia da salvao, no tirou um 
momento. Seu tempo, Suas faculdades e Sua vida s eram apreciadas e empregadas em prol da 
salvao das almas humanas. Ele viera buscar e salvar o que se tinha perdido, e no Se desviaria 
de Seu propsitos. No permitiria que coisa alguma O distrasse.
Cristo s comunicava o conhecimento que podia ser utilizado. As instrues que dava ao povo 
limitavam-se s prprias necessidades que tinham na vida prtica. No satisfazia  curiosidade 
que os levava a ir ter com Ele com indagadoras perguntas. Todas essas perguntas em ocasies 
para
Pg. 449
solenes, fervorosos e vitais apelos. Aos que se mostravam to ansiosos de colher da rvore do 
conhecimento, oferecia o fruto da rvore da vida. Encontravam cerrados todos os caminhos que 
no fossem aqueles que conduzem a Deus. Fechadas estavam todas as fontes, a no ser a da 
vida eterna.
Nosso Salvador no animava ningum a freqentar as escolas dos rabinos de Sua poca, pelo fato 
de que a mente se corromperia com o continuamente repetido: "Dizem", ou: "Foi dito". Como, pois, 
devemos ns aceitar as instveis palavras humanas como exaltada sabedoria, quando se encontra 
ao nosso alcance uma sabedoria maior e infalvel?
O que tenho visto das coisas eternas, bem como o que tenho testemunhado da fraqueza da 
humanidade, tem-me impressionado profundamente o esprito e influenciado a obra de minha vida. 
Nada vejo por que seja o homem louvado ou glorificado. No vejo razo alguma para que as 
opinies dos sbios mundanos e dos chamados grandes homens devam merecer confiana e ser 
exaltadas. Como podem aqueles que se acham destitudos de divina iluminao possuir idias 
acertadas quanto aos planos e aos caminhos de Deus? Eles ou O negam inteiramente e passam 
por alto Sua existncia, ou limitam-Lhe o poder segundo suas prprias finitas concepes.
Prefiramos ser instrudos por Aquele que criou os cus e a Terra, que ps por ordem as estrelas no 
firmamento, e ao Sol e  Lua designou a sua obra.
 justo que a juventude sinta dever atingir o mais alto desenvolvimento das faculdades mentais. 
No quereramos restringir a educao a que Deus no ps limites. Mas nossas realizaes de 
nada valero se no forem utilizadas para honra de Deus e bem da humanidade.
No  bom sobrecarregar a mente de estudos que exigem intensa aplicao, mas que no so 
introduzidos na vida
Pg. 450
prtica. Tal educao ser prejudicial ao estudante. Pois esses estudos diminuem o desejo e a 
inclinao para aqueles outros que o habilitariam a ser til, e o tornariam capaz de se 
desempenhar de suas responsabilidades. Um preparo prtico  muito mais valioso que qualquer 
soma de teoria. No  suficiente possuir conhecimentos. Precisamos ter habilidade para empreg-
los devidamente.
O tempo, os meios e o estudo que tantos gastam para obter uma educao relativamente intil 
deviam ser consagrados em adquirir um preparo que os tornasse homens e mulheres prticos, 
aptos a assumir as responsabilidades da vida. Tal educao teria o mais alto valor.
O que precisamos  de conhecimento que robustea a mente e a alma, que nos torne homens e 
mulheres melhores. A educao do corao  de valor incomparavelmente maior que o mero saber 
dos livros.  bom, essencial mesmo, possuir conhecimento do mundo em que vivemos; mas se 
deixarmos a eternidade fora de nossas cogitaes, sofreremos um fracasso de que jamais nos 
poderemos reabilitar.
Um estudante pode consagrar todas as suas faculdades  aquisio de conhecimento; mas, a 
menos que possua conhecimento de Deus, a menos que obedea s leis que lhe governam o ser, 
destruir-se-. Mediante hbitos errneos, perde a faculdade da apreciao de si mesmo; perde o 
domnio prprio. No lhe  possvel raciocinar acertadamente quanto ao que mais intimamente o 
interessa.  descuidado e irracional no tratamento da mente e do corpo. Mediante a negligncia no 
cultivo dos justos princpios, arruna-se tanto para este mundo como para o futuro.
Se a juventude compreendesse a prpria fraqueza, buscaria em Deus a sua fora. Se os jovens 
buscarem ser ensinados por Ele, se tornaro sbios em Sua sabedoria, a vida lhes ser frutfera 
em bnos para o mundo. Se, porm, dedicarem a mente a mero estudo especulativo e 
mundano, separando-se assim de Deus, perdero tudo quanto enriquece a vida.
38
A Importncia de Buscar o Verdadeiro Conhecimento
Pg. 451
Necessitamos entender mais claramente o que est em jogo no grande conflito em que nos 
achamos empenhados. Precisamos compreender com mais plenitude o valor das verdades da 
Palavra de Deus, e o perigo de permitir que nosso esprito seja delas desviado pelo grande 
enganador.
O infinito valor do sacrifcio requerido para nossa redeno revela que o pecado  um tremendo 
mal. Pelo pecado, perturba-se todo o organismo humano, a mente  pervertida, corrompida a 
imaginao. O pecado tem degradado as faculdades da alma. As tentaes exteriores encontram 
eco no corao, e os ps se volvem imperceptivelmente para o mal.
Como foi completo o sacrifcio feito em nosso favor, assim deve ser a nossa restaurao do 
aviltamento do pecado. Nenhum ato de impiedade ser desculpado pela lei de Deus; injustia 
alguma lhe pode escapar  condenao. A tica evanglica no reconhece nenhuma norma seno 
a perfeio do carter divino. A vida de Cristo foi um perfeito cumprimento de todo preceito da lei. 
Ele disse: "Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." Joo 15:10.
Pg. 452
Sua vida  nosso exemplo de obedincia e servio. Somente Deus pode renovar o corao. "Deus 
 o que opera em vs tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade." Filip. 2:13. Mas 
-nos ordenado: "Operai a vossa salvao com temor e tremor." Filip. 2:12.
A Obra que Exige Nosso Pensamento
No se podem endireitar os erros, nem operar reformas na conduta mediante alguns fracos e 
intermitentes esforos. A formao do carter no  obra de um dia, nem de um ano, mas de uma 
existncia. A luta pela conquista do eu, pela santidade e o Cu,  uma luta que se prolonga por 
toda a vida. Sem contnuo esforo e atividade constante, no pode haver progresso nem ganho da 
coroa da vitria.
A mais vigorosa prova da queda do homem de uma mais elevada condio  o quanto lhe custa 
retroceder. O caminho de volta s pode ser conquistado por meio de renhida luta, palmo a palmo, 
hora a hora. Num momento, por uma ao precipitada, desprecavida, podemos lanar-nos sob o 
poder do mal; requer, porm, mais que um momento o quebrar as cadeias e atingir a uma vida 
mais santa. Pode-se formar o desgnio, comear a obra; sua realizao, porm, requerer fadiga, 
tempo, perseverana, pacincia e sacrifcio.
No nos podemos permitir o agir por impulso. No podemos estar despercebidos nem por um 
momento. Assaltados por inmeras tentaes, devemos resistir firmes, ou seremos vencidos. Se 
chegssemos ao fim da vida com nossa obra por fazer, isso importaria em perda eterna.
A vida do apstolo Paulo foi um constante conflito com o prprio eu. Ele disse: "Cada dia morro." I 
Cor. 15:31. Sua vontade e seus desejos lutavam cada dia com o dever e a
Pg. 453
vontade de Deus. Em vez de seguir a inclinao, ele fazia a vontade de Deus, embora crucificando 
a prpria natureza.
Ao fim de sua vida de conflito, olhando para trs, s lutas e triunfos da mesma, pde dizer: 
"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a f. Desde agora, a coroa da justia me est 
guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dar naquele dia." II Tim. 4:7 e 8.
A vida crist  uma batalha e uma marcha. Nesta guerra no h trgua; o esforo deve ser 
contnuo e perseverante.  assim fazendo que mantemos a vitria sobre as tentaes de Satans. 
A integridade crist deve ser buscada com irresistvel energia, e mantida com resoluta fixidez de 
propsito.
Ningum ser levado para o alto sem rduo e perseverante esforo em prol de si mesmo. Todos 
tm de se empenhar por si nessa luta; nenhuma outra pessoa pode combater os nossos combates. 
Somos individualmente responsveis pelos resultados do conflito; ainda que No, J e Daniel 
estivessem na Terra, no poderiam, por sua justia, livrar nem filho nem filha.
A Cincia a Ser Dominada
H uma cincia do cristianismo a ser dominada - cincia to mais profunda, vasta e alta que 
qualquer cincia humana, como os cus so mais elevados do que a Terra. A mente deve ser 
disciplinada, educada, exercitada; pois nos cumpre fazer servio para Deus por maneiras que no 
se acham em harmonia com nossa inclinao inata. As tendncias hereditrias e cultivadas para o 
mal devem ser vencidas. Muitas vezes, a educao e as prticas de toda uma existncia devem 
ser rejeitadas para que a pessoa se possa tornar um aprendiz na escola de Cristo. Nosso corao 
deve ser educado em se firmar
Pg. 454
em Deus. Cumpre-nos formar hbitos de pensamento que nos habilitem a resistir  tentao. 
Devemos aprender a olhar para cima. Os princpios da Palavra de Deus - princpios to elevados 
como o cu e que abrangem a eternidade - cumpre-nos compreend-los em sua relao para com 
a nossa vida diria. Cada ato, cada palavra, cada pensamento deve estar de acordo com esses 
princpios. Tudo deve ser posto em harmonia com Cristo, e a Ele sujeito.
As preciosas graas do Esprito Santo no se desenvolvem num momento. nimo, fortaleza, 
mansido, f e inabalvel confiana no poder de Deus para salvar so adquiridos mediante a 
experincia de anos. Por uma vida de santo esforo e firme apego ao direito, devem os filhos de 
Deus selar seu destino.
No H Tempo a Perder
No temos tempo a perder. No sabemos quo presto nosso tempo de graa pode se encerrar. 
Quando muito, no teremos seno o curto espao de uma existncia aqui, e no sabemos quo 
breve a seta da morte pode nos ferir o corao. No sabemos quo pronto seremos chamados a 
abandonar o mundo e todos os seus interesses. Estende-se diante de ns a eternidade. A cortina 
est a ponto de se erguer. Uns poucos anos apenas, e para todos os que ora so contados entre 
os vivos, sair o decreto: "Quem  injusto faa injustia ainda; e quem est sujo suje-se ainda; e 
quem  justo faa justia ainda; e quem  santo seja santificado ainda." Apoc. 22:11.
Estamos ns preparados? Conhecemos a Deus, o Governador do Cu, o Legislador, e a Jesus 
Cristo a quem Ele enviou ao mundo como Seu representante? Quando a obra de nossa vida 
terminar, estaremos aptos a dizer, como Cristo, nosso exemplo: "Eu glorifiquei-Te na Terra, tendo 
consumado a obra que Me deste a fazer. Manifestei o Teu nome"? Joo 17:4 e 6.
Os anjos de Deus nos esto procurando atrair de ns mesmos e das coisas terrenas. No os faais 
trabalhar em vo.
Pg. 455
As mentes que tm liberado as rdeas do pensamento precisam mudar. "Cingindo os lombos do 
vosso entendimento, sede sbrios e esperai inteiramente na graa que se vos ofereceu na 
revelao de Jesus Cristo, como filhos obedientes, no vos conformando com as concupiscncias 
que antes havia em vossa ignorncia; mas, como  santo Aquele que vos chamou, sede vs 
tambm santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito est: Sede santos, porque Eu 
sou santo." I Ped. 1:13-16.
Os pensamentos devem se concentrar em Deus. Devemos exercer diligente esforo para vencer 
as ms tendncias do corao natural. Nossos esforos, nossa abnegao e perseverana devem 
ser proporcionais ao infinito valor do objetivo que perseguimos. Unicamente vencendo como Cristo 
venceu, havemos de alcanar a coroa da vida.
A Necessidade de Renncia
O maior perigo do homem est em se enganar a si mesmo, em condescender com a presuno, 
separando-se assim de Deus, a fonte de sua fora. A menos que sejam corrigidas pelo Santo 
Esprito de Deus, nossas tendncias naturais encerram em si mesmas os germes da morte. A 
menos que nos ponhamos em uma ligao vital com Deus, no podemos resistir aos profanos 
efeitos da satisfao prpria, do amor de ns mesmos e da tentao para pecar.
Para que possamos receber auxlio de Cristo, devemos compreender nossa necessidade. Cumpre-
nos conhecer-nos verdadeiramente. Unicamente ao que se reconhece pecador, pode Cristo salvar. 
S quando vemos nosso inteiro desamparo e renunciamos a toda confiana prpria, lanaremos 
mo do poder divino.
No  apenas no incio da vida crist que se deve fazer essa renncia. A cada passo de avano 
em direo ao Cu, ela deve ser renovada. Todas as nossas boas obras so dependentes de um 
poder fora de ns; deve haver portanto um constante anelo do corao para Deus, uma contnua e 
fervorosa confisso de pecado, e humilhao da alma perante Ele.
Pg. 456
Cercam-nos perigos; e s estamos a salvo quando sentimos nossa fraqueza, e nos apegamos com 
a segurana da f ao nosso poderoso Libertador.
Fonte do Verdadeiro Conhecimento
Devemos desviar-nos de mil assuntos que nos convidam a ateno. H assuntos que nos 
consomem tempo e suscitam indagaes, mas acabam em nada. Os mais elevados interesses 
exigem a acurada ateno e a energia que so tantas vezes dispensadas a coisas relativamente 
insignificantes.
O aceitar teorias novas no traz em si nova vida  alma. Mesmo o relacionar-se com fatos e teorias 
importantes em si mesmos  de pouco valor a no ser que sejam postos em uso prtico. 
Precisamos sentir nossa responsabilidade de proporcionar  prpria alma alimento que nutra e 
incentive a vida espiritual.

"Para fazeres atento  sabedoria o teu ouvido,
E para inclinares o teu corao ao entendimento,
Se como a prata a buscares
E como a tesouros escondidos a procurares,
Ento, entenders o temor do Senhor
E achars o conhecimento de Deus.
Ento, entenders justia, e juzo,
E eqidade, e todas as boas veredas.
Porquanto a sabedoria entrar no teu corao,
E o conhecimento ser suave  tua alma.
O bom siso te guardar,
E a inteligncia te conservar." Prov. 2:2, 4, 5, 9-11.
A sabedoria " rvore da vida para os que a seguram, 
E bem-aventurados so todos os que a retm". Prov. 3:18.

A questo que devemos estudar : "Qual  a verdade - a verdade que deve ser acariciada, amada, 
honrada e obedecida?" Os adeptos da cincia tm ficado derrotados e abatidos quanto a seus 
esforos para encontrar a Deus. O que eles devem inquirir nestes dias : "Qual  a verdade que 
nos habilitar a obter a salvao de nossa alma?"
Pg. 457
"Que pensais vs de Cristo?" - eis a toda-importante questo. Vs O recebeis como um Salvador 
pessoal? A todos quantos O recebem, Ele d poder de se tornarem filhos de Deus.
Cristo revelou Deus a Seus discpulos de modo que lhes operou no corao uma obra especial, tal 
qual Ele deseja realizar em nosso corao. Muitos h que, detendo-se demasiadamente na teoria, 
tm perdido de vista o poder vivo do exemplo do Salvador. Deixaram de v-Lo como o humilde e 
abnegado obreiro. O que eles necessitam  contemplar a Jesus. Necessitamos diariamente uma 
nova revelao de Sua presena. Cumpre-nos seguir-Lhe mais de perto o exemplo de renncia e 
sacrifcio.
Carecemos da experincia possuda por Paulo ao escrever: "Estou crucificado com Cristo; e vivo, 
no mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na f do Filho de 
Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim." Gl. 2:20.
O conhecimento de Deus e de Jesus Cristo expresso no carter  uma exaltao superior a tudo 
mais que se estime na Terra e no Cu.  a suprema educao.  a chave que abre as portas da 
cidade celestial. Deus designa que todos quantos se revestem de Cristo possuam esse 
conhecimento.
39
O Conhecimento Recebido Mediante a Palavra de Deus
Pg. 458
A Bblia toda  uma revelao da glria de Deus em Cristo. Recebida, crida e obedecida, ela  o 
grande instrumento na transformao do carter.  o grande estmulo, a constrangedora fora que 
vivifica as faculdades fsicas, mentais e espirituais, dando  existncia a devida orientao.
O motivo por que os jovens, e mesmo os de idade madura, so to facilmente induzidos  tentao 
e ao pecado  no estudarem a Palavra de Deus, nem meditarem nela como devem. A falta de 
firme e decidida fora de vontade que se manifesta na vida e no carter  resultante de negligncia 
das sagradas instrues da Palavra de Deus. Eles no dirigem, mediante diligente esforo, a 
mente quilo que lhes inspiraria pensamentos puros, santos, desviando-a do que  impuro e falso. 
H poucos que escolham a melhor parte, que, qual Maria, se assentem aos ps de Jesus, a fim de 
aprender do divino Mestre. Poucos entesouram Suas palavras no corao, e as praticam na vida.
Pg. 459
Recebidas, as verdades bblicas elevaro a mente e a alma. Se a Palavra de Deus fosse apreciada 
como deveria ser, tanto os jovens como os idosos possuiriam uma retido interior, uma firmeza de 
princpios que os habilitariam a resistir  tentao.
Ensinem os homens e escrevam as preciosas coisas das Santas Escrituras. Sejam o pensamento, 
a aptido, o penetrante exerccio da potncia cerebral empregados no estudo dos pensamentos de 
Deus. No estudeis a filosofia das conjeturas
Pg. 460
humanas, mas a dAquele que  a verdade. Nenhuma outra literatura pode se comparar com esta 
em valor.
A mente terrena no encontra prazer na contemplao da Palavra de Deus; mas, para a que foi 
renovada pelo Esprito Santo, irradiam da pgina sagrada divina beleza e luz celestial. Aquilo que, 
para o esprito terreno, era um deserto,  mente espiritual se torna uma terra de correntes vivas.
O conhecimento de Deus segundo a revelao de Sua Palavra, eis o que deve ser dado a nossos 
filhos. Desde os primeiros lampejos da razo, eles devem ser postos em contato familiar com o 
nome e a vida de Jesus. As primeiras lies devem ensinar-lhes que Deus  seu Pai. Seu primeiro 
exerccio, a obedincia de amor. Reverente e ternamente lhes seja lida e repetida a Palavra de 
Deus, em pores apropriadas a sua compreenso e de molde a despertar o interesse. E, acima 
de tudo, fazei com que aprendam acerca de Seu amor segundo  revelado em Cristo, e a grande 
lio do mesmo: "Se Deus assim nos amou, tambm ns devemos amar uns aos outros." I Joo 
4:11.
Faa a juventude da Palavra de Deus o alimento do esprito e da alma. Torne-se a cruz de Cristo a 
cincia de toda educao, o centro de todo ensino e estudo. Seja ela introduzida na experincia 
diria da vida prtica. Assim se tornar o Salvador para os jovens o companheiro e amigo de cada 
dia. Todo pensamento ser levado cativo  obedincia de Cristo. Como o apstolo Paulo, devero 
poder dizer: "Longe esteja de mim gloriar-me, a no ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, 
pela qual o mundo est crucificado para mim e eu, para o mundo." Gl. 6:14.

"Tambm os Teus testemunhos so o meu prazer e os meus conselheiros." Sal. 119:24.
Pg. 461
Assim, mediante a f, eles chegam a conhecer a Deus com um conhecimento experimental. Tm 
provado por si mesmos a realidade de Sua Palavra, a veracidade de Suas promessas. Tm 
provado, e visto que o Senhor  bom.
O amado Joo tinha conhecimento adquirido pela prpria experincia. Pde testificar: "O que era 
desde o princpio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mos 
tocaram da Palavra da vida (porque a Vida foi manifestada, e ns a vimos, e testificamos dela, e 
vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada), o que vimos e 
ouvimos, isso vos anunciamos, para que tambm tenhais comunho conosco; e a nossa 
comunho  com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo." I Joo 1:1-3.
Assim cada qual  capaz de, mediante a prpria experincia, confirmar "que Deus  verdadeiro". 
Joo 3:33. Ele pode testificar daquilo que por si mesmo tem visto e ouvido e sentido do poder de 
Cristo. Pode testificar: "Eu necessitava de auxlio, e o encontrei em Jesus. Toda necessidade foi 
suprida, satisfeita a fome de minha alma; a Bblia  para mim a revelao de Cristo. Creio em 
Jesus porque Ele me  um divino Salvador. Creio na Bblia porque achei nela a voz de Deus a 
minha alma."
Aquele que adquiriu certo conhecimento de Deus e de Sua Palavra mediante a prpria experincia 
acha-se apto a empenhar-se no estudo da cincia natural. Est escrito a respeito de Cristo: "NEle, 
estava a vida e a vida era a luz dos homens." Joo 1:4. Antes da entrada do pecado, Ado e Eva 
no den, estavam circundados por uma bela e resplandecente luz - a luz de Deus. Essa luz 
iluminava tudo de que eles se aproximavam. Nada havia que lhes obscurecesse a percepo do
Pg. 462
carter ou das obras de Deus. Quando, porm, cederam ao tentador, a luz se retirou deles. 
Perdendo as vestes da santidade, perderam a luz que havia iluminado a Natureza. No mais a 
podiam ler direito. No podiam discernir o carter de Deus em Suas obras. Assim hoje, o homem 
no pode por si mesmo ler devidamente o ensino da Natureza. A menos que seja guiado por 
sabedoria divina, exalta-a e a suas leis acima do Deus que a criou.  por isso que as idias 
meramente humanas quanto  cincia tantas vezes contradizem o ensino da Palavra de Deus. 
Mas, para os que recebem a luz da vida de Cristo, a Natureza novamente se ilumina. Na luz que se 
irradia da cruz, -nos possvel interpretar devidamente o ensino da Natureza.
Aquele que conhece a Deus e a Sua Palavra por experincia pessoal tem uma firme f na origem 
divina das Santas Escrituras. Tem provado que a Palavra de Deus  a verdade, e que a verdade 
no se pode nunca contradizer a si mesma. No prova a Bblia pelas idias e a cincia humanas; 
submete-as, a estas,  prova da infalvel norma. Sabe que, na verdadeira cincia, nada pode haver 
que esteja em contradio com o ensino da Palavra; uma vez que procedem ambas do mesmo 
Autor, a verdadeira compreenso delas demonstrar sua harmonia. Seja o que for, nos chamados 
ensinos cientficos, que contradiga o testemunho da Palavra de Deus no passa de conjetura 
humana.
A esse estudante, a pesquisa cientfica abrir vastos campos de pensamentos e informaes. Ao 
ele contemplar as coisas da Natureza, advm-lhe uma nova percepo da verdade. O livro da 
Natureza e a Palavra escrita derramam luz um sobre o outro. Ambos o fazem relacionar-se melhor 
com Deus, ensinando-lhe o que concerne ao Seu carter e s leis por meio das quais Ele opera.
A experincia do salmista pode ser obtida por todos mediante o recebimento da Palavra de Deus 
atravs da Natureza e da Revelao. Diz ele:
Pg. 463
"Tu, Senhor, me alegraste com os Teus feitos;
Exultarei nas obras das Tuas mos." Sal. 92:4.
"A Tua misericrdia, Senhor, est nos cus,
E a Tua fidelidade chega at s mais excelsas nuvens.
A Tua justia  como as grandes montanhas;
Os Teus juzos so um grande abismo. ..." Sal. 36:5 e 6.

"Quo preciosa ,  Deus, a Tua benignidade! ...
Os filhos dos homens se abrigam  sombra das Tuas asas. ...
E os fars beber da corrente das Tuas delcias;
Porque em Ti est o manancial da vida;
Na Tua luz veremos a luz." Sal. 36:7-9.

"Bem-aventurados os que trilham caminhos retos
E andam na lei do Senhor.
Bem-aventurados os que guardam os Seus testemunhos
E O buscam de todo o corao." Sal. 119:1 e 2.

"Como purificar o jovem o seu caminho?
Observando-o conforme a Tua Palavra.
Escolhi o caminho da verdade;
Propus-me seguir os Teus juzos." Sal. 119:9 e 30.
"Escondi a Tua Palavra no meu corao,
Para eu no pecar contra Ti.
E andarei em liberdade,
Pois busquei os Teus preceitos." Sal. 119:11 e 45.

"Desvenda os meus olhos,
Para que veja as maravilhas da Tua lei.
Tambm os Teus testemunhos so o meu prazer
E os meus conselheiros.
Melhor  para mim a lei da Tua boca
Do que inmeras riquezas em ouro ou prata." Sal. 119:18, 24 e 72.

"Oh! Quanto amo a Tua lei!
 a minha meditao em todo o dia!
Maravilhosos so os Teus testemunhos;
Por isso, a minha alma os guarda.
Os Teus estatutos tm sido os meus cnticos
No lugar das minhas peregrinaes." Sal. 119:97, 129 e 54.

"A Tua Palavra  muito pura;
Por isso, o Teu servo a ama." Sal. 119:140.
Pg. 464
"A Tua Palavra  a verdade desde o princpio,
E cada um dos Teus juzos dura para sempre." Sal. 119:160.

"Viva a minha alma e louvar-Te-;
Ajudem-me os Teus juzos." Sal 119:175.
"Muita paz tm os que amam a Tua lei,
E para eles no h tropeo." Sal. 119:165.

"Senhor, tenho esperado na Tua salvao
E tenho cumprido os Teus mandamentos.
A minha alma tem observado os Teus testemunhos;
Amo-os extremamente." Sal. 119:166 e 167.

"A exposio das Tuas palavras d luz
E d entendimento aos smplices.
Tu, pelos Teus mandamentos,
Me fazes mais sbio que meus inimigos,
Pois esto sempre comigo.
Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres,
Porque medito nos Teus testemunhos.
Sou mais prudente do que os velhos,
Porque guardo os Teus preceitos.
Pelos Teus testemunhos, alcancei entendimento;
Pelo que aborreo todo falso caminho.
Os Teus testemunhos tenho eu tomado por herana para sempre,
Pois so o gozo do meu corao." Sal. 119:130, 98-100, 104 e 111.
Mais Claras Revelaes de Deus
Pertence-nos o privilgio de esforar-nos por alcanar mais e mais claras revelaes do carter de 
Deus. Quando Moiss orou: "Rogo-Te que me mostres a Tua glria" (xo. 33:18), o Senhor no o 
repreendeu, mas concedeu-lhe a petio. Declarou a Seu servo: "Eu farei passar toda a Minha 
bondade por diante de ti e apregoarei o nome do Senhor diante de ti." xo. 33:19.
 o pecado que nos obscurece a mente e enfraquece as percepes.  medida que nosso corao 
 expurgado do mal, a
Pg. 465
luz do conhecimento da glria de Deus na face de Jesus Cristo, iluminando-Lhe a Palavra e 
refletindo-se na face da Natureza, declar-Lo- mais e mais amplamente "misericordioso e 
piedoso, tardio em iras e grande em beneficncia e verdade". xo. 34:6.
Em Sua luz veremos a luz, at que a mente, o corao e a alma sejam transformados  imagem de 
Sua santidade.
Para aqueles que assim lanam mo das divinas afirmaes da Palavra de Deus, h maravilhosas 
possibilidades. Acham-se perante eles vastos campos de verdade, amplas fontes de poder. 
Revelar-se-o coisas gloriosas. Tornar-se-o manifestos privilgios e deveres de cuja presena na 
Bblia eles nem sequer suspeitavam. Todos quantos trilham o caminho da humilde obedincia, 
cumprindo Seu desgnio, conhecero mais e mais dos orculos de Deus.
O estudante faa da Bblia o seu guia, e fique firme ao lado dos princpios, e lhe  dado aspirar a 
qualquer altura. Todas as filosofias da natureza humana tm conduzido  confuso e vergonha 
quando Deus deixou de ser reconhecido como tudo em todos. Mas a preciosa f inspirada por 
Deus comunica vigor e nobreza ao carter.  medida que nos detemos sobre Sua bondade, Sua 
misericrdia e Seu amor, mais e mais clara ser a

"Tu, pelos Teus mandamentos, me fazes mais sbio que meus inimigos, pois esto sempre 
comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos Teus 
testemunhos. Sou mais prudente do que os velhos, porque guardo os Teus preceitos." Sal. 119:98-
100.
Pg. 466
percepo da verdade, mais elevado e santo ser o desejo de pureza de corao e clareza de 
pensamento. A alma que permanece na pura atmosfera dos pensamentos santos,  transformada 
pela comunicao com Deus por meio do estudo de Sua Palavra. A verdade  to ampla, de to 
vasto alcance, to profunda e larga, que se perde de vista o prprio eu. O corao  enternecido, 
rendendo-se  humildade, bondade e amor.
E as faculdades naturais so ampliadas em virtude da santa obedincia. Os estudantes podem sair 
do estudo da Palavra da vida com o esprito dilatado, elevado, enobrecido. Se, como Daniel, eles 
so ouvintes e praticantes da Palavra de Deus, podem, como ele, avanar em todos os ramos do 
saber. Sendo puros de mente, tornar-se-o tambm mentalmente poderosos. Toda faculdade 
intelectual ser vivificada. Podero educar-se e disciplinar-se a si mesmos de tal maneira que 
todos dentro da esfera de sua influncia ho de ver o que pode ser o homem, e o que pode realizar 
quando em ligao com o Deus de sabedoria e poder.
Educao na Vida Eterna
A obra de nossa existncia aqui  um preparo para a vida eterna. A educao principiada na Terra 
no se completar nesta vida; prosseguir por toda a eternidade - sempre em progresso, sem 
nunca se completar. Mais e mais amplamente se revelaro a sabedoria e o amor de Deus no plano 
da redeno. Ao guiar Seus filhos s fontes das guas vivas, o Salvador lhes comunicar 
abundncia de conhecimentos. E dia a dia as maravilhosas obras de Deus, as provas de Seu 
poder na criao e manuteno do Universo, desdobrar-se-o perante seu esprito em uma nova 
beleza.  luz que irradia do trono, desaparecero os mistrios, e a alma se encher de espanto em 
face da simplicidade das coisas antes no compreendidas.
Vemos agora por espelho, obscuramente; mas ento, face a face; agora conhecemos em parte; 
mas ento havemos de conhecer como tambm somos conhecidos.
VIII. As Necessidades do Trabalhador
"Sobe a Mim a este Monte." Deut. 10:1.
40
Auxlio na Vida Diria
Pg. 467
Pg. 468
Pg. 469
H uma eloqncia mais poderosa do que a eloqncia de meras palavras na tranqila e coerente 
vida do puro e verdadeiro cristo. O que o homem  tem mais influncia do que o que ele diz.
Os guardas que haviam sido enviados a Jesus voltaram dizendo que jamais homem algum tinha 
falado como Ele. Mas o segredo estava em que jamais homem algum tinha vivido como Ele viveu. 
Tivesse sido outra a Sua vida e no poderia ter falado como falou. Suas palavras traziam consigo 
fora convincente, porque brotavam de um corao puro e santo, cheio de amor e simpatia, 
benevolncia e verdade.
 nosso carter e experincia que determinam nossa influncia sobre o prximo. A fim de 
convencer os outros acerca do poder da graa de Cristo, devemos ter experimentado o Seu poder 
em nosso prprio corao e vida. O Evangelho que apresentamos para a salvao das almas deve 
ser o Evangelho pelo qual ns mesmos sejamos salvos. S por uma f viva em Cristo como 
Salvador pessoal  que se torna possvel fazer sentir nossa influncia num mundo incrdulo. Se 
queremos retirar os
Pg. 470
pecadores da impetuosa corrente, devemos firmar os ps sobre a Rocha, Jesus Cristo.
A divisa do cristianismo no  um sinal exterior; no consiste em trazer uma cruz ou coroa, mas 
sim em tudo o que revela a unio do homem com Deus. Pelo poder da Sua graa manifestado na 
transformao do carter, o mundo ser convencido de que Deus enviou Seu Filho como 
Redentor. Nenhuma influncia que possa rodear a alma tem mais poder do que a de uma vida 
abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho  um cristo que sabe amar e  amvel.
A Disciplina da Prova
Para viver tal vida, para exercer tal influncia, requer-se, a cada passo, esforo, abnegao e 
disciplina.  porque assim no compreendem que muitos to facilmente desanimam na vida crist. 
Muitos que sinceramente consagram a vida ao servio de Deus ficam surpresos e desiludidos ao 
encontrar-se, como nunca, rodeados de obstculos e assediados por provas e perplexidades. 
Oram para que seu carter se assemelhe ao de Cristo e se tornem aptos para a obra do Senhor, e 
contudo so postos em circunstncias que parecem provocar toda a malcia de sua natureza. So-
lhes reveladas faltas, de cuja existncia jamais haviam suspeitado. Como o Israel de outrora, 
perguntam: "Se Deus nos conduz, por que nos sucedem todas estas coisas?"

"Amados, no estranheis a ardente prova que vem sobre vs, para vos tentar, como se coisa 
estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflies de Cristo, 
para que tambm na revelao da Sua glria vos regozijeis e alegreis." I Ped. 4:12 e 13.
Pg. 471
 justamente porque Deus os conduz que estas coisas lhes sucedem. As provas e obstculos so 
os mtodos de disciplina escolhidos pelo Senhor e as condies de bom xito que nos apresenta. 
Ele, que l o corao dos homens, conhece melhor do que eles mesmos o seu carter. V que 
alguns tm faculdades e possibilidades que, bem dirigidas, podiam ser empregadas no avano de 
Sua obra. Em Sua providncia, Deus colocou estas pessoas em diferentes situaes e variadas 
circunstncias a fim de que possam descobrir, em seu carter, defeitos que a eles prprios 
estavam ocultos. D-lhes oportunidade de corrigirem tais defeitos e de se tornarem aptos para O 
servir. Permite por vezes que o fogo da aflio os assalte, a fim de que sejam purificados.
O fato de sermos chamados a suportar a prova mostra que o Senhor Jesus v em ns alguma 
coisa de precioso que deseja desenvolver. Se nada visse em ns que pudesse glorificar Seu 
nome, no desperdiaria tempo a depurar-nos. No lana pedras sem valor na Sua fornalha.  o 
minrio precioso que Ele depura. O ferreiro pe o ferro e ao no fogo, a fim de provar que 
qualidade de metais so. O Senhor permite que Seus eleitos sejam postos na fornalha da aflio 
para lhes provar a tmpera e ver se podem ser formados para a Sua obra.
O oleiro toma o barro e molda-o segundo lhe apraz. Amassa-o e trabalha-o. Divide-o e volta a 
junt-lo. Umedece-o e depois seca-o. Deixa-o em seguida durante algum tempo sem lhe tocar. 
Quando est perfeitamente malevel, prossegue na

"A sabedoria  a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o 
conhecimento." Prov. 4:7.
Pg. 472
tarefa de fazer dele um vaso. Molda-o numa forma, e alisa-o e pule-o em volta. Seca-o ao sol e 
coze-o no forno. Torna-se ento um vaso apto para servir. Do mesmo modo, o Supremo Artista 
deseja moldar-nos e formar-nos. E como o barro est nas mos do oleiro, assim estamos ns em 
Suas mos. No procuremos fazer a obra do oleiro; compete-nos simplesmente deixar-nos moldar 
pelo Supremo Artfice.
"Amados, no estranheis a ardente prova que vem sobre vs, para vos tentar, como se coisa 
estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflies de Cristo, 
para que tambm na revelao da Sua glria vos regozijeis e alegreis." I Ped. 4:12 e 13.
 plena luz do dia, e ouvindo a msica de outras vozes, o pssaro engaiolado no aprender a 
cano que o dono procure ensinar-lhe. Aprende um fragmento desta, um trilo daquela, mas nunca 
uma melodia determinada e completa. Eis porm que o dono cobre a gaiola e a coloca onde o 
pssaro no ouvir seno o canto que se lhe pretende ensinar. Nas trevas, o pssaro tenta, tenta 
de novo, modular aquele canto, at que por fim o entoa em perfeita melodia. Pode ento sair o 
pssaro da obscuridade e voltar  luz: no esquecer jamais a melodia que se lhe ensinou.  
assim que Deus procede com os Seus filhos. Ele tem um canto para nos ensinar, e quando o 
houvermos aprendido no meio das sombras da aflio, poderemos cant-lo para sempre.
Muitos esto insatisfeitos com a sua profisso. Encontram-se talvez num meio incompatvel; seu 
tempo  ocupado em trabalho vulgar, quando seriam, pensam eles, competentes para 
responsabilidades mais elevadas; por vezes seus esforos parecem-lhes no apreciados ou 
estreis; e o futuro apresenta-se-lhes incerto.
Lembremo-nos que nosso trabalho, ainda que o no tenhamos escolhido, deve ser aceito como 
tendo sido escolhido por Deus para ns. Seja ele agradvel ou no, temos obrigaes
Pg. 473
de cumprir o dever que se nos apresenta. "Tudo quanto te vier  mo para fazer, faze-o conforme 
as tuas foras, porque na sepultura, para onde tu vais, no h obra, nem indstria, nem cincia, 
nem sabedoria alguma." Ecl. 9:10.
Se o Senhor deseja que levemos uma mensagem a Nnive, no Lhe ser agradvel que vamos a 
Jope ou a Cafarnaum. Ele tem motivos para nos enviar aonde nossos passos foram dirigidos. 
Talvez l houvesse algum em necessidade do auxlio que lhe poderamos prestar. Ele que enviou 
Filipe ao ministro etope, Pedro ao centurio romano, e a menina israelita em auxlio de Naam, o 
capito srio, envia hoje homens, mulheres e jovens como Seus representantes queles que tm 
necessidade de ajuda e guia divinas.
Os Planos de Deus So os Melhores
Nossos planos nem sempre so os planos de Deus. Ele pode ver que vale mais para ns e para a 
Sua causa recusar nossas melhores intenes, como fez no caso de Davi. Mas de uma coisa 
podemos estar certos:  de que abenoar e empregar no avano da Sua causa aqueles que 
sinceramente se consagram  Sua glria, com tudo o que possuem. Se vir que  melhor no 
atender os desejos, compensar a recusa dando-lhes provas do Seu amor e confiando-lhes outro 
servio.
Em Sua amorosa solicitude e interesse para conosco, Ele que nos compreende melhor do que ns 
prprios, permite-nos, por vezes, que procuremos egoistamente satisfazer nossa ambio. No 
tolera que omitamos os deveres caseiros, mas sagrados, que junto de ns nos aguardam. Muitas 
vezes, estes deveres proporcionam a educao essencial  nossa preparao para uma obra mais 
elevada. Nossos planos so com freqncia frustrados, a fim de que sejam cumpridos os planos 
de Deus a nosso respeito.
Nunca somos chamados a fazer um sacrifcio real para Deus. Pede que Lhe submetamos muitas 
coisas, mas fazendo-o no abandonamos seno o que nos impediria na marcha para o Cu. 
Mesmo quando chamados a abandonar coisas boas em si
Pg. 474
mesmas, podemos estar seguros de que Deus nos est assim preparando algum bem maior.
Na vida futura, os mistrios que aqui nos inquietaram e desapontaram sero esclarecidos. 
Veremos que as oraes na aparncia desatendidas e as esperanas frustradas tem lugar entre as 
nossas maiores bnos.
Devemos considerar como sagrado cada dever, ainda que humilde, porque faz parte do servio de 
Deus. Nossa orao de cada dia devia ser: "Senhor, ajuda-me a fazer o melhor que possa. Ensina-
me a fazer melhor trabalho. D-me energia e nimo. Faze que eu manifeste na minha vida o 
amoroso servio do Salvador."
Uma Lio da Vida de Moiss
Considerai a experincia de Moiss. A educao que recebera no Egito como neto do rei e futuro 
herdeiro do trono era esmerada. Nada se omitiu do que se imaginava poder faz-lo um sbio, 
segundo a maneira pela qual os egpcios entendiam a sabedoria. Recebeu a mais elevada 
educao civil e militar. Sentia que estava perfeitamente preparado para a misso de libertar da 
escravido a Israel. Mas Deus julgou doutra maneira. Sua providncia destinou a Moiss quarenta 
anos de experincia no deserto como pastor de ovelhas.
A educao que Moiss recebera no Egito foi-lhe de grande auxlio sob muitos pontos de vista; 
mas a preparao mais valiosa para o trabalho de sua vida foi a que recebeu quando empregado 
como pastor. Moiss tinha por natureza um esprito impetuoso. No Egito, como bem-sucedido 
chefe militar e favorito do rei e da nao, estava acostumado a receber louvor e adulao. Tinha 
atrado o povo para si. Esperava realizar por suas prprias foras a obra da libertao de Israel. 
Muito diferentes eram as lies que, como representante de Deus, devia receber. Conduzindo seus 
rebanhos pelas montanhas selvagens e pelos verdes pastos dos vales, aprendeu a f, a mansido, 
a pacincia, humildade e abnegao. Aprendeu a cuidar dos
Pg. 475
fracos, tratar dos doentes, procurar os transviados, suportar os turbulentos, vigiar os cordeiros e 
alimentar os velhos e dbeis.
Nessa obra, Moiss era atrado para mais perto do Bom Pastor. Tornava-se intimamente unido ao 
Santo de Israel. No projetou mais fazer uma grande obra. Procurava fielmente cumprir, como sob 
o olhar de Deus, a obra a ele confiada. Via a presena de Deus em tudo que o rodeava. A 
Natureza inteira lhe falava do Ser invisvel. Reconhecia-O como Deus pessoal, e meditando sobre 
Seu carter compenetrava-se mais e mais do sentimento de Sua presena. Encontrava refgio nos 
braos eternos.
Aps essa experincia, Moiss ouviu a ordem do Cu para trocar o cajado de pastor pela vara da 
autoridade; deixar o rebanho de ovelhas e encarregar-se da conduo de Israel. O divino mandato 
encontrou-o desconfiado de si prprio, tardo na fala, e tmido. Estava estupefato pelo sentimento 
da sua inaptido para ser o porta-voz de Deus. Mas aceitou essa obra depondo inteira confiana 
no Senhor. A grandeza dessa misso ps em exerccio as mais altas faculdades de seu esprito. 
Deus abenoou a sua pronta obedincia, e Moiss tornou-se eloqente, esperanoso e de esprito 
equilibrado, preparado para a maior obra jamais confiada aos homens. Dele foi escrito: "E nunca 
mais se levantou em Israel profeta algum como Moiss, a quem o Senhor conhecera face a face." 
Deut. 34:10.

"Porque nem do Oriente, nem do Ocidente, nem do deserto vem a exaltao. Mas Deus  o Juiz; a 
um abate e a outro exalta." Sal. 75:6 e 7.
Pg. 476
Os que tm a impresso de que seu trabalho no  apreciado e que desejam uma posio de 
maior responsabilidade considerem que: "Nem do Oriente, nem do Ocidente, nem do deserto vem 
a exaltao. Mas Deus  o Juiz; a um abate e a outro exalta." Sal. 75:6 e 7. Cada homem tem o 
seu lugar no plano eterno do Cu. Ocuparmos esse lugar, depende de nossa fidelidade em 
cooperar com Deus.
Necessitamos evitar a compaixo de ns mesmos. Nunca alimenteis a impresso de que no sois 
estimados como devereis, que os vossos esforos no so apreciados e que o vosso trabalho  
demasiado penoso. A lembrana de que Jesus sofreu por ns reduza ao silncio todo o 
pensamento de murmurao. Somos tratados melhor do que foi nosso Senhor. "E procuras tu 
grandezas? No as busques." Jer. 45:5. O Senhor no d lugar na Sua obra aos que tm maior 
desejo de alcanar a coroa do que de transportar a cruz. Deseja homens que pensem mais em 
cumprir o dever do que em receber
Pg. 477
recompensas - homens que sejam mais amantes dos princpios do que de promoo.
Os que so humildes, e fazem seu trabalho como diante de Deus, podem no ter tanta aparncia 
como os que esto cheios de agitao e importncia prpria; mas seu trabalho vale mais. Muitas 
vezes, os que fazem grande demonstrao chamam a ateno para si mesmos, interpondo-se 
entre os homens e Deus, e seu trabalho experimenta insucesso. "A sabedoria  a coisa principal; 
adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o conhecimento. Exalta-a, e ela te 
exaltar; e, abraando-a tu, ela te honrar." Prov. 4:7 e 8.
Porque no tm a determinao de se dominar e reformar, muitos tornam-se estereotipados numa 
errada maneira de agir. Mas no deve ser assim. Podem cultivar suas faculdades de maneira a 
produzirem a melhor espcie de trabalho, e ento sero continuamente procurados. Sero 
apreciados segundo o seu valor.
Se alguns so classificados para uma posio mais alta, o Senhor depor o fardo, no apenas 
sobre eles mas sobre aqueles que o escolheram, que conhecem seu valor e que podem com 
conhecimento de causa incentiv-lo para a frente. So os que cumprem fielmente o trabalho que 
lhes  designado dia a dia que na ocasio oportuna ouviro de Deus: "Sobe para mais alto."
Enquanto os pastores estavam vigiando seus rebanhos nas colinas de Belm, os anjos do Cu 
visitaram-nos. Da mesma sorte hoje, enquanto o humilde trabalhador por Deus cumpre seu 
trabalho, os anjos de Deus esto ao seu lado, ouvindo suas palavras, notando o modo como seu 
trabalho  feito, para ver se podem ser confiadas s suas mos responsabilidades mais amplas.
No  pelas riquezas, educao ou posio que Deus avalia os homens. Avalia-os pela sua pureza 
de inteno e formosura de carter. Olha para averiguar em que medida possuem
Pg. 478
o Seu Esprito, e at que ponto sua vida revela semelhana com a Sua. Para ser grande no reino 
de Deus,  preciso ser como a criancinha, em humildade, simplicidade de f e pureza de amor.
"Bem sabeis", disse Cristo, "que pelos prncipes dos gentios so estes dominados e que os 
grandes exercem autoridade sobre eles. No ser assim entre vs; mas todo aquele que quiser, 
entre vs, fazer-se grande, seja vosso servial." Mat. 20:25 e 26.
Entre todos os dons que o Cu pode conceder aos homens, a comunho com Cristo em Seus 
sofrimentos  o que traz maior peso de esperana e mais elevada honra. Nem Enoque, que foi 
trasladado ao Cu, nem Elias, que subiu num carro de fogo, foram maiores nem mais honrados do 
que Joo Batista, que pereceu, sozinho, num crcere. "A vs vos foi concedido, em relao a 
Cristo, no somente crer nEle, como tambm padecer por Ele." Filip. 1:29.
Planos para o Futuro
Muitos so incapazes de fazer planos definidos para o futuro. Sua vida  incerta. No podem 
discernir o termo dos acontecimentos, e isso enche-os por vezes de ansiedade e inquietao. 
Lembremo-nos de que a vida dos filhos de Deus no mundo  uma vida de peregrinos. No temos 
sabedoria suficiente para planejar nossa vida. No nos compete determinar o futuro. "Pela f, 
Abrao, sendo chamado, obedeceu, indo para

"Porque o Senhor Deus  um Sol e escudo; o Senhor dar graa e glria; no negar bem algum 
aos que andam na retido." Sal. 84:11.
Pg. 479
um lugar que havia de receber por herana; e saiu, sem saber para onde ia." Heb. 11:8.
Cristo, na Sua vida sobre a Terra, no fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu 
respeito, e dia aps dia o Pai lhos fazia conhecer. De tal maneira devamos depender de Deus, 
que nossa vida pudesse ser a simples realizao de Sua vontade. Confiando-Lhe nossos 
caminhos, Ele dirigir nossos passos.
Muitos, planejando um futuro brilhante, sofrem um desastre completo. Deixai que Deus faa os 
Seus planos para vs. Como criancinhas, confiai-vos  guia dAquele que "guarda os ps dos Seus 
santos". I Sam. 2:9. Deus no conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles 
escolheriam se pudessem ver o fim desde o princpio, e discernir a glria do propsito que esto 
realizando como Seus colaboradores.
A Recompensa
Quando Cristo chamou os discpulos para O seguirem, no lhes ofereceu nenhuma perspectiva 
sedutora nesta vida. No lhes fez promessas de ganho, nem de honras mundanas, e eles, por sua 
vez, nada estipularam quanto ao que haviam de receber. A Mateus, quando estava sentado na 
alfndega, o Salvador disse: "Segue-Me. E ele, deixando tudo, levantou-se e O Seguiu." Luc. 5:27 
e 28. Mateus no pediu, antes de prestar seus servios, um salrio certo, igual  quantia recebida 
na sua precedente

"Portanto, s inescusvel quando julgas,  homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti 
mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo." Rom. 2:1.
Pg. 480
ocupao. Sem questionar nem hesitar, seguiu a Jesus. Bastava-lhe poder estar com o Salvador, a 
fim de ouvir Suas palavras e de se unir  Sua obra.
O mesmo sucedera com os discpulos anteriormente chamados. Quando Jesus pediu a Pedro e 
seus companheiros que O seguissem, imediatamente abandonaram seus barcos e redes. Alguns 
desses discpulos tinham amigos que contavam com eles para a sua subsistncia, mas, quando 
receberam o convite do Salvador, no hesitaram nem inquiriram: "Como viverei e sustentarei 
minha famlia?" Foram obedientes ao chamado; e quando mais tarde Jesus lhes perguntou: 
"Quando vos mandei sem bolsa, alforje ou sandlias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Eles 
responderam: Nada." Luc. 22:35.
Hoje o Salvador chama-nos para a Sua obra como chamou Mateus e Joo e Pedro. Se nosso 
corao estiver tocado pelo Seu amor, a questo da recompensa no ser a mais importante para 
o nosso esprito. Regozijar-nos-emos por ser colaboradores de Cristo e no recearemos contar 
com Sua solicitude. Se fizermos de Deus a nossa fora, teremos clara percepo do dever, e 
aspiraes desinteressadas; nossa existncia ser movida por um nobre ideal, que nos levantar 
acima dos motivos srdidos.
Deus Prover
Muitos que professam seguir a Cristo tm um corao ansioso e inquieto porque receiam confiar-
se a Deus. No se entregam

"Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injrias, nas necessidades, nas perseguies, nas 
angstias por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, ento, sou forte." II Cor. 12:10.
Pg. 481
completamente a Ele, porque temem as conseqncias que tal entrega possa implicar. Enquanto 
no fizerem esta entrega, no podem encontrar paz.
H muitos cujo corao est oprimido sob o peso de cuidados, porque procuram fazer como o 
mundo. Escolheram seu servio, aceitaram suas perplexidades, adotaram seus costumes. Assim, 
seu carter  deformado e sua vida torna-se fatigante. As preocupaes contnuas esgotam as 
foras da vida. Nosso Senhor deseja que se libertem deste jugo de escravido. Convida-os a 
aceitar o Seu jugo, dizendo: "O Meu jugo  suave, e o Meu fardo  leve." Mat. 11:30. A inquietude 
 cega, e no pode discernir o futuro; mas Jesus v o fim desde o princpio. Para cada dificuldade, 
tem j preparado um alvio: "No negar bem algum aos que andam na retido." Sal. 84:11.
Nosso Pai celeste tem mil maneiras de nos prover as necessidades, das quais nada sabemos. Os 
que aceitam como princpio dar lugar supremo ao servio de Deus vero desvanecidas as 
perplexidades e tero caminho plano diante de si.
F Animadora
O cumprimento fiel dos deveres de hoje  a melhor preparao para as provas de amanh. No 
penseis em toda as dificuldades e cuidados de amanh, ajuntando-os ao fardo de hoje. "Basta a 
cada dia o seu mal." Mat. 6:34.
Tenhamos esperana e nimo. O desnimo no servio de Deus  pecaminoso e desarrazoado. 
Deus conhece as nossas necessidades.  onipotncia de Rei dos reis, nosso fiel Deus une a 
amabilidade e solicitude de Bom Pastor. Seu poder  absoluto e constitui a garantia do seguro 
cumprimento de Suas promessas para todos os que nEle confiam. H meios para remover toda a 
dificuldade, a fim de que os que O servem e respeitam as providncias que Ele emprega possam 
receber
Pg. 482
auxlio. Seu amor sobrepuja qualquer outro amor, na proporo em que os cus so mais altos do 
que a Terra. Vela sobre Seus filhos com um amor que  incomensurvel e eterno.
Nos dias mais sombrios, quando as aparncias se mostram mais adversas, tende f em Deus. 
Est cumprindo Sua vontade, fazendo todo o bem em auxlio de Seu povo. A fora dos que O 
amam e servem ser renovada dia aps dia.
Pode e quer conceder a Seus servos todo o socorro de que carecem. Dar-lhes- a sabedoria que 
suas variadas necessidades requerem.
Escreveu o experimentado apstolo Paulo: "E disse-me: A Minha graa te basta, porque o Meu 
poder se aperfeioa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para 
que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injrias, nas 
necessidades, nas perseguies, nas angstias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, 
ento, sou forte." II Cor. 12:9 e 10.
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Em Contato com os Outros
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Todas as relaes sociais exigem o exerccio do domnio prprio, pacincia e simpatia. Diferimos 
tanto uns dos outros em disposies, hbitos e educao, que variam entre si nossas maneiras de 
ver as coisas. Julgamos diferentemente. Nossa compreenso da verdade, nossas idias em 
relao  conduta de vida no so idnticas sob todos os pontos de vista. No h duas pessoas 
cuja experincia seja igual em cada particular. As provas de uma no so as provas de outra. Os 
deveres que para uma se apresentam como leves so para outra mais difceis e inquietantes.
To fraca, ignorante e sujeita ao erro  a natureza humana que todos devemos ser cautelosos na 
maneira de julgar o prximo. Pouco sabemos da influncia de nossos atos sobre a experincia dos 
outros. O que fazemos ou dizemos pode parecer-nos de pouca importncia, quando, se nossos 
olhos se abrissem, veramos que da resultam as mais importantes conseqncias para o bem ou 
para o mal.
Considerao Pelos que Tm Responsabilidades
Muitas pessoas tm to poucos encargos, seu corao tem experimentado to pouco as angstias 
reais, sentido to pouca perplexidade e preocupao em auxiliar o prximo, que no
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podem compreender o trabalho de quem tem verdadeira responsabilidade. So to incapazes de 
apreciar seus trabalhos como a criana de compreender os cuidados e fadigas do preocupado pai. 
A criana admira-se dos temores e perplexidades do pai: parecem-lhe inteis. Mas quando os anos 
de experincia forem acrescentados  sua vida, quando tiver de carregar as prprias 
responsabilidades, olhar de novo para a vida do pai, e compreender ento o que outrora lhe era 
incompreensvel. A amarga experincia deu-lhe o conhecimento.
A obra de muitas pessoas que tm responsabilidades no  compreendida, no so apreciados 
seus trabalhos, enquanto a morte no os abate. Quando outros retomam as funes que eles 
exerciam, e enfrentam as dificuldades que eles encontraram, compreendem quanto a sua f e 
coragem foram provadas. Muitas vezes perdem de vista, ento, os erros que estavam to prontos 
a censurar. A experincia ensina-lhes a simpatia.  Deus quem permite que os homens sejam 
colocados em posies de responsabilidade. Quando erram, tem poder para corrigi-los, ou para 
retir-los do cargo que exercem. Devemos acautelar-nos de no tomar em nossas mos o direito 
de julgar, que pertence a Deus.
A conduta de Davi para com Saul contm uma lio. Por ordem de Deus, Saul foi ungido como rei 
de Israel. Devido  sua desobedincia, o Senhor declarou que o reino lhe seria tirado, e contudo 
quo amvel, atenciosa e paciente foi a conduta de Davi para com ele! Procurando Davi para lhe 
tirar a vida, Saul dirigiu-se para o deserto, e sozinho penetrou justamente na caverna em que Davi, 
com seus homens de guerra, estava escondido: "Ento, os homens de Davi lhe disseram: Eis

"No te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." Rom. 12:21.
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aqui o dia do qual o Senhor te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mos, e far-lhe-s como te 
parecer bem a teus olhos. ... E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faa tal 
coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor." I Sam. 24:4 e 6. Ordena-nos o Salvador: "No 
julgueis, para que no sejais julgados, porque com o juzo com que julgardes sereis julgados, e 
com a medida com que tiverdes medido vos ho de medir a vs." Mat. 7:1 e 2. Lembrai-vos de que 
cedo o relato da vossa vida passar em revista diante de Deus. Lembrai-vos de que Ele disse: "s 
inescusvel quando julgas,  homem; ... pois tu, que julgas, fazes o mesmo." Rom. 2:1.
Pacincia Quando Ofendido
No podemos permitir que nosso esprito se irrite por algum mal real ou suposto que nos tenha 
sido feito. O inimigo que mais carecemos temer  o prprio eu. Nenhuma forma de vcio tem efeito 
mais funesto sobre o carter do que a paixo humana quando no est sob o domnio do Esprito 
Santo. Nenhuma vitria que possamos ganhar ser to preciosa como a vitria sobre ns mesmos.
No permitamos que nossa sensibilidade seja facilmente ferida. Devemos viver, no para vigiar 
sobre a nossa sensibilidade ou reputao, mas para salvar pessoas. Quando estamos 
interessados na salvao das pessoas, deixamos de pensar nas pequenas diferenas que possam 
levantar-se entre uns e outros na associao mtua. De qualquer sorte que os outros pensem de 
ns ou conosco procedam, nunca ser necessrio que perturbemos nossa comunho com Cristo, 
nossa companhia com o Esprito. "Que glria ser essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? 
Mas, se fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso  agradvel a Deus." I Ped. 2:20.
No vos vingueis. Quanto puderdes, removei toda a causa
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de mal-entendido. Evitai a aparncia do mal. Fazei o que estiver em vosso poder, sem 
comprometer os princpios, para conciliar o prximo. "Se trouxeres a tua oferta ao altar e a te 
lembrares de que teu irmo tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai 
reconciliar-te primeiro com teu irmo, e depois vem, e apresenta a tua oferta." Mat. 5:23 e 24.
Se vos forem dirigidas palavras impacientes, nunca respondais no mesmo tom. Lembrai-vos de 
que "a resposta branda desvia o furor". Prov. 15:1. H um poder maravilhoso no silncio. As 
palavras ditas em rplica a algum encolerizado por vezes servem apenas para o exasperar. Mas 
se a clera encontra o silncio, e um esprito amvel e paciente, em breve se esvai.
Sob uma tempestade de palavras ferinas e acusadoras, conservai apoiado o esprito na Palavra de 
Deus. Que o esprito e o corao sejam repletos das promessas divinas. Se sois maltratados ou 
acusados injustamente, em vez de responder com clera, repeti a vs mesmos as preciosas 
promessas: "No te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." Rom. 12:21.
"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e Ele tudo far. E Ele far sobressair a tua justia 
como a luz; e o teu juzo, como o meio-dia." Sal. 37:5 e 6.
"Nada h encoberto que no haja de ser descoberto; nem oculto, que no haja de ser sabido." Luc. 
12:2.
"Fizeste com que os homens cavalgassem sobre a nossa cabea; passamos pelo fogo e pela 
gua; mas trouxeste-nos a um lugar de abundncia." Sal. 66:12.
Somos inclinados a procurar junto de nossos semelhantes simpatia e nimo, em vez de procur-los 
em Jesus. Em Sua misericrdia e fidelidade, Deus permite muitas vezes que falhem aqueles em 
quem depositamos confiana, a fim de que possamos compreender quanto  insensato confiar nos 
homens e apoiar-nos na carne. Confiemos inteira, humilde e desinteressadamente em Deus. Ele 
conhece as tristezas que nos
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consomem no mais profundo do ser e que no podemos exprimir. Quando tudo nos parece escuro 
e inexplicvel, lembremo-nos das palavras de Cristo: "O que Eu fao, no o sabes tu, agora, mas 
tu o sabers depois." Joo 13:7.
Estudai a histria de Jos e de Daniel. O Senhor no impediu as maquinaes dos homens que 
procuravam fazer-lhes mal; mas conduziu todos os planos para o bem de Seus servos, que no 
meio de provas e lutas mantiveram sua f e lealdade.
Enquanto estivermos no mundo, encontraremos influncias adversas. Haver provocaes para 
ser provada a nossa tmpera; e  enfrentando-as com esprito reto que as virtudes crists so 
desenvolvidas. Se Cristo habitar em ns, seremos pacientes, bondosos e indulgentes, alegres no 
meio das contrariedades e irritaes. Dia aps dia, e ano aps ano, vencer-nos-emos a ns 
prprios e cresceremos num nobre herosmo. Tal  a tarefa que sobre ns impende; mas no pode 
ser cumprida sem o auxlio de Jesus, firme deciso, um alvo bem determinado, contnua vigilncia 
e orao incessante. Cada um tem suas lutas pessoais a travar. Nem o prprio Deus pode tornar 
nosso carter nobre e nossa vida til, se no colaborarmos com Ele. Quem renuncia  luta perde a 
fora e a alegria da vitria.
No precisamos guardar nosso prprio registro das provas e dificuldades, dos desgostos e 
tristezas. Todas essas coisas esto escritas nos livros, e o Cu tomar o cuidado delas. Enquanto 
relembramos as coisas desagradveis, passam da memria muitas que so gratas  reflexo, 
como a misericordiosa bondade de Deus que nos rodeia a cada instante e o amor, de que os anjos 
se maravilham, com que deu Seu Filho para morrer por ns. Se como obreiros de Cristo sentis que 
tendes maiores cuidados e provas que os outros, lembrai-vos de que h para vs uma paz 
desconhecida dos que evitam estes
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fardos. H conforto e alegria no servio de Cristo. Mostremos ao mundo que no h insucesso na 
vida com Deus.
Se vos no sentis satisfeitos e alegres, no faleis dos vossos sentimentos. No anuvieis a vida dos 
outros. Uma religio fria e sombria jamais atrair almas para Cristo. Afasta-as dEle, para as redes 
que Satans lana aos ps dos transviados. Em vez de pensar em vossos desnimos, pensai na 
fora de que podeis dispor em nome de Cristo. Que vossa imaginao se fixe nas coisas invisveis. 
Que os pensamentos se dirijam para as evidncias do grande amor de Deus por vs. A f pode 
sofrer a prova, vencer a tentao, suportar o insucesso. Jesus vive como nosso advogado. Tudo o 
que nos assegura a Sua mediao nos pertence.
No pensais que Cristo aprecia quem vive inteiramente para Ele? No pensais que visita os que, 
como o amado Joo no exlio, esto em lugares difceis e penosos? Deus no permite que um de 
Seus devotados obreiros seja abandonado, a lutar sozinho contra foras superiores, e que seja 
vencido. Preserva, como jia preciosa, todo aquele cuja vida est escondida com Cristo nEle. De 
cada um destes diz: Eu "te farei como um anel de selar; porque te escolhi." Ageu 2:23.
Falai pois das promessas; falai do desejo que Jesus tem de abenoar. Ele no nos esquece nem 
um s instante. Quando, apesar das circunstncias desagradveis, repousamos confiadamente no 
Seu amor e mantemos nossa comunho com Ele, o sentimento da Sua presena inspirar uma 
alegria profunda e tranqila. De Si disse Cristo: "Nada fao por Mim mesmo; mas falo como o Pai 
Me ensinou. E Aquele que Me enviou est comigo; o Pai no Me tem deixado s, porque Eu fao 
sempre o que Lhe agrada." Joo 8:28 e 29.
A presena do Pai acompanhava a Cristo, e nada Lhe
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sucedia que o amor infinito no tivesse permitido para a bno do mundo. A residia o Seu e o 
nosso motivo de conforto. Quem est imbudo do Esprito de Cristo habita em Cristo. Tudo o que 
lhe sucede vem do Salvador que o rodeia com Sua presena. Nada pode atingi-lo sem a 
permisso do Senhor. Todos os sofrimentos e desgostos, todas as tentaes e provas, todas as 
nossas tristezas e pesares, todas as perseguies e privaes, em suma, todas as coisas 
cooperam para nosso bem. Todas as experincias e circunstncias so agentes benfazejos de 
Deus em nosso favor.
Se temos a compreenso da pacincia de Deus para conosco, no devemos ser achados a julgar 
ou a acusar ningum. Quando Cristo vivia na Terra, quo surpresos ficariam os que O 
acompanhavam se, depois de familiarizados com Ele, Lhe ouvissem dizer uma palavra de 
acusao, crtica destrutiva ou impacincia. No esqueamos que aqueles que O amam devem 
reproduzi-Lo em Seu carter.
"Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos 
outros." Rom. 12:10. "No tornando mal por mal ou injria por injria; antes, pelo contrrio, 
bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herana, alcanceis a bno." I 
Ped. 3:9.
O Senhor Jesus exige que reconheamos os direitos de cada pessoa. Devem ser tomados em 
considerao seus direitos sociais e seus direitos como cristo. Todos devem ser tratados com 
amabilidade e delicadeza, como filhos e filhas de Deus.
O cristianismo torna as pessoas bem-educadas. Cristo era corts, mesmo com os Seus 
perseguidores; e os Seus verdadeiros seguidores devem manifestar o mesmo esprito. Olhai para 
Paulo, conduzido perante os magistrados. Seu discurso diante de Agripa  um exemplo de 
verdadeira cortesia, assim como de persuasiva eloqncia. O Evangelho no ensina a
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polidez formalista corrente no mundo, mas a cortesia que deriva de um corao cheio de bondade.
O mais meticuloso cultivo das propriedades externas da vida no  suficiente para limar toda a 
irritabilidade, aspereza nos juzos e inconvenincia nas palavras. O verdadeiro refinamento no se 
revelar jamais, enquanto nos considerarmos a ns mesmos como o objeto supremo. O amor deve 
residir no corao. O cristo verdadeiro tira seus motivos de ao do profundo amor pelo Mestre. 
Do amor a Cristo brota o interesse abnegado por seus irmos. O amor comunica a quem o possui 
graa, propriedade e elegncia de porte. Ilumina-lhe a fisionomia e educa-lhe a voz; refina e eleva 
todo o ser.
A vida compe-se, principalmente, no de grandes sacrifcios, aes maravilhosas, mas de 
pequenas coisas. Na maior parte das vezes,  pelas pequenas coisas que parecem indignas de 
meno que grande bem ou mal  trazido  nossa vida.  pela falta de sucesso em suportar as 
provas a que somos sujeitos nas pequenas coisas, que se adquirem os maus hbitos e se deforma 
o carter; e, quando nos assaltam as provas maiores, encontramo-nos desprevenidos. S agindo 
por princpio nas provas da vida cotidiana, podemos adquirir energia para ficar firmes e fiis nas 
mais perigosas e difceis situaes.
Nunca estamos ss. Quer o escolhamos ou no, temos um companheiro. Lembrai-vos de que 
onde quer que estejais, faais o que fizerdes, Deus a est. Nada do que se diz, faz ou pensa 
escapa  Sua ateno. Para cada palavra ou ao, tendes uma testemunha - Deus, que  santo e 
odeia o pecado. Pensai sempre nisso antes de falardes ou agirdes. Como cristos,
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sois membros da famlia real, filhos do Rei dos Cus. No digais palavra alguma, no faais 
nenhuma ao que traga desonra ao "bom nome que sobre vs foi invocado". Tia. 2:7.
Estudai cuidadosamente o carter divino-humano, e inquiri constantemente: "Que faria Jesus em 
meu lugar?" Esta deve ser a medida do nosso dever. No vos coloqueis desnecessariamente na 
companhia daqueles que, por suas astcias, poderiam debilitar o vosso desejo de bem-fazer ou 
manchar a vossa conscincia. Nada faais entre os estranhos, na rua, nos carros, em casa, que 
tenha a menor aparncia de mal. Fazei cada dia alguma coisa para melhorar, embelezar e 
enobrecer a vida que Cristo resgatou com Seu prprio sangue.
Agi sempre por princpio, nunca por impulso. Temperai a impetuosidade da vossa natureza pela 
doura e bondade. Evitai toda a leviandade e frivolidade. Que nenhum vil gracejo escape de 
vossos lbios. Nem sequer aos pensamentos permitais correr a rdeas soltas. Devem ser 
dominados e conduzidos cativos  obedincia de Cristo. Que eles estejam ocupados em coisas 
santas. Ento, pela graa de Cristo, sero puros e verdadeiros.
Necessitamos de ter um constante sentimento do poder enobrecedor dos pensamentos puros.  
nos bons pensamentos que reside a nica segurana para cada alma. O homem, "como imaginou 
na sua alma, assim ". Prov. 23:7. A faculdade de se dominar desenvolve-se pelo exerccio. O que 
a princpio parecia difcil torna-se fcil pela repetio constante, at que os retos pensamentos e 
aes acabam por ser habituais. Se quisermos, podemos afastar-nos de tudo o que  baixo e 
inferior, e elevar-nos para uma alta norma; podemos ser respeitados pelos homens e amados por 
Deus.
Pg. 492
Cultivai o hbito de falar bem do prximo. Detende-vos sobre as boas qualidades daqueles com 
quem estais associados, e olhai o menos possvel para seus erros e fraquezas.
Quando sois tentados a queixar-vos do que algum disse ou fez, louvai alguma coisa na vida ou 
carter dessa pessoa. Cultivai a gratido. Louvai a Deus pelo Seu admirvel amor em dar a Cristo 
para morrer por ns. Nada lucramos em pensar em nossas mgoas. Deus convida-nos a meditar 
na Sua misericrdia e no Seu amor incomparvel, a fim de que sejamos inspirados com o louvor.
Os trabalhadores ativos no tm tempo de se ocupar com as faltas do prximo. As faltas e 
fraquezas dos outros no fornecem alimento para a vossa vida. A maledicncia  uma dupla 
maldio, que recai mais pesadamente sobre quem fala do que sobre quem ouve. Quem espalha 
as sementes da dissenso e discrdia colhe em sua prpria alma os frutos mortais. O prprio ato 
de olhar para o mal nos outros desenvolve o mal em quem olha. Detendo-nos sobre as faltas do 
prximo, somos transformados na sua imagem. Mas contemplando Jesus, falando do Seu amor e 
da perfeio de Seu carter, imprimimos em ns as Suas feies. Contemplando o alto ideal que 
Ele colocou diante de ns, subiremos a uma atmosfera santa e pura, que  a prpria presena de 
Deus. Quando a permanecemos, sair de ns uma luz que irradia sobre todos os que estiverem 
em contato conosco.
Em vez de criticar e condenar o prximo, dizei: "Devo trabalhar para minha prpria salvao. Se 
coopero com Aquele que deseja salvar a minha alma, devo vigiar-me cuidadosamente, afastar de 
minha vida tudo o que  mau, vencer todo o defeito, tornar-me nova criatura em Cristo. Por isso, 
em lugar de enfraquecer os que lutam contra o mal, irei fortalec-los com palavras animadoras." 
Somos demasiado indiferentes para com os outros. Esquecemos muitas vezes que nossos 
companheiros de trabalho tm necessidade de fora e animao. Tende
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o cuidado de lhes assegurar vosso interesse e simpatia. Ajudai-os pela orao e fazei-lhes saber 
que orais por eles.
Nem todos os que professam ser obreiros de Cristo so verdadeiros discpulos. Entre os que 
trazem Seu nome, e que so mesmo contados entre Seus obreiros, h alguns que no O 
representam no carter. No so governados pelos Seus princpios. Tais pessoas so muitas 
vezes causa de perplexidade e desnimo para os seus companheiros de trabalho que so novos 
na experincia crist; mas ningum tem necessidade de ser enganado. Cristo deu-nos um exemplo 
perfeito. Ordena-nos que O sigamos.
At ao fim dos tempos, haver joio no meio do trigo. Quando os servos do pai de famlia, no zelo 
pela sua honra, lhe pediram autorizao para arrancar o joio, ele disse: "No; para que, ao colher o 
joio no arranqueis tambm o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos at  ceifa." Mat. 13:29 e 
30.
Em Sua misericrdia e clemncia, Deus suporta pacientemente os maus e at os hipcritas. Entre 
os apstolos escolhidos de Cristo encontrava-se Judas, o traidor. Dever, pois, ser causa de 
surpresa ou desnimo a existncia de hipcritas entre os Seus obreiros de hoje? Se Ele, que 
penetrava nos coraes, suportava quem bem sabia que O havia de trair, com que pacincia no 
deveramos ns suportar os que esto em falta!
E nem todos, ainda dos que parecem mais culpados, so como Judas. Pedro, impetuoso, 
precipitado e cheio de confiana prpria, aparentemente esteve em situao mais desvantajosa do 
que Judas. Foi mais vezes censurado pelo Salvador. Mas que vida de atividade e sacrifcio foi a 
sua! Que testemunho deu do poder da graa de Deus! Tanto quanto pudermos, devemos ser para 
os outros o que Jesus era para Seus discpulos quando andava e falava com eles na Terra.
Considerai-vos como missionrios, antes de tudo, entre os
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vossos companheiros de trabalho. Requer-se por vezes muito tempo e canseiras para ganhar 
alguma alma para Cristo. E quando uma alma se afasta do pecado para a justia, h alegria na 
presena dos anjos. Pensais que os espritos anglicos que vigiam sobre estas almas esto 
satisfeitos ao ver com que indiferena elas so tratadas por alguns que pretendem ser cristos? Se 
Jesus nos tratasse como muito freqentemente nos tratamos uns aos outros, quem de ns poderia 
salvar-se?
Lembrai-vos que no podeis ler os coraes. No sabeis os motivos que determinaram as aes 
que desaprovais. H muitos que no receberam uma educao correta; seu carter est 
deformado, duro e nodoso, e parece torto em todos os sentidos. Mas a graa de Cristo pode 
transform-lo. Nunca os ponhais de lado, nunca lhes tireis a coragem ou a esperana, dizendo: 
"Voc desiludiu-me e no me esforarei por ajud-lo." Algumas palavras ditas precipitadamente 
sob o efeito de uma provocao - exatamente o que pensamos que eles merecem - podem partir 
as cordas da influncia que teriam ligado seu corao ao nosso.
A vida coerente, a pacincia, a calma de esprito em face da provocao constitui sempre o 
argumento mais decisivo e o apelo mais solene. Se tivestes oportunidades e vantagens que no 
couberam em sorte aos outros, reconhecei esse privilgio, e sede sempre um mestre sbio, solcito 
e amvel.
A fim de obter na cera a impresso ntida e forte de um selo, no lho aplicais de uma maneira 
precipitada e violenta; colocais cuidadosamente o selo na cera mole, e lenta e firmemente fazeis 
sobre ele presso, at que a cera tenha endurecido na forma desejada. Tratai da mesma forma 
com as almas humanas. A continuidade da influncia crist  o segredo de seu poder, e este 
depende da firmeza com que manifestais o carter de Cristo. Ajudai os que erraram, contando as 
vossas
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experincias. Mostrai-lhes como, quando cometestes graves erros, a pacincia, bondade e auxlio 
de vossos companheiros de trabalho vos deram coragem e esperana.
At ao Juzo, ignorareis a influncia de uma conduta bondosa e prudente para com os incoerentes, 
desarrazoados e indignos. Quando deparamos com a ingratido e traio daqueles em quem 
depositamos uma confiana sagrada, somos tentados a mostrar nosso ressentimento e 
indignao.  isso que o culpado espera e para que est preparado. Mas a bondosa pacincia 
toma-o de surpresa, e muitas vezes desperta seus melhores impulsos, e faz-lhes nascer o desejo 
de uma vida mais nobre.
"Irmos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vs, que sois espirituais, 
encaminhai o tal com esprito de mansido, olhando por ti mesmo, para que no sejas tambm 
tentado. Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo." Gl. 6:1 e 2.
Todos os que professam ser filhos de Deus deviam ter na mente que, como missionrios, sero 
postos em contato com todas as classes de esprito. H os corteses e os rudes, os humildes e os 
altivos, os religiosos e os cticos, os instrudos e os ignorantes, os ricos e os pobres. Esses 
diferentes espritos
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no podem ser tratados da mesma maneira; todos porm carecem de bondade e simpatia. Pelo 
mtuo contato, nosso esprito devia tornar-se delicado e refinado. Dependemos uns dos outros, e 
estamos intimamente unidos pelos laos da fraternidade humana.
 pelas relaes sociais que a religio crist entra em contato com o mundo. Cada homem ou 
mulher que recebeu a iluminao divina deve derramar luz na senda tenebrosa dos que no 
conhecem o melhor caminho. A influncia social, santificada pelo Esprito de Cristo, deve 
desenvolver-se na conduo de almas para o Salvador. Cristo no deve ser escondido no corao 
como um tesouro cobiado, sagrado e doce, frudo exclusivamente pelo possuidor. Devemos ter 
Cristo em ns como uma fonte de gua, que corre para a vida eterna, refrescando a todos os que 
entram em contato conosco.
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Desenvolvimento e Servio
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A Vida crist  mais importante do que muitos crem. No consiste somente em delicadeza, 
pacincia, doura e bondade. So essenciais estas graas; mas h tambm necessidade de 
coragem, fora, energia e perseverana. O caminho que Cristo nos traa  um caminho estreito e 
exige abnegao. Para entrar nesse caminho, e passar pelas dificuldades e desnimos, requerem-
se homens fortes.
Fora de Carter
Precisam-se de homens de fibra, homens que no estejam  espera de ver seu caminho aplanado 
e removidos todos os obstculos; homens que alentem com zelo novo os desfalecidos esforos 
dos trabalhadores desanimados, e cujo corao esteja inflamado de amor cristo e cujas mos 
sejam fortes para a obra do Senhor.
Alguns dos que se entregam ao servio missionrio so fracos, sem energia, sem entusiasmo e 
facilmente desanimveis. Falta-lhes a iniciativa. No tm aqueles positivos traos de carter que 
do a fora para fazer alguma coisa - o esprito e energia que iluminam o entusiasmo. Aqueles que 
desejam o sucesso devem ser corajosos e otimistas. Devem cultivar no s as virtudes passivas, 
mas as ativas. Respondendo com doura, para
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afastar a ira, devem possuir a coragem de um heri para resistir ao mal. Com a caridade que tudo 
suporta, carecem de fora de carter para que sua influncia exera um poder positivo.
Algumas pessoas no tm firmeza de carter. Seus planos e objetivos no tm uma forma 
definida, nem consistncia. So de muito pouca utilidade prtica no mundo. Esta fraqueza, 
indeciso e ineficcia deve ser vencida. H no verdadeiro carter cristo uma indomabilidade que 
no pode ser adaptada nem submetida por circunstncias adversas. Devemos ter fibra moral, uma 
integridade que no ceda  lisonja, nem  corrupo, nem s ameaas.
Deus deseja que aproveitemos todas as oportunidades de assegurar uma preparao para a Sua 
obra. Espera que Lhe submetamos todas as nossas energias, e conservemos o corao atento  
sua santidade e responsabilidades terrveis.
Muitos dos que so classificados para fazer um trabalho excelente obtm pouco porque pouco 
empreendem. Muitos atravessam a vida como se no tivessem nenhum grande objetivo, nenhum 
ideal a atingir. Uma das razes por que tal sucede  avaliarem-se abaixo de seu valor real. Cristo 
pagou um infinito preo por ns, e deseja que nos mantenhamos  altura do preo que custamos.
No vos contenteis em atingir um ideal baixo. No somos o que poderamos ser e o que Deus quer 
que sejamos. Deus concedeu-nos faculdades de raciocnio, no para que fiquem inativas ou sejam 
pervertidas por ocupaes terrenas e srdidas, mas para que sejam desenvolvidas ao mximo, 
refinadas, santificadas, enobrecidas e empregadas no avano dos interesses de Seu reino.
Ningum deve consentir em ser uma simples mquina, acionada pelo esprito de outro homem. 
Deus nos concedeu poder para pensar e agir, e  agindo com cuidado, pedindo-Lhe
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sabedoria, que podemos tornar-nos aptos a desempenhar posies de responsabilidade. 
Mantende-vos na personalidade que recebestes de Deus. No sejais a sombra de outra pessoa. 
Esperai que o Senhor opere em vs, convosco e por vs.
Nunca penseis que j aprendestes o suficiente, e que podeis afrouxar agora vossos esforos. O 
esprito cultivado  a medida do homem. Vossa educao deve continuar atravs da vida inteira; 
deveis aprender todos os dias, e pr em prtica os conhecimentos adquiridos.
Lembrai-vos que em qualquer posio em que servirdes estais revelando motivos, desenvolvendo 
o carter. Seja qual for vosso trabalho, fazei-o com exatido, com diligncia; vencei a inclinao de 
procurar uma ocupao fcil.
O mesmo esprito e princpios que animam o trabalho de cada dia iro se manifestar atravs de 
toda a vida. Os que desejam apenas uma quantidade determinada de trabalho e um salrio fixo, e 
que procuram encontrar um emprego exatamente adaptado s suas aptides, sem a necessidade 
de se preocupar em adquirir novos conhecimentos e em aperfeioar-se, no so os que Deus 
chama a trabalhar em Sua causa. Os que procuram dar o menos possvel de suas foras fsicas, 
espirituais e morais no so os trabalhadores sobre quem derramar abundantes bnos. Seu 
exemplo  contagioso. O interesse prprio  seu mvel supremo. Os que necessitam ser vigiados e 
trabalham apenas quando cada dever lhes  especificado no pertencem ao nmero dos que 
sero chamados bons e fiis. Precisam-se obreiros que manifestem energia, integridade, 
diligncia, e que estejam prontos a colaborar no que seja necessrio que faam.

"Porque j sabeis a graa de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vs Se fez 
pobre, para que, pela Sua pobreza, enriquecsseis." II Cor. 8:9.
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Muitos tornam-se inteis fugindo a responsabilidades com receio de insucesso. Deixam assim de 
adquirir a educao que provm das lies da experincia, e que a leitura ou estudo e quaisquer 
outras vantagens ganhas no lhes podem dar.
O homem pode moldar as circunstncias, mas no deve permitir que as circunstncias o moldem. 
Devemos aproveit-las como instrumentos de trabalho; sujeit-las, mas no deixar que elas nos 
sujeitem.
Os homens de energia so aqueles que sofreram a oposio, o escrnio e os obstculos. Pondo 
suas energias em ao, os obstculos que encontram constituem para eles positivas bnos. 
Ganham confiana em si mesmos. Os conflitos e perplexidades provocam o exerccio da confiana 
em Deus, e aquela firmeza que desenvolve a fora.
Cristo no fez um servio limitado. No mediu o trabalho por horas. Seu tempo, Seu corao, Sua 
alma e fora foram dadas ao trabalho para o bem da humanidade. Passava os dias em trabalho 
fatigante; transcorria longas noites prostrado em orao, pedindo graa e pacincia para poder 
fazer um trabalho mais amplo. Com fortes gemidos e lgrimas, dirigia Suas peties ao Cu, para 
que fosse fortalecida a Sua natureza humana, a fim de poder estar preparado a lutar contra o 
inimigo e fortalecido para cumprir a misso de melhorar a humanidade. Cristo disse aos Seus 
obreiros: "Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, faais vs tambm." Joo 13:15.
"O amor de Cristo nos constrange", dizia Paulo. II Cor. 5:14. Tal era a norma que dirigia a sua 
conduta. Se alguma vez seu ardor no caminho do dever enfraquecia por momentos, um olhar para 
a cruz lhe fazia cingir de novo os rins do seu entendimento (Isa. 11:5), e o impelia no caminho da 
abnegao. Nos trabalhos pelos irmos, contava com a manifestao de infinito amor do sacrifcio 
de Cristo, com o seu poder de subjugar e convencer os coraes.
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Quo vibrante e tocante  o apelo: "J sabeis a graa de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo 
rico, por amor de vs Se fez pobre, para que, pela Sua pobreza, enriquecsseis." II Cor. 8:9. 
Sabeis a altura de que Ele desceu, a profundeza de humilhao a que Se sujeitou; Seus ps 
caminharam na senda do sacrifcio, e no se apartaram dela at que deu Sua vida. Para Ele no 
houve descanso entre o trono do Cu e a cruz. Seu amor pelo homem levou-O a aceitar todas as 
indignidades e a suportar todos os abusos.
Paulo admoesta-nos que "no atende cada um para o que  propriamente seu, mas cada qual 
tambm para o que  dos outros". Filip. 2:4. Pede-nos que possuamos o sentimento "que houve 
tambm em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, no teve por usurpao ser igual a Deus. 
Mas aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens; e, 
achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente at  morte e morte de 
cruz". Filip. 2:5-8.
Paulo ansiava profundamente que a humilhao de Cristo fosse vista e compreendida. Estava 
convencido de que se os homens pudessem ser conduzidos a considerar o sacrifcio estupendo 
feito pela Majestade do Cu, o egosmo seria banido dos coraes. O apstolo se detm 
demoradamente sobre ponto aps ponto, para que possamos compreender de alguma sorte a 
maravilhosa condescendncia do Salvador a favor dos pecadores. Ele dirige primeiro a ateno 
para a posio que Jesus Cristo ocupava nos Cus, no seio do Pai; revela-O em seguida 
renunciando  Sua glria, sujeitando-Se voluntariamente s condies humildes da vida humana, 
assumindo as responsabilidades de servo, e tornando-Se obediente at  morte mais ignominiosa 
e revoltante e a mais penosa - a morte de cruz. Podemos ns contemplar esta maravilhosa 
manifestao do amor de Deus sem gratido e amor e o profundo sentimento do fato de que nos 
no pertencemos a ns prprios? Tal
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Mestre no deveria ser servido por motivos interesseiros e egostas.
Sabei, diz Pedro, "que no foi com coisas corruptveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados". 
I Ped. 1:18. Oh, se isso bastasse para conseguir a salvao do homem, quo facilmente podia ter 
sido realizada por Aquele que disse: "Minha  a prata, e Meu  o ouro." Ageu 2:8. Mas o pecador 
no podia ser resgatado seno pelo sangue precioso do Filho de Deus. Aqueles que, deixando de 
apreciar este sacrifcio maravilhoso, se eximem do servio de Cristo, perecero no seu egosmo.
Sinceridade de Propsito
Na vida de Cristo, tudo era subordinado  Sua obra,  obra de redeno que Ele veio cumprir. A 
mesma consagrao, renncia e sacrifcio, a mesma submisso s prescries da Palavra de 
Deus, devem ser manifestadas em Seus discpulos.
Todo o que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal ansiar pelo privilgio de servir a Deus. 
Contemplando o que o Cu fez por ele, seu corao enche-se de amor sem limites e de rendida 
gratido. Est ansioso por manifestar seu reconhecimento, consagrando suas faculdades ao 
servio de Deus. Suspira por mostrar amor a Cristo e aos Seus remidos. Ambiciona trabalhos, 
dificuldades, sacrifcios.
O verdadeiro obreiro na causa de Deus far o melhor, pois que assim fazendo pode glorificar seu 
Mestre. Proceder retamente a fim de respeitar as reivindicaes de Deus. Esforar-se- por 
melhorar todas as suas faculdades. Cumprir cada dever com os olhos em Deus. Seu nico desejo 
ser que Cristo possa receber homenagem e perfeito servio.
H um quadro representando um boi parado entre um arado e um altar, com a seguinte inscrio: 
"Pronto para um ou para outro", pronto para o trabalho do campo ou para ser oferecido sobre o 
altar do sacrifcio. Tal  a posio do verdadeiro filho de Deus - pronto para ir aonde o dever o 
chama, negar-se a si mesmo, sacrificar-se pela causa do Redentor.
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Uma Experincia Mais Alta
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Necessitamos constantemente de uma revelao nova de Cristo, de uma experincia diria que 
ser harmonize com os Seus ensinos. Esto ao nosso alcance resultados altos e santos. Deus 
deseja que faamos contnuos progressos na cincia e na virtude. Sua lei  um eco de Sua prpria 
voz, fazendo a todos o convite: "Subi mais alto. Sede santos, mais santos ainda." Cada dia 
podemos avanar no aperfeioamento do carter cristo.
Os que esto consagrados ao servio do Mestre necessitam de uma experincia mais alta, 
profunda e ampla, que muitos nem sequer pensam ter. Muitas pessoas que so j membros da 
grande famlia de Deus pouco sabem do que quer dizer contemplar Sua glria, e ser mudadas de 
glria em glria. Muitos possuem uma vaga percepo da excelncia de Cristo, e contudo seu 
corao palpita de alegria. Anseiam por um mais completo e profundo sentimento do amor do 
Salvador. Que eles nutram todas as aspiraes da alma para Deus. O Esprito Santo trabalha 
aqueles que desejam ser trabalhados, molda os que desejam ser moldados, cinzela os que 
desejam ser cinzelados. Obtende por vs mesmos a cultura de pensamentos espirituais e santas 
comunhes. No vistes ainda seno os primeiros raios do despontar da aurora de Sua glria.  
medida que avanardes no conhecimento do Senhor, aprendereis que
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"a vereda dos justos  como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais at ser dia perfeito". 
Prov. 4:18.
"Tenho-vos dito isso", disse Cristo, "para que a Minha alegria permanea em vs, e a vossa alegria 
seja completa." Joo 15:11.
Jesus via sempre diante dEle o resultado da Sua misso. Sua vida terrena, to cheia de trabalhos 
e sacrifcios, era iluminada pelo pensamento de que no seria em vo todo o Seu trabalho. Dando 
a vida pela vida dos homens, restauraria na humanidade a imagem de Deus. E havia de nos 
levantar do p, reformar o carter segundo o modelo de Seu prprio carter, e torn-lo belo com 
Sua prpria glria.
Cristo viu os resultados do trabalho de Sua alma e ficou satisfeito. Olhou atravs da eternidade, e 
viu a felicidade daqueles que pela Sua humilhao haviam de receber o perdo e a vida eterna. Foi 
ferido pelas suas transgresses, modo pelas suas iniqidades. O castigo que lhes havia de trazer 
a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras seriam sarados. Ele ouvia as exclamaes de 
jbilo dos remidos. Ouvia os resgatados cantando o cntico de Moiss e do Cordeiro. Ainda que 
devesse primeiro ser recebido o batismo de sangue, ainda que os pecados do mundo devessem 
pesar sobre a Sua alma inocente, ainda que a sombra de uma indescritvel mgoa pairasse sobre 
Ele; por causa da alegria que O esperava, preferiu sofrer a cruz e desprezou a afronta.
Todos os Seus seguidores devem participar dessa alegria. Por grande e gloriosa que seja a vida 
futura, nossa recompensa no  inteiramente reservada para o dia da libertao final. Mesmo na 
Terra, podemos pela f entrar na alegria do Senhor. Como Moiss, devemos estar firmes como se 
vssemos o Invisvel.
Agora a Igreja  militante. Agora temos de enfrentar um mundo de trevas, quase inteiramente dado 
 idolatria.
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A Ovelha Perdida
Noventa e nove ovelhas h, seguras no curral,
Mas uma longe se afastou do aprisco pastoral;
A errar nos montes de terror, distante do fiel Pastor,
Distante do fiel Pastor.

"Com tantas outras, bom Pastor, no Te contentars?"
"A errante  Minha", replicou, "pertence-Me a fugaz.
Vou ao deserto procurar a ovelha que ouo em dor balar,
A ovelha que ouo em dor balar."

Nenhum remido imaginou quo negra escurido,
Quo fundas guas que passou, trazendo a salvao.
E quando foi pra socorrer, a errante estava a perecer,
A errante estava a perecer.

"Por toda a estrada donde vens, que sangue enxergo ali?"
"Busquei a ovelha com dolor, o sangue Meu verti."
"Ferida vejo a Tua mo." "A angstia encheu-Me o corao,
A angstia encheu-Me o corao."

Vm da montanha aclamaes!  a voz do bom Pastor!
Ressoa em notas triunfais o salmo vencedor!
E os anjos cantam l nos Cus: "A errante j voltou a Deus,
A errante j voltou a Deus!"
- Elizabeth C. Clephane
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Mas est chegando o dia em que ser travada a batalha e ganha a vitria. A vontade de Deus 
deve ser feita na Terra como o  nos Cus. As naes dos remidos no conhecero outra lei 
seno a lei dos Cus. Constituiro todos uma famlia feliz e unida, revestida com as vestes de 
louvor e aes de graas - as vestes da justia de Cristo. Toda a Natureza, em sua arrebatadora 
formosura, oferecer a Deus um tributo de louvor e adorao. O mundo ser banhado com a luz do 
Cu. A luz da Lua ser como a luz do Sol, e a luz do Sol ser sete vezes maior do que  hoje. Os 
anos decorrero na alegria. Sobre essa cena, as estrelas da manh cantaro em unssono, e os 
filhos de Deus exultaro de alegria, enquanto Deus e Cristo Se uniro proclamando: "No haver 
mais pecado nem morte."
Estas vises da glria futura, cenas pintadas pela mo de Deus, devem ser amadas pelos Seus 
filhos.
Detende-vos no limiar da eternidade, e escutai as alegres boas-vindas dadas queles que nesta 
vida cooperaram com Cristo, considerando como privilgio e honra sofrer por Sua causa. Com os 
anjos, eles lanam suas coroas aos ps do Redentor, exclamando: "Digno  o Cordeiro, que foi 
morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e fora, e honra, e glria, e aes de graas. ... 
Ao que est assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas aes de graas, e honra, e 
glria, e poder para todo o sempre." Apoc. 5:12 e 13.
A os remidos sadam aqueles que os conduziram ao excelso Salvador. Unem-se no louvor 
dAquele que morreu para que os seres humanos pudessem fruir a vida que se mede com a de 
Deus. A luta est terminada. Esto no fim todas as tribulaes e contendas. Cnticos de vitria 
reboam pelos Cus inteiros, enquanto os remidos permanecem em volta do trono
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de Deus. Todos entoam o jubiloso coro: "Digno  o Cordeiro, que foi morto" e que nos remiu para 
Deus. Apoc. 5:12.
"Olhei, e eis aqui uma multido, a qual ningum podia contar, de todas as naes, e tribos, e 
povos, e lnguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com 
palmas nas suas mos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvao ao nosso Deus, que est 
assentado no trono, e ao Cordeiro." Apoc. 7:9 e 10.
"Estes so os que vieram de grande tribulao, lavaram as suas vestes e as branquearam no 
sangue do Cordeiro. Por isso esto diante do trono de Deus e O servem de dia e de noite no Seu 
templo; e Aquele que est assentado sobre o trono os cobrir com a Sua sombra. Nunca mais 
tero fome, nunca mais tero sede; nem sol nem calma alguma cair

Santo! Santo!Santo!
Santo! Santo! Santo!
Deus onipotente!
Cedo de manh cantaremos Teu louvor.
Santo! Santo! Santo! Deus Jeov trino!
s Deus excelso, nosso Criador.
Santo! Santo! Santo!
Ns os pecadores,
No podemos ver Tua glria sem tremor.
Tu somente s santo, justo e compassivo,
Puro e perfeito, nosso Redentor.
Santo! Santo! Santo!
Deus onipotente!
Tua criao manifesta o Teu amor.
Antes de criares todo o Cu e a Terra,
Eras e sempre hs de ser, Senhor.
- Reginald Heber
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sobre eles, porque o Cordeiro que est no meio do trono os apascentar e lhes servir de guia 
para as fontes das guas da vida; e Deus limpar de seus olhos toda lgrima." Apoc. 7:14-17.  "E 
no haver mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque j as primeiras coisas so 
passadas." Apoc. 21:4.
Necessitamos conservar constantemente diante de ns este quadro das coisas invisveis.  assim 
que nos tornaremos aptos para atribuir um justo valor s coisas da eternidade e s do tempo.  
assim que empregaremos nossas faculdades influenciando os outros para uma vida mais santa.
No Monte com Deus
"Sobe a Mim, ao monte", diz-nos Deus. xo. 24:12. A Moiss, antes de poder ser o instrumento de 
Deus na libertao de Israel, foram destinados quarenta anos de comunho com Ele, na solido 
das montanhas. Antes de levar a mensagem de Deus a Fara, falou com o Anjo na sara ardente. 
Antes de receber a lei de Deus como representante de Seu povo, foi chamado ao monte e 
contemplou a glria divina. Antes de executar justia contra os idlatras, esteve escondido na 
fenda da rocha, e o Senhor lhe disse: "Eu... apregoarei o nome do Senhor diante de ti" (xo. 
33:19), "misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficncia e verdade; ... que ao 
culpado no tem por inocente." xo. 34:6 e 7. Antes de abandonar, com a sua vida, a misso de 
condutor de Israel, chamou-o Deus ao cume do Pisga, e fez passar sob seus olhos a glria da terra 
prometida.
Antes que os discpulos partissem para a sua misso, foram chamados ao monte com Jesus. 
Antes do poder e glria do Pentecoste, veio a noite de comunho com o Salvador,
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o encontro num monte da Galilia, a cena de despedida sobre o Monte das Oliveiras, com a 
promessa dos anjos, e os dias de orao e comunho no cenculo.
Quando Jesus Se preparava para alguma grande prova ou para alguma obra importante, afastava-
Se para a solido dos montes, e passava a noite orando a Seu Pai. Uma noite de orao precedeu 
a consagrao dos apstolos e o sermo da montanha, a transfigurao, a agonia da sala do juzo 
e da cruz, e a glria da ressurreio.
O Privilgio da Orao
Ns tambm temos de ter um tempo para a meditao e orao, e para receber conforto espiritual. 
No apreciamos como devamos o poder e eficcia da orao. A orao e a f faro o que nenhum 
poder da Terra conseguir realizar. Raramente somos colocados duas vezes nas mesmas 
circunstncias sob todos os pontos de vista. Experimentamos continuamente novas cenas e novas 
provas, onde a experincia passada no pode ser um guia suficiente. Temos de ter a luz perene 
que vem de Deus.
Cristo envia sempre mensagens aos que esto atentos  Sua voz. Na noite da agonia, no 
Getsmani, os discpulos adormecidos no ouviram a voz de Jesus. Tinham um sentimento 
obscuro da presena dos anjos, mas no se deram conta do poder e glria da cena. Devido ao seu 
torpor e sonolncia, no receberam a evidncia que lhes teria fortalecido a alma para as terrveis 
cenas que ocorreriam. Hoje, da mesma sorte, os que tm mais necessidade da instruo divina 
no a recebem, muitas vezes, porque no se pem em comunho com o Cu.
As tentaes a que todos os dias estamos expostos fazem da orao uma necessidade. Os 
perigos nos assaltam em todo caminho. Os que procuram arrebatar os outros do vcio e da
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runa, esto particularmente expostos  tentao. Em constante contato com o mal, necessitam 
apegar-se fortemente a Deus, para no serem eles mesmos corrompidos. Breves e decisivos so 
os passos que conduzem os homens de um plano elevado e santo a um nvel inferior. Num s 
momento, podem ser tomadas decises que determinam o destino eterno. Uma fraqueza por 
vencer deixa o indivduo desamparado. Um mau hbito, a que se no resistiu com firmeza, 
fortalecer-se- em cadeias de ao, prendendo-o completamente.
O motivo por que tantos so abandonados a si mesmos em lugares de tentao  no terem o 
Senhor constantemente diante dos olhos. Quando permitimos que nossa comunho com Deus 
seja quebrada, ficamos sem defesa. Todos os bons objetivos e boas intenes que tenhais no 
vos tornaro aptos a resistir ao mal. Deveis ser homens e mulheres de orao. Vossas peties 
no devem ser dbeis, ocasionais e apressadas, mas fervorosas, perseverantes e constantes. 
Para orar no  necessrio que estejais sempre prostrados de joelhos. Cultivai
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o hbito de falar com o Salvador quando ss, quando estais caminhando e quando ocupados com 
os trabalhos dirios. Que vosso corao se eleve de contnuo, em silncio, pedindo auxlio, luz, 
fora, conhecimento. Que cada respirao seja uma orao.
Como obreiros de Deus, devemos atingir os homens onde eles esto, rodeados de trevas, atolados 
no vcio, manchados pela corrupo. Mas, fixando os olhares sobre Aquele que  o nosso Sol e a 
nossa proteo, o mal que nos rodeia no manchar nossas vestes. Trabalhando para salvar as 
almas que esto prestes a perecer, no seremos envergonhados se pusermos confiana em Deus. 
Cristo no corao, Cristo na vida, eis a nossa segurana. A atmosfera de Sua presena encher a 
alma de horror a tudo o que  mau. Nosso esprito pode de tal maneira identificar-se com o Seu, 
que seremos um com Ele em nossos pensamentos e intenes.
Foi pela f e orao que Jac, de homem fraco e pecador, com o auxlio de Deus se tornou um 
prncipe.  assim que vos podeis tornar homens e mulheres de santo e alto ideal, de vida nobre, 
homens e mulheres que por motivo nenhum se deixaro transviar da verdade, do direito e da 
justia. Sois assaltados por urgentes cuidados, responsabilidades e deveres, mas quanto mais 
difcil for vossa posio e mais pesadas vossas responsabilidades, tanto mais careceis de Jesus.
 um erro grave negligenciar a adorao pblica de Deus. Os privilgios do culto divino no devem 
ser considerados levianamente. Os que assistem aos doentes encontram-se muitas vezes 
impossibilitados de desfrutar desses privilgios, mas devem ser cuidadosos em no deixar de 
freqentar, sem razo plausvel, a casa de orao. Na assistncia aos doentes, mais do que em 
qualquer outra ocupao secular, o bom xito depende do esprito de consagrao e abnegao 
com que o trabalho  feito. Os que desempenham responsabilidades carecem de se colocar onde
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possam ser profundamente impressionados pelo Esprito de Deus. Mais do que ningum, deveis 
ansiar pelo auxlio do Esprito Santo e pelo conhecimento de Deus, tanto mais quanto vossa 
posio de confiana  de maior responsabilidade que a dos outros. Nada  mais necessrio em 
vossos trabalhos do que os resultados prticos da comunho com Deus. Devemos mostrar, em 
nossa vida diria, que temos paz e descanso no Senhor. Essa paz no corao resplandecer na 
fisionomia. Imprimir  voz uma fora persuasiva. A comunho com Deus refletir no carter e na 
vida. Os homens conhecero em ns, como nos primeiros discpulos, que estivemos com Jesus. 
Eis o que d ao obreiro um poder que nada mais ser capaz de lhe comunicar. Jamais devemos 
permitir ser privados de tal poder.Carecemos de viver uma dupla vida - vida de pensamento e de 
ao, de silenciosa prece e infatigvel trabalho. A energia recebida pela comunho com Deus, 
unida ao ardente esforo de educar o esprito em hbitos ponderados e cautelosos, preparam para 
os deveres de cada dia, e conservam o esprito em paz em todas as circunstncias, ainda as mais 
adversas.
O Divino Conselheiro
Quando esto em dificuldades, muitos pensam que devem apelar para algum amigo terrestre, 
contar-lhe suas perplexidades e pedir-lhe socorro. Sob circunstncias difceis, a descrena enche-
lhes o corao, e o caminho parece sombrio. Contudo, ali est sempre a seu lado o poderoso e 
eterno Conselheiro convidando-os a depositar nEle sua confiana. Jesus, o que sobre Si levou 
nossos cuidados, diz-nos: "Vinde a Mim, e encontrareis descanso." Afastar-nos-emos dEle para 
recorrer a falveis seres humanos, to dependentes de Deus como ns prprios?
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Podeis sentir a imperfeio do vosso carter e a insignificncia das vossas capacidades, em 
comparao com a grandeza da obra. Mas, ainda que tivsseis a maior inteligncia, isso no 
bastaria para vosso trabalho. "Sem Mim nada podereis fazer", diz nosso Senhor e Salvador. Joo 
15:5. O resultado de tudo o que fazemos est nas mos de Deus. Suceda o que suceder, deponde 
nEle uma confiana firme e perseverante.
Em vossos negcios, nas amizades das horas de lazer, e na aliana matrimonial, que todas as 
relaes sociais que tiverdes sejam empreendidas com fervorosa e humilde orao. Mostrareis 
assim que honrais a Deus e Deus vos honrar a vs. Orai quando estiverdes abatidos. Em 
ocasies de desnimo, nada digais aos outros; no espalheis sombra no caminho do prximo; mas 
contai tudo a Jesus. Levantai as mos em demanda de auxlio. Em vossa fraqueza apegai-vos  
fora infinita. Suplicai humildade, sabedoria, coragem, aumento de f, para que possais ver luz na 
luz de Deus e rejubilar no Seu amor.
Confiana
Quando somos humildes e contritos, estamos onde Deus pode e quer manifestar-Se a ns. Ele Se 
agrada quando insistimos em que as graas e bnos passadas so razo para nos conceder 
bnos maiores. Ultrapassar as expectativas dos que inteiramente nEle confiam. O Senhor 
Jesus sabe bem o que Seus filhos precisam, quanto de divino poder consagraro para o bem da 
humanidade, e Ele nos concede tudo o que empregarmos, beneficiando o prximo e enobrecendo 
nossa prpria vida.
Devemos ter menos confiana no que podemos por ns mesmos fazer, e mais confiana no que o 
Senhor para ns e por
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ns pode fazer. No estais empenhados em vossa prpria obra, mas sim na de Deus. Submetei-
Lhe vossa vontade e vossos desgnios. No faais uma nica reserva, uma nica contemporizao 
com vs mesmos. Aprendei o que  ser livres em Cristo.
A simples audio de sermes sbado aps sbado, a leitura da Bblia de ponta a ponta, ou sua 
explicao verso por verso, no nos aproveitar nem aos que nos ouvem, se no vivermos as 
verdades da Bblia em nossa experincia habitual. O entendimento, a vontade e os afetos devem 
ser submetidos ao domnio da Palavra de Deus. Ento, pela obra do Esprito Santo, os preceitos 
da Palavra se tornaro princpios de vida.
Quando pedis ao Senhor que vos ajude, honrai o Salvador crendo que recebereis Sua bno. 
Todo o poder e toda a sabedoria esto  nossa disposio. Nada mais temos a fazer do que pedir.
Andai continuamente na luz de Deus. Meditai dia e noite no Seu carter. Ento vereis Sua beleza e 
exultareis em Sua bondade. Vosso corao se abrasar com o sentimento do Seu amor. Sereis 
erguidos, como se fsseis transportados por braos eternos. Com o poder e luz que Deus 
concede, podeis compreender e realizar mais do que antes julgveis possvel.
"Estai em Mim"
Cristo diz-nos: "Estai em Mim, e Eu, em vs; como a vara de si mesma no pode dar fruto, se no 
estiver na videira, assim tambm vs, se no estiverdes em Mim. ... Quem est em Mim, e Eu nele, 
esse d muito fruto, porque sem Mim nada podereis fazer. Se vs estiverdes em Mim, e as Minhas 
palavras estiverem em vs, pedireis tudo o que quiserdes, e vos ser feito. Nisto  glorificado Meu 
Pai: que deis muito fruto; e assim sereis Meus discpulos." Joo 15:4, 5, 7 e 8.
"Como o Pai Me amou, tambm Eu vos amei a vs; permanecei no Meu amor." Joo 15:9.
"No Me escolhestes vs a Mim, mas Eu vos escolhi a vs, e vos nomeei, para que vades e deis 
fruto, e o vosso fruto
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permanea, a fim de que tudo quanto em Meu nome pedirdes ao Pai Ele vos conceda." Joo 
15:16.
"Eis que estou  porta e bato; se algum ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e 
com ele cearei, e ele, comigo." Apoc. 3:20.
"Ao que vencer darei Eu a comer do man escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra 
um novo nome escrito, o qual ningum conhece seno aquele que o recebe." Apoc. 2:17.
"Ao que vencer... dar-lhe-ei a estrela da manh" (Apoc. 2:26 e 28), "e escreverei sobre ele o nome 
do Meu Deus e o nome da cidade do Meu Deus, ... e tambm o Meu novo nome." Apoc. 3:12.
"Uma Coisa Fao"
Aquele que tem confiana em Deus estar apto a dizer com Paulo: "Posso todas as coisas 
nAquele que me fortalece." Filip. 4:13. Quaisquer que tenham sido os erros ou insucessos do 
passado, podemos, com o auxlio de Deus, levantar-nos acima deles. Podemos dizer com o 
Apstolo:
"Uma coisa fao, e  que, esquecendo-me das coisas que atrs ficam e avanando para as que 
esto diante de Mim, prossigo para o alvo, pelo prmio da soberana vocao de Deus em Cristo 
Jesus." Filip. 3:13 e 14.
